Foolish Love

11 Capítulo XI


Notas iniciais
desculpem a demora, meus anjinhos. começaram as provas, e sabe como é né :((( mas prometo que vou tentar postar o mais rápido possível. boa leitura! ♥

PdV do Daesung

Ah, a cada dia eu ficava mais feliz. Onew tinha um jeito tão cativante, era tão calmo, e tão... lindo. Todos os dias, depois do sinal da saída, me esperava no portão da faculdade e ia até a esquina da avenida principal, de onde eu partia para a minha casa. Às vezes, até parecia que nós realmente tinhamos algo. Mas hoje, combinamos que seria diferente.

Ele me procurou depois do intervalo do almoço, dizendo que era para eu ir para a casa dele depois da aula, mas não poderia me acompanhar pois faria algumas entrevistas para emprego. No início, não achei uma boa ideia, mas ele fez um beiço tão grande e fofo que eu não resisti. Me entregou a chave de sua casa e logo guardei-a.

Acabei precisando sair mais tarde da escola, tive que pegar uma aula de sofejo que acabei dormindo. A casa de Onew não ficava tão longe, uns três ou quatro quarteirões da faculdade, então decidi ir a pé mesmo.

Ainda eram quatro horas, mas como estava um tempo chuvoso, o céu escurecia cada vez mais. Mas... sabe aquela sensação esquisita de estar sendo persiguido? Pois é. Me virei para trás duas ou três vezes, e via os mesmos meninos. E realmente, eles não me eram estranhos. Um deles era baixo e tinha o cabelo ruivo, com a franja descolorida. Já o outro, era alto e tinha o cabelo escuro. Reconheci o seu rosto, acho que sabia quem era.

- Ok, já podem parar com a brincadeira. Por quê vocês estão me seguindo?

- Temos umas contas para acertar com você — disse o menor, estalando os dedos.

- Em primeiro lugar, quem são vocês?

- Sabe quem somos, idiota. Eu sou o Minho, e ele é o Jonghyun.

Putz, claro que me eram familiares. Só podiam ser amigos do Onew.

- Ah, oi! Então, eu tô indo pra casa dele agor-

- Cale a boca, retardado. Não entendeu que com quem queremos falar é você? — disse Jonghyun, chegando mais perto de mim, querendo me indimidar.

- Ei, vai com calma... — tentei ir para trás, mas Minho estava logo ali; e me deu um empurrão.

- Por sua causa, Onew virou um viadinho de merda!

- Caras, vamos devagar, podemos conversar sem brigas...

Ao terminar de falar isso, Jonghyun deu um soco na minha boca, dei direto com as costas na parede. Em seguida, Minho deu vários pontapés na minha barriga. Caí no chão, tentando segurar o choro.

- Parem, por favor — supliquei, com a voz falhada.

Um dos dois — não pude reconhecer qual — tirou um canivete do bolso, abriu-o e arranhou o meu rosto, depois minhas roupas e o meu peito.

- Nosso trabalho está feito, Dino. Vem, vamos embora antes que alguém acabe nos encontrando — disse Minho, puxando Jonghyun pela blusa e saindo correndo. Este, ria da minha situação... e é verdade, ele parecia mesmo um dinossauro.

Eu pensei "não tem como ficar pior", mas, como sempre naqueles filmes, começou a chover. Não, é muita falta de sorte pra uma pessoa só, fala sério.

Com as poucas forças que eu tinha, tentava ligar para Onew, mas ele não atendia. Talvez não tivesse saído da entrevista. Meu Deus, alguém me ajuda, por favor...

PdV do Onew

Mal saí da entrevista, e já começou a chover. Sorte que eu me lembrei de sair de carro hoje. Liguei o celular, e logo vi: "8 ligações perdidas ~ Daesung". Fiquei preocupado. Logo liguei pra ele.

- Onew, me ajuda... — dizia, gemendo.

- Dae, o que aconteceu? Cê tá na minha casa?

- Não... aconteceram algumas coisas e estou na calçada de uma rua que eu não tenho nem ideia do nome. Vem me ajudar, por favor — fungava o nariz.

Liguei o carro rapidamente, e fui direto para o meu bairro. Subi e desci todas as ruas procurando por Daesung e, na última rua, que aliás era a minha, encontrei uma pessoa com as roupas rasgadas, largada no chão.

Tentei me segurar com o choro, quase não consigo. Peguei Daesung no colo, coloquei-o com cuidado dentro do carro. Gemia baixinho, e também tremia por causa do frio e da chuva. Era de dar dó.

Dei a volta na rua, entrei em casa com Daesung ainda apoiado em meus ombros, porque não conseguia andar direito. Deitei-o com cuidado na minha cama, separei um algodão e limpava os machucados em seu rosto. Lágrimas escorriam de seus olhos, quase chorava junto.

- Onew, me perdoa...

- Te perdoar pelo quê, Dae?

