Força e Vida - Tomione

66 Capítulo 66 - Operação cupido


Notas iniciais
Pelos comentários, acho que vocês enjoaram da fic :/

No final das contas, eu realmente não havia precisado fazer nada. Além de uma noite das garotas onde eu finalmente tinha conseguido convencer a Pansy de que falar com o Draco era sim uma boa ideia, e que sim ele estava interessado. Não antes de ter conversado discretamente com ele.

Tudo bem, talvez eu havia interferido diretamente, mas era isso ou eles só admitiriam que sentiam alguma coisa um pelo outro depois que já fosse tarde, ou pior depois que já estivéssemos formados.

Porém pulando a parte em que eu tentei falar em um caso hipotético com o Draco, mas acabei precisando dizer com todas as letras que eu sabia que a Pansy gostava dele e que apesar de ele ter sentido falta da Elisa, ele sentia o mesmo. E pulando também o momento em que eu contei sobre essa conversa para a Pansy e ela me perseguiu pelo salão comunal berrando enquanto eu corria para fora. Vamos direto para a parte em que eu esbarrei com o Draco logo na saída do salão e ele pediu para conversar com ela.

Felizmente os dois haviam se acertado, até mais do que isso, na sala precisa. E agora estavam finalmente namorando. E ainda melhor do que isso, a loira não ficou com raiva de mim e parou de me perseguir ou de planejar alguma vingança, pelo menos é o que eu espero.

— Bom dia, Amy. – Estava sentada no salão principal começando a tomar meu café quando uma Pansy sorridente chegou de mãos dadas com um Draco sorridente.

— Olá, pombinhos. – Sorri com o bom humor que eu havia acordado.

A única parte ruim do relacionamento deles estava no fato de que às vezes, eles ficavam extremamente grudentos. Mas era nesses momentos que eu ia dar uma volta, conversar com a Gina, ou então ia para a câmara nadar um pouco.

— E então, já sabe o que fará no natal, morena? – Me perguntou a loira depois dos dois se sentarem na minha frente. Confesso que às vezes eu sentia falta da atenção que tinha do loiro antes.

— Já, loira. Vou testar um novo feitiço sobre o qual tenho lido, e também algumas poções. – Na verdade eu iria buscar informações sobre os objetos dos formadores que a minha mãe havia ouvido falar.

Apesar de o professor Dumbledore ter nos ajudado no ano passado, ele parecia não confiar suficientemente na minha mãe para contar a ela sobre o que estava procurando e também do porque estar atrás de tais objetos. E provavelmente ele estava certo, já que antes os dois tinham o mesmo propósito, proteger a mim e ao Draco, mas agora não mais, já que cada um estava de um lado diferente da mesma guerra.

Então era melhor eu investigar, já que eu estava dentro do castelo e a Bela estava ocupada com os seus afazeres como comensal, algo que eu fazia questão de não perguntar o que significava, além de que ela poderia levantar suspeitas perigosas procurando por algo que claramente o Tom queria escondido ou para si.

— Se vai fazer algo tão absurdamente nerd, porque não faz isso em casa? – Revirei os meus olhos para a Pansy.

— Porque eu posso fazer isso no calor aconchegante do meu salão comunal. – Essa foi a vez da loira revirar os olhos, porém com incredulidade.

— Eu já tentei convencê-la de que ir para casa seria melhor, mas ela é cabeça dura, Pansy. – Mostrei a minha língua para o loiro. – E extremamente adulta também.

— Parem de reclamar. Vocês vão estar juntos, com as suas famílias, não vou fazer a menor falta. – E isso não era um comentário ressentido, era apenas a mais pura verdade. – Vão direto para a casa do Draco? – Perguntei desviando do assunto.

— Sim. – Disse a loira um pouco corada. – Vou passar as férias lá, e meus pais vão jantar conosco já na primeira noite.

— Eu vou fazer o pedido oficial. – E lá estavam eles com aquele olhar bobo um para o outro. E essa era a minha deixa.

— Isso é ótimo! – Sorri para os dois que ainda se encaravam. – Mas eu vou indo, tenho umas coisas para resolver.

— Mas hoje não temos aula! Temos o dia livre para arrumar as nossas malas, e você nem vai viajar. Por que não fica com a gente? – Me perguntou Pansy saindo um pouco do transe romântico.

— Eu sei, mas eu quero responder umas cartas da minha mãe já que eu não vou para casa, e vocês podem aproveitar esse tempo juntos. Eu te ajudo a arrumar a mala mais tarde. – Na verdade eu tinha que ver se havia alguma carta, e respondê-la caso tivesse.

