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1 Writing names
Castiel.
Como sempre Castiel foi recebido no Céu com zombarias:
– Cas está apaixonado por um humano! Acho que seu nome é Dean!
– Não é. – cruzou os braços, envergonhado.
– Casie, mentir é pecado...
– Não, não é!
Castiel saiu de perto de seus irmãos e foi para o Paraíso de uma pessoa qualquer. Era um parque florestal coberto de neve. O anjo se sentou em um banco e apoiou os cotovelos no joelho:
– Eu gosto dele, Pai. Eu sei que fui encarregado de tomar conta dos Winchester, mas acho que eu não esperava que isso aconteceria... Realmente, não esperava. Dean e eu acabamos ficando muito próximos, criamos certos laços que... Bom, talvez...
Mais tarde Castiel desceu até a terra, até a casa de Bobby.
– Cas. – Ele falou. – Precisamos de sua ajuda.
– Estou aqui.
– Bobby se feriu em uma caçada. – Sam disse, saindo do quarto. – Precisamos de sua ajuda para curá-lo.
Os três rapazes foram para o quarto de Bobby, encontrando-o ensanguentado.
– O que aconteceu com ele? – Cas perguntou, não gostando da situação.
– Levou um tiro na perna.
– Quem poderia imaginar que eu seria ferido por uma arma e não um monstro? – Brincou Bobby fazendo cara de dor.
Cas se aproximou e tocou a perna de Bob. Em alguns segundos ele estava novo em folha.
Castiel, Sam e Dean estavam na sala enquanto Bobby descansava. Dean estava sentado em uma poltrona olhando fixamente para o chão.
– O que ele tem? – Castiel sussurrou para Sam.
– Ah... – Sam deu uma risada – Dean está gostando de alguém.
– Cale a boca. – Dean replicou para o irmão.
Castiel ficou curioso. Talvez fosse a ironia do destino...Não Destino, destino. No momento em que Castiel confessou seus sentimentos para Deus, Dean se apaixona por alguém. Simplesmente não era pra acontecer.
Sam levantou-se, ainda rindo do olhar raivoso de Dean.
– Vou até a cidade comprar algo para comer. Já sei Dean, torta.
E saiu pela porta.
Cas e Dean estavam sozinhos.
– Então... – Dean falou.
– Então.
Houve um silencio constrangedor.
– Ouça Dean...
– Não. – Era como se ele já soubesse. Dean se levantou e colocou as mãos na parede. – Não deixe as coisas mais confusas pra mim, cara.
Castiel assentiu com a cabeça.
– Se isso te conforta, eu também gosto de alguém.
– Isso é possível?
– Você está perguntando se nós anjos temos sentimentos? Sim, temos.
***
– Hm, então realmente está apaixonado por um humano? – Baltazar segurou o riso.
Castiel revirou os olhos.
– E levou um fora? – Dessa vez não segurou. – Você se superou.
– Calado.
– Isso seria interessante. Mas sabe que se o Cupido acertar Dean Winchester e vocês ficarem juntos, ele correrá mais perigo do que já corre naturalmente sendo um Caçador.
– O que quer dizer? – Castiel encarou Baltazar.
– Você sabe – Baltazar entrelaçou os dedos – Se os demônios ficarem sabendo disso, o que acha que eles usarão para te atingir? Melhor dizendo, quem?
Ele tinha razão. Era arriscado.
– De qualquer forma, por um pequeno preço, podemos dobrar a segurança do Winchester.
– Está tentando negociar comigo? – Castiel cerrou os olhos.
– Claro que não! – Baltazar esquivou-se – Afinal, estamos falando de hipóteses.
– É melhor você ir embora...
Nas semanas seguintes, Castiel tentava descobrir quem havia laçado o coração de Dean. Não podia negar que havia o espionado algumas vezes, certo, muitas vezes! Mas nada fora do comum. Havia tentado perguntar ao Sam e até Bobby. Algumas vezes perguntava à Dean, mas ele sempre tinha uma resposta esperta na ponta da língua, nas últimas vezes, respondia com “só se você me disser de quem você gosta.”. Castiel não queria se constranger dizendo que era dele, então deixava o assunto pra lá.
Certo dia após um exorcismo em um depósito, Dean e Castiel estavam sozinhos pela primeira vez desde a casa de Bobby. Os dois pareciam um pouco desconfortável. Castiel não conseguia perceber isso muito bem, você sabe, o lance dos anjos. Dean guardava os sprays de tinta usados para fazer a Armadilhas do Diabo na mochila. Castiel o observava. Finalmente quebrou seu silencio:
– De quem você gosta, Dean?
Dean virou sua atenção ao anjo.
– Eu não vou dizer até você me dizer de quem você gosta.
– Que tal nós escrevermos?
– Ok, eu tenho uma pergunta...
– Qual é, Dean? – Cas o encarou.
– Como eu soletro seu nome?
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