For you

8 I'm a freggin' Winchester!


Dean.

– Dean, eu...

Antes que Castiel terminasse sua frase, ele desapareceu em uma luz brilhante.

– Cas? – Dean olhou para todos os lados a procura do anjo.

Os problemas de Dean só haviam acabado de começar. Mais tarde, Sam ligou para Dean, avisando que havia voltado. Dean teria que dirigir por horas, com Castiel na cabeça. O que diabos havia acontecido? Era madrugada, Dean não devia ter ido dirigir a essa hora. Quando finalmente encontrou uma loja de conveniências, estacionou o carro e entrou para comprar algo para comer.

Quando saía da lojinha, resolveu abastecer o carro. Dean deu uma olhada em volta do lugar totalmente vazio. Teve um pressentimento ruim, mas não devia ser nada.

Chegando no ferro-velho, Dean não foi recebido na entrada. Quando entrou na casa de Bobby se deparou com uma cena fora do comum. Bobby estava jogando no chão, todo ensanguentado. Sam estava parado ao lado do corpo, limpando uma faca. A primeira coisa que Dean pensou era que Sam estava possesso por um demônio, mas não era isso.

– Não sou um demônio. – Sam disse, sorrindo e guardando a faca. – Sou um anjo.

– O que você fez com Sammy? – Dean perguntou, enraivecido, apontando uma arma para o anjo. – E com Bobby?

– É apenas um aviso Dean Winchester. Fique fora dos assuntos do Céu. Pelo menos uma vez não se meta onde não foi chamado. Se fizer tudo conforme eu digo, devolverei seu irmãozinho intacto, e ainda trago seu amigo de volta. – Sam olhou para Bobby morto no chão.

– O que diabos está acontecendo lá em cima? – Dean perguntou tentando manter a calma.

– Não é da sua conta. Fique fora disso Dean.

Dean pensou por alguns segundos. Ia encontrar um jeito de sair daquela, mesmo que isso envolvesse Crowley ou qualquer outro demônio.

– Nem pense nisso. – O anjo no copo de Sam alertou. – Ou o Sammy aqui já era.

Em um estalar de dedos o lugar estava vazio. Sem Sam, sem Bobby, sem uma gota de sangue sequer. Apenas Dean perdido em seus pensamentos.

***

Aquelas duas semanas pareciam ter durado dois séculos para Dean. Sem respostas de anjos, sem respostas de Cas. Ele estava totalmente sozinho. Não tinha uma pessoa ali para ele agora. Dean estava sentado no sofá, se sentindo tão frustrado que poderia explodir. Derrubou sua lata de cerveja e pegou o Impala.

Era madrugada, não havia ninguém nas rodovias. Dean acelerou o carro até o limite. Era como ele se sentia de certa forma, no limite. Ele freou, derrapando até parar. Dean saiu, batendo a porta. Ficou alguns minutos apoiado na lateral do Impala até dar alguns passos para longe.

– Bom, eu me sinto idiota fazendo isso, eu estou sem muitas opções, então por favor – Dean começou, com a voz falhando – eu preciso de uma ajuda.

Dean olhou para o céu negro em busca de algum sinal.

– Eu estou rezando ok?

Sem resposta.

– Vamos, por favor. – Dean implorou.

Deu uma última olhada para cima antes de entrar de volta em seu carro e dirigir até o motel mais próximo que encontrasse.

Na manhã seguinte, Dean preparou os ingredientes para invocar Crowley, fez todo o ritual e não demorou até o Rei do Inferno aparecer.

– Esquilo!

– Crowley.

– Sem armadilhas – Crowley deu uma olhada no local. – Do que você precisa?

– Preciso de ajuda.

– É claro que precisa. – Crowley falou, sarcasticamente. – Eu já estou ciente do que aconteceu com seu irmãozinho, e sinto dizer que não posso ajudar.

– Como é? – Dean bravejou. – Vamos, diga o que você quer em troca.

– Eu não quero nada em troca! – Crowley gritou. – Eu já disse, não posso ajudar.

– Não pode ou não quer? – Dean perguntou, se acalmando.

– Os dois. Mas mesmo se eu quisesse, os anjos acabariam comigo, nós dois sabemos disso. O problema é muito maior do que parece Esquilo.

– Como assim?

– Digamos que está rolando tipo uma guerra civil lá em cima, e parece que Deus está diretamente envolvido.

Dean pensou por alguns instantes. Talvez dessa vez não houvesse nada que ele pudesse fazer. Não. Ele era a droga de um Winchester! Sempre podia fazer algo.

– Se eu fosse você – Crowley começou – Deixaria essa história acabar. Afinal, o Sam não tem tanta utilidade para eles, vão te devolver.

– Anjos são tão confiáveis quanto demônios. – Dean retrucou.

Crowley deixou o lugar com um sorriso cínico nos lábios. Dean estava desarmado. Precisava pensar em algo, e onde diabos estava Castiel? Dean apoiou-se na mesa, sentindo-se exausto.

– Cas, onde você está? Eu perdi todos os meus amigos. Tem sido um inferno não ter você aqui – Dean rangeu os dentes – eu tenho sentido sua falta e você parece não se importar...

Como sempre, nenhum sinal do anjo.