Forbidden Love
1 How old are you?
Notas iniciais
Violetta Pov.
– Hoje é seu aniversário criatura! – Francesca dizia tentando me animar. 18!
Hoje é meu aniversário de 18 anos, e eu queria sair, dançar, beber, mas a linha da minha irmã (sente a ironia) quer que eu passe ele em família. Ela vai trazer mais um velho babão, tarado que vive dando em cima de mim a da minha prima Ludmila, para nos conhecer. Eu já estou acostumada com isso, tem sido assim desde o meus 7 anos, quando meu pais se separaram e resolvemos morar sozinhas.
– Fran, não quero participar de porra de jantar nenhum. Odeio conhecer velhos nojentos. – falei manhosa
– Ai pequena, eu também não... Mas olha, encara desta vez, e amanhã saímos com os meninos para comemorar. – falou fazendo uma dancinha ridícula, me fazendo gargalhar. – Viu, fiz você rir.
– Cadê o povo dessa casa!? – escutamos alguém gritar lá em baixo.
Saímos correndo feito loucas, parando no topo da escada.
Ludmi!! – gritei e corri escada abaixo me jogando em seus braços.
Vilu!! – me apertou mais em seus braços. – Que saudade prima.
– Também. – nos soltamos. – Tá gata em?! – falei a fazendo dar uma voltinha. O que houve na faculdade, tem algo na água né?! – rimos.
– Você também... Esta mais mulher. – deu um tapa na minha bunda. – E a vadia da Francesca! – gritou. – Vem cá delicia!
As duas se abraçaram. Subimos para o quarto da Ludmila, e ficamos conversando. Ela contava sobre os gatos da faculdade, e as festas, e nós contávamos como a escola é entediante. Ludmi, contava cada detalhe do campus, e isso me deixava frustrada. Acontece que a faculdade que eu vou é aqui em Buenos Aires mesmo, e perto de casa, o que me faz ter que ficar aqui, o que me irrita! Academia de Inteligencia en Buenos Aires (AIBA), tem como reitor, um dos melhores amigos da minha irmã, o que facilitou um pouco as coisas. Eu iria cursar Moda, assim como minha mãe e minha prima, para poder seguir os negócios da família.
Vilu! – Ludmila gritou, tirando-me do transi.
– Oi? – perguntei meio desnorteada.
– Tá pensando no que? – Ludmi perguntou.
– Nada. – dei de ombros. – O que foi?
– Vamos nos arrumar. Já é 18h30min, se atrasarmos um segundo se quer, Srta. Lara nos mata! – Ludmila falou rindo.
A deixamos tomando banho, enquanto íamos para o meu quarto nos arrumar. As roupas já estavam separadas. Enquanto Francesca arrumava aquele monte de maquiagem em cima da penteadeira, eu fui tomar um banho. Relaxar é tudo que eu necessito nesse momento. Despi-me e abri o registro. Entrei debaixo da água morna, causando uma sensação de relaxamento instantaneamente.
Senti minhas pernas fraquejarem, e precisei encostar-me à parede, lentamente fui escorregando e parei sentada no chão. Agora, aqui debaixo desse chuveiro, eu posso refletir melhor sobre a minha vida. Tipo, eu tenho 18 anos nas costas, e não tenho nenhuma conquista, ou algo assim. Meu pai mora do outro lado do mundo e não que me ver, e eu nem sei o motivo, minha mãe nunca procurou saber se estou bem, só liga para o trabalho e Lara, minha irmã, só para homens. Sou uma pessoa amargurada, com poucos amigos, e nenhuma vontade de viver, uma problemática, que se cortava como desculpa por um dia ruim, ou algo no qual não queria ouvir ou fazer. Eu ando totalmente sem vontade para nada. Minha vontade é deitar e dormir o tempo tempo. Não tenho motivo de alegria...
– Violetta Castillo! – Francesca começou socar a porta. – Sai logo dai porra!
– Já vou! – gritei em resposta.
Levantei-me, me ensaboei, lavei os cabelos e rapidamente sai. Enrolei-me na toalha branca felpuda que havia ali no banheiro.
