For You

2 Ele Sempre me Odiou


4 anos atrás

Adam Pov.

Eu me observava andando por um lugar cheio de flores, eu sentia o calor do sol na minha pele e o cheiro da grama molhada e parecia que eu estava em paz, aquele era o lugar que eu gostaria ficar para sempre.

— Ei acorda! — Ouço a voz de alguém. — Acorda porra!!! — Abro meus olhos e vejo quem era a pessoa que chamava. Meu insuportável primo que tinha a função de transformar meus dias um inferno. — Finalmente a princesa acordou.

— Você não devia está em outro lugar? — Perguntei com uma certa raiva.

— Sim eu devia mas infelizmente você está passando um tempo aqui já que seus pais fugiram e minha mãe quer que eu seja um bom primo.

— Você tem 14 anos mas parece que tem 90 por parecer um velho resmungão.

— Você tem 12 e age como uma criança birrenta, eu só te suporto porque a mamãe quer mas se ela não ligasse eu te jogaria na rua.

— Como eu disse você parece um velho. — Soltei um sorriso de deboche e Johnny pulou em cima de mim segurando meus braços.

— Testa minha paciência pra ver o que eu faço com você. — Eu confesso que as vezes ele me assustava pôs seu olhar era penetrante e isso o deixava bastante intimidador.

— Me solta. — Tentei me soltar do seu aperto mas ele era mais forte que eu.

— Calminha primo nós ainda temos dois longos meses pela frente e até lá vamos ver se você vai continuar vivo até o final. — Deu um tapinha no meu rosto e se levantou. Vai ser dois meses horríveis.

~~~*~~~

Como meu primo havia dito, seria dois longos meses horriveis, parecia que havia se tornado rotina me atormentar, tudo que eu fazia para evitá-lo era em vão já que ele sempre esbarrava comigo de qualquer jeito e confesso que, isso era um verdadeiro pesadelo que estava longe de acabar. Faltando apenas uma semana para meus pais voltarem de viajem eu me encontrava em desespero já que do nada Johnny havia decidido criar uma aranha como bicho de estimação mesmo sabendo que eu tinha medo. Não sei o que era pior ter uma aranha de baixo do mesmo teto que eu estou vivendo ou ter um homem das cavernas como meu primo.

Lá estava eu, sentado no sofá tentando ler algum livro enquanto minha tia havia saído pra fazer compras e tinha deixado Johnny pra tomar conta de mim tem como a situação piorar? Talvez sim mas espero que não.

— O que você fez com a minha aranha? — Johnny apareceu na sala tirando o livro da minha mão o jogando no chão e me prendendo no sofá.

— Eu não fiz nada.

— Fez sim, você nunca gostou dela e quando eu menos espero você vai e se livra dela.

— Realmente eu nunca gostei dela mas também não tenho coragem de chegar perto! Você sabe que eu tenho medo.

— Se eu descobrir que você está mentindo vou te fazer desejar nunca ter nascido. — Assim que me soltou senti meu braço doer por conta do aperto que havia dado. Dessa vez seu olhar era carregado de raiva, não era como das outras vezes.

~~~*~~~

Finalmente havia chegado o dia em que eu finalmente iria voltar pra casa, estava morrendo de saudades dos meus pais e da minha casa. Nos últimos dias Johnny havia se tornado um poço de raiva, desde que quase me pegou beijando o rosto de uma garota na qual eu havia feito amizade ficava sempre frustrado comigo e me tratava mal, algumas vezes dizia que os problemas que tinha na vida eu era o principal culpado de tudo, nem com a sua aranha que matei sem querer quando a esmaguei ele havia ficado com tanta raiva, as vezes chegava há me assustar.

— Querido seus pais chegaram. — Eu estava sentado na cama do quarto onde eu dormia até que ouvi a melhor notícia que podia receber. Me levantei correndo para abraçar meus pais que também correram na minha direção e me encheram de beijos.

— Ah como senti sua falta! — Falou minha mãe. — Tá pronto pra voltar pra casa?

— Super!

— Então vai lá pegar suas coisas e depois se despeça da sua tia.

— Sim. — Respondi animado.

Corri animado de volta pro quarto pegando tudo que era meu e enfiando dentro de uma bolsa até que me lembro da minha lanterna que John havia pegado pra se divertir com a minha raiva. Caminhei até o quarto entrando devagar vendo o mesmo dormir tranquilamente, começo vasculhar todos os cantos do quarto tentando achar minha lanterna até que acho dentro de uma gaveta e quando me preparo pra sair vejo algumas fotos polaroid minhas dormindo e outras estou na sala lendo livros, confesso que me assusta ver que ele tinha fotos minhas.

— O que você tá fazendo? — Largo as fotos e olho pra trás tentando paracer o mais normal possível se não fosse pelo certo medo que ele me dava.

— Eu só... Eu só... — Eu tinha que travar justo agora?

— Você só? — Se levantou da cama vindo na minha direção e mais uma vez me prensando contra alguma coisa.

— Você tá pelado.

— Eu estou de cueca você é cego ou tapado? Agora me diga o que você tá fazendo aqui?

— Eu vim pegar minha lanterna, estou voltando pra casa... Meus pais chegaram.

— Você disse que iria embora só amanhã.

— É mas eles ligaram ontem falando que viriam um dia antes. Agora você pode ficar feliz porque não irei mas te perturbar.

Johnny Pov.

— É mas eles ligaram ontem falando que viriam um dia antes. Agora você pode ficar feliz porque não irei mas te perturbar.

Ouvir aquelas palavras parecia que meu mundo havia se virado de cabeça pra baixo

— Eu vou sentir sua falta pentelho.

— Ah ta... Até parece. — Ele deu um pequeno sorriso.

— Não terá ninguém aqui pra eu torturar.

— ADAM VAMOS!!! — Assim que Adam ouve sua mãe chamando me dá abraço e anans que eu pudesse tocá-lo o mesmo sai correndo pra fora e fechando a porta.

Fiquei olhando pela janela Adam indo embora, ele estava com aquela touca com orelhas de urso que eu sempre dizia que ficava estranha em sua cabeça, assim que entrou no carro o segui com olhar até sumir da minha vista. Quando percebi que ele havia ido embora peguei uma de suas fotos que havia tirado enquanto ele dormia e fiquei olhando por alguns minutos e soltei uma lágrima mas limpando logo em seguida. Eu realmente iria sentir sua falta e muita, quando eu não conseguia dormir sempre ficava o observando enquanto dormia, aqueles momentos me traziam paz.

— Ninguém jamais poderá saber o que realmente sinto por você. Ninguém jamais poderá saber o quanto eu quero você pra mim. Ninguém jamais poderá saber da forma que eu te amo.

Adam Pov

Tá, eu disse que ia contar o que aconteceu né? Mas digamos que umas outras duas pessoas também queiram contar seu lado. Então paciência que no próximo capítulo vocês vão vê a estrela da historia. Ate lá, cuidado com as pessoas próximas de vocês.