For you

14 Old friends


Dean.

Há quanto tempo ele estava alí? Um dia? Uma semana? Mais? O tempo no Purgatório passava de forma diferente. E por que diabos ele estava ali? O certo era ir para o Céu ou o Inferno, não era? A não ser que Dean fosse um monstro, e ele tinha certeza que não era.

Já havia derrotado alguns monstros, mas de alguma forma o lugar parecia mais vazio do que da última vez que estivera ali. Dean tentou tirar informações de alguns monstros, mas nenhum deles sabia o motivo de Dean estar ali ou como ele saía. Foi então que lhe passou pela cabeça que um certo monstro que provavelmente estava ali deveria saber algo. Ele só precisava achá-lo.

Dean andou por horas, ou minutos, era difícil dizer. Parou ao lado do rio para se refrescar quando foi atacado e jogado em direção a uma árvore, batendo suas costas. Antes que pudesse cair no chão, Dean estava cara a cara com presas sujas de sangue.

– Benny!? – Dean chamou.

– Dean? – as presas do vampiro foram voltando para a gengiva – Dean é você?

Dean foi colocado no chão.

– O que faz aqui? — Benny perguntou.

– Eu morri. Propositalmente aliás, eu te conto a história no caminho.

– Então você está indo resgatar seu namorado. – Benny disse.

Namorado? Castiel não era namorado de Dean. Quero dizer, pelo menos Dean não pensava assim, ainda, ou não mais.

– É. Então, você sabe se tem algum jeito de eu ir para o Céu daqui?

Benny pensou por alguns segundos.

– Se tem uma passagem para a terra e uma para o Inferno, pode ser que tenha uma para o Céu. Eu ouvi dizer que tem um anjo por aqui, ele pode saber.

Um anjo? Dean implorou para que fosse Castiel. Ele e o amigo vampiro saíram a procura do anjo. Ele devia estar muito bem escondido, por anjos no Purgatório eram a melhor refeição.

Para a sorte de Dean, não foi difícil encontrá-lo. Encontrá-la na verdade.

– Naomi? – Dean virou o anjo para ele.

Definitivamente era Naomi.

– Dean Winchester? – Naomi parecia meio desnorteada.

– Naomi? O que você está fazendo aqui?

– Quando Metatron me matou, eu vim parar aqui. Mas o que é que você está fazendo aqui? Está na lista de favoritos de Deus!

– Eu também não sei. Eu preciso da minha ajuda.

Naomi fitou Dean de cima a baixo e Benny também.

– O que isso faz aqui? – Ela perguntou.

– Ele é meu amigo. – Dean respondeu, colocando a mão no peito de Benny, que ameaçou ir pra cima do anjo.

– Para que precisa de minha ajuda? – Naomi perguntou, ignorando o vampiro.

– Para ir para o Céu. Eu sei que tem uma entrada para o Inferno, então deve ter uma lá pra cima também.

Naomi fez que sim com a cabeça. Ela parecia menos arrogante desde a última vez que Dean havia a visto.

– Você está certo. Mas só você pode entrar. E depois que entrar, não tem como sair por aqui.

– Isso não importa. Eu dou um jeito de voltar depois. Você pode nos levar até lá?

– Claro. – Naomi sorriu. – Mas tem um preço.

Naomi se aproximou de Dean e pousou as mãos em seu peito, olhando para ele de forma carente.

– Você tá brincando. – Dean olhou para Benny. – Ela tá brincando?

– Acho que não cara. – Benny caiu na gargalhada. – Acho melhor eu tomar meu rumo e deixar vocês a sós.

Naomi se soltou de Dean e este foi em direção a Benny.

– Até mais, amigo. – os dois se abraçaram.

Quando o vampiro desapareceu de vista, Naomi se agarrou no peitoral de Dean.

– Você estava falando sério, mesmo? – Dean estava constrangido.

Naomi fez que sim com a cabeça.

– Sempre quis tirar uma casquinha sua, Castiel me mataria se ele soubesse disso. – Naomi pensou por alguns segundos. – Já estou morta mesmo.

Dean olhou para os lados, ainda mais constrangido. Naomi provavelmente não sabia sobre o seu relacionamento com Castiel.

– E então, vamos? – Naomi olhou para Dean.

Ele fez que sim com a cabeça, mas na verdade não queria. Naomi o empurrou em uma arvore, Dean se sentou nas raízes e o anjo sentou-se no colo do caçador, tirando sua camisa e contemplando o peitoral musculoso de Dean. Desabotoou os botões de sua própria camiseta enquanto Dean a abraçava pela cintura e olhava diretamente para os seios de Naomi. Dean beijava o corpo da mulher enquanto ela terminava de despi-los.

Dean tinha que admitir, por mais que preferisse o sexo com Cas, aquilo tinha sido bom. O Winchester se vestia enquanto Naomi olhava para os lados, decidindo qual seria a melhor direção a seguir. Quando se decidiu, chamou por Dean.

Os dois caminharam sem nenhum monstro e sem trocar uma palavra. Dean finalmente quebrou o silêncio:

– É impressão minha ou aqui está mais vazio?

– Está. O boato é que agora estão esvaziando o purgatório. Quando um monstro mata outro monstro, eles vão direto para o Inferno e ficam lá para sempre.

– Por que isso? – Dean indagou.

– Eu não sei, faz tempo que estou aqui, sem notícias do Céu.

Dean colocou isso na lista de perguntas para fazer para Castiel quando eles se encontrassem.

– Aliás, o que você está indo fazer lá em cima?

– Castiel foi proibido de descer.

– E você vai salvar sua princesa. – Naomi riu.

Dean ignorou.

– Estamos perto. – Naomi parou em frente a um portal feito de metal. – Eu não posso passar daqui.

– Obrigado pela ajuda Naomi. — Ele forçou um sorriso.

– Boa sorte em sua busca.

Dean passou pelo portal e nele havia uma colina. Demorou poucos minutos para subi-la. De repente toda a paisagem mudou, ele estava em um lugar enevoado com um céu azul claro. Não sabia explicar o motivo mas parecia estar flutuando. O lugar era tão iluminado que Dean se espantou por não ter ficado cego.

– Dean Winchester. – Uma voz familiar soou às suas costas.

– Chuck?!