Notas iniciais
boa noite goxxxtosas, não falei que a tia nathy voltava hoje mesmo.... BOA LEITURA

Acabei de sair do bar estava exausto meu corpo pedia cama ou algo do gênero, meu dia foi extremamente estressante e cansativo. Sai do carro e entreguei as chaves ao jovem que trabalhava no prédio pedi que o guardasse na garagem.

Enfio as mãos no bolso e adentro o saguão onde poucas pessoas se encontravam o que era algo estranho, já que todos os dias aquilo era um inferno na terra.

Dei passos longos até o elevador e apertando o botão que agora piscava na minha frente. Enquanto desfaço o laço da gravata, adentro o elevador apertando com o indicador o número dezessete no painel eletrônico e pacientemente encosto no fundo do mesmo aguardando a porta fechar,quando estava quase se fechando ouve um grito.

—Ei segura ai. -A porta abriu e uma loira que julgo conhecer entrou no mesmo.

—Ei você é o tarado do avião, por acaso virou stalker ?

—Meu Deus, achei que nunca mais iria ver você.

—Digo o mesmo Samarinha,não deveria voltar para o inferno?

—O que você está fazendo no meu prédio?. — a loira começou a rir, ela estava começando a me irritar.

—Não sabia que você era dono daqui -falo irônica

Senti minhas costas arderem, sabia que ela estava me comendo com os olhos, eu era “um pedaço de pecado” ouvi várias vezes as mulheres falando.

4°,5°,6°...

— Que demora. -Digo impaciente.

Virei de frente para a loira e deixei meus olhos percorrerem por aquele corpo, senti algo começando a me incomodar dentro da calça. Aquela mulher começava a me afetar, sorri de canto e balancei a cabeça,estava adorando aquele efeito. 7°,8°,9°,10°…Olhava o tempo todo os números sendo trocados naquela pequena tela,assim, os andares foram passando um a um.

—Estamos quase chegando no 13°. -Falou a loira um pouco apreensiva.

—O que tem o 13°?. — perguntei curioso.

—Número de azar. -Comecei a rir do que ela tinha me dito, quem teria medo de um número ?.

—Tá rindo do que?. -A loira falou começando a ficar nervosa. 11°,12°…

O elevador marcava 13° quando de repente deu um tranco e a garota desequilibrou um pouco, olhei rapidamente para o painel.

—O que foi isso?. -Ela perguntou assustada.

—Não sei. — O painel mostrava que o elevador tinha parado. -Acho que paramos.

—Eu sei que paramos sua idiota, quero saber por que paramos?. -Eu estava começando a perder a paciência com aquela garota.

—Mal educado. -sussurrou

—Tsc. -Ela colocou a mão na bolsa e puxou o celular ligando-o,esperou a tela se iniciar e ficou procurando rede. -Porcaria.

—Estamos num elevador, aqui não tem rede! -Falei olhando para a garota desesperada na minha frente ela era mesmo uma idiota.

O elevador deu mais um tranco, a luz falhou por um momento e em seguida apagou-se. A garota começou a gritar.

—Quieta!. -Disse alto. -Ficarei surdo assim!

—Não me mande ficar quieta!. -Ela disse já perdendo o tom de voz. -Não gosto de lugares escuros.

—Estou aqui se não percebeu. -Disse encostando as costas na parede do elevador.

— Você e nada é a mesma coisa. -Digo entediada. — Alguém me salva. -Gritou


Ele olhou para cima e viu algo brilhante no teto.

—Tem uma câmera ali! – Apontou

O seguiu com os olhos, e vi o pequeno aparelho de segurança brilhar no escuro.

—Deve ter alguém vendo isso! –fico mais um pouco a frente, quase me encostando ao corpo dele.

Comecei a acenar para a câmera, pulei um pouco dentro do elevador devido minha altura, mas nada aconteceu. Fiquei com mais raiva ainda, sem pensar joguei o salto na câmera.

—Sua maluca! – gritei — Vamos ficar aqui o resto da vida!

— Meu Deus, meu Deus! – disse enquanto agachava e colocava as mãos em cima dos joelhos – Já é bastante difícil ficar aqui, ainda mais com você.

— Como se eu gostasse também de ficar aqui.

Respirou fundo me chamando atenção.

— Está tudo bem? — perguntei meio sem jeito – Por favor, não me diga que vai vomitar.

— Não, está tudo bem – respondi fechando os olhos – Só não gosto de lugares fechados.

— Que ótimo – revirei os olhos – Além de estar aqui preso, ainda estou preso com uma doida claustrofóbica.

— Você nunca viu acidentes de elevadores? – perguntou abrindo os olhos lentamente- Quando eles caem, dificilmente alguém sobrevive.

— Está me assustando agora – falei me sentando ao lado dela.

— E você acha que estou brincando? – falou enquanto olhava para mim.

O tempo que fiquei em silêncio foi o tempo de pensar em tudo que eu já tinha feito na vida...Fui tirado dos meus pensamentos por um suspiro da garota na minha frente.

— Eu sei como se sente – digo enfim — Não tenho sido muito gentil com quem conheço. Na verdade eu nunca fui — encaro o chão

— Você é um tarado stalker, só pensa com a cabeça de baixo. -Fala emburrada me olhando. — Ainda não sei porque relaxei imaginando você me tocando enquanto olhava suas fotos.- Fala cruzando os braços mas logo coro me lembrando que o moreno estava do meu lado

—Então eu que sou o stalker né?. -Ela ficava mais e mais corada, e isso estava começando a ficar divertido.

—Sim, você é um stalker tarado que me persegue onde vou , primeiro no avião agora até no prédio, vou te denunciar por perseguição. — Falou segurando um sorriso.

—Não sei porque ainda estou falando com você?. — falei virando para o outro lado. Esperava que um milagre me tirasse daquele lugar, eu ainda tinha que trocar de roupa e voltar para o hospital.

— Você fala porque quer, ai meu deus quero logo sair daqui, senão eu acabo ..

—Acaba o que? -Eu já sabia a resposta, mas estava adorando aquilo, olhar para aquele rosto que naquele momento não parecia com a verdadeira reencarnação do mal e sim com o de uma mulher que precisava de uma boa foda.e eu adoraria dar essa foda para ela.

Um novo solavanco do elevador fez com que eu parasse de fantasiar coisas com a filha do diabo e voltasse a olhar para a pequena tela do elevador, ele tinha voltado a funcionar e aquilo era uma pena, pois, estava começando a ficar interessante estar preso naquele lugar.

—Graças a Deus,esse treco voltou a funcionar eu estava começando a delirar.- Falou olhando para minha cara, mulher que a poucos minutos atrás meu fez ter fantasias sexuais, nesse exato momento tinha voltado a ser a personificação do mal em pessoa.

O elevador voltou a funcionar normalmente, assim que chegou ao 17° andar eu desci, e vi que ela continuou no elevador me olhando, eu não podia perder essa chance e antes do elevador fechar virei para ela e falei em alto e bom som.

—Não é só em meus pensamentos que você fica em cima de mim, pelo visto nos nossos apartamentos também.

A cara de vergonha dela foi maravilhosa, se eu tivesse uma câmera naquela hora eu realmente tinha tirado uma foto, e antes mesmo dela pensar em me responder o elevador tinha fechado e eu estava adentrando meu apartamento com um sorriso de satisfação no rosto. Apesar das tragédias quem vem rondando minha família, essa garota me fez por um momento esquecer isso tudo.

Notas finais
bjs bjs