Não dando espaço para que nenhum dos dois reclamasse mais, saí da mesa rápida e discretamente. Por ser um dia que ninguém teria aula, os corredores estavam vazios, já que a maioria dos alunos provavelmente ainda estava dormindo. E isso também valeu para o banheiro feminino, onde felizmente não havia nenhuma menina fazendo maquiagem.

— Você parece estressada. – Disse o Grün assim que eu cheguei, antes que eu pudesse falar qualquer coisa.

— É estranho, amanhã todos vão para casa, e parece que está todo mundo tentando me convencer que eu deveria ir também. Primeiro o Lúcio, pedindo pelas cartas ao Draco, que tem enrolado ele dizendo que eu vou, mesmo sabendo que eu não quero, e também está, silenciosamente, tentando me convencer. E depois a Pansy, que mais de uma vez já tentou falar que eu estaria melhor lá. – Suspirei. – Eu não quero ir, mas estou começando a ficar com medo de ficar. – Nunca era um bom sinal quando todos insistiam tanto.

— Calma, Mione. Não deve ser nada demais. – Mas infelizmente poderia ser, não existem coincidências no mundo mágico. – O que sua mãe pensa sobre isso?

— Não sei, na verdade foi isso que eu vim ver. – E também fugir da Pansy. – Enviei uma carta para a minha mãe sobre isso essa semana. Contando sobre os meus planos para o natal e também sobre o que pretendo ficar fazendo.

Procurei rapidamente na mesa pelas minhas correspondências. Fiquei feliz ao ver jornais, revistas e uma carta, que não era um berrador. Isso já era um excelente começo. Cartas comuns significavam não morrer.

Filha,

Admito que fiquei chateada ao saber que você não pretende vir para casa no recesso. Nós poderíamos ficar lá em casa sem nenhum problema, mas também sei que você estará segura em Hogwarts, e que além de você conseguir continuar com as pesquisas aí, é um grande número de desculpas que eu não terei de inventar por não aparecer na festa e na mansão.

Quanto a você achar que algo ruim pode acontece. Bem, isso sempre pode acontecer, Hermione. Não podemos viver com medo, mesmo que eu entenda o quanto é assustador ter um mau pressentimento, nem sempre eles estão certos.

Como não vamos nos ver, lhe desejo um feliz natal e um ano novo cheio de coisas realmente novas, um ano que nós consigamos ficar juntas. Logo estarei enviando o seu presente.

Com amor,

Belatriz Black Lestrange

Me senti um pouco mais aliviada com as palavras dela, já que eu já estava começando a pensar que algo realmente ruim ia acontecer depois de tantas pessoas dizerem que eu deveria ir para casa.

— Ela disse que eu posso ficar. Está chateada com isso, mas acha que eu não devo ter medo. – Olhei para um Grün pacífico que nadava com a certeza da imortalidade.

— Sua mãe tem toda razão. Não é saudável viver pensando no medo, sem arriscar não se vive. E além do mais, ficar em Hogwarts não é se arriscar, isso aqui é para ser um dos lugares mais seguros do mundo bruxo, mesmo comigo aqui dentro. O que para você não é nenhuma ameaça, e sim uma arma de guerra.

— Isso foi um pouco dramático, se me permite dizer. Mas obrigada, Grün. Me sinto melhor por ficar em Hogwarts, e de qualquer forma passarei a maior parte do tempo aqui. – Sorri começando a me sentir até um pouco mais animada.

Seriam dias de pesquisa, recheados de livros antigos, tudo no lugar onde eu mais gostava de estar. Isso eram férias no estilo Hermione.

Sabendo que não precisaria me preocupar mais com isso, fui aproveitar o meu dia na piscina da câmara. Poderia deixar para começar a procurar por dados amanhã e de qualquer forma mais tarde teria que ajudar a Pansy na arrumação da mala.

A loira era extremamente enrolada e para tão poucos dias provavelmente ia querer levar metade do seu guarda roupa, ainda mais agora que iria passar as férias na casa do namorado.

— Acho que está na hora de eu ir. – Suspirei cansada, já estávamos na metade da tarde. O dia estava passando bem rápido. – Até amanhã. – Me despedi do Grün terminando de me arrumar.

— Não seja engolida pelo armário da Pansy. – Se uma cobra conseguisse rir, Grün seria o primeiro a aprender.