Há uma linha muito tênue na Ciência Comportamental entre o controle e o colapso. Eu passei a vida inteira acreditando que o cérebro humano era apenas uma máquina de processamento previsível. Mas quando a boca daquela mulher se afastou de mim no último segundo, me deixando na iminência exata de um orgasmo que ela mesma tinha ditado, a lógica foi pulverizada.

E quando ela me puxou pelo pescoço, colando seus lábios nos meus e me forçando a engolir o gosto da minha própria urgência misturada ao Macallan, o resto do meu polimento social simplesmente evaporou.

Eu era apenas um homem consumido por uma mulher caótica que eu precisava dominar a qualquer custo.

Minhas mãos agiram por puro instinto de posse. Afastei meus lábios dos dela, o suficiente para ver seus olhos castanhos brilhando com um deboche vitorioso e excitadíssimo.

O eco do beijo ainda reverberava na minha cabeça, os meus lábios se afastando dos dela com um estalo úmido e ruidoso. Eu estava operando no limite do meu sistema nervoso. O córtex pré-frontal, a lógica, os modelos de previsão de risco, tudo tinha sido reduzido a cinzas pela audácia daquela mulher ajoelhada na minha frente segundos atrás.

Minha respiração vinha em batidas curtas, rasgando a minha garganta. Eu sentia o meu próprio sangue pulsar de forma violenta na base do pescoço, o coração martelando contra as costelas com uma força que eu não experimentava há anos.

Antes que ela pudesse recuperar o equilíbrio ou lançar mais uma daquelas provocações afiadas que estavam destruindo o meu controle, agi por puro instinto.

Segurei Lívia pelos quadris, sentindo a suavidade da seda deslizar sob as minhas palmas, e a girei de uma vez só.

Com um movimento firme e contundente, pressionei o corpo dela de costas contra a parede da sala. O impacto leve fez o tecido do vestido dela roçar contra a superfície da parede, criando um contraste absurdo com a delicadeza da silhueta dela.

Colei o meu peito contra as costas expostas dela, prendendo-a ali com o peso do meu próprio corpo. A pele bronzeada das costas dela estava quente, úmida de suor, e o perfume de jasmim e notas cítricas subiu como uma fumaça intoxicante para o meu cérebro.

Inclinei o meu rosto, enterrando o nariz na curva entre o pescoço e o ombro dela. Sob as minhas palmas, que continuavam espalmadas nas laterais das suas costelas, senti um tremor sutil.

Não era um tremor de medo.

Era a vibração de alta voltagem do próprio desejo dela, o corpo respondendo à minha pegada com a mesma intensidade visceral que eu estava sentindo.

— Você achou que ia me deixar no limite e sair ilesa, tempestade? — sussurrei bem perto do ouvido dela, a minha voz saindo em um tom perigosamente baixo, arrastado, um rosnado confidencial que fez a pele da nuca dela arrepiar-se instantaneamente. — O jogo aqui dentro mudou. Você não tem a menor ideia do que acabou de fazer com o meu controle.

Ela soltou um suspiro sibilante, a cabeça caindo de leve para trás, o topo dos seus cabelos escuros batendo no meu queixo.

— Eu avisei que sou caótica, Montserrat... — ela murmurou, a voz falhada, desprovida de qualquer deboche agora, entregue à mesma urgência que me consumia.

— Você é uma força de destruição — corrigi, distribuindo uma trilha de beijos vorazes pela lateral do pescoço dela, subindo até a linha da mandíbula. Mordi de leve o lóbulo da sua orelha, sentindo-a arfar contra a parede. — E eu vou quebrar cada uma das suas regras de contingência esta noite.

Minhas mãos abandonaram as costelas dela e começaram a explorar o território do vestido. Deslizei as palmas pelas laterais do quadril dela, subindo pela fenda generosa. O tecido era apenas um obstáculo irritante entre os meus dedos e a pele absurdamente quente da sua coxa. Subi a mão pela linha da perna dela, sentindo a firmeza dos músculos, até alcançar a lateral da cintura, puxando o tecido para cima para expor ainda mais as suas curvas à luz da lua que cortava a cobertura.

