Notas iniciais
Oi, gente! Feliz Natal e Feliz Ano Novo para quem não falei (seja nos reviews ou no grupo do facebook)! Como alguns sabem eu ia postar antes da virada do ano, mas eu peguei aquele resfriado horrível que me fez ficar totalmente de cama. Porém eu tomei um senhor coquetel de remédios e melhorei mais rápido do que esperava. Como resultado, aqui estou eu no segundo dia do ano com novidades! Primeiramente gostaria de agradecer a todos os que comentaram no capítulo passado: hinadiva, UzumakiRuby, Reticências, cleciannyuzumaki (Bem vinda!), Regilange, Luciana Neves, João Victor e Paty Uzumaki. Adorei as teorias daqueles que me contaram e fiquei curiosa quanto aqueles que não falaram kk Peço que leiam as notas finais. Sem mais enrolação: Músicas: [1]https://www.youtube.com/watch?v=jStiPh98j7Q Spotify: https://open.spotify.com/user/12171346570/playlist/7tUjIncT2ARIvxwjy7ZVua PS: Apenas revisei superficialmente o capítulo, pois aconteceram alguns problemas aqui que me impediram de continuar. Pode e deve haver muitos erros.

Capítulo 31 — Sad

Dreamcast de Following the Heartbeat

Aquilo havia passado de todos os limites. Aquelas pessoas eram muito mais problemáticas do que Shikamaru esperava e por isso a situação também se encontrava extremamente problemática naquele momento.

Naruto havia ligado para o detetive enquanto saía do dormitório da Universidade com Ino e Sakura. Todos se encontrariam na delegacia, como combinado. O loiro estava com a voz abafada, como se estivesse chorando e ao mesmo tempo carregada de ódio. Todas essas coisas Shikamaru pôde ver assim que colocou os olhos nele ao chegar à delegacia.

Eles finalmente estavam fazendo o certo, mas ainda não sabia o motivo que os fizera mudar de perspectiva. Foi quando notou a falta da principal personagem daquela história: Hinata. E no mesmo instante soube que algo havia dado errado.

O Nara se aproximou de Naruto, observando-o de cabeça baixa e entre as mãos, que tremiam por conta das pernas que se batiam no chão e nas quais os cotovelos estavam apoiados.

— Naruto? — chamou.

O loiro ergueu a cabeça no mesmo instante, mostrando os olhos vermelhos e o rosto molhado de lágrimas. Ele não tinha vergonha de mostrar que estava chorando. Na verdade, Shikamaru viu em seus olhos um desespero que parecia prestes a lhe consumir.

— O que houve?

— Ele a pegou. — A voz de Naruto também estava embargada pelo choro. Após pigarrear, continuou: — Era Toneri. O tempo todo era aquele bastardo!

— Toneri? O novo amigo de Hinata? — Pela primeira vez Shikamaru se via perdido em sua investigação. O rapaz parecera, para si, inofensivo, pois era alguém que quase não aparecia ao lado de Hinata e quando o fazia, era de uma forma discreta. E assim, Shikamaru percebeu que deveria ter desconfiado.

— Ninguém esperava por isso. A história de Sakura faz todo o sentido... — Naruto resfolegou, parecendo estar engolindo uma nova onda de lágrimas. — Avisei aos policiais que tenho um detetive particular, estão lhe esperando e poderá ouvir o depoimento dela. Acho que estão lhe esperando.

Dizendo aquilo, o Uzumaki abaixou a cabeça novamente e Shikamaru seguiu para a sala do detetive da polícia. Ele sabia que não gostavam quando tinham de dividir informações com detetives particulares, especialmente se esse detetive era ele, mas estava acostumado com situações “problemáticas” como aquelas.

Após duas batidas, a porta foi aberta e ele viu Ino sentada ao lado de Sakura, a menina que a cada dia estava pior. Fosse qual fosse a história, a traição fora perdoada e a loira estava ali para dar apoio à amiga.

— Por que não me surpreendo de ser você o detetive, Nara? — A voz chamou a atenção do homem, que imediatamente desviou o olhar das meninas para aquele que falava.

— Asuma. — Com um sorriso cordial, Shikamaru cumprimentou o colega. Eles já haviam trabalhado juntos inúmeras vezes.

