Notas iniciais
Como prometido aqui estou eu novamente, quero agradecer pelos comentários e por quem favoritou, fico feliz. Aqui mais um capítulo, tá pequeno mas o próximo será maior. Espero que gostem.

Entrei em meu quarto e tranquei a porta, escorregando pela mesma sentando no chão. Droga, por que tenho que ser tão emotiva quando o assunto é meu pai? Se ele não gosta de mim eu tenho que esquecer certo? Por que eu tenho que ficar remoendo essa dor dentro de mim? Por que tenho que ligar tanto pra essa merda de pessoa? Uma pessoa tão cruel a ponto de dizer na cara de uma criança de sete anos, que tinha o pai como exemplo, que ela não era sua filha?

Fhashback On.

– Papai! Papai! Aonde você vai? – perguntou a garotinha agarrando-se a perna do homem. – Me leva junto?

– Violetta me larga! Eu não sou seu pai! – gritou fazendo com que a menininha o soltasse assustada.

Os olhos do homem estavam vermelhos, como se tivesse chorado litros, e o modo como olhava para a garota, com desprezo e revolta, a assustava muito.

– Papai, o que aconteceu? – Violetta perguntou com os olhos marejados.

– Não me chame mais de pai. Esquece que eu existo garota! – German deixou uma pequena lagrima escorrer por seu rosto.

– Mas papai... – a garota tentou argumentar, mas o homem a deixou ali, no chão da sala, chorando e sem entender nada, dando de costas e indo embora da humilde casa.

Maria correu até a garota e a pegou no colo, aconchegando-a em seus braços.

– Mamãe, o papai não me ama mais? – A garotinha perguntou a mãe que a observava com ternura.

– A mamãe te ama muito pequena. – Maria a abraçou mais forte, como se pudesse mostar a garotinha que tudo iria passar.

Fhaskback Off.

Maldito seja aquele homem! Maldito seja o dia que eu o chamei de pai! German Castillo eu te odeio com cada fibra do meu corpo! Levantei do chão disposta a não chorar mais por quem não merece se quer uma lagrima minha. Caminhei em passos lentos até o banheiro e parei de frente ao espelho que havia em cima da pia. Abri uma das gavetas para pegar um lacinho, e lá estava ela... Minha velha amiga. A lamina afiada brilhava como se me chamasse. A peguei nas mãos e fiquei a observando. Meus pulsos começaram a formigar, como se pedisse para que eu a passasse ali. Lentamente fui levando- até meus pulsos, que ainda continham algumas cicatrizes desde a ultima vez a pouco mais de um ano, a coloquei ali.

– Droga Violetta! Por que você tem que ser tão fraca? – gritei para mim mesma e deixei as lagrimas novamente me tomar.

Não eu não vou fazer isso! Não... Ninguém merece minha dor, eu não vou me cortar! Joguei a lamina longe. Como isso pode passar por minha mente? Eu não posso fazer isso. Deixei que imagens de Molly, Francesca e Ludmila tomassem conta dos meus pensamentos, enquanto lagrimas rolavam por meu rosto. Droga, por que eu tenho que ser tão dramática? Tem gente em situação pior não? Tem gente sem ter o que comer, ou que não tem uma mãe, como as crianças do orfanato, e eu aqui fazendo esse drama por que meu pai é um idiota! Levantei e sequei meu rosto. Despi-me e liguei o registro, entrando de baixo da água morna. Fechei os olhos, sentindo uma sensação gostosa me tomar, ao fundo pude escutar minha irmã batendo na porta do quarto e gritando alguma coisa, no qual não dei a mínima. Permaneci no chuveiro por mais algum tempo, tipo muito tempo. Sal me enrolando na toalha e segui para o meu closet. Peguei um short e uma blusinha soltinha e me vesti. Sentei na minha cama e peguei meu violão, é eu toco. A musica é a única coisa que me trás paz de verdade e me deixa a vontade, é onde eu posso me expressar.

Três dias depois...

Já faz três dias que estou presa em casa. Tudo tem sido parado e extremamente chato. Eu não falo com a minha irmã, e ela às vezes, tenta puxar papo, as eu ignoro a deixando falar sozinha. Leon tem ficado comigo esses dias, e tenho que dizer que ele até que é legal, mas continua sendo um traste. Ela conta piadas, zoa e é mega brincalhão, e sempre que ele está por perto eu sinto um frio na barriga, como se tivesse borboletas nela, e sorrir é inevitável. É esquisito sabe, nunca senti nada assim, eu conversei com Francesca e ele me disse uma coisa impossível, que eu estou apaixonada! Louca né? Tipo, nada a ver eu apaixonada pelo meu cunhado. Gargalhei quando ela me disse isso. Nos temos conversado apenas por Skype, pois minha irmã a proibiu de vir aqui, e ela também não pode sair de casa. Eu já não estou mais aguentando ficar aqui, é como um presidio. Então decidi que irei sair. Ainda não sei exatamente como, já que minha mãe mandou os seguranças ficarem em cima de mim e Olga também não da ponto sem nó, sem falar que ela pegou a chave do meu carro, mas isso eu resolvo em dois segundos.

