Follow Your Heart
38 Capítulo 35
Notas iniciais
Beijar Damon era bom.
Mas beijar Damon em uma banheira quente, ambos nus, era muito melhor.
Havia algo de excitante na forma que seus lábios se roçavam nos meus, combinado com nossos sexos que também se roçavam.
Eu não queria parar.
Eu queria mais.
Meus dedos saíram dos cabelos de Damon, indo até seu pescoço, onde passei as unhas antes de descer pelo seu peito, mas foi apenas quando meus dedos estavam próximos ao seu quadril que Damon se mexeu.
– O que está fazendo? — perguntou rouco. Em seus lábios indícios de um sorriso malicioso.
– O que acha que estou fazendo? — retruquei.
Minhas unhas roçaram de leve as laterais de seu quadril, antes de eu infiltrá-las perto de sua virilha.
Damon gemeu abaixo de mim e seu sorriso malicioso cresceu.
– Não faço a menor ideia — respondeu, — mas, por favor, continue.
Fechei meus olhos e tomei uma profunda respiração, buscando coragem para o que eu estava prestes a fazer.
E, céus, por algum motivo estranho, eu realmente queria fazer aquilo.
Com uma última respiração profunda, abri meus olhos e o encarei. Damon retribuiu o olhar com expectativa, um brilho estranho em seus olhos que eu já havia visto antes...
Na noite passada.
E com esse pensamento, vieram diversas lembranças, o que me fez gemer involuntariamente.
Antes que pudesse desistir ou mudar de ideia, meus dedos passaram pela virilha de Damon, chegando até seu membro, que se alongava por sua barriga, quase chegando ao seu umbigo.
Damon gemeu alto, mordendo os lábios e cerrando brevemente os olhos, para então me fitar novamente com seus belos olhos azuis.
De forma inexperiente, passei a massagea-lo lentamente com meus dedos.
– Isso é bom? — perguntei.
Um som gutural saiu de sua garganta, assustando-me momentaneamente.
– Achei que tivesse deixado bem claro noite passada... — ele retrucou extremamente rouco — Tudo o que faz comigo é bom, Elena. Se apenas seu olhar me faz a desejar como um louco, imagine isso então... Está me levando à beira da sanidade, amor.
E lá estava novamente, a intimidade avassaladora que sua palavra trazia ao momento.
Ignorando o fato de que Damon havia me chamado de “amor” novamente, o encarei nos olhos e tentei enfrentar aquele momento. Perder meus medos. Proporcionar-lhe tanto prazer quanto ele havia me proporcionado na noite passada.
Agarrei seu membro com mais força, trazendo um engasgo para fora da garganta de Damon enquanto seus olhos se escureciam em puro desejo.
– Não sei como fazer isso — admiti.
– Está fazendo certo.
– E se eu te machucar?
Damon riu e tirou minha mão de sua virilha.
– Está pensando demais, Elena — disse.
Então ele me agarrou pelos quadris antes de me prensar contra a parte da banheira atrás de mim. Seu corpo veio em seguida, jogando um pouco de água pra o piso de cerâmica.
– Ok — concordei com a voz estrangulada. — Chega de pensar.
Ele deu um meio sorriso e então fisgou minha boca com a sua, em um beijo desesperado e apaixonado.
Seus dedos, de alguma forma, encontraram um caminho pela minha barriga até o meio de minhas pernas, arrancando um gemido completamente estrangulado de minha garganta.
Céus, aquele homem ainda iria me matar um dia.
POV — Caroline
– Me deixa em paz! — berrei pela milionésima vez para aquele que agora eu me referia como meu ex-namorado...
Ou Tyler, para o resto do mundo... E Tylerzinho, docinho e amorzinho para a mãe dele.
– Car — ele disse calmamente, — meu amor...
– Não vem com essa de “meu amor”! — gritei com raiva — Terminamos, lembra? Acabou, tchau, adeus, goodbye, arrivederci, hasta La vista, Baby. Pare de me perseguir!
