Following the Heartbeat

34 Capítulo 34 — Hostages


Notas iniciais
Oi, gente! Agora sim, ein?! Fui bem mais rápida, não? Essa capítulo estava pronto no dia seguinte ao que postei o anterior e estava só aguardando um pouquinho para compartilhá-lo com vocês. Escrevi super rápido, pois fiquei realmente muito empolgada. Espero que vocês gostem. Entraremos nos capítulos finais (se eu não dividir mais nenhum, apenas mais três!). Mas antes do capítulo, venho agradecer aos comentários de Pamela Araujo, Luciana Neves, Paty Uzumaki, Regilange, hinadiva e João Victor. Como sempre, vocês que me dão ânimo de continuar. Obrigada por não me abandonarem! Vocês são os melhores! Sem mais delongas...

Capítulo 34 — Hostages

Dreamcast de Following the Heartbeat

A semana passou e a cada dia Hinata era obrigada a compor. Por mais que não sentisse vontade, as palavras surgiram com facilidade em sua mente. Sua do saía a cada momento que pensava em uma melodia que combinasse com a forma como escrevia o seu sentimento. Talvez aquela viesse ser a música que mais doeria cantar futuramente, se é que o faria.

Toneri notara, claro, o que ela estava fazendo. Cada verso que descrevia o que ele era, quando lia em voz alta, o rapaz sorria do mesmo jeito estranho que Hinata caracterizara. Não era sincero, e sim frio. Mas ainda assim, aquele sorriso era espontâneo. Mesmo percebendo o aviso atrás da música, assim como a despedida que Hinata colocara, ele não fizera nada para mudar. Pelo contrário, dizia estar perfeita.

Quando Toneri disse que a tocaria no piano, Hinata estremeceu. Eles já cantaram e tocaram juntos, mas aquele era um Toneri que ela gostara. Imaginar, perceber, que ambos eram uma só pessoa seria ainda mais doído do que cantar aqueles versos. Mas não podia negar e mesmo que o fizesse, de nada adiantaria.

Ela estava presa em cordas desde o dia que tentara escapar. Só saía quando ía ao banheiro, e ainda assim em momentos contados. O contato com Toneri também terminara. Ele cansada de fingir ser o rapaz apaixonado que fazia-se antes, ao menos para ela, era o que dizia. Porém, mesmo assim, todos os dias, toda vez que comia alguma coisa, tudo voltava. Ela estava começando a se desesperar e isso não passou despercebido ao rapaz que a olhava sempre mostrando desconfiança.

Quando a ligação que ele esperava aconteceu, Toneri fez questão de estar perto de Hinata ao atender.

— Então ele realmente cancelou o show por conta do meu presente? Isso é exatamente o que imaginei que ele faria. — Não precisou que nomes fossem citados para que Hinata soubesse exatamente de quem falavam. — Não! Você não precisa saber o que faço ou não com a garota, Deidara. — O rapaz revirou os olhos enquanto ouvia o outro. — Está com peso na consciência? Preocupado com sua amiguinha? Vamos fazer o seguinte. Vamos nos encontrar e eu lhe trago para a ver. — Ele aguardou a resposta e novamente revirou os olhos. — Porque eu quero ter certeza que ninguém te seguiu. Em algum momento esses idiotas vão desconfiar de você, se é que já não estão fazendo. Não, eu não confio em você. Não me interrompa, Deidara. Vamos nos encontrar na saída da cidade. A mesma de sempre.

Ele não esperou qualquer resposta, desligando assim que terminou de falar. Com um sorriso alegre, virou-se para Hinata. Ela se perguntava como ele conseguia parecer tão genuinamente feliz quando, segundo o próprio, não sentia nada.

— Parece que vamos, enfim, fazer nossa performance. Nossa primeira performance como casal.

— Não somos um casal.

— Para a mídia, a partir de hoje seremos, minha princesa. E para Naruto também. Agora sente-se. Aproveita que as marcas em seu rosto praticamente sumiram.

— Vai gravar? Vai me gravar e me colocar assim na internet? — Indicou os pulsos amarrados que, sem dúvidas, apareceriam no vídeo, levando em conta onde estava o apoio da câmera.