— Estava apenas lhe esperando enquanto essas duas se acalmavam um pouco. Não acho que houve muito sucesso neste quesito, mas ao menos não estão tremendo como quando entraram aqui.

— Creio que então podemos começar. Primeiro por Sakura e em seguida, Ino. Naruto será o último como está lá fora. Tudo bem assim?

— Perfeito. — O mais velho acenou para a cadeira ao seu lado, enquanto olhava para as meninas e acenava. — Agora, senhorita Haruno, me conte o que sabe sobre o que houve com sua amiga, Hinata Hyuuga.

Sakura começou a falar. Narrava tudo, desde seus sentimento negativos em relação a Hinata e ao concurso, a descoberta da gravidez, o uso das drogas após cair em si no que havia feito e como Toneri lhe pareceu um amigo e lhe oferecera a mercadoria, apesar de nunca usar. Explicou detalhadamente como pouco a pouco ele foi lhe convencendo a lhe ajudar a intimidar Hinata e como passou de amigo a agressivo e ameaçador. Como prova, mostrou as mensagens em seu celular, afirmando saber que Hinata estava recebendo muitas como aquelas.

A Haruno explicou detalhadamente como chegar no casebre em que os dois se encontravam quando Toneri exigia e disse com precisão que ele nunca levaria Hinata para lá, pois era, segundo o mesmo, apenas um lugar para despistar o sinal. Neste momento, Shikamaru soube que o sinal das mensagens viria de longe, bem longe dali, originalmente.

Ao finalizar, dizendo não ter ideia de onde Toneri estava e afirmando estar com medo do que ele faria consigo, Sakura disse ser prova de que o rapaz armara o acidente que Naruto sofreu no palco, o mesmo que fizera Hinata não ir até a polícia. Com esta afirmação, completou saber que ele tinha outro cúmplice, mas por não ser “confiável”, ela não sabia de quem se tratava.

As medidas em relação as ações da Haruno seriam tomadas imediatamente, informou Asuma, pedindo licença apenas para encaminhá-la até os responsáveis por aquilo, após pegar o depoimento digitado pelo escrivão que até então tinha passado quase desapercebido no canto da sala.

Ino foi impedida de acompanhar a amiga, assim, quando a mesma saiu da sala, a loira caiu em prantos. Ela se sentia a pior das amigas, incapaz de ajudar qualquer uma das duas e agora ainda mais incapaz de fazer algo para reverter a situação. Sempre achara que Toneri era “gay”. Pelo menos, pensara assim após começarem a conviver.

— Oh, droga! Ele realmente era afim da Hina e a gente pensou que ele era gay! Ele é um doente!

— Por que acharam que ele era gay?

— Ele vivia dizendo o que a Hina deveria usar, o que combinava com a pele ou o cabelo dela. Ah, fomos burras e de certo modo preconceituosas em pensar que apenas os homens que são capazes de opinar essas coisas são homossexuais, eu sei! — Ino acabou deixando mais lágimas caírem. — Mas ele na verdade é um doente!

— Acho que doente deve se encaixar na categoria dele, mas não sou apto a diagnosticar ninguém — comentou Shikamaru.

— Seja sincero, acha que encontraremos Hinata?

— Eu nunca deixei de encontrar ninguém, senhorita Yamanaka. Não pretendo fazer dela a primeira.

Ino apenas concordou com a cabeça, mas aquilo não lhe deixou mais tranquila. Encontrar Hinata com vida era o que queria e ele não frizara aquilo em sua fala, ainda que ela não o tivesse feito também. A ideia estava implícita.

O detetive não tardou a voltar. O depoimento da loira foi mais rápido do que da outra moça, porém tudo indicava a Asuma que aqueles jovens apenas tinham ajudado a formação da bola de neve que se encontrava aquele caso. Culpar alguém era a última coisa que iria fazer, mas via ao seu lado Shikamaru notar as mesmas coisas que ele e negar com a cabeça vezes repetidas. Situações problemáticas, ele diria.

— Eu não sei se isso irá ajudar de alguma forma, mas Toneri nos apresentou sua avó no dia do festival de primavera da cidade. Ela mora por aqui. Infelizmente não me lembro mais o nome dela. — disse Ino após uma crise de choro.

— Um familiar que vive na cidade? — Asuma se sentiu esperançoso ao saber daquilo. — Isso pode ser o início de nossa investigação, senhorita Yamanaka. Muito obrigado por sua informação. A senhorita está liberada.