Girei o rosto dela de leve pela lateral, forçando-a a me olhar. Os olhos castanhos dela estavam completamente escuros, as pupilas engolindo a cor, focadas em mim com uma fome que espelhava a minha. Prendi os lábios dela em mais um beijo, mas dessa vez mais lento, torturante, sugando a língua dela enquanto minhas mãos continuavam a mapear a sua pele.

— Você é quente pra caralho, Lívia — confessei entre os lábios dela, a honestidade crua substituindo qualquer verniz social. Eu a apertei mais contra o meu quadril, deixando que ela sentisse o meu pênis ainda pulsante e rígido pressionando a base da sua coluna. — Eu preciso sentir você. Sem tecidos, sem jogos, sem essa distância. Eu quero você exatamente agora.

Minhas mãos, já impacientes com a barreira das roupas, encontraram o zíper invisível nas costas do vestido. Puxei-o para baixo de uma vez só. O som do cursor correndo o tecido foi o prenúncio da rendição.

Deslizei as alças pelos ombros dela, deixando que o vestido pesasse e escorregasse pelo seu corpo, descendo em cascata pelas suas curvas até se amontoar ao redor dos seus tornozelos no chão de mármore.

Quando me afastei para ver o que o tecido estava escondendo, meu peito travou. Um gemido baixo, rouco, escapou da minha garganta sem que eu pudesse conter.

Lívia usava apenas uma calcinha branca, pequena, de renda delicada, que criava um contraste quase criminoso com a pele dourada do seu quadril. A peça desenhava perfeitamente a redondeza da sua bunda, deixando quase tudo exposto à luz prateada que entrava pelas janelas .

Era a visão mais absurdamente linda e erótica que eu já tinha testemunhado.

Não resisti. Dei um passo à frente, ajoelhando-me parcialmente atrás dela. Segurei a lateral da sua coxa e enterrei meu rosto ali, colando meus lábios na pele macia da sua bunda. Dei um beijo firme, quente, sentindo os músculos dela se contraírem instantaneamente com o choque do toque. Subi os beijos pela lateral do seu quadril, sentindo a pele arrepiar-se sob a minha barba por fazer, uma reação em cadeia que me deu a certeza do estrago que eu estava fazendo.

Voltei a ficar de pé, colando meu peito contra as costas nuas dela novamente. Meus lábios procuraram os dela em uma sequência de beijos molhados, profundos, enquanto minhas mãos subiam pelas suas costelas.

Cada pequeno gemido que escapava da boca de Lívia, sons agudos, abafados, que batiam nos painéis de vidro da cobertura, agia como um anestésico para o meu bom senso e um combustível para o meu tesão.

— Eu vou gozar muito para você, Lívia... Você não tem ideia do quanto — murmurei contra a sua pele, a voz dominada pela luxúria, enquanto mantinha meu quadril pressionado contra o dela, minha ereção rígida batendo contra a sua bunda a cada movimento involuntário que meu corpo dava.

Ainda mantendo-a prensada contra o concreto rústico, deslizei minha mão direita para baixo, contornando a lateral do seu quadril até alcançar o cós elástico daquela calcinha branca. Enfiei os dedos por dentro do tecido de renda, tateando a pele quente entre as pernas dela.

Quando meus dedos encontraram a sua intimidade, um sorriso de puro triunfo se desenhou nos meus lábios.

— Caralho... olha isso — sussurrei perto do ouvido dela, minha voz falhando enquanto eu encontrava os lábios vaginais completamente encharcados. — Você já está prontinha para mim, tempestade. Olha o quanto você está molhada.

Comecei a masturbá-la ali mesmo. Meus dedos deslizaram de cima para baixo com firmeza e ritmo, massageando o seu clitóris que já pulsava de recepção. A cada estocada dos meus dedos, a minha ereção colidia contra a carne macia da sua bunda, um lembrete constante do que estava por vir.

Eu falava no ouvido dela, frases desconexas, viscerais, dizendo o quanto a desejava, o quanto ela estava me enlouquecendo desde o momento em que cruzou o bar. Sua resposta vinha em gemidos enlouquecedores e em movimentos do seu quadril

A cabeça de Lívia tombou completamente para trás, os cabelos escuros caindo como uma cascata sobre o meu ombro.

Ela soltou um suspiro longo, o peito subindo e descendo de forma errática. Aproveitando o movimento, minha mão esquerda livre subiu pelo seu abdômen e espalmou-se contra um dos seus seios desnudos, os dedos apertando a carne farta e o polegar provocando o bico que já estava rígido pelo frio e pelo tesão.