— Sim. Algum problema? Somos um casal com gostos... peculiares. Agora aqueça sua voz, vou pegar a câmera para começarmos. Quero que Naruto receba esse vídeo o quanto antes, assim como todo o mundo.

Hinata se desesperou enquanto olhava para o próprio corpo. Ela ainda usava as roupas do dia de seu sequestro. Deveria estar suja e fedida, levando em conta quanto tempo estava ali. Só ia ao banheiro para fazer suas necessidades mais básicas, mas banho não estava incluso. Todos a veriam daquele jeito. Todos veriam como ela estava e o que passava. Toneri não deveria pretender levar aquilo muito longe. Seus planos, provavelmente, haviam mudado agora e ele só estava fazendo mais um grande espetáculo.

O que Hinata podia fazer agora, ao seu ver, era se despedir através daquele vídeo e avisar quem era Toneri. Estava decidida. Usaria o resto de suas forças, a mesma que ganhara, ou melhor, descobrira com o concurso que participara. O mesmo que mudara a sua vida para ela chegar até ali.

Quando a câmera foi ligada, quando Toneri usou aquele tom gentil e meloso com ela para que cantasse, ela olhou para a lente, imaginando Naruto, seus irmãos, seu pai e Ino, sua melhor amiga. Os olhos encheram-se, mas ela segurou as lágrimas naquele momento.

Esperava que todos ficassem bem.

Conferiu mais uma vez se toda a casa estava devidamente trancada antes de entrar no carro alugado. Seu celular tocou antes que ligasse o veículo e uma curiosidade instantânea lhe tomou quando viu o nome no visor.

— Sakura! — O tom de voz ela alegre, como se saudasse uma velha amiga. — Achei que ia encontrar um jeito de ficar segura até eu ir embora. Pelo visto não é tão inteligente assim.

Enquanto a ouvia fala, dava partida no carro. Não poderia se atrasar para o encontro com Deidara. Em breve o tempo ficaria curto demais para perder qualquer segundo.

— O que o peso na consciência não faz, não é mesmo? Se você insiste, não vejo porque negar seu último pedido. Hinata irá precisar de alguém que cuide dela por um tempo. Mas veja, rosinha, um deslize e você não poderá ficar conosco, ouviu? Não confio em você. — Ele esperou ela falar e então continuou: — Vou lhe enviar o endereço. Venha imediatamente.

Desligou o telefone assim que terminou de falar e com este ainda em mãos, enviou o endereço para a moça. Sakura tinha visto o vídeo de Hinata e, por algum motivo, tinham concedido liberdade a ela. Ainda achava aquilo suspeito, Sakura poderia estar com a polícia, por isso o endereço era de uma casa a pouca distância da correta. Se ela estivesse sendo sincera, poderia usar a rosada para ficar com Hinata até conseguir se fazer invisível. Reféns. Todas as pessoas sabiam que o segredo para viver era fazer reféns.

Mas naquele momento se concentrou em Deidara. Teria que eliminar o homem naquele momento. Falar antes da hora era um defeito dos seres humanos, mas liberar o vídeo na conta de Hinata, que foi passada pelo agente, o tornara ainda mais descartável.

Não demorou para chegar no local combinado. Deidara já se encontrava lá, encostado no carro e parecendo nervoso. Por mais que aquela fosse uma via tranquila, quase deserta, sempre haviam pessoas dispostas a correr o risco. Teria que ser uma conversa rápida e um fim definitivo.

— Toneri, eu sinto muito, isso está saindo do controle. Naruto já me ligou diversas vezes. Tenho certeza que ele já está desconfiado de mim.

— Óbvio que sim. O vídeo foi postado pela conta de Hinata e o único que tinha acesso era você. Nem ela tinha.

— Você fez isso de propósito! — Por fim, percebeu.

— Você estava fraco. Sempre preocupado se eu estava maltratando a menina. Não é isso que importa. Lembra? O que importa é atingirmos nossos objetivos e você está atrapalhando o meu.

— Toneri....

