Forbidden Fire
5 6 de junho de 2010 - Parte 1
Notas iniciais
Tenho duas coisas para esclarecer aqui:
1- Algumas pessoas reclamaram sobre a Meredith, mas ela é importante na história POR ENQUANTO (mesmo que todas nós a odiemos).
2- Não, ainda não vou fazer acontecer um beijo entre Klaus e Caroline. Por favor, não me odeiem por isso, mas eu já tenho tudo planejado. Quero dar uma enrolada neles, até mesmo porque se eles ficarem juntos logo, a história perde a graça. Ainda estamos no capítulo 5, então tenham paciência rsrsrsrsr
Bom, era isso. Esse capítulo está fofo, adorei escrevê-lo, então, espero que se divirtam ;)
Capítulo 5 — Caroline POV
– Klaus, eu não quero dormir sozinha essa noite... — Meredith beijou o pescoço do namorado, ignorando completamente a minha presença.
– Você não vai — mesmo estando dentro de um carro, sentada no banco de trás, pude vê-lo dar um sorriso malicioso — No novo apartamento do meu pai e da Elizabeth, onde iremos ficar, eu tenho meu próprio quarto, então...
– Caramba! Dá para vocês dois pararem de fazer isso na minha frente? Está me dando vontade de vomitar, sério — reclamei estressada. Já fazia meia hora que estava aturando esse casal irritante. Por sorte, já estávamos perto do nosso novo apartamento.
Niklaus olhou para mim pelo espelho retrovisor que tem dentro do carro e piscou com o olho esquerdo. Ele piscou para mim! Como é que pode? Rapidamente, quebrei o contato visual e virei o rosto para o lado oposto, já sentindo minhas bochechas ficarem quentes. Ele, com toda a certeza nesse mundo, estava fazendo tudo isso de propósito só para me provocar.
Assim que chegamos ao edifício, subi correndo para o meu quarto, sem ao menos esperar por Niklaus e Meredith. Eu sei, eu estava agindo de maneira pueril, mas era algo que eu não podia evitar.
Tranquei a porta do quarto e me joguei na cama. Queria tanto que minha mãe estivesse ali comigo. Ou pelo menos a Elena. Mas não. Eu teria que ficar uma semana inteira sozinha com o Klaus e a namorada ridícula, enquanto minha mãe aproveitava a lua de mel.
Você está com ciúmes. Meu subconsciente começou a me acusar novamente. Ciúmes da Meredith? Mas é claro que não. Ela não tem nada que eu queira. Certeza? Ela tem o Niklaus. Vários outros pensamentos parecidos com esse começarem a passar pela minha mente. Coloquei o travesseiro em cima da minha cabeça, na tentativa de bloquear aquelas ideias.
– Caroline? — ouvi uma voz vir do lado de fora do meu quarto — Abre a porta para mim.
– Estou tentando dormir, Klaus — o travesseiro continuava sobre a minha cabeça, fazendo com que o som da minha voz saísse abafado.
– Caroline? — ele me chamou mais uma vez — Por favor.
Mesmo contra a minha vontade, levantei-me da cama e abri a porta. Niklaus não iria me deixar em paz enquanto eu não falasse com ele.
– O que é? — perguntei irritada.
– Desculpa, eu não quis incomodar — ele pareceu ficar bravo devido à forma como eu o tinha tratado, mas não dava para ter certeza — Você está bem? — ele perguntou e a expressão de seu rosto tornara-se mais suave.
– Sim, só estou muito cansada.
– Eu sei. Essa história de casamento deixou todo mundo exausto, não? — ele finalmente sorriu. Um sorriso fraco, mas mesmo assim. Balancei minha cabeça ao invés de usar palavras para respondê-lo — Acho melhor eu te deixar descansar, então. Eu só quis ter certeza de que você estava bem.
– Obrigada por se preocupar, Klaus.
Como ele não disse mais nada, ficamos ali nos olhando por alguns segundos. Durou tão pouco, mas ao mesmo tempo, parecia que o tempo tinha parado. Estava tudo indo bem, até que Meredith começou a chamar pelo namorado:
– Klaus, querido, vem para a cama.
Niklaus deixou de olhar nos meus olhos e passou a fitar o chão. Pela primeira vez, ele não usou Meredith para me provocar. Ele ficou imóvel, olhando distraidamente para o chão. Eu juro que não conseguia entendê-lo! Por que quando estávamos na festa e no carro ele havia me tratado com certo desprezo, como se a minha presença fosse insignificante, mas depois, naquele momento, ele voltara a importar comigo?
– Acho melhor a gente ir dormir... — eu disse, tentando acabar com aquela situação estranha e, só então, ele voltou a olhar dentro dos meus olhos.
– Você tem razão.
– Boa noite, Niklaus.
