Forbidden Fire

6 6 de junho de 2010 - Parte 2


Notas iniciais
Boa noite amorecos! Tudo bem com vocês?
Bom, primeiramente, quero agradecer pelos comentários lindos e maravilhosos que recebi :)))))) MUITO OBRIGADA! AMO VOCÊS!
E quero dar um pequeno aviso à fofa da Snow White: Minha linda, eu li seus reviews, me perdoa por não ter respondido, mas eu amei cada um deles viu? Vou responder o mais rápido que puder, não precisa ficar indignada não rsrsrsrs
Ok, aviso para todas: Esse capítulo ficou uma porcaria! Me desculpem por isso. Eu estou desde sábado tentando escrever, mas tive um bloqueio criativo dos pesados. Tentem achar algumas partes boas e por favor, não deixem de ler por causa dessa capítulo ruim ahhhhhh ):

Capítulo 6 — Caroline POV

- Ao invés de te mostrar os pontos turísticos de Nova York, eu pensei em te levar para conhecer os meus lugares favoritos. Se você quiser, é claro — eu disse tímida, com medo que ele fosse se sentir entediado com o nosso passeio.

- Claro que eu quero, Caroline — ele sorriu de lado.

Como nosso apartamento ficava bem no centro de Nova York, qualquer lugar ficava perto, inclusive para ir andando. E como ele tinha pedido para lhe mostrar a cidade, nada melhor que uma caminhada.

Enquanto andávamos, eu fazia alguns comentários sobre os imensos edifícios ou sobre o comércio. Niklaus, entretanto, não disse quase nada. Ele apenas me escutava e observava atentamente cada detalhe da cidade.

- Pronto, chegamos — eu abri um sorriso ao rever aquele lugar — É uma antiga biblioteca que já existe há décadas, mas as pessoas daqui são ocupadas demais para perceber.

O interior era imenso, com dezenas de prateleiras e estantes onde os livros se encontravam. No fundo daquela biblioteca, tinha uma área reservada para leitura, a qual era cheia de sofás e almofadas, o que deixava o ambiente bem mais receptivo. Mas o melhor de tudo eram as paredes, nas quais se encontravam desenhos e pinturas feitas por artistas de renome há muito tempo. Tirando isso, não havia nada ali de muito especial. Porém, só em sentir aquele cheiro de livro, já começava a sentir uma nostalgia incrível.

Olhei para Niklaus, que se encontrava sério. Comecei a me arrepender por tê-lo trazido àquele lugar. Por que ele iria gostar de uma biblioteca? Afinal, Niklaus não faz o tipo de cara que se interessa por leitura. Entretanto, um sorriso foi aparecendo no rosto dele, enquanto observava os quatro cantos daquele ambiente.

- Esse lugar é inacreditável! — ele sorria ininterruptamente para mim — Como você descobriu essa biblioteca?

- Eu sou apaixonada por livros — dei de ombros — Ocasionalmente acabei achando um lugar para ler.

- Não me leve a mal, mas eu nunca poderia imaginar que você gostasse de ler. Você parece ser o tipo de garota que se interessa apenas por maquiagem e moda.

- Não sou tão fútil quando pareço — respondi brava.

- Não foi isso o que eu quis dizer, Caroline.

- Eu sei — suspirei — Mas é que todo mundo me fala a mesma coisa. Só porque eu cuido da minha aparência não significa que eu só me importe com isso.

- Ei — com sua mão direita, Niklaus tocou levemente o meu queixo e, assim, levantou meu rosto, permitindo que ele olhasse em meus olhos — Você não tem que se importar com que os outros pensam. E, por favor, me desculpe se eu te chateei com o meu comentário.

- Não, esquece isso, eu não estou chateada.

Fomos, então, para o fundo da biblioteca, onde poderíamos nos sentar e ler. Peguei meu livro favorito, sentei-me e comecei a folhear as páginas. Havia lido aquela obra umas dez vezes e conseguia, inclusive, citar trechos inteiros sem olhar. Considerava Emma, a protagonista da história, uma heroína, apesar de ter cometido adultério.

Klaus sentou-se perto de mim. Havia vários outros sofás livres, mas ele preferiu sentar-se ao meu lado. Sua perna direita encostou em minha perna esquerda, o que me fez sentir um arrepio atravessar todo o meu corpo. Era uma sensação muito estranha! Eu não devia estar sentindo essas coisas... Não mesmo. Desviei o olhar de nossas pernas e olhei para ele, levantando uma de minhas sobrancelhas.

- Você sabe que tem um monte de lugar livre para você sentar, não?

- Eu te deixo nervosa, Caroline? — ele abriu um sorriso idiota. E lá estava o Klaus provocador de volta.

- Até parece! Fica quieto, vai... — virei o rosto, sentindo um calor subir para o meu rosto. Droga! Por que eu sempre fico vermelha na frente dele?

- Madame Bovary? — ele apontou para o livro que eu segurava. Ele sabia exatamente o efeito que causava em mim, mas preferiu ignorar e manter uma conversa normal comigo.