— Por favor, me avise se souberem de algo. — Ela se levantava enquanto falava, passando a mão por baixo dos olhos, secando as lágrimas.

— Peço apenas que não entre em contato com a imprensa, senhorita. Tentaremos encontrar sua amiga sem que seja divulgado, para impedir que o rapaz fuja com ela. Tudo bem? — o detetive Asuma tomava a dianteira, mas olhou para Shikamaru pelo canto dos olhos. Pelas diversas vezes que tinham trabalhado juntos ele já sabia como agir com o rapaz, de modo que sempre se comunicavam em decisões como aquelas.

— Sim, claro. Peço Naruto para entrar? — Ino estava parada na porta quando aguardou. Os dois homens a sua frente concordaram e ela saiu.

— O que acha? — A voz de Asuma logo se fez ouvida.

— Que eles deixaram isso ir longe demais e agora isso pode ser perigoso. Não sabemos o que esse garoto está pensando.

— Ao que parece, ele é apaixonado pela menina. Acha que ele pode fazer mal a ela?

— Não. Se esse é mesmo o caso, os que estão correndo perigo são os que vieram aqui agora. Mais ainda, Naruto.

Como que ouvindo seu nome o loiro apareceu na porta que se encontrava entreaberta. Ele não sorria. Parecia apenas muito abatido e cansado. Ao caminhar para a cadeira de frente para os dois e se sentar, os olhos pareceram brilhar.

— Senhor Uzumaki, sei que o senhor Nara já sabe sua história, mas para precisarei que narre tudo o que souber.

Após um breve aceno em concordância, Naruto começou a falar. Desta vez ele não escondeu nada. Contou sobre como ele e Hinata se envolveram durante o concurso e como ela se afastou dele perto das finais. Pela história de Sakura eles souberam que fora por conta da menina e, já naquela época, também era Toneri. Naruto não sabia. Desde aquele evento os dois não falaram mais sobre aquilo, mas desconfiara enquanto pensava sobre tudo o que aconteceu e contou sobre isso para os dois. Logo em seguida e contou sobre tudo o que vinha acontecendo até aquele dia.

— O que impediu o senhor de nos procurar, senhor Uzumaki? O medo de ter sua intimidade exposta, eu imagino?

— No início. Não nego. Mas Shikamaru conseguiu resolver isso para mim. E tudo o que consegui pensar foi no medo de Hinata. E temi por ela. Agora vejo que ele apenas a queria e não faria mal a ela, apenas a mim. No fim, detetive, eu me culpo também.

— Este não é o momento de se culpar, senhor Uzumaki. Este é o momento que vamos agir.

— Eu não sei nada sobre esse cara a não ser as coisas que ele falava durante o concurso. Mas ele era muito fechado, quase não falava. Foi uma das coisas que o aproximou de Hinata, eu imagino, eles eram bem parecidos nisso naquela época.

— Acha que ele pode ter criado com você uma rivalidade após a escolher no concurso? Logo, se aproximou dela para lhe tirar algo também? Uma vingança?

— Prefiro pensar que não, detetive. Porque caso seja isso, então acho que ele poderá sim estar machucando ela. E por isso preciso que o senhor faça algo imediatamente e não parem até encontra-la. E Shikamaru precisa estar junto.

— Não haveria necessidade de Shikamaru estar aqui se tivessem agido imediatamente.

— Se Shikamaru não estivesse aqui eu dificilmente estaria, senhor. Então peço que trabalhe com ele, pois ele irá fazer parte deste caso mesmo que não queira.

Asuma respirou fundo. Aquilo poderia ser um caso de desacato, mas era conhecido no departamento por sua grande habilidade em relevar situações que seriam estressantes.

— Com toda certeza, senhor Uzumaki. Hinata Hyuuga é nossa prioridade e é algo que temos em comum no momento. Apenas tenho que pedir ao senhor que não faça nenhum alarde à imprensa. Vamos encontra-la mais rapidamente se o sequestrador não souber que estamos juntos nessa. Uma notícia na imprensa e a polícia se envolve.

— Sim, acredito que isso seja o mais sensato. Irei entrar em contato com o agente dela para que ele consiga mascarar bem isso, sem alardes. E terei de falar com a família dela.