O ritmo dos meus dedos lá embaixo acelerou.

O corpo dela começou a tencionar de um jeito diferente. As coxas dela tremeram, o quadril deu pequenos espasmos para a frente, buscando mais da minha mão, e a respiração dela transformou-se em arquejos curtos.

Ela estava na crista da onda. Ia gozar. Eu sentia as paredes da sua intimidade começarem a contrair ao redor dos meus dedos.

Espelho por espelho. Jogo por jogo.

No exato segundo em que ela ia desabar no orgasmo, puxei minha mão para fora da calcinha dela de uma vez só.

Interrompi o estímulo no ápice.

Lívia soltou um som de frustração pura, um protesto mudo que morreu na sua garganta porque, no mesmo instante, segurei-a pelo quadril e a girei de frente para mim, colando sua frente contra o meu peito.

Antes que ela pudesse verbalizar qualquer reclamação ríspida ou me xingar, capturei a sua boca com um beijo quente, avassalador e profundo, engolindo o seu ar e silenciando qualquer fala. Minha língua dançou com a dela com uma soberania irritante, deliciando-se com o sabor da sua rendição.

Quando finalmente afastei meus lábios dos dela, mantendo nossos rostos a centímetros de distância, vi os olhos castanhos dela faiscarem em uma mistura deliciosa de fúria e luxúria.

Dei um sorriso de lado, o cinismo retornando de forma sutil e perversa aos meus olhos.

— O gerenciamento de risco também se aplica ao tempo dos orgasmos, tempestade — brinquei, a voz rouca cheia de deboche enquanto acariciava a sua bochecha. — Agora estamos quites.

— Você é um completo idiota, Montserrat — ela praguejou, mas o tom de voz saiu arrastado, uma melodia rouca e sedutora que desmentia completamente a agressividade da palavra.

Os olhos castanhos dela pegavam fogo, brilhando com um mistério que me desafiava a ir até o fim.

Lívia cravou as unhas nos meus ombros, não para me afastar, mas para me puxar para mais perto, o corpo dela colando no meu com uma urgência que fez minha espinha estalar.

— Um idiota com excelentes táticas de negociação — retruquei, a voz descendo uma oitava enquanto sentia o calor da pele dela irradiar contra o meu peito.

Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, as mãos dela desceram com uma pressa faminta pelos meus ombros, alcançando os botões restantes da minha camisa escura. Lívia puxou o tecido nobre com tanta força que um dos botões voou, estalando contra o piso de mármore travertino e sumindo na penumbra da sala. Eu a ajudei, livrando-me do paletó que já estava jogado e arrancando as mangas da camisa com uma impaciência que Oxford consideraria primitiva.

O desejo ali já não era mais uma equação matemática ou um flerte de bar; era uma força física, um consumo mútuo que nos despia de qualquer verniz social.

Em poucos segundos, a calça do meu terno e a cueca foram ao chão, juntando-se à seda azul-marinho dela em um rastro de rendição.

Estiquei o braço tateando o bolso do meu paletó caído no sofá e puxei um sachê quadrado.

Rasguei a embalagem com os dentes, o estalo do plástico ecoando pela sala. Lívia assistiu a cada movimento com a respiração curta, os seios fartos subindo e descendo, os mamilos rígidos apontados para o meu peito. Desenrolei a camisinha com os dedos firmes, sentindo a rigidez do meu próprio pênis pulsar com uma força quase dolorosa.

Aproximei-me dela outra vez, prensando-a contra o concreto rústico da parede. Segurei a lateral da sua coxa esquerda, erguendo a perna dela para abrir o caminho.

Apoiei a ponta da minha ereção exatamente na entrada da sua intimidade, que continuava absurdamente encharcada e quente.

Em vez de empurrar de uma vez, deslizei a glande de cima para baixo pela sua fenda, brincando com os lábios vaginais dela, provocando-a até extrair um arquejo sôfrego da sua garganta.

— Montserrat... por favor — ela implorou em um sussurro, os dedos se enterrando no meu cabelo.

Cedi. Com um impulso firme e controlado, eu a penetrei.