— Chega. — Com um só movimento, Toneri se aproximou e deu uma rasteira em Deidara. Apesar de maior que o outro, o loiro era magro e não tinha qualquer prática de defesa pessoal. Ao cair, o olhar seguiu para a estrada, buscando uma fuga. Um soco lhe atingiu o rosto, o desnorteando. — Quem muito fala, acaba perdendo a língua, Deidara.

Ao ouvir aquilo o coração do agente bateu mais rápido. Ele não seria morto. Algo pior lhe seria feito. Viu Toneri retirar um canivete do bolso da calça e se aproximar de si. Por mais que tentasse empurra-lo, algo que dizia que era uma luta perdida.

Ficou zonzo quando algo pesado lhe atingiu a cabeça. Uma pedra. Aproveitando-se do estado que o loiro se encontrava, Toneri lhe abriu a boca, puxando a língua e sem pestanejar, a cortando.

Deidara gritou de dor, se debatendo no processo. Mas mesmo assim, a dor parecia apenas aumentar. Ele não conseguia ver o rosto de Toneri, tudo a sua frente era uma mancha vermelha carregada de dor.

— Seu sofrimento irá acabar, meu amigo. Descanse em paz. — Mas em vez de simplesmente o golpear no peito, Toneri pegou novamente a pedra e socou-lhe a face, vez após a outra.

O rosto de Deidara desfigurado iria deixar todos horrorizados a ponto de perderem tempo. Era isso o que ele precisava. Os policiais iriam chamar a perícia, iriam ficar presos com os próprios depoimentos e papeis e ele teria tempo para fugir. Tudo estava caminhando como gostaria. Só faltava um aviso.

Pegou o celular de Deidara no bolso da calça dele e segurou em frente ao seu rosto. Abriu o seu melhor sorriso, o que sempre conquistava as pessoas.

— ­Eu me pergunto o que deu no Deidara. Sabe ele estava se saindo tão bem. Sua carreira como agente estava voltando a crescer como ele queria e então ele se tornou inútil. Eu preciso dizer, ele foi um ótimo cúmplice, me ajudou a ameçar Hinata, a sequestrá-la e até a fazer vocês acreditarem que eu não sabia de nada. Mas agora ele ia abrir a maldita boca. Não era o momento, vocês entendem? Agora eu vou ter que ajudar a Hinata a ser famosa em outro lugar e ela é tão apegada à cidade e à sua família... Pessoas que falam demais não vivem muito tempo, é o que eu sempre digo. Então, pessoal, vamos evitar perder a língua, não é mesmo?

Assim que terminou de gravar sua fala, virou a câmera do celular para o rosto e a língua de Deidara, finalizando o vídeo segundos depois e deixando pronto para o play. Colocou o aparelho próximo ao rosto e saiu. Não havia carros por perto. Em breve a polícia estaria ali, e com sorte perderiam um bom tempo resolvendo tudo. Tempo esse que ele cuidaria de Sakura. Antes de entrar no carro, porém, foi até o de Deidara e esvaziou um galão de gasolina nos bancos do veículo, ateando fogo em seguida. Aquilo chamaria atenção das pessoas e isso seria mais uma distração.

Fez o percurso de volta na metade do tempo que tinha usado antes, pois sabia que cada segundo era essencial para ter êxito. Parou o carro em frente a casa do endereço que enviara à Haruno. Ela ainda não tinha chegado, mas sabia que não demoraria muito mais para isso. E não se enganou.

Poucos minutos depois, Sakura saiu de um táxi carregando uma mochila. Seus pertences eram poucos e ela sabia que fazer uma mala iria chamar atenção demais. Aquilo contou pontos a seu favor com Toneri. A garota estava tensa, ele percebeu pelo modo como ela andava. A cada passo, parecia que seu corpo inteiro estava tremendo.

— Agora me conte porque resolveu me ajudar.

— Você me mataria de qualquer forma — ela disse logo e então suspirou. — Se houver uma forma de eu me redimir com Hinata, acredito que seja tornando a vida um pouco “menos pior” nas suas mãos. Evitar que a machuque, mas não a ajudando a fugir. Sei que nos encontraria. Estou em liberdade condicional, mas tudo indica que logo serei presa e essa é a última coisa que quero. Ao todo, você acabou sendo minha única fuga.

