Foolish Love
12 Capítulo XII
Notas iniciais
PdV do Onew
Hoje, eu e Daesung chegamos juntos na faculdade, já que ele dormiu lá em casa de ontem pra hoje. Como descrito antes, vocês viram o estado que o meu bebê estava né? Tava todo machucado, coitado... De forma alguma eu queria deixá-lo sozinho. E o pior mesmo é que eu nem faço ideia de quem fez aquilo com ele, mas hoje ele estava tão aflito em ir comigo pra faculdade, pelo jeito que ele estava, parecia que eu conhecia quem tinha feito isso.
Acabamos chegando atrasados na faculdade, porque nós dois precisamos tomar um banho e... sabe como é né, risos. Não me aguentei em ficar atentando Daesung enquanto ele tomava banho. Mas de qualquer forma... Assim que cheguei, meus amigos, Jonghyun e Minho, me chamaram a atenção no meio da aula.
- Ei, por que chegou atrasado hoje? — sussurrou Jong, para que o professor não nos visse.
- Daesung dormiu lá em casa ontem, então sabe como é né — ri.
- Ah tá... — fez uma cara feia. Ué, o que tinha de errado nisso, afinal?
☆
Deu o sinal do almoço, e logo fomos para o refeitório. Assim que cheguei lá, Daesung correu até mim e me deu um abraço, o qual eu retribui com força e com um beijo na testa. Entramos na fila do almoço, pegamos a comida e fomos para a mesa, onde estavam Jong e Minho.
Isso foi estranho... assim que chegamos na mesa e Daesung viu os dois, virou o rosto automaticamente e falou que tinha que ir não sei onde com não sei quem. Não entendi muito bem a situação, afinal era o horário de almoço então ninguém estava perambulando na escola naquele momento.
- Não amor, calma aí... venha almoçar conosco. Eu sei que você queria ficar com os seus amigos, mas uma vezinha só não vai dar mal nenhum — disse, puxando sua mão. Depois de uma das minhas intensas carinhas de "cachorro mal-amado querendo comida", ele aceitou e veio conosco.
Ele não olhava para a frente e também não conversava enquanto comia. Jonghyun e Minho ficavam sussurrando entre si; eu estava sentindo que o clima naquela mesa de refeitório não estava bom.
- ENTÃO MENINOS, — disse, olhando para Jong e Minho — que tal tornarem o assunto público? Não sei se perceberam, mas eu e Daesung também estamos na mesa.
- Hm, melhor não — respondeu Minho, com aquele seu jeito ignorante.
- Ah, relaxo isso, hein! Por quê vocês não querem falar? Estão falando mal da gente, é? — brinquei, chegando mais perto de Daesung.
- Eu não diria mal... mas sim, estamos falando de vocês dois.
Ok, se tem uma coisa que eu DETESTO é quando dizem algo que eu não esperava... tipo isso, agora. Sério, por que alguém iria admitir que está falando da pessoa na cara dela? Tem que ser muito cara de pau né, meu Deus!
- E do que estão falando? Quero saber!
- Onew, para com isso... — Daesung puxou o meu braço, olhando para baixo. Não sei o que estava se passando ali, se ele estava com medo, se estava apenas desconfortável com a situação. Sinto que eu perdi alguma coisa.
- É Onew, "para com isso" — reclamou Jonghyun, tentando imitar a voz de Daesung, o que deixou-o corado e aflito.
- Jonghyun, pare de ser idiota! Não tá vendo que o menino tá desconfortável o bastante pra fazer essas brincadeiras?
- Quem está desconfortável aqui somos nós, de ter que aguentar vocês, duas bichonas. Vocês são DOIS HOMENS! É tão difícil aceitar isso? — contestou Minho.
- Eu é que pergunto pra vocês, é tão difícil aceitar que nós somos namorados, e que nos amamos? É tão difícil acreditar que o amor entre nós dois é tão intenso quanto o que vocês sentem por qualquer menina? Desculpem-me, mas se o problema aqui é de bom-senso, nós vamos nos retirar — e puxei Daesung pela camiseta.
Nossa, me deu uma raiva daqueles dois! Sério, eu realmente não vejo problema em gostar do Daesung. Garoto, garota... é amor, galera! As pessoas deveriam aceitar esse conceito, "casal gay". É tão normal quanto um casal hétero. Cadê liberdade de expressão? Cadê liberdade de escolha? Cadê vida?
Puxei Daesung para um banco, e lá nos sentamos. Ele estava encolhido num canto, tremendo. Conseguia ver o medo e o nervosismo em seus olhos, o que já me preocupava e muito. Confesso que eu também estava com frio na barriga, depois daquela "discussão".
Beijei a sua boca.
- Onew, você está doido? Se alguém nos ver, estamos expulsos! — disse, se afastando, abrindo um sorriso de canto.
- Eu tô doido é por sua causa. Doido de alegria, de amor... — abracei-o. Eu simplesmente adorava fazer aquilo, ele se encolhia todo e forçava o seu corpo contra o meu. Era tão bom, e tão confortante ao mesmo tempo.
- Eu já te disse que você é a melhor coisa que já me aconteceu em toda a minha vida?
- Você também é a maior e a melhor coisa que já me aconteceu, Daesung. Eu te amo, e muito — beijei a sua mão.
- Eu também te amo, meu bebê — beijou a ponta do meu nariz, e depois me deu um selinho. O que já não foi o suficiente, tive que prolongar aquele beijo...
~ CONTINUA!
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