Follow Your Heart

43 Capítulo 38 - Parte 3


Notas iniciais
Fim da Maratona! Mas não chore, semana que vem tem mais de FYH, e responderei suas perguntas. xoxoxo Nana

Elena

Aquele capanga imundo não conseguiu ir em frente com seus toques em minha perna, pois com um movimento, lhe dei uma cabeçada.

– Ai! — ele berrou, colocando a mão em sua própria cabeça — Você vai se arrepender, vadia.

Então eu soltei meus pulsos das cordas, socando-lhe um dos olhos quando tentou se aproximar novamente.

Ele saltou para trás por causa do soco, encarando aturdido minhas mãos livres enquanto eu, com poucos movimentos, soltava os nós das cordas que prendiam meus pés.

Fiquei de pé, ignorando a tontura que atingiu minha cabeça e continuei encarando aquele porco imundo.

– Encoste um dedo em mim novamente — ameacei, — e garanto que não sobreviverá para contar a história.

Ele também se levantou, seu olho ficando vermelho e ameaçando iniciar um rápido processo de inchaço.

– Não tenho medo de garotinhas — retrucou, parecendo irritado.

Sorri com escárnio para ele.

– Garanto que não sou uma garotinha.

Damon

Quase chorei de alegria ao ver o policial Martin finalmente entrando pelas portas da delegacia.

Levantei-me e caminhei rapidamente em sua direção.

– Você demorou — reclamei.

Stefan apareceu do meu lado e estendeu a mão para o policial, o cumprimentando.

– Tinha coisas a resolver — o policial disse.

Abri a boca para dizer algumas coisas nada agradáveis a ele, porém Stefan me cortou:

– Descobriu alguma coisa sobre Elena?

A expressão do policial mudou, e de repente ele pareceu muito mais profissional.

– Ainda não sabemos o paradeiro da Srta. Gilbert — disse. — Mas não se preocupem, a força policial de Mystic Falls a trará de volta, sã e salva.

Bufei alto.

– Claro — falei com sarcasmo. — Afinal estão fazendo um esplêndido trabalho até agora.

– Damon! — Stefan me censurou, em seguida virando para o policial para se desculpar — Ignore-o — pediu, — Damon apenas está abalado com toda essa situação.

– Eu entendo — Jonas Martin disse. — Prometo que...

Soltei um suspiro cansado, evidenciando minha impaciência.

– Não quero que prometa nada, Sr. Martin — retruquei. — Quero que ache Elena Gilbert e me leve até ela.

O policial se virou para mim.

– Sr. Salvatore — disse. — Seja coerente. Não pode estar sugerindo que...

– É exatamente o que estou sugerindo — o cortei. — Você vai achar a minha noiva. E eu irei com você para salvá-la. E se não me deixar ir, juro por Deus, arruinarei a sua vida.

– Está me ameaçando?

Sorri sarcasticamente para ele.

– Estou — falei firmemente. — E você sabe que tenho formas de cumprir essa ameaça.

O policial suspirou.

– Não vai me deixar em paz, não é? — questionou.

Neguei com a cabeça.

Ele então virou de costas, caminhando para a porta.

– Onde você está com a cabeça? — Stefan grunhiu para mim.

O ignorei.

– Onde acha que vai? — gritei para o policial.

– Vamos visitar Isobel Flemming — ele gritou de volta. — Ela vai saber onde a Srta. Gilbert está.

Elena

Ele cuspia sangue no chão.

Talvez eu devesse ter pegado leve com ele, mas aquele capanga desgraçado havia merecido cada golpe.

– Sua puta! — ele berrou, ainda cuspindo sangue — Você quebrou meu nariz!

Olhei para cima, fingindo estar pensativa.

– E alguns dentes — levantei a mão, enumerando. — Fraturei uma ou duas costelas suas, então aconselho que não se mexa demais, para não terminar de quebrá-las. Tenho certeza de que seu olho ficará extremamente roxo e não tenho certeza se você voltará a ter ereção, por que talvez eu tenha chutado forte demais essa área. Ops.

Ele me olhou de forma dolorida, fazendo com que eu quase sentisse pena dele.

Afinal aquele desgraçado pretendia me estuprar.

– Por que você não vai embora? — ele perguntou com a voz estrangulada, ainda cuspindo sangue no chão. — A porta está bem ali!

Eu sorri para ele, de maneira meio sádica.

– Querendo parar de apanhar? — perguntei.

Ele grunhiu e socou o chão.

– Vá embora sua louca! — ele berrou.

– Não quero — falei, cruzando os braços. — Tenho assuntos a tratar.

O capanga me encarou, então tentou se levantar com algum esforço.

– Então fique aqui — retrucou irritado. — E morra. Ele mesmo irá matá-la.

Meu sorriso sádico se desfez.

– Eu sei — murmurei.

Então congelei ao ouvir passos do lado de fora do lugar onde eu estava.

Alguém estava se aproximando. E rápido.

– Espero que esteja preparada para morrer, piranha — o capanga riu, cuspindo outro dente no chão.

O passos ficaram mais altos.

Marcel?– alguém chamou. A voz dessa pessoa, um homem, soava estranha, como se estivesse sendo abafada por algo pesado.

Virei os olhos para o capanga. Marcel? Que nome terrível para um capanga.

Mas fazia sentido, já que ele mesmo era um capanga terrível.

– Ele está aqui! — gritei para o homem com voz metalizada.

Marcel arregalou os olhos para mim, como se eu fosse louca.

Alguns minutos depois, uma sombra apareceu na porta.

O homem usava terno e sapatos de aparência cara e ao olhar para seu rosto, entendi porque sua voz soava tão estranha.

Ele usava uma máscara de metal.

Não aqueles capacetes de metal que se utilizava em guerrilhas antigamente, mas uma malha de metal, que se aderia ao seu rosto e me fazia imaginar como ele conseguia respirar ali embaixo.

Seu rosto — ou aquela malha de metal, pois eu nem ao menos conseguia ver seus olhos — virou lentamente na minha direção, enquanto ele me encarava, então se virou para Marcel, que estava completamente machucado e coberto de sangue e hematomas.

O que aconteceu aqui? – o uso-malha-de-metal-na-cara perguntou.

Dei de ombros.

– Não gosto que toquem em mim sem minha permissão — respondi.

A malha em seu rosto sequer se mexeu.

Você apanhou de uma garota?– perguntou para o próprio capanga.

Marcel tentou se defender:

– Ela bate bem forte, senhor.

Um som estranho saiu por debaixo do metal, Como se aquele homem estivesse grunhindo.

Ele colocou a mão nas costas e pegou algo que eu logo reconheci como uma arma.

Meus olhos se arregalaram quando pânico me atingiu.

– Vadia — Marcel me chamou. — Conheça o Death.

Então o capanga levou um tiro na cabeça.

Notas finais
Elena Fodona. Damon desesperado. Death maluco com uma troço de metal na cabeça e.... NOSSA TERCEIRA MORTE! Aplaudam porque não foi ninguém importante, vamos. Não esqueçam de comentar. Sério.