Follow Your Heart
39 Capítulo 36
Notas iniciais
Beatriz e Stefan estavam se agarrando na sala.
Tudo bem que depois do que eu havia feito no banheiro com Damon eu não deveria me envergonhar com cenas daquele tipo... Mas, meu Deus!
Eles estavam praticamente fazendo sexo ali.
Pigarreei alto, chamando a atenção de ambos.
Stefan pulou assustado, Beatriz apenas deus de ombros, como se não estivesse fazendo nada de errado.
Bem, talvez não estivesse... Mas mesmo assim.
“Os deixe ser feliz” Consciência reclamou. “Não é porque o seu boy maravilha te largou que você deve estragar a alegria alheia”.
Ele não me largou. Ele apenas teve que ir a uma reunião de negócios.
“Sim, claro”.
– Oi, Elena — Stefan me cumprimentou, seu rosto em um belo tom de vermelho.
– Olá — Beatriz falou.
Ela parecia nervosa por eu ter estragado sua diversão.
– Hey — respondi, então virei para Stefan. — Eu vou sair, ok? Quando Damon chegar, avise que eu estarei na minha casa.
Stefan negou com a cabeça.
– Ele não vai gostar de você saindo por aí sozinha.
Cruzei os braços, me sentindo ofendida.
– Eu sei me cuidar — retruquei, — e ele sabe disso. Posso muito bem caminhar até minha casa sem morrer, obrigada.
Então me virei para sair.
– Elena! — Stefan gritou, me parando — Tudo bem — disse. — Pode ir pra sua casa, mas acho que antes você iria querer saber que um policial ligou aqui te procurando. E parecia urgente.
Congelei completamente e encarei ele.
– Que policial?
Mas quem respondeu foi Beatriz:
– Um tal de Martin — disse. — Ele estava falando alguma coisa sobre um novo corpo. Algo assim — então vendo a forma como eu olhava pra ela acrescentou: — Fui eu que atendi ao telefone.
Então deu de ombros como se não fosse nada demais.
Ignorei os dois e saí da sala, pegando meu celular no bolso da minha calça.
Procurei na lista de chamadas até encontrar o número do Policial e liguei para o mesmo.
Martin atendeu depois do terceiro toque.
– Policial Martin.
– Hey — falei, — sou eu. Elena. Você queria falar comigo?
Ele soltou um longo suspiro do outro lado da linha. Algo que poderia ser confundido com pesar.
– Achamos outro corpo — disse, sem enrolações. — Esse foi arrastado até a lateral da delegacia. O assassino queria que o encontrássemos.
Prendi minha respiração.
Ah meu Deus.
– Eu conhecia? — perguntei, temendo a resposta.
Porém eu já sabia.
O Policial Martin não me ligaria a menos que essa última morte estivesse relacionada a mim.
– Bryce Lockwood — respondeu.
Então eu desabei.
Minhas pernas fraquejaram e eu caí sentada no chão, encostada na parede.
Eu odiava Bryce, mas nem mesmo ele merecia isso.
Ninguém merecia ser morto por minha causa.
– Ele morreu como os outros? — perguntei. Porque eu simplesmente tinha que saber.
O Policial hesitou.
Eu esperei, prendendo minha respiração novamente.
– Não — enfim respondeu. — Foi diferente.
Soltei a respiração.
– Diferente como?
Ele suspirou.
– Nosso legista ainda está trabalhando nele — explicou, — mas a causa da morte pareceu meio óbvia para mim... Arrancaram o coração dele, Elena. E pela quantidade de sangue, ele ainda estava vivo quando o fizeram.
Senti-me sufocando.
Era uma sensação terrível, não o mesmo que se afogar, mas aquela sensação que temos quando não conseguimos acordar de um pesadelo.
Era exatamente assim que eu me sentia. Presa em um pesadelo.
– Teve algum bilhete dessa vez? — perguntei, minha voz soando engasgada.
Lágrimas grossas ameaçavam sair de meus olhos.
Eu não queria chorar por Bryce. Eu queria chorar por mim.
Porque eu estava arruinando a vida das pessoas a minha volta... E eu nem sabia o motivo delas estarem morrendo.
– Teve — ele respondeu. — Mas acho que não preciso de ajuda para descobrir o significado deste.
– Por quê? O que está escrito?
Ele soltou outro suspiro. O policial quase parecia sentir dor por mim quando disse:
– Você é a próxima.
Fale com o autor