A sensação de entrar nela foi como mergulhar em um vulcão. O aperto da sua musculatura, o calor úmido que me envolveu por completo fez meus olhos se fecharem por puro reflexo. Um murmúrio de prazer agudo, um som arrastado de pura satisfação escapou dos meus lábios diretamente contra o pescoço dela.

Lívia soltou um gemido alto que bateu nos imensos painéis de vidro sobre o mar de Copacabana.

No exato momento em que me sentiu inteiro lá dentro, ela impulsionou o quadril para a frente e envolveu a minha cintura com as duas pernas, cruzando os tornozelos atrás das minhas costas.

Segurei a bunda dela com as duas mãos, sustentando todo o seu peso enquanto ela era suspendida do chão. A parede fria de concreto atrás dela e o meu próprio corpo erguido éramos as únicas coisas que a impediam de cair.

Estávamos fundidos, flutuando em cima do mármore, movidos apenas pela gravidade do nosso próprio encaixe.

A partir dali, o resto do mundo desapareceu.

Eu não conseguia pensar em nada, na malha aérea, ou em qualquer modelo de previsão comportamental.

Minha mente se reduziu a um único objetivo primitivo, selvagem e absoluto: tê-la.

Comecei a meter sem parar, ditando um ritmo forte, profundo e contínuo que fazia o corpo de Lívia chocar-se ritmadamente contra a parede. O som dos nossos corpos colidindo, úmido e abafado, preenchia, misturando-se aos gemidos sôfregos que ela soltava diretamente no meu ouvido.

Minhas mãos apertavam a carne macia da sua bunda com força, sustentando-a no alto, enquanto cada estocada minha encontrava o fundo da sua intimidade quente, extraindo dela arquejos que alimentavam ainda mais o meu tesão.

Eu estava cego de desejo, totalmente submerso na textura dela, no aperto absurdo que me esmagava a cada movimento.

Só interrompi a sequência brutal de estocadas quando senti o corpo dela dar um estalo interno.

As paredes da sua vagina começaram a contrair-se em espasmos violentos, ritmados, prendendo-me lá dentro com uma força sobre-humana. Lívia jogou a cabeça para trás, cravando as unhas nas minhas costas enquanto sucumbia inteira ao prazer, o corpo tremendo da cabeça aos pés em um orgasmo avassalador.

Aos poucos, as pernas dela sem forças, escorregaram da minha cintura. Apoiei os pés dela de volta no mármore travertino, mas não dei tempo para que ela respirasse ou se recuperasse do abalo.

Girei o corpo dela contra a parede mais uma vez, deixando-a de costas para mim.

Com uma das mãos, juntei os seus dois pulsos e os segurei firmemente no alto da cabeça dela, prendendo-a novamente contra a parede. Com a outra mão, segurei a lateral da sua cintura com um aperto firme, territorial, inclinando o corpo dela ligeiramente para a frente.

Sem aviso, eu a penetrei por trás de uma vez só.

Lívia soltou um grito agudo de puro choque e prazer, a musculatura ainda pulsando por causa do orgasmo recém-alcançado, o que tornou o encaixe quase dolorosamente apertado.

Comecei a dar estocadas longas, anguladas, sentindo o calor dela me consumir por inteiro.

O peso do meu peito esmagava as costas nuas dela contra a parede, e eu conseguia ouvir o eco das ondas de Copacabana lá fora parecendo acompanhar o nosso ritmo insano aqui dentro.

Foi quando a onda me atingiu. Uma pressão absurda começou a subir pela minha espinha, o sinal inequívoco de que eu estava prestes a desabar, descarregando tudo o que vinha acumulando desde que aquela tempestade de azul-marinho cruzara o meu caminho no bar.

Eu ia gozar. E queria levá-la comigo mais uma vez.

Abandonei o aperto da sua cintura e deslizei minha mão livre para baixo, enfiando os dedos por entre as coxas dela até encontrar o seu clitóris, que estava absurdamente sensível e intumescido. Comecei a massageá-lo com força e rapidez, acompanhando o ritmo frenético do meu próprio quadril que batia contra a bunda dela sem piedade.

— Vem comigo, Lívia... — roguei no ouvido dela, a voz sendo um rosnado arrastado, quase uma súplica de quem tinha perdido completamente o controle. — Acompanha o meu ritmo. Goza para mim. Agora.

Ela soltou um som incompreensível, uma mistura de choro e delírio, e empurrou o quadril para trás, buscando o atrito final.

