Forbidden Love
9 Córdoba
Alguns dias depois...
– Tchau Vilu. – Cande beijou meu rosto.
– Tchau Cande.
– Aproveita bem lá em Córdoba em amiga. – piscou e entrou em seu carro. Atravessei o estacionamento da faculdade chegando ao meu carro. Hoje iremos para Córdoba, agora de noite, assim que todos saírem do serviço. Entrei no meu carro, pus minha bolsa no banco do passageiro, e dei partida. Em menos de cinco minutos parem em frente ao orfanato. Saudades da Molly. Peguei minha bolsa e desci do carro. Adentrei o mesmo avisando Sophie com as crianças.
– Oi meus amores! – gritei, fazendo eles me olharem e correrem até mim.
– Tia Vilu! – gritaram agarrando minhas pernas.
– Tudo bem?
– Sim! – gritaram em uníssono.
– Vilu!! – Molly apareceu sorrindo.
– Princesa! – a peguei no colo. – Tudo bem com você?
– Sim. – apertou meu rosto. – Você esta linda, palecendo uma lainha.
– E você esta perfeita. – beijei sua bochecha.
– Violetta vem ver minha boneca nova. – ela saiu me puxando pelo orfanato. – Ela é linda, tem cabelo preto, bem blanquinha, e tem a boca roxinha que nem aquele batom que você usou aquele dia do aniversario da Megan. Eu pus um vestido preto nela.
– Que legal. – entramos no quarto.
Em cima da cama estava a bonequinha. Ela correi até ela e apanhou a mesma.
– Olha. – a esticou para mim.
– Ela é linda. Como é o nome?
– Violetta. – sorriu sapeca.
– Awn... Que lindo!
– Vamos brincar? – perguntou e eu assenti.
Ficamos dando chá para as bonecas durante um tempo, até ela cansar e dormir. A ajeitei na cama e pus a boneca junto aos pequenos bracinhos dela. Ri ao ver a cena fofa, e a cobri. Peguei meu celular e tirei algumas fotos dela. Olhei a hora: 20h30min!
– Caralho! – gritei.
Beijei a testa de Molly, e sai correndo. Despedi-me de Sophie e sai correndo.
– Violetta! – minha irmã gritou. – Onde estava?
– Desculpa. ´-sorri sem graça.
Todos já estavam lá, me esperando. Subi correndo, tomei um banho rápido e pus uma lingerie cor da pele, um short jeans, uma blusa de manga cumprida, soltinha e caída em um ombro. Prendo meus cabelos em um coque bagunçado, peguei minhas malas e desci, parecendo uma louca.
– Pronto! — gritei jogando tudo no chão e afastando meus cabelos que caiu sobre meu rosto.
– Vamos logo vadia! Córdoba nos espera! – Fran gritou.
Todos começaram a pegar as malas e levar para os carros. Peguei as minhas e elevei até meu carro, Francesca irá junto comigo. Maxi, Marco, Federico e Ludmila iam em outro e minha irmã e Leon em outro. O caminho ate o aeroporto foi tranquilo, a não ser a Francesca cantando rap feito uma louca, me fazendo rir.
– Violetta, e se o avião cair? – Francesca perguntou enquanto descíamos do carro.
– Como?
– A você sabe, e se ele cair? – parecia apavorada;
– Fran, você tem medo?
– Não... Claro que não! – sorriu nervosa. – Tá... Sim, mas com razão.
– Não vai acontecer nada. – a abracei de lado.
Um cara estava levando nossas malas para o avião e nos seguimos para o mesmo. Adentramos, e todos já encontravam lá.
– Sempre atrasadas. – Maxi disse.
– Claro meu amor. Rainhas precisam de uma entrada triunfal. – mandei um beijo para ele.
– Rainhas do lixão? – perguntou rindo.
– Não, isso eu deixo para você. – pisquei.
O piloto avisou que levantaríamos voo, e que era para nos sentarmos e prender os cintos. Sentei ao lado de Marco e Francesca ao lado de Maxi. Prendi meus cintos e fechei os olhos. Bom... Digamos que... Eu tenho medo de avião! Eu tentei esconder falando para Francesa que tudo ficaria bem, mas eu estava tentando colocar isso na mente. Desde pequena morro de medo de voar. É algo que eu não sei explicar, eu apenas tenho.