– Nossa, pensei que tinha morrido. – Francesca passou por mim, entrando no mesmo. Fui até o closet, peguei uma lingerie preta, e a vesti. Voltei até meu quarto e observei a roupa. É... Dá para o gasto. Apesar de amar moda, eu sou lesada na hora de se vestir. Peguei a roupa e me vesti. Só para irritar fui até a porta do banheiro e comecei a esmurrar.
– Vai vadia! Sai, parece que morreu! – gritei e pude ouvir Fran bufar, ri e sai de lá.
Fui até a penteadeira e comecei a preparar a pele para a maquiagem. Escutei Francesca destrancar a porta e logo em seguida observei a figura dela parada atrás de mim, sorri meiga e ela revirou os olhos, indo por uma lingerie logo em seguida. Menina estranha. Minutos depois ela já estava trocada.
– Vai, deixa eu assumir a make daqui! – falou me virando para ela e pegando a maleta.
(...)
– Linda! – exclamei ao vê-la pronta. Francesca tem uma extrema beleza, e esses olhos incrivelmente lindos. Adoro vê-la de maquiagem preta. – Você para uma boneca.
– Você já se olhou no espelho. Você esta perfeita. – ela disse me puxando, fazendo o espelho refletir nós duas. – Esse vestido é incrível!
– Concordo... – rimos.
Francesca e eu nos conhecemos desde pequenas, uns dois anos, acho. Sempre fomos muito unidas. Ela é meio maluca e irresponsável, mas sempre me ajuda nos momentos mais difíceis. Ela esteve comigo quando fui internada, por causa dos distúrbios alimentares e mutilação, ia todos os dias na clínica me ver se estavam me tratando bem, e contrabandear alguns doces que eram proibidos na minha dieta. Nesse momento eu pude confirmar que ela sempre estaria ali, comigo, para me ajudar e dar forças.
– Garotas, a Lara está esperando. – Ludmila entrou no quarto.
– Vamos descer. – Fran me puxou.
Devo dizer, mais uma vez, que minha vontade é mínima! Odeio ter eu conhecer os namorados da minha irmã, e principalmente perder meu aniversario por causa disso! Hoje eu entraria de graça em qualquer balada foda de BA! Isso é muita injustiça com a minha pessoa!
– Meninas! – minha irmã gritou animada. – Vocês estão lindas! – sorriu. – Só acho que essas roupas não são adequadas. – revirei os olhos. – Isso é roupa para balada, e não um jantar.
– E... Era onde deu devia estar a essas horas. Em uma balada lotada de gente, dançando com algum gato, e bebendo. – falei.
– Você só pode beber depois dos 21 bebê. – apertou minhas bochechas. – Parabéns. – me abraçou forte.
– Obrigada Srta Lara. – falei sorrido. – E... Não se preocupe com as nossas roupas maninha.
– Ok, desculpe. Estou meio nervosa com esse jantar. – falou.
– Vai dar tudo certo. – Ludmila a abraçou.
– Ou... A comida pode queimar, e tudo dar errado. – dei de ombros. Sou péssima para consolar as pessoas, sempre as deixo mais nervosas... É um dom.
– Cala a boca Violetta. – Ludmida mandou e sai de perto.
Peguei meu iphone e comecei jogar. Minha irmã havia proibido todos de ir até a sala de jantar, e de assistir TV. Fiquei andando pela casa, sem rumo algum, afinal, sem TV sou uma completa imprestável! Eu jogava distraidamente Angry Birds, puta merda esse jogo me faz viciar! Senti meu corpo chocar-se com algo e meu celular voar da minha mãe, caindo no chão.
– Baby! – gritei correndo para pega-lo. – Porra não olha para onde anda inferno! – gritei histérica confesso.
– Quem é você, e o que faz aqui? – perguntei um pouco grossa, acho.
– Eu vim...
– Amor! – a voz da minha “querida” irmã ecoou pelo cômodo.
