For you

16 It's too late, little brother...


Dean.

Era cerca de duas horas da manhã quando o celular de Dean tocou.

— Alô?

Dean!

— Quem está falando?

- Eu preciso de ajuda, rápido!

— Charlie?

- Sim, idiota!

Dean levantou-se rapidamente e acordou Sam.

— Charlie, onde você está?

— Eu vou te mandar a localização, eu preciso desligar antes que eles voltem.

­­— Eles? Charlie?

Mas ela já havia desligado. Alguns segundos depois uma mensagem chegou com sua localização. Ficava há duas horas dali. Sam e Dean arrumaram suas coisas e entraram no Impala, prontos para a viajem.

— O que você acha que pode ser? – Sam perguntou.

— Eu não sei. Charlie disse “eles” então provavelmente é alguma criatura que anda em grupo.

— Demônios?

— Provavelmente.

— E por que acha que eles estão com Charlie?

— Eu não sei cara.

— Talvez Cas possa nos ajudar. – Sam falou, pegando o celular.

Dean parou o carro, fazendo as rodas derraparem.

— Nós não precisamos do Cas. – Dean pegou o celular da mão do irmão.

Quando chegaram na localização de Charlie, se encontravam em um tipo de sobrado abandonado. A porta de madeira velha estava entreaberta. Sam e Dean entraram silenciosamente por ela e subiram as escadas. Charlie estava amarrada em uma cadeira com uma fita na boca.

Dean correu até ela e tirou a fita. Ela então disse:

— É uma armadilha! Crowley e seus capangas me pegaram!

— Olá garotos. – Dean virou-se dando de cara com Crowley.

— Crowley! – Sam bravejou.

— Acalme-se Alce – Crowley fez um movimento com a mão e Sam caiu sentado em uma cadeira, sem poder se mexer. – Meu assunto é com o Esquilo.

— O que você quer? – Dean perguntou, irritado.

— Achei que tínhamos um acordo. – Crowley disse.

— Eu não consegui o maldito acordo.

— Eu fique sabendo que conversou com Deus pessoalmente. Por que não pediu a ele?

— Porque ele não ia ceder nem mesmo para os anjos. O que ele disse era que Castiel e eu – Dean fraquejou – poderíamos continuar juntos, mas ele estaria proibido de voltar ao Céu.

— E então? – o demônio olhou em volta – Onde está o nosso querido anjinho?

— Ele não aceitou.

Crowley riu.

— Bom, isso é uma pena. Mas você sabe, Romeu e Julieta não ficam juntos no final.

Dean revirou os olhos. Crowley novamente fez um movimento com as mãos, soltando Sam.

— Se quer fazer um trabalho bem feito faça você mesmo. – Crowley estalou os dedos e desapareceu.

Dean terminou de soltar Charlie.

— Obrigada rapazes.

— Afinal, o que você estava fazendo quando Crowley te pegou? – Sam perguntou, curioso.

— Ah! – Charlie entusiasmou-se – Eu estava procurando por vocês. Eu tenho um caso.

— Um caso? – Dean perguntou.

— Sim. Vampiros. Provavelmente um ninho, mas não estão em grande quantidade porque não tem havido muitas vítimas.

— Onde?

— Há uns cinquenta quilômetros daqui.

— Certo, Sam, você pode levar Charlie pra casa?

— O que? – A garota cruzou os braços. – Eu vou junto.

— Tem certeza disso? – Sam indagou.

— Eu vou.

De fato era um ninho de vampiros. Entre eles estavam dois homens e duas mulheres. Eles viviam em um celeiro de uma fazenda abandonada. Dean, Sam e Charlie se preparam com adagas e sangue de homem morto. Esperaram que o sol nascesse para que os vampiros ficassem mais vulneráveis em seu horário de descanso.

Sam chegou pela janela do celeiro que estavam todos deitados e relaxados. Era a hora certa para atacar. Os três entraram mas foram surpreendidos. Haviam mais vampiros e eles foram capturados. Uma das vampiras mulheres amarrou Dean, Sam e Charlie.

— Parece que pegamos um peixe grande aqui. – Ela disse. – Os Winchester! Quem diria...

Dean deu um sorrisinho e depois falou:

— Então como sabem, nós faremos vocês em pedacinhos, sua vadia.

A outra vampira riu e se aproximou, dando um tapa no rosto de Dean.

— Parece que nós é que estamos em vantagem aqui, bonitão.

Dean calou-se.

— E tenho que admitir, vai ser um prazer devorar você. Acho que vai até ser o primeiro.

Um dos vampiros, alto e forte, se aproximou.

— Tem certeza que quer comê-los?

A mulher se levantou, derrubando a cadeira e falando em tom alto;

— É claro! – Ela deu uma risada maléfica. – Imagine só, quando os outros monstros descobrirem que nós acabamos com os Winchester! Nós iriamos ganhar imunidade e respeito.

A vampira que estava sentada, levantou-se e caminhou perto do grupo.

— Ela tem razão. – Falou para o homem. – E eu não vejo a hora deles sumirem da face da terra.

— Então... – O homem se virou. – Quem quer ter a honra de começar com esse aqui?

Os três vampiros se amontoaram em volta de Dean.

Sam e Charlie gritaram. Dean pode ver o irmão se contorcendo na cadeira, tentando se soltar das cordas que o amarravam. Pode ver lagrimas saindo dos olhos de Charlie e sua expressão pálida de medo.

Sam conseguiu se soltar mas acabou sendo pego pelos vampiros. Droga, já era tarde demais... A visão de Dean já estava começando a escurecer e ele já estava parando de sentir a dor onde as presas dos vampiros estavam cravadas.

— Adeus Sammy... – ele disse, baixinho.

A última visão de Dean foi Sam, socando vampiros tentando se soltar, com êxito. Ele correu em direção ao irmão. Mas mesmo assim, era tarde demais.