Força e Vida - Tomione
1 Capítulo 1 - Lembranças
Notas iniciais
Era um dia claro e bonito de verão, parecia que tudo lá fora combinava com o meu estado de espírito. Apesar das mortes que haviam ocorrido nos últimos tempos, eu estava radiante e animada. Estava na Toca, passando minhas férias, como Dumbledore havia me pedido. Ele comentou algo sobre não me comunicar com o Harry e permanecer em segurança aqui até receber novas ordens. Talvez eu fosse chamada para fazer parte da Ordem antes do começo das aulas.
Rony estava lá fora jogando quadribol com os meninos e a Gina. Eu havia descoberto que não sentia mais por ele algo como paixão. Já que depois do baile do torneiro tribruxo, eu havia ficado magoada, mas havia percebido que o amava mais como um irmão.
Depois de um tempo pensando, deixei o livro que eu estava lendo de lado e decidi sair um pouco. Em Hogwarts eu começaria o quinto ano. Nada parecia que seria fácil agora, mas eu precisava continuar animada. Resolvi ir ao Beco Diagonal, comprar novas penas, pela rede de flu conectada à lareira dos Weasley. Molly estava arrumando os quartos e todos pareciam estar se divertindo tanto lá fora, que resolvi não comunicar a ninguém que iria sair, de qualquer forma eu não iria demorar e nada demais aconteceria comigo lá.
Logo que cheguei fui a Floreios e Borrões, passeei por tudo e comprei diferentes coisas para o meu novo ano. Quando estava prestes a ir embora, encontrei uma pequena casa que possuía um letreiro que chamou minha atenção. Entrei na pequena biblioteca e logo comecei a procurar por livros diferentes. Nem percebi o tempo passar já que o cheiro de livros antigos me acalmava, nenhum lugar era melhor do que aquele para mim.
De repente, três comensais entraram. Eu sabia que eram comensais porque já havia visto seus rostos em jornais antigos, quando havia começado minhas pesquisas, assim que Voldemort havia retornado. Eram todos humildes bruxos que haviam estado no lugar e hora errados, e haviam sido controlados pelo Lorde das Trevas. Pelo menos essa era a história que haviam feito o ministério acreditar.
Eles vieram até mim, olhando-me como se eu fosse um bicho.
— Ora, se não é a sangue ruim amiga do Harry Potter. Como tem coragem de entrar em um local destinado a bruxos e bruxas? — Perguntou-me um deles.
— Tenho tanto direito de estar aqui quanto vocês, sou até mesmo mais bruxa. — A coragem Grifinória e o ódio daquelas palavras estavam me ajudando.
— Como se atreve?! Como se atreve a falar assim com os seus superiores? — Me perguntou outro, menos polidamente do que o primeiro.
— Não vejo ninguém superior a mim aqui, e se me derem licença, eu já estava de saída. — Pronunciei. Estava com um pressentimento ruim, mesmo estando em um lugar movimentado eles poderiam fazer algo comigo e não seria bom.
— Todos poderiam se retirar? O senhor Gold não se sentiu muito bem e me pediu para vir fechar a biblioteca para ele. — disse o estressado. Gold era o dono da biblioteca pelo que eu havia visto nos quadros perto da porta.
Todos se retiraram calmamente, sem se importar, já que o comensal que estava na minha frente havia sido educado e pelo jeito era conhecido. Eu, ao contrário, pensando no que poderia acontecer, tremia com a minha varinha preparada para caso precisasse duelar, mesmo sabendo que eram três contra apenas uma.
— Você não vai precisar dela, querida. — Antes que eu pudesse pensar, minha varinha havia sido pega por um feitiço mudo. Com toda certeza, logo eu estaria morta.
— Não pretendo te matar, querida. Não. A morte seria muito fácil, para a sua insolência. — Disse o estressado, enquanto os outros dois fechavam as portas e as janelas com feitiços.
Eu tentei correr, mas não havia onde me esconder, nem por onde fugir. Eu era fraca perto de qualquer um, quem dirá três comensais que pareciam armários.