Ela se agarrou nele e o beijou. Que porra esta acontecendo aqui? Olhei para trás, meio que perdida. Em que mundo eu estou? Comecei a olhar para os lados, vendo se mais alguém presenciará aquela cena, e sim, Ludmila e Francesca observavam a cena com a boca aberta. Fiquei perto delas.
– Ham Ham. – forcei a garganta a eles se separam. – Será que alguém pode explicar que merda ta acontecendo aqui? – perguntei.
– Violetta Castillo, veja como fala. – minha irmã me repreendeu.
Violetta! Violetta, já falei merda! – por que ela insiste?!
– Lara, você já está traindo seu namorado? – Ludmila perguntou estática.
– Como? – minha irmã riu. – Não, esse aqui é o Leon Vargas meu namorado. – apresentou e nós três começamos a rir descontroladamente. Tipo, minha irmã, com 29 anos apresentando um cara da minha idade. Senhor. Isso é a melhor piada do século!
– Ai prima, para de contar piada e mostra logo o velho barrigudo. – Ludmila disse cessando o riso.
É Lara. – falei. – Esse cara deve ter uns 18 anos.
Leon Pov.
Havia acabado de chegar à casa da Lara, minha namorada há uns sete meses. Hoje ela iria me apresentar à família. Bati a porta e uma empregada, simpática, atendeu.
– Oi. – falei tímido. – Sou Leon Vargas, convidado da Lara. – falei.
– A claro. Entre. – deu espaço para que entrasse na luxuosa mansão. Se por fora era gigante imagina por dentro. Tudo bem que eu estava acostumado com isso, mas achei a casa linda, e ainda maior que a da minha família. Adentrei o lugar, e ela me indicou o caminho da sala, onde eu acharia todos. Senti meu corpo chocar-se com alguém.
– Baby! – a pessoa gritou e correu para pegar o celular no chão. – Porra não olha para onde anda inferno! – gritou histérica.
– Desculpa. – levantou-se alisando o celular.
– Quem é você, e o que faz aqui? – perguntou grossa.
– Eu vim...
– Amor! – a voz de Lara ecoou o cômodo me interrompendo.
Ela se agarrou em mim e me beijou.
– Ham Ham. – alguém forçou a garganta, e nós nos separamos. – Será que alguém pode me explicar que merda ta acontecendo aqui? – A garota, de cabelos castanhos, perguntou.
– Violetta Castillo, veja como fala. – Lara a repreendeu.
– Violetta! Violetta, já falei merda! – falou irritada.
– Lara, você já esta traindo seu namorado?! – A outra garota, de cabelos pretos, perguntou.
– Como? – Lara riu. – Não, esse aqui é Leon Vargas meu namorado. – apresentou-me e as três meninas começaram a rir descontroladamente. Tipo, preciso falar que fiquei mega constrangido? Tudo bem que eu não sou tímido, pelo contrario, sou mega descontraído e sem vergonha, mas tipo, eu venho conhecer a irmã e prima da minha namorada e elas riem da minha cara!
– Ai prima, para de contar piada e mostra logo o velho barrigudo. – A loira disse cessando o riso.
– É Lara. – Violetta, acho, falou. Esse cara deve ter uns 18 anos. – Nossa! Sei que sou lindo, mais 18 é forçado não?!
– Tenho 22. – falei algo pela primeira vez.
– Tia, o que faz com um menino de 22 anos? – A morena perguntou.
– Francesca, calada. – Lara mandou.
– Olha, depois você fala sobre isso, mas no momento estou morrendo de fome, e louca para me livrar logo disso... Então come on guys! — Violetta falou e pude ver Lara a fuzilar com os olhos, e ela sorri falsa.
Fomos até a sala de jantar, e nos sentamos a mesa. Logo os garçons vieram nos servir e começamos a comer. Lara sempre puxava papo, e tudo acabava em piada. As meninas, Violetta, Francesca e Ludmila, são mega engraçadas, e debochadas com tudo, sem falar que são incrivelmente lindas. Nos riamos muito, e pude ver como a família de Lara é legal, apesar dela e de Violetta viverem se estranhando.
– Maninha, a sobremesa? – Violetta perguntou, após ver que todos haviam terminado o jantar.