— Nós estaremos entrando em contato com eles, senhor Uzumaki.

— Não! — Ele se apressou. — Estarei indo para lá no fim da tarde com a irmã de Hinata. Preciso fazer isso. Em breve eles estarão aqui para falar com o senhor, eu garanto.

— Não demore muito. Amanhã estaremos entrando em contato com a família da moça. Por enquanto o senhor está liberado, mas qualquer notícia ou necessidade, o chamaremos também.

Naruto se ergueu, encarando Shikamaru enquanto se virava na direção da porta. Como que entendendo o olhar do loiro, o rapaz se ergueu dizendo que precisava falar com ele.

— Preciso que investigue Toneri. Não acho que eles farão isso tão afundo quanto você. — Os dois tinham se afastado da sala de Asuma e Naruto tinha se voltado ao Nara em sussurros. — Preciso que me mantenha informado a todo instante.

— Sim, claro. Pode ter certeza que o manterei informado de qualquer novidade. E, Naruto? — O loiro tinha se virado e por isso Shikamaru o chamou novamente. — Vamos encontrar Hinata e trazê-la. Eu prometo.

— Obrigado.

Naruto estava na sala de espera da gravadora de Hinata. Sabia que mesmo que Deidara não estivesse lá, o que era difícil levando em conta que eles estavam terminando a edição do vídeo clipe da última parceria, ao solicitar uma reunião o loiro seria chamado ou, ao menos, comunicado.

Dera extrema sorte, pois como previra o rapaz se encontrava no local e estava apenas esperando Hinata. Ao ser informado que Naruto estava ali e precisava falar com ele, teve certeza que a morena não apareceria.

Os dois loiros se encararam. Naruto, que estivera sentado, se levantou e não se importou em se apresentar da mesma forma que estivera mais cedo. Os olhos ainda estavam vermelhos e tinha certeza que seu cabelo estava no pior dia.

Deidara não entendia como o Uzumaki mudara tanto. Eles tinham terminado as gravações mais cedo naquele mesmo dia e Hinata dissera que voltaria assim que resolvesse um problema pessoal. Agora, o loiro estava completamente diferente e abatido.

— Algum problema, Naruto? Por que precisava falar comigo?

— É um assunto delicado. Pode se sentar, por favor? — ele dizia, mas também já se sentara. Aguardou que o outro fizesse a mesma coisa e suspirou. — Deidara, tenho uma notícia para dar sobre Hinata e ela é realmente complicada.

— O que aconteceu com ela? Ela foi resolver alguma coisa com você? Ela disse que era pessoal e depois do clima tenso de vocês dois lá na gravadora eu tinha certeza que você era esse assunto. O que aconteceu?

— Ela foi... Ela foi sequestrada, Deidara.

— O QUE? — O grito saiu e no mesmo instante o loiro tampou a boca com as mãos.

Naruto então começou a narrar a história da forma mais resumida que pôde, deixando claro, principalmente, que já haviam ido a polícia.

— Você não deveriam ter esperado tanto! — Por fim Deidara conseguiu falar. Ele estava à beira das lágrimas, mas se continha.

— Agora é tarde pra pensar nisso. O que importa é que farei de tudo para trazê-la de volta. Mas preciso de sua ajuda. Quanto menos pessoas souberem disso, melhor. Se não tiver outra alternativa pode contar ao pessoal daqui, mas não confio na confidencialidade deles, então o mais indicado é que diga que ela se afastou por algum motivo pessoal. A imprensa não pode saber que Hinata se afastou ou...

— Ou o sequestrador saberá da polícia. — Deidara completou, acenando com a cabeça. — Vou tentar evitar que mais pessoas saibam. Mas e a família dela?

— Estou indo para lá agora mesmo. Hanabi já foi na frente, ela iria passar o fim de semana com o pai, não sei bem. De qualquer forma, tenho que me apressar para chegar lá ao anoitecer. Pela manhã a polícia estará entrando em contato com eles, não quero que seja dessa forma.

— Precisa que eu vá?

— Não. Aja normalmente. Ao final do dia ou mesmo amanhã você diz algo sobre a Hinata ter se afastado por problemas pessoais.

— Posso dizer ser com a família. Isso sempre ajuda a manter as pessoas mais na delas.

— Ótimo. Obrigado, Deidara. Qualquer coisa lhe avisarei.