– Violetta, você tem medo de avião? – Federico perguntou, segurando o riso.
– Não, não tenho não. – tentei sorrir, mas não deu muito certo.
– Violetta vai ficar tudo bem, anjo. – Lara disse, um pouco alto demais.
– A Vilu tem medo de avião? – Maxi perguntou rindo.
– Desde pequena. – Ludmila gargalhou. – Era hilário ver a cara de espanto dela.
Todos começaram a rir da minha cara, inclusive Francesca, que estava se cagando fora do avião.
– Francesca sua vaca, tá rindo do que? Quem estava lá fora quase chorando? Não era eu. – falei nervosa.
– Ficou nervosa. – Marco zoou.
– Marco, calado. Se não arranco essa coisa minúscula que chama de pau! – falei entre dentes.
– Pergunta para sua prima se é pequeno. – sorriu falso.
Todos começaram a rir, e aquilo me irritou. Senti o solavanco do avião, e um frio na barriga tomou conta, agarrei a mão de Maxi.
– Ai sua maluca! Tá doendo porra. – reclamou.
– Boiola. – xinguei.
– Medrosa.
– Idiota.
– Sonsa.
– Fecha o bico Maxi ou eu faço fechar. – rosnei.
Ele se calou, graças a Deus, e aos poucos fui me acostumando, e abri meus olhos. Todo estavam em cima de mim, me olhando como seu eu fosse algum ET.
– Perderam alguma coisa aqui? – perguntei.
– Nunca pensei que você teria medo de algo. – Federico disse impressionado.
– Nunca pensei que você seria broxa, mas parece que todos nos enganamos não? – perguntei sarcástica.
– Depois dessa eu cuspia no chão e saia nadando. – Francesca disse.
– Desculpa, mas não sou você para ser tão idiota. – respondeu seco.
– Assim que chegarmos a Córdoba, terei que sair, para ir cuidar da minha nova coleção. – minha irmã se sentou ao meu lado. – Conto com você para tomar conta de tudo.
A olhei com o cenho franzido.
– Você é a mais responsável daqui. – riu fraco. – Pelo que vi, quando o Leon se junta a esses garotos vira uma criança. Por isso não o quero muito perto deles. – falou e eu revirei os olhos.
– Vai querer afastá-los dos amigos? – perguntei incrédula, olhando para eles que estavam conversando em um canto.
– Eu não gosto que ele se envolva com esse tipo de pessoas. Quero-o responsável e não um piralho sem escrúpulos e que age como criança. – falou seria. – Vou tentar afastá-lo ao máximo desses meninos.
– Você tem que entender que eles são amigos desde a infância, lá no México, e que não pode separá-los. Leon só parece ser serio, mas é um idiota, como qualquer outro. – me levantei e deixei-a sozinha.
Acho que a maior idiotice isso de querer afastar o namorado dos amigos, e deixa-los preso. Ele tem que se sentir livre, e não em uma prisão. Isso é errado, e por mais que eu e Leon não conversamos muitos, eu não vou deixar que minha irmã faça isso com o coitado. Cheguei perto deles e me sente ao lado de Leon. Eles conversavam sobre as baladas de Córdoba, e que tudo era incrível. Esse povo não sabe pensar em outra coisa? Fiquei fingindo prestar atenção, ate sentir o sono vir. Levantei-me e dei boa noite a todos, segui para a poltrona do fundo e peguei meu celular, pus meus fones e coloquei em uma musica calma qualquer. Olhei o papel de parede e observei a foto da minha princesinha. Tão frágil e minha. Acho que não sei o que eu faria se algum casal a adotasse. Aos poucos fui pegando no sono.
Leon Pov.
– Vai se foder Vargas. – Ludmila mostrou a língua.
– Ai, por favor, garota já deixei você ficar com o meu amante e ainda quer me xingar. – fiz voz fina e todos riram.
