Forasteiro
13 Capítulo Treze
Notas iniciais
Eu diria sim, se Edward perguntasse se queria que ele me beijasse a resposta seria um sim. Nada de ficar mudo, iria agir normalmente e falaria o sim.
— Posso assistir a aula? — Alice perguntou interessada enquanto eu esperava a hora de Edward aparecer na minha casa.
— Não — respondi rapidamente, tudo que eu não precisava era de Alice atrapalhando meu momento com Edward.
— Por que não? — resmungou. — Vai fazer algo com ele que não posso saber? — provocou, eu apenas fiquei quieto tomando meu sorvete e ignorando Alice.
Não contei nada para ela sobre a aula do dia anterior, sabia que ela não largaria do meu pé. Por sorte papai não parecia ter percebido o clima na sala, então só falou sobre ter visto Edward lá em casa me dando aula para mamãe e Alice. Só contei sobre o que tinha realmente acontecido para Jacob quando o encontrei em sua casa, depois por mensagem também contei para Rosalie, outra amiga minha.
Tanto Jacob quanto Rosalie me incentivaram a dizer sim para o forasteiro, era o que eu faria. Sério, eu não iria ficar mudo de novo, né? Seria ridículo.
A campainha tocou, mas minha irmã foi mais rápida. Deixei meu resto de sorvete para trás e sai apressadamente da cozinha tentando a alcançar e abrir a porta primeiro, eu perdi, ela era boa na corrida.
— Oi, Edward! — Alice exclamou para ele, o garoto sorriu, carregando junto de si seu violão.
— Oi, Alice. Oi, Beau — ele falou com a gente de volta.
— Posso assistir a aula? — Alice perguntou para Edward, o Cullen me lançou um olhar questionador.
— Já disse que não, Alice. — A afastei dando espaço para Edward passar. — Pode ir lá pra cima, a aula vai ser no meu quarto hoje — anunciei e os dois me encararam, ela morrendo de rir e ele surpreso.
Eu corei, claro. Disparei até a escada subindo o mais depressa que consegui, Edward me seguiu. Deixei ele entrar primeiro, depois entrei e tranquei a porta, não queria Alice tentando entrar do nada, já desconfiava que era capaz da pentelha tentar ouvir atrás da porta.
— Quarto maneiro. — Apontou para as paredes cobertas por desenhos, obras de Alice, ela era irritante, mas desenhava bem. — O que acha de começar tocando aquela mesma música de ontem? — perguntou estendendo seu violão para mim.
— Sim — respondi, juntando toda minha coragem, sem nem esperar que ele refizesse a pergunta da noite anterior.
— Ótimo, depois me diz uma música que curte e…
— Edward, o sim foi para sua pergunta de ontem — murmurei sentindo meu rosto vermelho como nunca e ele deu aquele seu sorriso de matar.
— Sério?
— Sério — continuei murmurando, ele sorriu mais, colocou seu violão sobre minha cama depois ficou parado bem na minha frente, pouquíssimos centímetros de distância.
Edward colocou uma mão sobre meu rosto, a outra ficou em minha nuca e ele enrolou uma mecha de cabelo meu ali. Fechei meus olhos, nervoso, porém ansioso por aquele beijo.
Então, o forasteiro colocou seus lábios sobre os meus. Os dele eram tão macios, também tinham gosto de uva, Edward deveria usar algo neles para hidratar.
O beijo começou lento, não era meu primeiro beijo e eu sabia o que devia fazer, mas o nervosismo me deixava tenso demais. Edward por outro lado estava bem relaxado, a sua mão que estava em meu rosto parou no cós da minhas calça, isso me fez gemer.
O Cullen sorriu contra minha boca, isso antes de aprofundar nosso beijo. Sua língua me explorou, meu coração palpitou e todo meu corpo esquentou.
Nos beijamos até eu precisar de ar, os lábios dele estavam bem vermelhos e sentia os meus clamando por mais. Eu queria beijar cada pedaço do corpo de Edward, foi com isso em cabeça e cheio de tesão que me peguei atacando seu pescoço com beijos.
Ele correspondeu colocando as mãos por dentro da minha camiseta, minha pele se arrepiando a cada toque seu. Queria sentir suas mãos em outros lugares de mim, mas por enquanto era o suficiente.
— Acho que precisamos continuar sua aula — falou entre gemidos, eu contive a vontade de morder seu pescoço.
Inspirei fundo, sentindo seu perfume e me afastei dele. Nossos corpos se afastaram por completo, mas eu nunca esqueceria da sensação de suas mãos e boca em mim.
Não conversamos de fato sobre o que tinha rolado, sentamos no chão com seu violão e falamos sobre música e outras coisas, tipo sua vida em New York. Algumas vezes a conversa e a aula eram interrompidas por um beijo, mas nada tão intenso quanto antes.
Quando deu a hora de Edward ir as coisas voltaram a esquentar, ele começou atacando minha boca e depois meu pescoço, mas não pudemos demorar. Eu o deixei na porta de casa, com a promessa que as aulas continuariam no dia seguinte.
— Vocês se pegaram! — Alice surgiu na minha frente.
— Você ouviu?
— Eca, não — disse com nojo na voz. — Mas ele beija bem?
Eu não respondi, mas a resposta era sim.
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