O gatilho disparou para ambos ao mesmo tempo.

Lívia travou as pernas, a intimidade dela contraindo-se em uma sequência de espasmos elétricos tão intensos que quase me arrancaram as lágrimas, e eu desabei logo em seguida.

Soltei um rugido alto contra o concreto da parede enquanto meu pênis pulsava violentamente dentro dela, derramando toda a minha intensidade na proteção do látex. Fomos esmagados pela colisão de um prazer tão violento que nos deixou paralisados, fundidos um ao outro na penumbra da cobertura, com a lua de testemunha da nossa completa destruição.

O silêncio que se instalou na cobertura foi quebrado apenas pelo som ruidoso de duas respirações que se recusavam a voltar ao ritmo normal. Meu peito subia e descendo contra as costas nuas de Lívia, e eu conseguia sentir os batimentos cardíacos dela ecoando direto na minha pele. Lentamente, soltei os pulsos dela que eu mantinha presos no alto da parede. Os braços dela caíram sem força, e ela se virou devagar, escorando as costas no concreto para não desabar no chão.

Os olhos castanhos dela estavam enevoados, a maquiagem levemente borrada nos cantos, e os lábios carnudos inchados, ostentavam uma cor avermelhada após tantos beijos famintos. Ela olhou para as roupas espalhadas pelo mármore, depois para mim, e soltou uma risada soprada, inacreditável.

— Ciência Comportamental... — ela arfou, limpando um fio de suor da testa com as costas da mão. — Você é um perigo, Montserrat. Minhas pernas parecem duas gelatinas.

Dei um sorriso de lado, sentindo o peso do cansaço físico finalmente se manifestar, mas a eletricidade residual na minha pele ainda não tinha se apagado por completo. Abaixei-me com cuidado, livrando-me da proteção com a mesma precisão cirúrgica de sempre, e voltei a ficar de pé.

— Eu avisei que toda regra precisa de uma exceção, tempestade — aproximei-me dela, passando um braço por trás dos seus joelhos e o outro pelas suas costas, erguendo-a do chão antes que ela pudesse protestar.

Lívia soltou um ganido curto de surpresa, enroscando os braços no meu pescoço por puro instinto de sobrevivência. O corpo dela parecia incrivelmente leve, macio e quente contra o meu peito nu.

— O que você está fazendo? — ela perguntou, o tom sedutor ainda presente na voz cansada.

— Ativando o plano B — respondi, cruzando o salão monumental e iniciando a subida pela escada helicoidal de aço. — O chão da sala foi um excelente ponto de partida, mas eu garanto que os meus lençóis são bem mais confortáveis para o que eu pretendo fazer com você agora.

Subi os degraus sem pressa, sentindo o roçar sutil dos seios dela contra as minhas costelas a cada passo. Quando empurrei a porta de madeira maciça da suíte principal com o pé, a iluminação indireta revelou a imensidão da cama king size com lençóis de algodão egípcio cinza-chumbo, emoldurada por outra parede de vidro que dava para o Leme.

Depositei-a no centro do colchão com o máximo de cuidado. Lívia afundou nos travesseiros com um suspiro de puro alívio, esticando as pernas longas e deixando os cabelos escuros se espalharem pela colcha.

Olhei para aquela visão da minha cama, ela parecia pertencer àquele espaço de um jeito que me incomodou sutilmente, e o meu próprio corpo deu um sinal claro de que a noite estava longe de terminar.

Deitei-me ao lado dela, apoiando o peso do meu corpo em um dos cotovelos para olhá-la de cima.

Minha mão livre desceu pelo abdômen dela, desenhando círculos lentos na pele quente.

— SSó para gerenciar suas expectativas, Lívia... — sussurrei, roçando meus lábios na lateral do pescoço dela e sentindo seu pulso acelerar. — Os lençóis estão limpos, mas eu não tenho a menor intenção de te deixar dormir. Meu estoque de energia é consideravelmente alto, e eu já quero mais uma rodada desse caos.

Ela abriu os olhos, aquele brilho de pura audácia despertando nas pupilas escuras enquanto puxava a minha nuca para baixo.

— Então para de dar palestra, Montserrat — ela provocou, com um sorriso ladino nos lábios. — E me mostra se essa sua energia toda funciona na prática.



Notas finais
Aguardo vcs no próximo, um beijooo