- Eu amo esse livro — confessei sorrindo, ainda sem olhar nos olhos dele.

- Acredita que esse foi um dos únicos livros que eu li durante o colégio? — ele riu — Eu entendo porque você gosta tanto dele.

Ficamos mais uma meia hora ali dentro. Niklaus ainda se encontrava sentado extremamente perto de mim e eu não tentei afastá-lo.

[...]

- Está pronto para conhecer o próximo lugar? — perguntei a ele, enquanto saímos da biblioteca. Ele respondeu em silêncio, através de um gesto com a cabeça.

Andamos mais um pouco, em direção contrária ao centro da cidade. O movimento de automóveis e pessoas continuava intenso, mesmo que a gente tivesse se afastado um pouco daquela principal aglomeração onde estávamos.

- Uma praça? — ele perguntou quando parei de andar.

- Exatamente. Esse lugar era para ser a sede de um banco, mas teve que ser destruído porque foi considerado uma construção perigosa. Então, eles fizeram essa praça.

A praça continha uma fonte em seu centro, uma pista para caminhada e outra para ciclistas e árvores grandes e floridas ao redor dela. Era um lugar arborizado, que dava cor e alegria à cidade em meio a edifícios altos e cinzas.

Algumas crianças corriam pelo gramado, brincando de pega-pega. Do outro lado, podíamos ver um casal de idosos andando lentamente de mãos dadas. Sempre que o verão se iniciava, essa praça costumava ficar cheia.

- Nunca pensei que fosse ver um lugar desses em Nova York — Niklaus sorriu, enquanto nos sentávamos em um dos bancos de pedra.

- Sorte sua que eu estou aqui, então — sorri de lado.

- Com toda a certeza. É muita sorte ter te conhecido.

- Você está sendo irônico, não está? — fechei minha cara. Não o conhecia muito bem ainda e, por isso, nunca sabia quando falava sério e quando não falava.

- Não, não fui irônico — ele riu e eu o olhei desconfiada, ainda sem ter certeza — Não acredita em mim, Caroline?

- Eu... Eu não sei como te responder. Para de fazer perguntas complexas — por mais que tenha falado em forma de brincadeira, no fundo, eu tinha falado uma verdade. Eu mal o conhecia, não tinha como confiar plenamente nele.

- Você sempre fere os meus sentimentos — ele riu, balançando a cabeça de um lado para o outro.

Antes que qualquer um de nós pudesse dizer alguma coisa, o celular de Niklaus começou a tocar. Com o canto dos olhos, vi o nome que estava escrito na tela: Meredith.

Mas que garota chata! Pensei, enquanto revirava os olhos. Não desgruda do namorado.

- Você não vai atender? — perguntei, já que Klaus ficou olhando para o celular, sem tomar nenhuma atitude.

- Não. Estou conversando com você agora — ele apertou um botão por alguns instantes, desligando o aparelho.

- Niklaus, é a sua namorada, você podia ter atendido.

- Mas eu não queria, Caroline — ele disse calmo, sem mostrar emoção alguma.

Imediatamente, fiquei quieta. Eu estava sendo irritante. O celular era dele, assim como a namorada, e eu não tinha que ficar me intrometendo. Mas havia algo que estava me incomodando, algo que eu precisava saber.

- Você ama a Meredith? — na verdade, não era para ele ter ouvido isso. Era para ter ficado só na minha mente, mas por algum motivo, a minha boca não conseguiu ficar fechada e as palavras simplesmente saíram.

Niklaus ficou me olhando, sem dizer nada. Provavelmente, ele estava pensando numa resposta decente para me dar. Parte de mim desejava nunca ter perguntado aquilo.

Quando finalmente abriu a boca para me responder, ele foi interrompido por um vendedor ambulante de flores.

- Meu jovem, desculpa atrapalhar vocês — um homem grisalho, de aparentemente quarenta e poucos anos, disse — Mas você não gostaria de comprar uma rosa para a sua linda namorada?

Demorou um pouco para eu entender o que estava acontecendo. Eu era a “namorada” a qual ele se referia.

- Não, moço, eu e ele... Nós não... É que a gente — eu comecei a gaguejar e as frases já não se formavam corretamente na minha boca. Passei muita vergonha naquele momento, eu parecia uma retardada!

Pude ver Niklaus morder o lábio, na tentativa de não cair na gargalhada. Ele voltou sua atenção ao homem que nos olhava sem entender absolutamente nada e disse aquilo que eu nunca imaginei que diria:

- Claro, minha namorada merece flores. Quanto elas custam?

Notas finais
Como esse capítulo foi decepcionante, eu irei atualizar a fic muito em breve. Já estou escrevendo o próximo capítulo, que vai ficar bem melhor que esse (espero). POR FAVOR NÃO DEIXEM DE COMENTAR. MANDEM QLQR TIPO DE FEEDBACK PFVR
Ah, alguém aqui tem insta ou kik? Me passem por review, que eu irei seguir vocês, ok? Beijos minhas leitoras lindas s2