For you

15 Arrogant boy


Dean.

— Olá Dean.

— O que você está fazendo aqui? Quero dizer, eu sei que você é um profeta e deveria estar aqui mas... Você morreu?

— Eu não sou um profeta.

— Então o que você é? – Dean perguntou, confuso.

— Eu sou Deus, Dean.

Dean ficou boquiaberto durante alguns segundos. Ele realmente não tinha ideia do que falar ou fazer.

— Eu entendo sua surpresa. – Chuck, ou Deus, começou. – Por que você está aqui?

Dean ficou em silencio, refletindo. Ele era Deus, era óbvio que sabia o motivo dele estar ali.

— Sim, eu sei Dean. É por causa dele.

Chuck apontou para trás de Dean, fazendo-o se virar. Era Castiel.

— Cas... – Os olhos de Dean brilharam mas ele não se mexeu.

Castiel deu um sorrisinho.

— Eu gosto disso. – Chuck começou. – Vocês dois estão mesmo predestinados, e eu sou totalmente indiferente quando sexualidade. O único problema é que Castiel é um anjo, e você um humano.

— Então por que permitiu que... – Dean parou instantaneamente, ao se tocar que estava falando com Deus.

— Acalme-se Dean. Eu sei que está cheio de perguntas e eu pretendo responder todas. Primeiro precisa entender, o que eu fiz com você e Castiel foi uma exceção. E eu devia saber que causaria alvoroço.

— Mas...

— Dean. – Castiel colocou a mão no ombro de Dean.

Os dois trocaram um rápido olhar.

— Não tem nenhum jeito de nós dois ficarmos juntos? – Dean encarou Chuck.

— Castiel sabe das consequências.

***

Castiel.

Dean e Castiel estavam sozinhos no Céu.

— O que aconteceu?

— Deus nos deixou aqui.

— Você sabia que Chuck era, você sabe, Deus?

— Descobri a pouco tempo.

— Cas. – Dean andou em direção e pegou o rosto do anjo.

Castiel olhou para ele, sem reação.

— Eu tenho uma escolha a fazer...

Dean o soltou delicadamente.

— Escolha?

— Tem um jeito pra nós ficarmos juntos.

— O que?! – Dean arregalou os olhos.

— Eu vou cair. Ainda vou ser um anjo, mas nunca mais poderei voltar para o Céu.

— E você está com medo da dor de ter suas asas arrancadas?

Castiel cerrou os olhos friamente para Dean, inconformado.

— Eu não vou fazer isso.

Dean franziu o cenho.

— Como é?

— Eu não vou cair. – Castiel agora parecia menos desafiante. – Eu sinto muito Dean, eu quero ficar com você, mas não posso abrir mão do Céu.

— Claro, porque aqueles anjos filhos da mãe são mais importantes e sempre estiveram do seu lado! – Dean gritou.

— Eu não espero que você entenda. É egoísta demais para isso.

Dean andou em direção a Castiel e o agarrou pela gola do sobretudo, ficando tão perto que seus narizes quase se tocavam.

— Você não dá a mínima para isso. Você não sente o que eu sinto.

Castiel tocou a testa de Dean com os dedos. Todos os dias em que Dean ficou sem Castiel passaram pela vista do caçador.

— Eu estava lá o tempo todo. – Castiel falou, se soltando de Dean.

Ele não teve o que responder.

— Eu vou ficar no Céu. Vou descer pra ajudar você e Sam quando puder mas nós...

Eles se encararam.

— Nós não precisamos da sua ajuda. Eu não quero mais te ver.

— Não foi o que disse nas suas orações. – Castiel retrucou com um sorrisinho nos lábios.

Dean corou mas não desamarrou a cara.

— Eu não passei tanto tempo sofrendo pra finalmente te encontrar e você dizer que não vem comigo, eu não morri, não fui para o Purgatório, eu não tran... – Dean parou. – Eu não fiz tudo isso pra você dizer que não!

— Eu agradeço seu esforço mas eu não posso fazer isso.

— Se você não vem, então você morreu pra mim.

Os dois ficaram em silencio durante alguns minutos. Dean se virou e andou em direção a nevoa branca que os envolvia, até desaparecer.