– Nossa pior que criança. – Francesca falou e nós rimos.
– Calada vadia. – Violetta fez bico, muito fofo por sinal.
– Olga, mande trazer a sobremesa. – Lara pediu para a empregada que assentiu e saiu.
Os garçons trouxeram dois bolos, um que tinha uma guitarra, e era rosa, preto e tinha umas notas musicais, e um que era menor, preto e branco, com teclas de piano e notas musicais, incrivelmente lindos.
– Mandei fazer os dois, pois não sabia qual escolher. Espero que goste. – falou Lara sorrindo, e pela primeira vez, vi Violetta sorrindo para ela.
Violetta Pov.
Os bolos eram perfeitos. Eu não conseguia parar de sorrir. Eu AMEI o da guitarra, e do piano então, perfeito! Acho que pela primeira vez, de verdade sorri para minha irmã com sinceridade, e não um sorriso forçado. Eu sei que ela tenta me fazer feliz, pela falta de nossos pais, e eu sempre dificulto tudo, é difícil. Acenderam as velas e Ludmila puxou o tradicional “Parabéns pra você”. Assoprei, apagando-as e eles começaram a me desejar feliz aniversario, Francesca foi a primeira.
– Feliz aniversário minha vadia louca! – me abraçou, e por um pouco eu não cai. – Te amo muito tá? Sempre vou estar contigo minha delicia! – falou.
– Valeu minha palhacinha! Também te amo demais! – beijei seu rosto.
– Parabéns priminha, te amo! – Ludmila me abraçou. Ela nunca foi de falar muito.
– Parabéns anjo. Que tudo de bom aconteça para você. Eu te amo muito. – me abraçou e começou chorar.
– Também te amo maninha. – falei e ela sorriu.
Percebi Leon vir para perto de mim.
– Parabéns Violetta. – Me abraçou, e eu meio que retribui e... Senhor, como esse cara é cheiroso. Ele me soltou e sorriu, seu sorriso é perfeito, sem contar seus lindos olhos verdes que me fez se perder quando se encontraram com os meus, e uma descarga elétrica passou por meu corpo. Ele é dono de uma beleza instigante.
– Bolo! – Fran gritou me fazendo acordar e sorrir.
Minha mãe cortou o bolo e deu um pedaço para cada, e eu claro, fiquei com a guitarrinha. O celular da Fran começou tocar e ela atendeu.
– Alô. – disse de boca cheia. – Ah hoje não dá. Estamos comemorando o aniversario da Vilu... Em familia, não com animais. – ela pos. – Pronto.
– Ai novinha! – a voz de Marco ecoou por meus ouvidos me fazendo rir. – Parabéns!
– Valeu Chaz! – falei.
– Ai baixinha, feliz aniversário! – agora era Maxi. O mais novo dos meninos.
– Valeu pirralho! – falei e ele riu.
– Parabéns anã. – Federico falou! – Precisamos comemorar em?
– Claro! Amanha, que tal? – falei.
– marcado! E nos vamos chamar um amigo nosso. – Marco se intrometeu.
– Tá certo! Mas vê se chama alguém bonito, e não um macaco para o bando. – Fran se intrometeu.
– Nossa, obrigada pela consideração gatinha. – Federico se fez de ofendido. – Falo então! Até amanha.
– Até, beijos! – falamos e encerramos a ligação.
– Leon esta tudo bem? – Francesca perguntou, segurando o riso.
– Está sim. – ficou vermelho... Awn que fofo. Tá Vilu, para querida!
Depois de mais um tempo nos prendendo minha irmã nos liberou e Francesca foi embora. Subi para o meu quarto, tomei um banho, pus meu pijama e me deitei.
– Awn... Isso Leon! Vai! – não... Eu não escutei isso! Mas que porra é essa? – Mais rápido! – os gemidos da minha irmã ecoaram pelo meu quarto. Seu quarto ficava no terceiro anda, exatamente em cima do meu, o que me faz escutar perfeitamente seus gemidos.
Isso é nojento! Virei de lado e coloquei os fones, pondo Broken, para tocar, no volume máximo.
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