— Obrigado, Naruto.

Os dois trocaram um aperto de mão breve e o Uzumaki se afastou. Deidara pegou seu celular assim o outro saiu e ficou olhando para o nome de Hinata na tela. Ainda não podia acreditar no que estava acontecendo.

A surpresa de verem Naruto ali só não foi maior do que a ausência de Hinata. Uma empregada atendera a porta e fora chamar Hanabi e Hiashi, pois Neji ainda estava na empresa e quando os dois, um após o outro, entraram na sala de estar e encontraram Naruto sentado ali, suas expressões foram as mesmas.

— Peço desculpas por aparecer desta forma, sem avisar, mas precisava falar com vocês pessoalmente.

— E Hinata, por que ela não veio? — A preocupação estava estampada nos olhos de Hanabi, mas logo ela sorriu. Uma ideia veio a mente dela e talvez Naruto estivesse ali antes da irmã por um propósito mais feliz.

— É exatamente sobre ela que vim falar. Antes, porém... — Ele se interrompeu, estendendo a mão para Hiashi. — Senhor Hyuuga, é um prazer conhecê-lo finalmente. Hinata me falou muito sobre o senhor. Sei que as coisas estão confusas entre nós no momento, ou imagino que seja o que a mídia contou, mas tenha certeza que meus sentimentos por ela nunca se alteraram.

— O que, exatamente, veio fazer aqui, meu rapaz? — Hiashi acabara seguindo o mesmo pensamento de Hanabi. Talvez sua filha mais velha viesse a se tornar comprometida.

— Gostaria de estar lhe conhecendo em uma situação diferente desta. — Aquela fala do loiro mudou o rumo dos pensamentos dos dois Hyuugas e neste mesmo instante Konohamaru apareceu na sala, parecendo confuso. Naruto acenou para ele e o mais jovem caminhou para o lado da namorada. — Hinata e eu tivemos de nos separar nos últimos meses. Alguém conseguiu acesso a algumas informações sobre nós que poderiam nos complicar e, da mesma forma, conseguiu acesso íntimo a mim, de forma a conseguir ameaçar minha vida e ter como cumprir tal ameaça

Hanabi levou as mãos à boca, só então notando porque sua irmã fizera aquilo e entendo porque ela sempre parecia tão assustada e pronta a cair em prantos. Na verdade, Hanabi lembrava, Hinata sempre chorava quando achava que ela não estava ali para ouvir.

— Contratei uma pessoa que conseguiu descobrir essas coisas e até mesmo rastrear tal pessoa, porém tudo se mostrou um grande problema. A pessoa era apenas mais uma peça de xadrez de outra e quando viemos a descobrir isso já era tarde. — Naruto observou Hiashi. A expressão era dura, mas seus olhos mostravam uma fragilidade que o Uzumaki não esperava. Abaixou a cabeça antes de reiniciar: — Senhor Hyuuga, é com grande vergonha e tristeza que venho até aqui dizer que esta pessoa conseguiu sequestrar Hinata. Ele está com ela neste instante, mas já comuniquei a polícia e meu detetive particular já está atrás dela também. Sabemos a identidade do sequestrador, porque sua cúmplice o denunciou e lhe dou minha palavra que não irei descansar até que a encontremos.

— Minha filha... — foi tudo o que saiu a boca do velho Hyuuga. Ao mesmo tempo, Hanabi desabava em lágrimas, abraçada a Konohamaru, que olhava assustado para Naruto.

O loiro, por fim, não conseguia conter as lágrimas que voltaram a tomar conta de seu rosto. Provavelmente acabara com o jantar daquela família. Provavelmente tirara o sono e a paz de cada um ali. Mas ele mesmo não conseguia pensar em mais nada. Sua promessa fora real.

— A polícia... Preciso falar com eles imediatamente.

— Ele ligarão para o senhor pela manhã. Senhor Hyuuga, sei que mal me conhece, mas quero que saiba que amo sua filha. Este tempo ao lado dela apenas serviu para que eu amasse mais e lhe garanto que vou fazer tudo o que posso para encontra-la. Ela é parte de mim também.

— Isso é o que menos me preocupa, meu jovem. Tudo o que quero é que Hinata esteja bem e segura. E que esse crápula não a esteja machucando.