Estávamos no meio da rua, então diversas pessoas pararam e estavam encarando com bastante atenção a cena que eu e Tyler fazíamos ali.
– Eu sinto sua falta, meu am... Caroline — se corrigiu rapidamente. — Você não?
Parei de andar e cruzei os braços na frente do peito.
– Não — falei firmemente. — Eu não sinto. Segue com a sua vida e me deixa em paz.
Várias pessoas na rua fizeram sons estranhos, como se tivessem sentido dor com minhas palavras que nem mesmo eram dirigidas a elas.
– Car — Tyler chamou, — me diga o que eu fiz e eu juro que eu vou te compensar... Eu sinto muito. Não sei viver sem você.
Bufei alto, então soltei uma risada cortada.
– Você sabe o que fez — falei. — Se esqueceu? Deixe-me refrescar sua memória — me aproximei dele em passos largos e enfiei um dedo em seu peito. — Você, seu idiota, quis me foder quando eu, claramente, não estava afim. E depois, bêbado, não se dando por satisfeito, me xingou de nomes que fariam os ouvidos de um marinheiro sangrar.
Ele parou e arregalou os olhos.
– Quando fiz isso? — quis saber.
Bufei novamente, mais alto dessa vez.
O idiota estava tão bêbado que nem se lembrava do que havia feito semana passada.
– Não importa — anunciei. — Não tem volta. Acabou. Vai se F...
– Caroline Forbes? — ouvi atrás de mim.
Minha pele inteira se arrepiou com o sotaque britânico e eu não precisava ser nenhuma médium para reconhecer aquela voz assombrosamente sexy.
Com um sorriso na boca, me virei para encarar Niklaus Mikaelson.
– Olá, Klaus — falei com a voz mais sexy que eu tinha.
Ouvi Tyler fazendo um som que se assemelhava a um rugido.
Mais pessoa haviam se juntado a plateia da rua, talvez tentando descobrir qual era o papel daquele loiro gostoso em toda essa história.
Klaus se aproximou de mim de forma lenta, fazendo com que saliva se acumulasse em minha boca.
– Você se esqueceu de me dar seu telefone — ele acusou.
Eu lhe lancei um meio sorriso.
– Não me lembro de você tê-lo pedido.
Tyler pareceu se recuperar atrás de mim, dando um passo a frente.
– Quem é você? — ele quis saber.
Klaus olhou de mim para Tyler com uma sobrancelha arqueada.
– Não é da sua conta — falei antes que o britânico tivesse a oportunidade de abrir a boca. — Vá azucrinar outra garota — então me virei para as pessoas paradas na rua. — E vocês — gritei, — vão arranjar o que fazer! Não é minha culpa que a vida de vocês é uma merda, parem de bisbilhotar a minha!
As pessoas soltaram alguns palavrões, mas a plateia foi dissipada.
Tyler, por sua vez, continuou do meu lado.
Gemi de frustração.
– Adeus, Tyler — falei.
Ele cruzou os braços e me encarou de maneira firme.
– Não — disse. — A gente precisa conversar.
Encarei ele e contei até dez mentalmente antes de abrir a boca:
– Não quero conversar com você.
– Mas...
– Você é surdo? — surtei, perdendo a calma — Já falei que acabou! Cansei de você, não quero ver sua cara, ok? Quer conversar comigo? Conversa com isso...
Estiquei o braço e dei um soco diretamente em seu nariz, exatamente como Elena havia me ensinado. Afinal, uma mulher precisa saber se defender hoje em dia, certo?
Tyler caiu no chão, levando suas mãos ao nariz, tentando parar o sangramento.
Eu não era médica, nem nada, mas tinha quase certeza de que ele estava quebrado.
Ótimo.
Sorri satisfeita e me virei novamente para Klaus, que olhava a cena com certo interesse.
– Gosta de café? — perguntei.
Alguma coisa brilhou em seus olhos claros.
– Não tenho nada contra.
– Perfeito. Conheço um lugar aqui perto que tem o melhor café de Mystic Falls — falei, começando a andar e Klaus me seguiu.
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