Follow Your Heart
40 Capítulo 37
Notas iniciais
Caroline
– Não quero falar sobre isso.
Klaus apenas continuou me lançando aquele sorriso lindo e sexy enquanto me analisava.
– Okay — disse por fim. — Eu só queria saber quão grande é a concorrência.
Então eu ri.
Estávamos ambos sentados em uma pequena cafeteria que ficava perto da minha casa.
Era um lugar simples e aconchegante... E com toda certeza fazia o melhor café de Mystic Falls...
A melhor torta também.
– Não existe concorrência — retruquei. — Por que você simplesmente não está concorrendo.
O sorriso de Klaus aumentou e ele se inclinou na mesa em minha direção.
– Está me dizendo que não tenho chances?
Dei de ombros.
– Estou dizendo que não estou disponível.
Ele soltou uma leve risada e se reencostou novamente na cadeira.
– Isso me parece um desafio — disse. — Adoro desafios.
Não consegui impedir o sorriso que se apossou de meus lábios.
Céus, como eu podia resistir a esse homem inacreditavelmente sexy?
– Pois fique sabendo que eu sou muito difícil.
Ele riu.
– Não duvidei disso nem por um segundo, Srta. Forbes — falou com aquele sotaque que derreteria até cristal.
Eu própria estava me derretendo.
Abri a boca, pronta para continuar com aquele jogo de flerte, porém na mesma hora meu celular tocou.
Queen encheu o ar enquanto eu me apressava para checar o detector de chamadas.
Suspirei aliviada quando vi o nome da Elena piscando no lugar do nome de um certo ex-namorado idiota que eu tinha.
Levantei um dedo para Klaus, avisando que eu já voltaria, então me levantei e fui para um cato mais afastado para atender ao telefone.
– É bom ser urgente — atendi, — porque meu futuro marido está me esperando nesse exato momento.
Ouvi uma risada abafada soar do outro lado da linha, era quase como se Elena sentisse dor.
– Caroline — disse.
– O que aconteceu? — perguntei mais alerta — Não me diga que foi o Damon? Ah meu Deus, aquele cretino! O que ele fez? Vou acabar com a raça dele...
– Caroline — repetiu, soltando um leve suspiro, — Damon não fez nada.
Fiquei aliviada por um momento, então me encostei na parede.
– O que aconteceu então?
A linha ficou muda por um tempo, pude ouvir Elena respirando fundo, então sua voz voltou triste.
– Bryce morreu.
Fiquei totalmente alerta, choque me atingiu e temi não estar ouvindo direito.
– Que?
Elena suspirou de novo.
– Bryce está morto — repetiu. — Ele foi morto pelo mesmo cara que matou Jenna e a empregada de Damon. Foi ele quem matou meus pais e causou o coma de Jeremy.
Minha cabeça rodou com o excesso de informação.
– Ei, ei — falei, — espera ai. Como assim o mesmo cara que matou seus pais? Não tinha sido um acidente de carro? E a Jenna morreu em um assalto... E que empregada era essa? Como o Bryce morreu?
Ouvi um baque do outro lado da linha, como se Elena houvesse se reencostado na parede e escorregado até o chão.
– Desculpe — ela disse, sua voz parecia estar incrivelmente cansada e ela soava rouca, como se estivesse com um nó na garganta. — Eu devia ter te contado tudo isso antes... É só que... Parece tão surreal, sabe? Um serial-killer me perseguindo e... Eu sou a próxima, Car. Ele deixou um bilhete no corpo do Bryce que dizia que eu sou a próxima... O que eu faço?
Minha voltou a rodar, pela primeira vez na vida eu não sabia o que dizer.
Eu não tinha a resposta para aquilo.
Elena tinha razão: Era surreal demais. Eu nem sequer conseguia acreditar.
– Você tá brincando, né? — perguntei esperançosa.
Porém lá no fundo eu sabia que era verdade. Elena não ficaria tão abalada se não fosse.
– Eu queria que fosse — respondeu, sua voz ficando mais rouca. — Você é minha melhor amiga, Car, e... Eu... Eu estou com medo. Por você. Já perdi Jenna, meus pais e Jeremy, não posso perder você também... Me prometa que não vai andar sozinha e que quando chegar em casa a primeira coisa que vai fazer é trancar todas as portas. Me prometa.
Minha voz vacilou quando o medo me atingiu.
– Prometo — respondi, — mas faça o mesmo Elena. Chame a polícia, fique sob proteção policial e não saia de casa... Está me ouvindo? Não faça nada imprudente.
