For you
7 I'm sorry
Dean.
Alguns dias se passaram. Sem noticias de Castiel. Dean nem mesmo o procurou. Sam também não. Muito menos Bobby. Mais dias se passaram e nenhuma notícia angelical.
Em uma tarde de sábado, Sam, Dean e Bobby assistiam um jogo de futebol, o que era raro acontecer devido ao fato deles serem caçadores e sempre ter alguém que precisasse ser salvo em algum lugar do mundo. Dean prestava atenção no jogo enquanto bebia sua cerveja quando a tela da tv parou.
– Eu arrumo. – Ele disse.
Dean deu alguns soquinhos na tv, tentou mudar de canal, mexer nas antenas mas nada. Então percebeu que tudo estava muito silencioso. Virou-se para onde os sofás estavam e viu Bobby e Sam paralisados.
– Que merda é essa...
Dean resolveu dar uma olhada no ferro velho de Bobby. Deu de cara com um anjo. Baltazar.
– Cuidado para não se apaixonar.
– Baltazar. – Dean bravejou e partiu para cima do anjo com um soco.
Como previsto, ele se deslocou para outro lugar e Dean socou o nada.
– O que está fazendo aqui seu verme? – Dean perguntou ajeitando a camisa.
– Olha como fala comigo. – Baltazar chegou muito perto de Dean. – Estou prestes a te ajudar, não me faça mudar de ideia e fazer com que você precise de ajuda de outro anjo, que pelas circunstancias, vai deixar você morrer.
Dean engoliu em seco e se calou.
– Castiel estava comigo para te ajudar.
– Ele te mandou aqui pra limpara barra dele? Porque se foi isso...
Dean falou mas sua voz não saia.
– Apenas escute. – Baltazar esboçou um sorriso.
O anjo começou andar em círculos enquanto Dean tentava falar, sem que sua voz saísse.
– Acabou? – Baltazar perguntou para Dean. – Como eu ia dizendo, Castiel estava te protegendo.
Ele pigarreou.
– Quando soube que você e Castiel tinham se envolvido, Crowley viu uma brecha para ferir Cas, através de você. O que ele queria era que eu arrumasse algumas armas para ele te defender de Crowley e seus capangas, de forma permanente digamos. E adivinhe só quem tinha essas armas...
Baltazar apontou os próprios polegares para si mesmo e sorriu.
– Mas não estavam onde eu havia deixado pela última vez. Então Castiel e eu nos encontrávamos para procura-las.
A voz de Dean voltou.
– Cas...
– Seja mais agradecido garoto. – Baltazar sumiu.
***
Sam e Dean haviam alugado um quarto em um motel. Havia passado alguns dias desde que Dean havia recebido toda aquela informação de Baltazar. E ele ainda não sabia o que fazer com ela. Ainda não sabia se deveria falar com Cas.
Era noite, Dean estava sozinho e chovia. Tentava se distrair assistindo pornô de desenho japonês quando um trovão levou sua atenção para a janela. Lá estava Castiel parado, encharcado, olhando para ele. Alguns segundos depois ele não estava mais lá. Se Dean tinha alguma dúvida de que deveria falar com Cas, aquela era a resposta. Ele ligou para Castiel. Nada.
Alguns dias depois, Dean acordou com ressaca. Sam não estava. A primeira coisa que fez foi pegar o celular.
– Bom dia bela adormecida. – Disse Sam ao telefone.
– Engraçadinho. Onde você está? Estou indo praí...
– Ei, não precisa, eu... Me viro.
– Sam.
– Não diga que eu não avisei. Rua Principal. No beco virando o mercadinho.
Dean se vestiu e foi até onde Sam estava. Chegando no beco, ele se deparou com Castiel.
– Eu vou deixar vocês a sós. – Sam avisou, querendo se livrar daquilo.
– Não precisa. – Castiel disse secamente.
– O que você faz aqui Cas? – Dean perguntou encarando Castiel.
– Limpando sua bagunça como sempre. – Castiel o encarou friamente e saiu pelos fundos do beco.
– Ouch. – Disse Sam, passando a mão no ombro do irmão.
– Já acabamos por aqui.
No caminho de volta para Casa de Bobby, Sam parou o Impala. Dean olhou para ele, desconfiado.
– Olha, é melhor eu resolver esse caso sozinho. Você precisa esfriar a cabeça com esse lance com o Cas.
– Sam, não! – Dean reclamou.
– Sim Dean! – Sam falou mais alto.
Dean não queria adimitir mas o irmão estava certo.
– Me deixe no próximo motel que encontrarmos. E me ligue se precisar de algo.
Dean havia ficado em um motel até que aconchegante e espaçoso. A primeira coisa que fez ao chegar foi ligar para Castiel. Foi isso que fez durante todo o final de semana, além de acabar com garrafas de uísque forte. Já havia se passado cinco dias ligando, e a droga do Sam não voltava para cessar as ligações.
Dean foi para a sala do motel, onde havia deixado organizado coisas sobre alguns futuros casos que ele iria trabalhar com Sam. Uma última tentativa de ligação. Já havia bebido o bastante para se importar com humilhação. Dean discou o número de Cas. Não tocou vezes suficiente para ter caído na caixa postal. Ele havia desligado na cara de Dean. Dean segurou o celular na cabeça, tentando colocar seus pensamentos em ordem. Acho que a bebida impedia. Ele atirou o celular na parede e jogou tudo que estava em cima da mesa no chão. Ele queria gritar, de raiva, de desespero.
Alguns minutos depois Dean estava sentado na mesa a qual ainda não havia sido organizada, com o celular pronto para chamar o número de Castiel. Dean apertou suas entranhas e respirou fundo, quase que rezando para que o anjo o atendesse. Pegou o celular e ligou. Levantou-se, impaciente. Ao se virar, deu de cara com Castiel. Os dois se encararam por alguns segundos.
– Eu sinto muito. – Falou Dean, da forma mais sincera e rendida do mundo.
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