Força e Vida - Tomione
75 Capítulo 75 - Matando a saudade
Notas iniciais
Aquela com toda certeza ia entrar para a lista das melhores noites de sono da minha vida. E nessa lista a maioria das vezes havia sido com o moreno, com toda certeza. Quando abri os meus olhos lentamente naquela manhã, eu não me sentia mais cansada. Depois de seis dias, uma noite com ele havia me dado mais descanso do que qualquer outra coisa.
Estar com o Tom fazia com que eu me sentisse desejada, segura e profundamente amada. Ninguém mais o via dormir tranquilamente, ou sorrir com carinho, os seus melhores momentos eram para mim, e os piores eram para aqueles que me machucavam. Eu o amava simplesmente por ele existir e foi sabendo disso que eu me virei lentamente nos braços do moreno e o observei antes de beijá-lo levemente nos lábios.
Parecia já ser tarde, talvez umas dez horas, mas ninguém ousava bater na porta do Lorde das Trevas, que sempre estava muito bem trancada, e ele não parecia ter acordado durante a noite, já que estava na mesma posição e ainda de pijamas.
O beijo que começou singelo e inocente passou para algo mais urgente, quando o Tom começou a despertar e a corresponder. E quando eu menos esperei, ele nos girou na cama ficando por cima de mim com os dois braços apoiados um de cada lado da minha cabeça. Aproveitei para colocar as minhas mãos no pescoço dele e brincar com os seus cabelos, que eu tanto amava.
— Bom dia, senhorita Black. – Disse ele, quando faltou ar nos nossos pulmões, com um sorriso malicioso.
Porém eu não o respondi com palavras. Apenas sorri e voltei a atacar a sua boca, dessa vez com mais vontade e apertando o meu corpo junto ao dele. Saudades e vontade era isso o que eu mais sentia. E com toda certeza o moreno sentia o mesmo, já que ele me beijava com o mesmo abandono da realidade e aquela dureza entre as minhas pernas dizia que ele estava com ainda mais vontade.
Antes que eu pudesse notar já havia retirado a sua camiseta e já estava passando as minhas mãos pelo seu corpo, um pouco mais maduro do que eu me lembrava, mas ainda melhor do que antes. Movida pelo desejo e com uma coragem antigamente conhecida passei minha mão pelo seu órgão, ainda protegido pela calça e pela cueca, e apertei levemente, roubando um gemido profundo do moreno.
Durante todos esses anos dificilmente ele havia me esperado, mas com toda certeza estava a tempo suficiente sem para que sentisse tanto fogo, e gemesse com tão pouco. Ou então era apenas o efeito que eu causava nele, o que também era uma opção extremamente prazerosa.
Com a mesma vontade que eu passava as mãos pelo corpo dele, ele passava as dele pelo meu, deixando uma marca de prazer por onde tocava. Quando eu vi minha camisola, calcinha e sutiã também já estavam no chão e o moreno já me apalpava com mais vontade.
Mas eu não estava apenas sentindo um pouco de desejo, eu estava queimando de vontade, então sem mais delongas abaixei sua calça e a sua cueca com os pés e comecei a massagear o seu membro, achando impossível que ele conseguisse ficar ainda mais duro e pulsante do que já estava.
Tom jogava a cabeça para trás com os olhos fechados, dando espaço para que eu beijasse o seu pescoço junto com leves mordidas e chupões, que deixariam algumas marcas, mas ele não parecia se importar com isso, já que apenas gemia e às vezes dizia o meu nome de uma forma rouca que fazia com que tudo dentro de mim se apertasse em antecipação.
Sabendo que nenhum de nós aguentava mais soltei o seu membro, enrolei as minhas pernas ao redor da sua cintura e olhei fundo em seus olhos, como quem diz que ele poderia assumir a partir dali. E o moreno pareceu me entendeu perfeitamente, já que com um sorriso malicioso ele se afundou todo em mim de uma vez só.
Ofeguei profundamente preenchida, aproveitando toda aquela extensão e grossura dentro de mim. Percebi que me havia enganado muito ao pensar que nesse momento o calor que eu sentia já teria abaixado, já que pelo contrário eu me sentia cada vez mais quente.
Tom colocou sua cabeça apoiada no meu ombro e me apertou fortemente com os braços antes de finalmente começar a se mover. Ele se movia lentamente aproveitando cada estocada me fazendo desejá-lo ainda mais.
Depois de um tempo, em que aquela velocidade já começou a se tornar torturante, o moreno sem avisar aumentou o ritmo e a força, fazendo com que eu gemesse cada vez mais e o apertasse mais perto de mim.
Havia amor, carinho, excitação e entrega naquele reencontro. E eu sabia que mais do que para mim, para o Tom aquilo havia feito falta, já que para mim eram meses, e para ele anos. Sabendo disso mexi em seus cabelos com mais carinho e gemi o seu nome no seu ouvido, sabendo que aquilo iria excitá-lo ainda mais. E gozei sugando-o para dentro de mim com força.