– Boa noite, Caroline — e, antes que eu pudesse fechar a porta, ele aproximou o rosto rapidamente e depositou um beijo na minha bochecha.
Voltei para a cama, ainda sem acreditar naquilo. Meu coração batia mais rápido que o normal. Por que meu corpo estava reagindo daquela maneira? À princípio, me senti incomodada, mas de alguma forma consegui me tranquilizar e, por incrível que pareça, pude dormir muito bem naquela noite.
[...]
Acordei com um feixe de sol que entrava pelo vidro da janela. Esfreguei os olhos com as mãos e olhei no relógio localizado sobre o criado-mudo: quase duas horas da tarde. Caramba! Pensei alto. Eu hibernei essa noite.
Entrei no banheiro que havia dentro da minha suíte e liguei o chuveiro. Meu corpo estava mole e eu ainda me sentia cansada, portanto, precisava muito de um banho gelado.
Deixei a água fria escorrer pelos meus ombros, o que me trazia uma sensação de alívio. Não havia nenhum pensamento me atormentando naquele momento, então pude relaxar.
Assim que saí debaixo do chuveiro, enrolei meu cabelo numa toalha e coloquei um vestido branco florido. Adorava aquele vestido! Ele vestia perfeitamente no meu corpo.
Sequei meu cabelo com a mesma toalha na qual ele estava enrolado. Não me dei ao trabalho de penteá-lo e, assim, este ficou meio bagunçado.
Saí do meu quarto e comecei a andar pelo apartamento. Estava um silêncio total. A porta do quarto do Klaus estava aberta, o que me permitiu dar uma espiada lá dentro: a cama estava arrumada e nem sinal dele ou da namorada.
Pensando pelo lado positivo, eu não teria que ver a cara dela hoje. Fui em direção à cozinha, em busca de alguma coisa para comer. Abri a geladeira, que estava praticamente vazia, mas, antes mesmo que eu pudesse fechá-la, ouvi alguém passar pela porta de entrada.
– Klaus? — perguntei, só para ter certeza de que era ele mesmo.
– Onde você está?
– Na cozinha — eu respondi alto, para que ele pudesse me ouvir.
Enquanto ele não aparecia, continuei procurando algo para comer. Abri a porta da despensa e esta, ao contrário da geladeira, estava cheia de alimentos.
– Você fica muito atraente com o cabelo molhado.
Olhei para trás e me deparei com Klaus, me olhando intensamente.
– Me poupe dos seus elogios, Niklaus — tentei parecer séria, mas um sorriso teimou em se formar em meu rosto.
Ele jogou a cabeça para o lado, praticamente de forma imperceptível, e riu graciosamente.
– Eu pensei em cozinhar alguma coisa para nós, mas então me lembrei de que sou uma negação na cozinha — Klaus deu um sorriso fraco, como se estivesse com vergonha — Comprei comida chinesa para o almoço. Espero que não se importe.
– Na verdade, não. Eu adoro comida chinesa.
Ele colocou os pacotes de comida em cima do balcão, que também poderia servir como mesa. Sentei-me em um dos bancos e comecei a abrir os embrulhos.
– Onde a Meredith está? — perguntei por educação. Era óbvio que não me importava com ela.
– Eu a deixei no aeroporto agora pouco — ele respondeu enquanto se sentava ao meu lado.
Não posso negar. Eu senti um contentamento muito grande quando soube que ela não estava mais ali.
– Ela está voltando para Londres? — continuei olhando para a comida. Não queria que ele percebesse que eu estava feliz por conta dessa notícia.
– Sim.
– Pensei que ela já estivesse de férias da faculdade...
– Você quer mesmo falar sobre ela?
– Não — respondi automaticamente, mais rápido do que devia.
– Foi o que eu pensei — ele me olhava seriamente. Entretanto, seu olhar era doce e amigável.
Terminamos de almoçar em silêncio, mas, pela primeira vez, não era um silêncio constrangedor. Eu me sentia confortável ali.
– O que você vai fazer essa tarde? — ele me perguntou, enquanto tirava do balcão a pouca sujeira por nós feita.
– Não tenho planos ainda.
– O que você acha de me mostrar Nova York? — sua expressão facial continuava séria, totalmente indecifrável. Porém, assim como anteriormente, não eram seus lábios que sorriam, mas sim, seus olhos.
Notas finais
Mas, voltando ao que interessa, O QUE ACHARAM DESSE CAPÍTULO? Por favor, deixem reviews, não custa nada né. Entrem aí em suas contas nem que seja para deixar um 'adorei' ou 'odiei' sei lá, qualquer coisa. SÓ POSTO O PRÓXIMO CAPÍTULO SE TIVER UM NÚMERO BOM DE REVIEWS NESSE CAPÍTULO AQUI!
Boa sexta-feira, beijocas heheheh
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