Olhei-me no espelho e sim, essa roupa tá legal, não vou a nenhum lugar chique mesmo, pretendo ir ao orfanato, o único lugar que me dá calma. Pus uma sandália, estilo gladiador, dourada e desci. Verifiquei se no havia ninguém em casa e segui pelo imenso corredor, com varias salas, até o escritório da minha mãe. Silenciosamente entrei nele e comecei a revirar as ciosas atrás da bendita chave. Estantes, gavetas, dentro de pontinho, de enfeites e até no cofre, que eu tenho a senha. Eu sei, sou mega importante! Nada! Senhor onde essa mulher resolveu esconder a chave desta vez. Sempre que ela pegava escondia em um livro falso, mas nem lá está. Será que ela deixou no quarto dela? De ponta de pé sai do seu escritório e segi aé seu quarto, no terceiro andar. Agora me diz... Para que uma casa tão grande para apenas três pessoas? Pergunto-me isso sempre. Entrei em seu quarto, e ele estava silencioso, sinal de que o Vargas não esta aqui, muito menos ela. Primeiro vou checar o closet. Adentrei o lugar, que é bem maior que o meu, e comecei a caçar. Tinha varias caixas ali também. Ate nas caixas de joias eu procurei, mas nada. Que droga!

Sai do closet e olhei ao meu redor, as cômodas! Será que ela esconderia ali? Caminhei até a cômoda, que é mais uma mesinha de cabeceira e comecei a fuçar nas gavetas, a primeira só tinha papeis e mais papeis, na segunda havia alguns remédios, que eu não consegui identificar para que serviam, e na terceira... Eca! Camisinha, umas fechadas e outras usadas, puta merda por que ela guarda isso? Que nojo! Fechei rápido aquela gaveta e segui para a cômoda do outro lado da cama. Abri a primeira gaveta e tinha uma agenda, abri a segunda e tinha muitos papeis chaves e um monte de coisas. Fucei até avistar meu chaveiro. Só minha irmã para achar que eu não conseguiria pegar minha chave de volta. Ri e pus algumas coisas dentro da gaveta de novo.

– Castillo! – alguém gritou e eu lei um tombo, pelo susto, caindo de bunda no chão.

– Vá assustar a vó filho da puta! – gritei.

Virei-me para a suíte, tendo a visão de Leon apenas com uma toalha enrolada na cintura e com os cabelos pingando sobre os largos ombros, o deixando ainda mais sexy que o normal. Devo ter ficado perdida no copo do garoto por muito tempo, pois quando me dei por mim ele estava a minha frente, estalando os dedos, tentando chamar minha atenção.

– Violetta?! – perguntou me olhando.

– Oi... Er... – senti minhas bochechas queimarem e com certeza eu estava mais vermelha que um pimentão.

– O que faz aqui? – perguntou segurando o riso.

– Nada não... – escondi as chaves no meu bolso de trás do short. – Só vim ver se minha irmã tinha remédio para dor de cabeça. – menti.

– Jura? Acho que no seu quarto você tem uma caixa cheia deles não? – perguntou.

– É, mas... Mas acabou. – sorri.

– Como?

– A sabe... É complicado... Tipo... – gaguejei. – O que faz aqui? – tentei mudar de assunto.

– Devolve! – mandou estendendo a mão.

– O que Vargas? Tá loco? – ri nervosa.

– Violetta, vai logo devolva! – insistiu.

– Vargas ponha uma roupa. – mandei. Serio, esse corpo dele esta me desconcentrando. Como vou mentir bem assim?

– Violetta. –mandou.

– É sério. – falei manhosa.

– Fique aqui. – mandou.

– Au au. – pus as mãos em forma de pata e a língua para fora, o fazendo revirar os olhos.

Ele foi até o closet, e devagar comecei a caminhar até a porta.

– Nem pense nisso! – ele gritou, e logo apareceu apenas de bermuda. Nossa ajudou muito em Vargas!

Eu estava centímetros da porta. Olhei para ele, olhei para ele.

– Violetta não. – pediu baixo.

Sem pensar corri para a porta e a abri saindo correndo pelo imenso corredor.

– Violetta desgramada, volta aqui! – Leon gritou me fazendo rir.

Quando finalmente cheguei á escada, senti mãos geladas agarrar minha cintura e me erguer.

– Te peguei. – sussurrou no meu ouvido, fazendo-me arrepiar.

Senti uma corrente percorrer todo o meu corpo, como se eu tivesse acabado de levar um choque, e todos os pelos do meu corpo se eriçar.

– Leon, me solta. – falei balançando minhas pernas.

– Devolve! – falou próximo a minha nuca. Aqui esta ficando quente não?

– Nunca! – gritei, parando de me debater. A verdade é que eu queria que ele ficasse ali me segurando. Aquilo me trazia uma sensação boa... Muito boa.

– Vai Violetta. – me pos no chão. Mais já Vargas?

– Não. – balancei a cabeça, mas permaneci olhando dentro de seus olhos, como se eu fosse desvendar seus segredos.

Ele intercalou seu olhar entre meus olhos e minha boca, eu fiz o mesmo. Suas mãos grudaram em minha cintura, me puxando mais para si. Minha mãos foram até seu ombro, eu já podia sentir seu hálito quente batendo sobre meu rosto. Fomos aos poucos nos aproximando, e as borboletas em meu estomago começaram a se manifestar. Fechei meus olhos e senti nossos lábios se roçarem.

– Menina Vilu! – Olga gritou, nos fazendo se afastar assustados.

Entreguei as chaves para Leon, que permanecia estático, e desci correndo sem se quer dizer algo, ou olha-lo. Entrei correndo na minha sala de musica e me tranquei lá dentro. Joguei-me em um dos pufes que tinha perto do piano e fechei os olhos. Droga! Por que eu queria que aquilo acontecesse? Era para eu querer distancia daquele ser!

Notas finais
Eu gostaria de saber o que vocês estão achando da fic então comentem por favor... é importante, e nada de só "continua" deem suas opiniões, se nao eu desanimo! Volto o mais rapido que puder.