Como eu havia previsto, o moreno gemeu longamente dando uma última estocada profunda antes de derramar todo o seu prazer dentro de mim.
— Bom dia, senhor Riddle. – Sussurrei em seu ouvido finalmente o respondendo depois de um tempo em que ficamos parados naquela posição apenas fazendo carinho um no outro.
— Se começarmos todos os dias assim, todos eles serão bons. – Sussurrou ele malicioso, repetindo o meu gesto e rindo quando percebeu o quanto eu me arrepiei antes de involuntariamente apertá-lo dentro de mim.
— Acho uma excelente ideia. – Concordei nos girando na cama e ficando por cima dele.
Rebolei o fazendo gemer. Meu fogo ainda não havia acabado e ele parecia longe de estar pronto para parar também.
— É a melhor ideia de todas. – Respondeu ele levantando o quadril e rebolando fazendo com que eu gemesse e jogasse a minha cabeça para trás. – Definitivamente vamos manter a tradição.
E mais uma vez nós nos perdemos um no outro. E mais uma ainda quando resolvemos tomar banho. Eu não sei o que estava acontecendo conosco nessa manhã, mas resolvi não questionar, já que para nenhum dos dois parecia ruim.
— Eu não sou de acordar tarde. – Disse ele terminando de colocar uma camiseta. Novamente ele não estava parecendo o Lorde das Trevas com calça de moletom e camiseta, mas não seria eu a reclamar. – Então todos devem estar no mínimo curiosos com o meu silêncio.
— Felizmente ninguém resolveu vir chamá-lo. – Completei com um sorriso. Havia escolhido um vestido verde escuro simples da mala da minha mãe.
— Não ousariam nem que eu sumisse durante uma semana. – Rimos com a contestação do óbvio. Ninguém em sã consciência bateria na porta do Lorde. Nunca. Jamais. A não ser em casos de emergência e ainda por cima se fosse algo absurdamente importante.
Sabendo que todos iriam surtar quando me vissem fora da cama, saímos tentando não fazer qualquer barulho, mas foi impossível eu me safar quando chegamos a sala onde todos estavam reunidos conversando. Eu andava calmamente, um pouco amparada pelo moreno, ainda reaprendendo a andar, porém levei um susto que quase me derrubou quando a minha mãe e a Pansy entraram em uma competição para ver quem berrava ou saltitava mais, felizmente Tom me segurou pela cintura dando apoio.
— Amy! – Todos pareciam felizmente em me ver, mas somente as duas berraram e saltitaram, até que resolveram berrar e saltitar juntas.
— Tudo bem, tudo bem, eu estou bem. – Tentei falar para que elas finalmente se aquietassem, mas elas escolheram pular mais um pouco.
Mas como as duas eram extremamente parecidas em um ponto, do nada pararam de pular e a Bela veio dar de dedo na minha cara, amparada pela Pansy.
— Como ousa se arriscar dessa maneira! Você poderia ter morrido! – Por um momento considerei me esconder atrás do moreno, e foi exatamente o que eu fiz. Usando ele como escudo deixei apenas a cabeça à vista.
— Eu estava em Hogwarts, Bela. – Tomei o cuidado de não chamá-la de mamãe. Isso diminuiria a sua fúria, mas levantaria a terceira guerra mundial. Porque sim, ia sobrar até para os trouxas. – Dizem que é um dos lugares mais seguros para se estar, como eu poderia saber? – Tentei usar do bom senso.
Não sei se foi o fato de eu estar usando o Lorde das Trevas como escudo humano, ou de eu realmente ter conseguido devolver a razão para a mente das duas, mas de repente não parecia mais que uma delas iria me azarar, o que me fez relaxar um pouco, mas apenas um pouco, porque com elas, tudo era possível.
— Eu fiquei tão preocupada. – Disse a morena com um fio de voz. E isso foi o bastante para que eu saísse de trás do moreno e pulasse no seu pescoço a abraçando com força.
— Eu tenho certeza disso, mas eu estou bem. – Enfatizei quando ela retribuiu o meu abraço com ainda mais força.
Depois da minha mãe, foi a vez da Pansy me abraçar, e assim que ela o fez começou a chorar, o que quase me fez cair no choro também. E a partir dela veio o Draco que primeiramente abraçou nós duas para depois me abraçar apertado. Lúcio estava sem graça, mas também me abraçou e me beijou na testa, fazendo com que por muito pouco não caíssem algumas das lágrimas que eu estava segurando. E por fim Narcisa também me abraçou, e apesar de isso ser estranho na minha cabeça, não foi na realidade.
Todos ali gostavam de mim e se preocupavam comigo da sua própria maneira. E foi sabendo disso que eu me sentei entrei as pernas do Tom no tapete da sala e sorri e conversei aproveitando finalmente um momento comum. Talvez parecesse estranho ver a minha proximidade do Lorde para alguns, como Lúcio e Narcisa que me olharam um pouco surpresos, ou o fato dele estar sentado no chão, mas naquele momento, não havia Lorde, comensais ou alunos. Havia apenas uma estranha e confusa família.
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