— É o que todos desejamos. Agora eu sugiro que o senhor tente descansar. Pela manhã poderá seguir para a cidade para falar com a polícia. Eles pediram que mantivéssemos essa notícia longe da mídia. O sequestrador pode tentar fugir com ela, então quanto menos pessoas souberem disso, melhor.

— Sim, claro. Eu irei me retirar agora então. O senhor precisa de algo?

— Não, senhor. — Naruto se apressou, erguendo-se em um salto. — Irei voltar para a cidade hoje mesmo.

— Pode ficar aqui. Hanabi — ele chamou a filha —, peça que arrumem o quarto de Hinata para o senhor Uzumaki. — A menina acenou confirmando e, junto com Konohamaru, deixou o cômodo. — Obrigado, senhor Uzumaki, por vir pessoalmente. Amanhã partiremos juntos para a cidade, sim?

O loiro não teve como negar aquilo. Via que Hiashi pedia aquilo como mais um pilar para sustentar sua força. Uma força que ninguém ali conseguia ter sozinho. Hinata era o elo de ligação entre eles e precisavam recuperar tal elo o mais rápido o possível.

Quando Hanabi voltou, chamando Naruto para que ele a acompanhasse, os dois trocaram olhares rápidos e sinceros. Um entendia a dor do outro, pois ambos amavam a mesma pessoa. Eram modos diferentes e sinceros. Havia esperança ainda, mas estavam tão esgotados de pensar que nem mesmo conseguiram formular algo para dizerem-se mutuamente.

Ao entrar o quarto da moça, conseguia imaginar ela ali com perfeição. Suas coisas eram arrumadas, mas não com a perfeição de alguém fascinado por organização. Tudo era delicado e em tons claros, mas nada era rosa como poderia imaginar. Na verdade, apesar de ela quase não ficar ali, era como se Hinata ainda fizesse parte do cômodo.

Hanabi o deixou ali, desejado boa noite ao sair e fechar a porta. Lentamente o loiro caminhou até a cama e se deitou. O cheiro de Hinata ainda estava ali pelo cômodo e pela roupa de cama. Fechou os olhos, absorvendo sua falta e a ilusão de sua presença no local. Como sentia sua falta!

Esperava, de todo o coração, que não demorassem a encontra-la. Precisava dela perto de si, de a abraçar e sentir seus lábios mais uma vez ou sentia que poderia enlouquecer. Não sabia quando aquela mulher fizera parte de si com tamanha intensidade, mas tudo o que queria saber de verdade era onde ela estava. O resto não importava mais.

Uma semana e meia havia se passado. A mídia já havia confrontado Deidara sobre o sumiço de Hinata e ele explicou que ela precisara viajar para resolver assuntos de família. Aquilo deixou Naruto nervoso. Qualquer coisa que ligava-se ao sumiço de Hinata o deixava nervoso naquele momento.

Dois dias foram suficientes para que ele começasse a perder a paciência com eventos. Os constantes shows haviam acabado. Ele teria um dali há uma semana e não tinha a mínima vontade de sair de casa.

Sasuke aparecera em sua casa, acompanhado de Kakashi. Foi naquele momento que o amigo descobriu o que se passava com o outro. Naruto não fez questão de esconder nada. Confiava naqueles dois homens a sua frente. E vira nos olhos deles que os dois já desconfiavam que ele estava com Hinata há muito tempo.

Respeitando o momento de Naruto, evitavam tentar tirá-lo de casa a todo o custo como tinham tentado antes. E com isso Naruto apenas ficava encarando seu celular enquanto estava deitado na cama. Ele tinha certeza que Toneri entraria em contato com ele. Estava preparado para uma troca. Estava preparado para se arriscar com o que viesse. Mas também estava pronto para avisar Shikamaru e o detetive Asuma sobre tudo.

Porém, a falta de notícias, junto a falta de Hinata faziam com que ele se afundasse mais em sua tristeza. Queria apenas ter a chance de a ver, de falar com ela. Até mesmo isso Toneri estava tirando.

Voltando do banho em uma manhã, Naruto abriu a porta de seu estúdio. Hinata adorava aquele lugar. Tinham feito amor ali muitas vezes. Ela tocara nua para ele ali. Aquele lugar estava repleto dela e de lembranças dos dois.