— Eu sou Luke, e esses são Geret e Henry. Nós vamos nos divertir hoje, querida. — disse o loiro estressado apontando para o ruivo, que havia falado comigo primeiro, e para outro loiro, que parecia feliz com algo. Eles se entreolharam e sorriram.
Eu já estava ficando desesperada, precisava lutar e sair dali. Tinha que ser forte, mas estava impossível. Enquanto eu pensava, o loiro estressado me atingiu com outro feitiço não verbal. De repente eu não conseguia me mover, não como uma estátua, já que eu sentia o meu corpo mole, mas ainda sim não conseguia que meus membros me respondessem. Ao tentar abrir a boca ele me atingiu com um abaffiato, só eu me ouvia.
— Vamos nos divertir muito, mas você terá de ficar quietinha, para não chamar a atenção das pessoas na rua. Não é mesmo, rapazes? — Os outros dois apenas assentiram.
Ele chegou mais perto de mim e começou a passar a mão pelo meu corpo. Eu queria me mover, queria gritar, queria chorar. Mas ninguém me ouviria.
Então ele começou a tirar as minhas roupas e a me tocar. Sentia-me usada, queria chorar, mas nem as lágrimas o meu corpo permitia.
— Você é até gostosinha ein, sangue ruim? — Disse o ruivo.
O loiro continuava a me alisar. O vestido que eu usava havia sido levantado até a cintura e aberto os botões que havia na parte de cima. Ele empurrou meu sutiã para baixo e começou a sugar meu seio direito.
— Eu e meus amigos vamos tomar você, mas não se preocupe você irá sentir muito prazer antes disso. — disse o loiro.
Meu corpo me traía carnalmente. Emocionalmente estava totalmente desesperada, eu já implorava para que me deixassem. Eu berrava, mas ninguém me ouvia.
O loiro me deitou em cima de uma mesa. Se eu pudesse implorar para me matarem, imploraria.
Ele abaixou a minha calcinha e começou a me tocar. Eu estava molhada. Como eu poderia ter um corpo que acabaria comigo tão facilmente?
— Eu disse que você ficaria excitada. — Disse o loiro aprovando.
Eu queria morrer, queria chorar e implorar, mas ao mesmo tempo meu corpo construía algo que eu nunca havia sentido antes. Aquilo poderia ser tão bom, se eu não estivesse sofrendo tanto. Eles tinham razão, isso era pior do que a morte.
— Você está quase pronta. Quando estiver lá, vou te tomar. Mas antes, Henry, tem uma poção anticoncepcional aí? — Eu comecei a me desesperar mais, podia sentir que algo estava perto. Eles tinham que estar brincando. Isso devia ser um pesadelo. Não podia estar acontecendo comigo.
— Tenho sim! — O loiro despejou em minha boca uma poção que automaticamente desceu pela minha garganta.
Eu estava perto. Então meu corpo começou a convulsionar no baixo ventre. O loiro estava com a calça aberta e com a cueca abaixada. Quando eu comecei a convulsionar ele me penetrou com toda força. Senti minha virgindade indo embora. Senti dor, senti meu corpo prensar aquilo dentro de mim. Eu queria morrer. Eu precisava morrer.
Mas isso não aconteceu, ele se movimentou cada vez mais forte até que eu senti um líquido quente dentro de mim. Eu tinha nojo da minha existência.
— A sangue ruim era virgem! Olha só o sangue escorrendo. — Disse o loiro com um sorriso mortal no rosto.
— Sua vez, Geret.
Logo veio o segundo e depois o terceiro. E então começaram de novo. Todos me tocavam antes de penetrarem. Queriam me traumatizar. Depois do terceiro comensal, eu já não me sentia mais viva.
— Você nunca mais vai querer outros homens dentro de você, querida. Nunca mais vai querer nada nessa vida. Amor, carinho, sexo, prazer. Tudo apagado, sangue ruim. Tenha uma boa vida. — Disse o loiro sorrindo como um maníaco.
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