- Por ter deixado você preocupado comigo. Eu sou o pior namorado do mundo...

PdV do Daesung

Merda, merda, merda! Por quê é que eu abri a boca? Daesung, ficou louco?

Tapei a boca com as mãos, rapidamente, como naqueles dramas coreanos. Mas logo tive que tirar, me esqueci que ela estava machucada. E era só o que faltava, Onew começou a rir da minha cara.

- Para, não tem graça.

- Desculpe, bebê... — deu um beijo na minha testa, e foi descendo com cuidado para a minha boca, de jeito que não me machucasse.

Segurava o seu rosto com cuidado, puxando-o cada vez mais perto de mim. Precisou subir em cima da cama, e ficou com as pernas abertas sobre o meu corpo, ajoelhado.

- Aiiiii — sem querer, encostou no meu peito. Tinha um arranhão enorme ali.

- Venha cá, deixe eu te ajudar a tirar a camiseta.

- Não Onew, melhor não...

- Você não confia em mim?

- Confio, meu anjo, mas...

- Então deixa eu te ajudar.

Segurou a minha camiseta, e foi puxando para cima. Eu soltava alguns gemidos de dor, era inevitável; estava muito dolorido e eu não conseguia controlar.

Realmente, aquilo já estava começando a ficar bem inchado. Quando os dedos frios de Onew tocavam ali, eu sentia minha pele queimar, ardia pra caramba.

- Vem, nós temos que dar um jeito de lavar isso aqui — puxou minha mão, guiando-me até o banheiro.

- E de que jeito? — puxei minha mão de volta.

Fez eu entrar no banheiro, e tirou a minha calça, fiquei só de boxer ali. Estava achando tudo um tanto estranho, como ele queria que nós fizéssemos alguma coisa, com o meu corpo naquele estado?

Entrou no box, me puxando em seguida. Ele não tinha tirado suas roupas, somente a blusa. Ligou a mangueira do chuveiro, e pegou um sabonete para fazer espuma, depois passava com cuidado no enorme arranhão.

- Vai sarar logo... — dizia, enquanto ensaboava o meu peito. — Você vai passar a noite aqui, tá bem? Você não tem condições de ficar em casa sozinho nesse estado.

- Não precisa — contestei. — Eu consigo me virar sozinho, é só você me falar o que eu preciso fazer que eu faço.

- Então fique aqui, Dae...

Não resisti. Depois de encarar o seu rosto, puxei o seu corpo para perto do meu e selei seus lábios. Este entrelaçava os braços na minha cintura com cuidado, e tentava não encostar em meu peito ou no meu rosto.

Pegou a mangueirinha, e passou onde estava a espuma, deixando livre os arranhões. Molhou o meu rosto também, de forma que o sangue que estava seco fosse limpo também.

Saímos do box, Onew pegou uma toalha para mim e me emprestou uma camiseta larga de mangas compridas. Me emprestou uma calça moletom também, mas esta não quis vestir, pois só aquela camiseta já me deixou com o corpo quente.

- Deite-se, — disse, puxando o cobertor — eu já volto.

Aquilo que parecia ser uma cama de solteiro, era bem grande. O cobertor era macio e tinha um tom azulado, o que trazia sensação de conforto. O seu quarto também era bem organizado, tinha várias prateleiras com livros e também tinha retratos na parede.

Virei-me, e encontrei Onew trazendo um colchão. Colocou ao lado da cama, na qual eu estava deitado, e organizou para que pudesse deitar-se. Apagou a luz, colocou um abajur do lado de seu colchão e deixou-o aceso.

- Boa noite — virou-se de costas.

Eu estava me sentindo tão culpado. Ele me chamou com tantas boas intenções para passar a tarde comigo, e de repente tudo acaba virando um imenso problema. Me encolhi no cantinho da cama, pensando como eu iria fazer para que voltasse a falar normalmente comigo...

- Onew — chamei, sentado na cama, de frente para ele.

- O que aconteceu? Precisa de algo? — levantou-se rapidamente e virou-se para mim, com um tom de preocupação.

- Só tá faltando uma coisa...

- O que? Quer mais um cobertor? Que eu feche a janela?

- Não... você aqui comigo.

Veio em minha direção, com um olhar apaixonado. Fez com que eu me deitasse, e ficou ao meu lado, abraçado ao meu corpo. Suas pernas estavam entrelaçadas com as minhas e eu estava encolhido, com a cabeça apoiada em seu braço.

- Obrigado por cuidar de mim.

- Não agradeça, meu anjo — deu um beijo na minha testa.

- Eu te amo.

- Eu também te amo, muito.

~ CONTINUA!

Notas finais
e esse foi o final do OnDae *-* gostaram? hihi. ai, deu muita dó quando o jong e o minho bateram nele, né? apesar da péssima descrição, até eu fiquei meia tensa na hora de fazer qqqqq. de qualquer forma... obrigada por terem lido! espero vocês no próximo capítulo ♥