— Ainda não confio em você, mas podemos tentar. Celular. — Toneri estendeu a mão e sem hesitar, Sakura entregou o aparelho. Mais um ponto positivo. No fundo, Toneri via sinceridade nos olhos da Haruno. — Não temos muito tempo. Hinata não tem nenhum pertence, mas eu preciso de sua ajuda para contê-la. Além do mais, temos de passar despercebidos até o local do embarque.

— Vamos para o aeroporto?

Toneri começara a andar na direção da casa correta. Escolhera deixar aquele carro alugado ali como mais uma distração. Usaria o segundo, que estava na garagem. Sakura o acompanhava, percebendo então que o rapaz lhe enviara o endereço errado.

— Claro que não, Sakura. A polícia já deve ter divulgado nossos rostos. Vamos até um local seguro. — Sem detalhes, como sempre. Ele não confiava nele, mesmo sem celular.

— O que devo dizer à Hinata?

— A verdade. A mesma coisa que me disse agora. Porque falaria outra coisa? Aqui todos trabalhamos com a verdade, Sakura.

Ele virou de repente e abriu a porta da casa. Ela era grande, assim como todas do bairro. Aparentava estar vazia, como muitas ali. Sakura se perguntava o motivo de um bairro tão bem estruturado ser tão vazio. Era uma raridade no país.

Quando entrou não teve muito tempo de absorver como eram os cômodos, pois Toneri andava apressado em direção ao andar de cima. Porém, antes de chegar ao corredor, Sakura notou outra porta trancada.

— Hinata está neste andar? Por isso trancou?

— Como é sagaz! — debochou o rapaz e a empurrou na direção do corredor. — Vamos logo. Precisamos soltar Hinata.

Os dois caminharam apressados. Sakura estava magra, ainda parecia maltratada, mas ao menos não estava caindo atoa, drogada. Quando entraram no quarto, a rosada encarou a morena na cama. Hinata estava tão abatida quanto ela, talvez até mais, pois encontrava-se pálida e havia acabado de vomitar.

— Sakura?

— Hina... — A Haruno se adiantou até a Hyuuga.

— Vou deixa-las um instante sozinhas para que conte a ela o que vamos fazer, Sakura. Volto em cinco minutos. Menos talvez. Pode soltá-la.

Após dizer aquilo, Toneri saiu, fechando a porta atrás de si. Para Sakura ele estava confiando demais, para Hinata ele estava agindo muito normalmente, o que significava que algum plano ruim vinha pela frente.

Sakura começou a contar tudo a outra enquanto a soltava das cordas com rapidez, pedindo desculpas e garantindo que iria fazer de tudo para livrá-la de Toneri. Enquanto isso, o rapaz caminhou em direção ao último quarto do corredor. Mal abriu a porta e ouviu os soluços de Akiro.

— Pelo visto, hoje será livro, moleque. — Enquanto falava, caminhou na direção de uma cômoda. A última e maior gaveta possuía uma maleta grande, que Toneri tirou imediatamente. Da primeira gaveta, pegou passaportes. — Infelizmente, não acho que seja a liberdade que deseja.

— O que quer dizer?

Sem responder, Toneri retirou o canivete ensanguentado da calça. Ele tinha limpado as mãos no carro, sempre tinha álcool no carro para emergências. Ao ver o objeto, o garoto sentiu o coração acelerar. Olhou em volta e tudo o que conseguiu enxergar foi a porta aberta. Sem pensar a respeito, correu até ela.

— Por que será que eu sabia que iria fazer exatamente isso? — disse Toneri, se aproximando do garoto em poucas passadas rápidas. O agarrou pelo ombro e jogou no chão.

— Socorro! — gritou o garoto. — Por favor, alguém! Socorro! Moça!

Toneri riu ao notar que o menino pedia ajuda à Hinata. A risada genuína era fria. Não era uma situação engraçada, era irônica. O que mais ele poderia fazer que não rir. Rir em uma situação assim sempre deixava as pessoas mais assustadas, certo? Ele sabia que sim.