– Não farei — prometeu.
Então desligou o telefone.
Elena
– O que você está fazendo? — Samantha perguntou, entrando na cozinha e me vendo sentada no chão com meu telefone na mão.
Fazia algum tempo que eu não via ela, desde que havia começado a sair com Elijah quase não ficava em casa...
E realmente não me fazia muita falta.
– Estou pensando — respondi.
Samantha me encarou por um momento, então se sentou na minha frente, me lançando o sorriso mais sincero que eu já havia visto em seu rosto.
– Damon me contou o que está acontecendo — disse. — Eu sinto muito, Elena. Ninguém merece passar por esse tipo de coisa.
Bufei e segurei meu celular com mais força.
– Não sabia que ainda conversava com Damon.
Ela riu e tocou meu joelho.
– Elena — disse, — não seja boba. O que tenho com Damon não passa de amizade... Ele me ajudou em diversos momentos. Devo tudo a ele.
Eu ri também.
Minha vida desmoronando e eu aqui, com ciúmes de Damon. Qual era o meu problema?
– E você tem Elijah — falei.
Seu sorriso sumiu um pouco.
– É... — falou de forma vaga, quase triste.
Inclinei a cabeça, analisando-a melhor.
Havia olheiras fundas por debaixo de sua maquiagem perfeita, como se ela não estivesse dormindo direito.
– É engraçada a forma como o amor aparece — continuou vagamente, — quando menos esperamos. Quando mais precisamos... — Então ela balançou a cabeça e me lançou um sorriso triste. — Pena que no meu caso não vai durar.
Eu a encarei.
– Porque não? — perguntei.
Samantha riu.
– Boa tentativa — exclamou, — desviando a atenção dos seus problemas para o meu. Mas não adianta — então ela se sentou do meu lado. — Não sei o que está pensando em fazer — disse. — Mas não faça. Ligue para Damon, peça para ele vim para cá e o espere. Sei melhor do que ninguém o quanto a vida é frágil... Não faça nada que ameace a sua.
Encarei ela e bufei.
– O que acha que eu irei fazer? — retruquei — Ir atrás do cara que quer me matar? Não sou estúpida.
Ela continuou com aquele sorriso de quem sabia mais.
– Apenas não saia — ela pediu.
Então se levantou, saindo da cozinha e me deixando sozinha.
Continuei segurando o telefone firmemente, as palavras do policial voltando a minha memória.
“Você é a próxima...
Ou Jeremy... Escolha”.
Virei o telefone e liguei para Damon... Ele atendeu no terceiro toque.
– Elena — atendeu.
Eu quase comecei a chorar.
– Damon — falei, sem conseguir impedir o nó que se formou em minha garganta.
– O que aconteceu? — ele perguntou, preocupado.
Respirei fundo, tentando me acalmar.
– Obrigada — eu disse. — Por tudo.
– O que? — quis saber — O que aconteceu, Elena? Vou para casa agora...
Eu sorri, encostando minha cabeça na parede e olhando para o teto enquanto as lagrimas começavam a embaçar minha visão.
– Eu acho que te amo — falei para o telefone, então soltei uma breve risada triste.
– Elena?
– Por favor — falei, sem conseguir conter as lágrimas, — me perdoa.
– Elena...
Então desliguei o telefone antes que ele dissesse algo que me fizesse mudar de ideia.
Levantei-me do chão e limpei as lágrimas que insistiam e descer pelo meu rosto.
“Seja forte, Elena”.
Estou tentando...
Meu telefone voltou a tocar e eu nem precisava olha a tela para saber que era Damon.
Eu realmente o amava...
E nem poderia desfrutar disso.
Coloquei o telefone em cima da mesa e caminhei até a porta dos fundos. O telefone continuou tocando quando fechei a porta e comecei a caminhar para o meio da rua.
Continuei caminhando, de alguma forma eu havia conseguido parar de chorar.
Era um fim digno.
Eu havia começado tudo isso tentando salvar a vida do meu irmão... E eu iria morrer salvando a vida dele.
Não me permitiria partir de outra forma.
Um carro com vidros fumê estacionou na minha frente e quando um cara alto me empurrou rapidamente para dentro dele, eu continuei com a cabeça erguida.
Porém, quando ele tapou meu nariz e minha boca com um pano e minha visão começou a escurecer, duvidei que fosse ver a luz novamente.
Talvez... Um fim digno.
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