Ao se sentar no piano, o instrumento que ela mais tinha afinidade ali, Naruto deixou seus dedos vagarem por algumas teclas instintivamente. A melodia que soou fez com que ele acordasse de seu topor. Os dedos seguiram para as mesmas teclas, repetindo a melodia e lhe banhando com uma inspiração nova.

Imediatamente Naruto pegou folhas em branco, pronto para começar uma nova canção. Uma nova música para ela. Sua tristeza seria uma forma de passar uma mensagem para ela, se ela pudesse lhe ouvir. Ele não desistia dela. Ainda estava lutando.

Durante todo aquele dia não saíra do estúdio. Não atendera as inúmeras ligações de Kakashi e de Sasuke. Só observava se Toneri ligara, caso não, voltava a usar aquilo como combustível, como sua válvula de escape.

Apenas no dia seguinte, também começando logo que despertou, Naruto começou a trabalhar na letra. Ele encaixava frases aleatórias enquanto tocava.

“Eu estou morrendo de medo”

Escreveu na parte que imaginou ser o refrão da música. Um trecho que se repetiria, um sentimento que quase o afundara completamente.

“Eu chuto o meio-fio porque você nunca ouviu as palavras que tanto precisava. Eu chuto a sujeira porque eu nunca lhe dei as palavras que você precisava. Eu estou tão triste.”

Escrevera o refrão e o encarara. Ele dissera que a amava, mas não dissera o quanto ela se tornara importante em sua vida. Ele não dissera que estaria com ela, mesmo quando ela teve medo por sua vida. Ele se arrependia de não estar do lado dele e de ter dito as coisas que agora sabia que fariam a diferença.

Seu telefone tocou quando ia tocar o refrão com a letra escrita. Era Kakashi. Desta vez Naruto atendeu.

Sei que está sofrendo, mas daqui há uma semana temos um show e se quer mesmo mostrar pra esse aí que estamos fingindo estar tudo bem, precisa me ajudar a seguir com esse show, Naruto!

— Quero tocar uma música nova no show. Avise o pessoal que amanhã vou mandar a letra e a melodia.

O quê? — A surpresa estava presente no tom de voz do agente.

— Ainda a estou compondo, mas tenho certeza que a terminarei hoje. Escute.

Naruto ativou o viva-voz, colocando o celular em cima do piano logo em seguida. Ele começou nas primeiras notas do refrão, completando com a voz aquele pequeno trecho já escrito. O resultado lhe agradou e por isso ele cantou novamente, com a passagem final, que era mais lenta. Sorriu fracamente em seguida. Ele tinha conseguido passar seus sentimentos.

Eu estou aqui com Sasuke e Deidara... Eles disseram que a música está ótima até o momento. Sasuke disse que assim que terminar para avisar e eles vão aí ensaiar. Falarei com o pessoal aqui também sobre coloca-la na playlist.

— Deidara está aí? Algum problema?

— Não. Estamos apenas discutindo se devemos liberar o vídeo-clipe da música que você e Hinata fizeram.

— Sim. Façam isso. As pessoas desconfiarão menos assim.

Tudo bem. Continue então. Até mais.

Naruto se despediu e desligou. Sem novidades para Deidara também. Com um suspiro ele voltou a escrever e tocar. Tudo o que pensava e sentia se encaixava em algum momento da música.

Terminara aquilo já era madrugada. A letra estava completa, os arranjos também. Ele tinha uma nova música e uma nova mensagem para Hinata.

Resolveu assistir ao vídeo dos dois que já deveria estar no ar. Foi quando percebeu que havia um email não lido. Pensou seriamente em ignorar, mas o assunto do email fez com que seu sangue gelasse.

“ELA IRÁ DEIXAR DE TE AMAR”

O que acha de tentar fazer essas pessoas pararem de procura-la? O responsável pela carreira de Hinata agora sou eu. Ela me pertence. Quanto mais vocês a procurarem, mais difícil será encontrá-la.

Para não dizer que sou muito ruim, vou lhe permitir ver como ela está. Tudo o que perdeu e agora é meu:

Naruto lera o email sentindo o seu sangue ferver. De alguma forma Toneri sabia que estavam procurando por Hinata. Talvez tivessem chegado perto de encontrá-lo e por isso ele descobrira. Quanto mais encarava aquelas palavras, mais raiva sentia. Ele sentia que falava com uma pessoa doente.