O que ele não esperava era ver tanto Hinata quanto Sakura entrarem no quarto juntas e alarmadas. Elas realmente pensavam que conseguiriam salvar o menino.

— O quê? Você tem uma criança como refém?

— Reféns nunca são demais, Sakura. Deveria saber disso. — Afinal, ela acabara de se tornar uma, para todos os defeitos. — Não temos tempo. Leve Hinata, preciso acabar com esse assunto.

— Não! ­— Hinata gritou e se jogou entre Toneri e Akiro.

— Oh, ela nem sabe que está grávida ainda e já tem instinto materno! — Sua fala causou a surpresa esperada na Hyuuga. — Você não notou, Hinata? Você passa o dia vomitando, passando mal... Aposto que antes de eu lhe encontrar, deitou com Naruto, não foi? Uma despedida digna.

— Hinata está grávida? — Sakura murmurou, olhando de Toneri para a Hyuuga.

— E dizem que as mães sabem antes de qualquer um. — Toneri deu de ombros. — Agora vamos. Pelo bem do seu bebê, Hinata, saia da frente.

— Toneri, por favor, não precisa disso. Pode deixa-lo aqui. Logo o encontrarão. Nunca vão lhe pegar, ele não sabe para onde vamos. Por favor.

— Não preciso, é verdade. Mas por que deixa-lo vivo? Eu nunca deixo ninguém para trás. Não vivo. Se não sair da frente, quem vai sofrer antes será o seu filho. Naruto nem mesmo saberá que será pai, não é interessante?

— Hinata... — Sakura tomou a frente, caminhando até a amiga. Pegou-lhe a mão e lhe puxou. — Saia. Não perca o seu filho, Hinata.

— Oh, que comovente! Isso poderia dar uma novela!

— Sakura...

— Você nunca vai se perdoar. Eu te conheço.

— Agora que está tudo resolvido... Chega. Acabou o tempo.

Sakura olhou para Akiro. O menino estava assustado, quieto, chorando encolhido no chão. Ele sabia o que o esperava e nada podia fazer. Estava indefeso. Aquilo lembrou-lhe o que tinha acontecido com o seu bebê. Ela fora Toneri na história toda, porém, ao contrário do psicopata, ela não era uma assassina, nunca imaginou que se sentiria assim por retirar um bebê. Nunca imaginou que um dia iria desejar um filho. E como dissera a Hinata, ela nunca se perdoaria.

Shikamaru não concordava em agir sem a Interpol. Se eles perdessem Toneri a situação iria ficar muito pior e conhecendo a equipe, sabia que logo eles estariam ali. Porém, por mais rápido que chegassem, Toneri tinha a vantagem e poderiam perdê-lo de qualquer forma. O que fazer nesta situação?

Asuma estava dando o depoimento, relatando a situação desde que haviam chegado. A presença da polícia ali tinha atraído mais pessoas, junto a fumaça do carro em chamas. Os bombeiros chegaram e apagaram, mas o estrago já estava feito. A mídia não demorou a chegar.

— Era exatamente isso que ele queria — Shikamaru sussurrou, olhando a situação caótica em que se encontravam. Naruto, assim como a família de Hinata, deveriam estar acompanhando tudo pela TV e se o vissem, o estrago seria ainda pior.

— Shikamaru? — Asuma lhe chamou. O rapaz virou. — O que acha? Devemos montar uma equipe e ir atrás dele?

— Podemos pôr tudo a perder. Mas neste momento Toneri deve estar pronto para fugir. Ele armou todo o cenário. — Indicou claramente os repórteres que entrevistavam civis e policiais. — Isso é só uma distração, algo que ele colocou no caminho para nos atrasar. Asuma, ele não é um serial killer comum.

— Então devemos ir imediatamente.

— Não. Espere. Acho que devemos ser discretos. Ele precisa se sentir seguro. Precisa sentir seu plano está dando certo. Só assim ele vai estar confiante. Precisamos que seu ego o cegue.

— Como vamos fazer isso?