Estávamos conversando a horas e rindo muito. Às vezes percebia o olhar de Lara sobre mim, e isso me incomodava, mas eu tentava ignorar. Violetta estava dormindo há algum tempo, e parecia serena. Estava começando a ficar com sono. Fui até Lara, que estava em um canto mexendo em algo no notebook. Sentei ao seu lado e comecei a beijar seu pescoço, e dar lever chupadas por ali. Ela reviou os olhos, não sei se de prazer ou tédio.
– Leon para. – pediu sem olhar.
Continuei e desci minhas mãos por suas coxas.
– Que saco Leon! – falou exaltada, mas ainda sim baixo. – Já não pedi para parar? Estou trabalhando droga! – falou estupida, voltando sua atenção para o notebook.
Puta que pariu! Essa mulher só trabalha! Acredite ou não, já faz mais de uma semana que eu não transo. Já estou subindo pelas paredes. Porra, para um homem ficar uma semana sem sexo é... Ah é horrível! Estou me satisfazendo apenas com as minhas mãos. Isso é humilhante. Sentei-me ao lado de Violetta, que dormia com os fones no ouvido. Como alguém consegue dormir escutando musica eu fico inquieto assim. Enrolei os fones no celular e enfiei na bolsa, que se encontrava no chão. Seu pescoço fazia um movimento esquisito e com certeza ela acordaria com dor. Geralmente dormir em avião me deixa quebrado. Fui a ajeitar e ela acabou descansando a cabeça em meu ombro. Pensei em recuar, mas achei melhor deixa-la assim. Arrumei-me na poltrona e a aconcheguei melhor junto a mim. Afaguei seus cabelos e aos poucos fui caindo no sono, sentindo o cheiro de melancia, dos seus fios pretos.
Violetta Pov.
– Awwwwn. – escutei ao fundo.
Mexi-me e senti braços ao meu redor. Levantei assustada, quase caindo da poltrona, e olhei para o lado. Leon dormia tranquilamente.
– O que aconteceu aqui? – Lara parecia com raiva.
Será que ela tá com ciúmes? Seu olhar transmitia... Seu olhar não transmitia nada! Nada mesmo. Era frio e longe. Ótimo, agora é capaz dela querer afasta-lo de mim também. E por que eu estou-me importante com isso?
– Acho que peguei no sono. – falei.
– Avá. – debochou Maxi.
– O que fazia agarrada com o Leon? – minha irmã repetiu a pergunta, mas agora mais direta.
– Não sei. – falei meio assustada. – Ele ter sentado aqui, e eu acabei caindo para o seu lado.
Todos nos encaravam assustados e debochados ao mesmo tempo. Levantei-me passando a mão pelos meus cabelos. Olhei pela janela do avião e ainda estava escuro.
– Chegamos? – perguntei.
– Sim. – Lara respondeu grossa. – Leon, bebe acorda. – Chamou e todos começaram a rir.
– Bebe? – Fran perguntou rindo.
Eu não conseguia parar de rir. Que merda de apelido é esse? Sinceramente acho muito escroto isso. Leon aos poucos foi acordando. Todos pegaram as bagagens e descemos. Dois carros nos esperavam.
– Bom, eu tenho que ir ajudar nas coisas lá na nova loja. Vocês vão para casa, descansam, e de tarde eu chego. Acho que vou almoçar fora, mais não tem certeza. Até. – Lara se despediu.
Ela deu um longo selinho em Leon e beijou minha bochecha, entrando em um dos carros logo em seguida.
– O nascer do sol! – Francesca e Ludmila gritaram e saíram correndo para a areia.
Ainda eram 06h25min e a paisagem era linda. Acabamos de chegar a nossa casa na praia, e ela é incrível. Não venho aqui há alguns anos. A casa se localiza em uma praia deserta. O que significa que é só nossa! Todos correram para a areia, nos juntando e elas e ficamos apreciando o nasceu do sol. Aquilo me revigorou que fez sentir mais viva, e me fez sorrir. Ficamos por um tempo apreciando a bela vista e logo depois entramos para arrumar nossas coisas. Eu segui para o meu quarto, no segundo andar.
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