Clicou no vídeo que viera anexado. Se havia uma chance de ele saber como Hinata estava, não desperdiçaria. Em poucos segundo o vídeo abriu e o coração de Naruto se despedaçou.

Hinata estava deitada em uma cama. Usava as mesmas roupas do dia da gravação. Seu rosto estava abatido e suas mãos estavam amarradas por correntes que pareciam sair de trás da cama. Os pulsos pareciam feridos e Toneri fez questão de confirmar aquilo aproximando a câmera. Os pés da moça também estavam amarrados, mas por cordas e nas pernas havia marcas roxas.

Quando a câmera chegou no rosto de Hinata, Naruto não conseguiu conter as lágrimas. Ali havia um roxo do tamanho de um punho. Sem dúvidas o punho de Toneri.

— Olhe para ele, Hinata. — A voz de Toneri cortou o silêncio. Hinata não o obedeceu e por isso a mão do mesmo entrou no campo de visão, agarrando seu queixo e puxando sua cabeça. — Agora!

Os olhos de Hinata se abriram, com lágrimas prestes a cair. Ela encarava a câmera e Naruto sentiu os olhos dela para si.

Aquele doente a machucava. Ele a estava torturando!

No mesmo instante jogou o celular em cima do piano. Com um urro furioso, levantou-se, jogando o banco do piano contra a parede. Em seguida empurrou os instrumentos para o chão. Seus gritos raivosos ecoando apenas dentro daquela sala acústica. Sua dor não o abandonava, da mesma forma que o som não saía dali. Ele estava de mãos atadas.

Quando a raiva acabou, ele se jogou no chão em uma crise de choro. A mão apertava a camisa na direção do peito. Doía. Doía mais do que sequer imaginaria.

Ele não sabia quanto tempo ficou ali daquela forma até perceber que havia uma forma de acelerar aquela busca. Precisava que mais gente soubesse daquilo, que mais gente visse o seu desespero e o que a demora estava causando a Hinata.

Com apenas um clique Naruto encaminhou o email para Shikamaru e torceu para que houvesse um modo de rastrear aquele email.

Notas finais
Oi gente, então, a novidade do início do ano: Cá estou eu com uma proposta para vocês. Então, eu sei que muitos aqui são escritores além de meus lindos leitores e pensei "por que não incentivar esse pessoal e também os que ainda não estão escrevendo?". Assim, veio-me uma ideia de uma "competição de oneshots". Quem quiser participar deverá escrever uma oneshot sobre Following the Heartbeat. Como assim, Fê? Vou explicar: Vocês vão fazer uma oneshot sobre a fanfic. Pode ser o futuro, como gostariam que fosse, pode ser sobre após este capítulo de hoje ou mesmo sobre algum momento que já foi escrito, como um dos encontros de Naruto e Hinata ou mesmo Hanabi ou Konohamaru. Vocês vão postar no perfil de vocês e eu vou divulgar TODAS. (Gente, isso pode render outros leitores para outras fanfics de vocês também) A única exigência é colocar nas notas iniciais que é uma One de Following the Heartbeat, tudo bem? E o que eu ganho com isso? Bem, leitores é uma coisa. Experiência é outra coisa. Mas eu sou uma pessoa pobre, então não posso dar grandes prêmios. O primeiro lugar irá ganhar uma betagem ou crítica de uma história sua (pode escolher uma delas) além de marcas páginas para livros, personalizado com o tema da fanfic. O segundo e terceiro lugar irão ganhar apenas os marca páginas. Sei que não é muito e sei que isso não incentiva muito as pessoas a escreverem (da muito trabalho), mas existem pessoas que precisam apenas de um empurrão para começar algo e espero que esse seja o empurrão que faltava pra alguém. E espero que queiram participar. Vou deixar aqui um formulário que vão preencher depois de postarem a história, tudo bem? Ah, e prazo! O prazo vai até o dia 31/01/17. Pode ser? Participem! Quando eu voltar a ser uma pessoa empregada prometo que farei promoções com prêmios melhores! https://goo.gl/nYHBL6 —------------------------- E quanto ao capítulo, o que acharam? Qual o nível de ódio que estão sentindo de Toneri? Espero que o mais alto de todos! Teorias, digam-me suas teorias. E quem vai participar mesmo o premio sendo algo tão simples?