— Você precisa estar aqui. Todos sabem que é o encarregado do caso. Precisa dar entrevistas e dizer que espera apenas uma ordem dos superiores para agir, que têm uma pista de onde o assassino está. Que ele é o raptor de Hinata, perigoso e que farão tudo para pegá-lo.

— Não posso colocar meus homens sem uma liderança. Sou encarregado do caso.

— Ele não conhece o seu rosto, Asuma. Apenas o seu nome precisa ser divulgado.

Com esta frase Asuma compreendeu o plano. Precisaria que um dos seus homens se passasse por ele enquanto ia atrás de Toneri. Precisariam fazer tudo de forma discreta, uma frota pequena, para não o subestimar. Se tudo desse certo, Toneri acreditaria que eles estavam presos no mesmo lugar e não atrás de si.

— Mas como vamos acha-lo? — Por fim o mais velho perguntou.

— É fácil. Qual o lugar mais seguro? — Asuma, claro, não tinha a resposta. — A última casa que não visitamos de Deidara. Ele tinha três propriedades em seu nome. Até então, não era um alvo das investigações. E uma casa vazia de seu cúmplice é mais do que segura.

— Era para lá que Deidara ia.

— E justamente por isso tenho ainda mais certeza que é lá que Toneri mantém Hinata e Akiro. Vamos, detetive.

Após passar todas as instruções para seus homens, Asuma entrou em um carro e seguiu em alta velocidade na direção da casa de Deidara. As luzes estavam acesas, para que os carros na rodovia abrissem passagem, mas o som estava desligado. Ao entrarem na rua certa, desligaram as luzes da viatura. As demais viaturas se separaram para as ruas adjacentes, cercando a casa de todos os modos possíveis. Se Toneri ainda estivesse lá, ele não teria como escapar.

Todos se equiparam com fone de ouvido e microfones, assim qualquer sussurro dado pelo detetive seria ouvido pelos demais. Juntos, Shikamaru e Asuma caminharam em direção à casa. Três policiais estavam entrando pela porta dos fundos, enquanto que mais três ficaram a postos em frente a garagem. Atrás dos dois detetives vinham mais quatro policiais. Outros mais ficaram de prontidão do lado de fora. Estavam todos atentos e com o coração acelerado. Muitos estavam acostumados com aquela situação, mas era uma sensação que nunca se modificava.

A porta da frente estava destrancada, o que não podia significar algo bom. Mesmo assim, prosseguiram com cautela. Porém, mal deram alguns passos para dentro da casa e ouviram um soluço. Algumas pessoas falavam uma após a outra, mas reconheceram os nomes. Sakura, Hinata, Toneri. Eles ainda estavam na casa.

Com um aceno, todos subiram as escadas o mais rapidamente que conseguiram, mantendo o silêncio.

A cena que se desenrolava era confusa. Sakura, a mulher ruiva, pulava na frente de Toneri, que tinha ido para cima de um garotinho deitado no chão aos prantos. Hinata gritou, mas agindo rapidamente, puxou o garoto para longe da confusão.

Toneri agiu com rapidez quando a Haruno pulou em si. Enfiou a faca em seu abdômen, deixando-a imediatamente desorientada pela dor. Seus olhos ainda não tinham parado na porta quando jogou a menina pela janela.

O grito que Hinata deu ao ver a amiga cair foi agonizante para Akiro, que com os olhos arregalados, petrificou-se.

Em um aceno rápido, o policial ao lado de Asuma atirou contra Toneri, que só então deixou-se olhar para a porta onde estava Shikamaru segurando Hinata, Asuma ao seu lado e mais alguns policiais atrás, assim como o que atirara em seu peito.

Ele falhara. Nunca imaginara que o detetive Nara pudesse ser tão astuto para conseguir lhe pegar. Porque ele sabia. Naqueles poucos segundos em que encarou o detetive nos olhos, ele sabia. Fora Shikamaru Nara quem o encontrara.

Notas finais
O que acharam? O que será que houve com Sakura? Ela morreu? E Toneri, será que ele foi morto? Como Hinata irá reagir a tudo isso e depois de tudo isso? Ela está grávida? Será que Toneri permitiria que esse bebê sobrevivesse? Contem-me suas teorias! Capítulo 35 já sendo escrito!