For All Star
8 Escuridão
Notas iniciais
“A escuridão não pode expulsar a escuridão, apenas a luz pode fazer isso. O ódio não pode expulsar o ódio, apenas o amor pode fazer isso”.
Eu estava rodeado por essa escuridão, desde criança, minha família nunca foi um exemplo de família perfeita, na verdade a palavra família já era uma palavra estranha no nosso vocabulário. Meu pai nunca foi presente, minha mãe cometeu suicídio, agora eu achava que tinha encontrado a garota que seria minha mulher, na cama com meu melhor amigo.
As vezes paro e penso, o que será que aprontei com a vida para ela me tratar desse jeito? Por qual motivo tudo sempre tinha que dar errado na minha vida? As vezes penso no que minha mãe estava passando, para fazer a escolha de tirar sua própria vida, às vezes, paro e penso se eu não deveria fazer o mesmo, ir atrás dela, procurar por ela.
Toda vez que me pego com esses pensamentos suicida, algo que me impede de fazer isso, não sei ao certo o que é, mas sempre aparece, essa luz, uma luz tão brilhante que me faz tentar sair dessa escuridão que me encontro, uma luz que me faz tentar abrir os olhos, me faz tentar olhar para ela, me faz tentar procurar por ela.
A luz estava incomodando meus olhos, mesmo fechados eu sentia a claridade me puxando, me forçando a abri-los. Mas eu não quero, não quero abrir os olhos, não quero ser consumido por essa luz. Por que então eu estou tentando abrir os olhos?
Finalmente abri os olhos e vi uma forte luz em cima de mim, demorou um pouco até meus olhos se acostumarem com a claridade, eu não sabia direito onde eu estava nem o que havia acontecido.
— O senhor está acordado? — uma mulher com um jaleco branco perguntou enquanto me olhava.
— O senhor deve estar cansado, meu nome é Tsunade, sou enfermeira chefe do hospital, vou te dar um remedinho para você dormir por mais algumas horas, assim, vai estar menos cansado quando começar o horário de visitas. — Observava aquela mulher pegando alguma coisa no meio de uma maleta e aplicando aquele liquido do meu braço. Em apenas um minuto aquela sensação voltou, a escuridão me puxando de volta.
— Descansa agora meu querido, você deu um grande susto nos seus amigos. — ouvi aquilo e voltei a cair na escuridão.
…………………………..
Acordei com a claridade entrando pela janela que mais uma vez esqueci aberta na noite passada, levantei dando um pulo da cama pois teria que tirar satisfação com o Naruto sobre ele ter me deixado sozinha no posto de gasolina.
Desci as escadas e o loiro estava sentado tomando seu café, sua expressão no rosto mostrava que seus pensamentos estavam longe. O que era normal, pois aquele loiro vivia viajando na maionese.
— Vai me explicar o que aconteceu ontem, senhor Uzumaki? — falei sentando ao lado dele e pegando uma das torradas que ele comida.
— Meu amigo sofreu um acidente e eu fui correndo para o hospital. — Ele falou passando uma das mãos no cabelo. A preocupação do meu primo estava estampada em todo o seu rosto.
— Ele está bem? — perguntei tentando acalmar ele. Eu sei que o que ele fez comigo foi muito irresponsável, mas com ele explicando o real motivo eu consegui entender. O Naruto é muito amoroso, e se preocupa muito com os amigos.
— Ele está melhor, estou indo agora no hospital ver ele.
O loiro se levantou da cadeira, tomando o último gole de café que estava na xícara e foi andando em direção a porta.
— Naruto, qual dos seus amigos sofreu acidente.
— O Sasuke. — falou abrindo a porta e saindo.
Sasuke? Ouvi muito ele falar esse nome, mas foi o único amigo dele que não tinha conhecido, ainda.
Faz mais ou menos um mês que eu estou morando na casa dos meus tios, fiquei um tempo morando nos Estados Unidos, nos últimos dois anos pelo menos, meus pais faleceram em um acidente de carro a dois anos e meio atrás, alguns meses após a morte deles eu decidi ir me aventurar em outro país, meus tios me apoiaram muito sobre isso, e faz um mês que resolvi voltar e eles me receberam de braços abertos.
Nesse primeiro mês o Naruto simplesmente me apresentou a todos os amigos estranhos dele. Fui até a um encontro com o amigo dele chamado Kiba, mas não foi muito do meu agrado. Mas ele sempre falava do Sasuke, em como o Sasuke era inteligente, em como o Sasuke era seu melhor amigo. Teve até um período que achei que o que ele sentia pelo Sasuke era algo além da amizade, mas logo depois descobri que ele tinha uma paixãozinha pela Hinata, uma doce menina que conheci na sorveteria da família dela, que ele sempre me levava. E que o Sasuke namorava uma menina que não me recordo o nome.
— Tomara que ele melhore logo. — falei quase em um sussurro, era horrível ver meu primo triste daquele jeito.
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