Os braços de Damon continuavam ao meu redor enquanto ele tentava me consolar, mas acho que ele percebeu que não estava adiantando, pois se levantou, levando-me com ele.

– Vamos — ele disse, rodeando meus ombros com um braço e me acompanhando para fora da cozinha.

– Pra onde? — perguntei, minha voz saindo rouca por causa do choro.

– Para cima — Damon respondeu como se fosse óbvio, — precisamos de um banho.

Parei de andar e o encarei.

– Banho? — repeti.

Ele me deu um breve sorriso.

– Sim. Quero te levar para sair.

Suspirei audivelmente, mas acabei deixando que ele me guiasse escadas acima. Porém eu não podia deixar de reclamar:

– Não estou com humor para sair, Damon.

Ele riu, dando um beijo leve na lateral da minha cabeça.

– Logo estará — garantiu.

Deixei outro suspiro escapar.

Eu gostava de Damon, e realmente esperava que ele me fizesse esquecer de tudo o que aconteceu alguns minutos atrás com Isobel.

Por isso não reclamei quando ele terminou de subir as escadas comigo e me levou para o quarto dele, muito menos quando ele pegou uma toalha branca e jogou sobre mim, também não reclamei quando ele me empurrou para dentro de seu grande banheiro, onde havia uma ducha incrível e uma banheira enorme... Mas quando Damon se fechou dentro do banheiro comigo e perguntou se eu queria tomar banho de chuveiro ou de banheira, foi impossível ficar calada.

– Eu me viro — falei, — pode sair agora.

Damon riu alto e tirou a toalha das minhas mãos, colocando-a pendurada em um gancho na parede.

– Não pretendo ir a lugar algum — falou baixo, malícia preenchendo sua voz.

Minha respiração falhou e eu o encarei chocada.

– Eu não vou tomar banho com você!

Ele riu mais.

– Banheira ou chuveiro? — tornou a perguntar descaradamente.

– Nenhum!

Seu sorriso aumentou.

– Banheira então — decidiu, ligando a torneira para encher a mesma com água quente.

O som de água sendo derramada preencheu o lugar e Damon se aproximou novamente de mim.

Pânico capturou minha respiração, mas uma estranha excitação veio junto, fazendo com que eu me odiasse, e odiasse ainda mais meu corpo e como ele ficava quando Damon estava por perto.

– É incrível — ele comentou, parecendo estar se divertindo, — passamos a noite inteira fazendo sexo, e ainda assim você parece assustada como uma adolescente virgem.

Irritação substituiu o pânico e minha mão se ergueu, depositando um tapa forte no peito desnudo dele.

– Não estou assustada — me defendi.

Ele não acreditou. É claro.

– Só vamos tomar banho, Elena — disse, — para relaxar e esquecer essa manhã terrível. Não precisamos fazer mais nada se você não quiser.

Respirei fundo, tentando me acalmar. Ele ainda iria me ver nua, e apesar de ele já ter me visto nua antes, eu ainda me sentia extremamente envergonhada.

– Ok — falei, com os olhos fechados.

Escutei a risada aveludada de Damon, sentindo ele se aproximar mais de mim, sua respiração sobre minha boca.

Entreabri os lábios, incapaz de controlar meu corpo. Mas apesar de nossas bocas estarem obviamente próximas, Damon não me beijou. Na verdade, senti a respiração dele passar de meus lábios para meu maxilar, então o lóbulo de minha orelha.

Parei de respirar. Meu cérebro simplesmente parou de funcionar. O que diabos Damon estava fazendo comigo?

– Você é linda — ele sussurrou em meu ouvido.

Um arrepio subiu pelo meu corpo, senti suas mãos tocarem os botões da minha camiseta — ou camiseta dele, dependendo do ponto de vista, — enquanto ele a abria.

– Abra os olhos — pediu.

Obedeci. Relutantemente, mas obedeci.

Abri meus olhos lentamente e a primeira coisa que vi foi o sorriso malicioso e lindo de Damon.

Seus dedos terminaram de desabotoar minha camisa e meu rosto ficou completamente vermelho quando Damon a jogou no chão. Porque, inferno? Porque eu não havia colocado um sutiã?

Virei meu rosto para baixo, tentada a olhar para o chão, mas Damon segurou suavemente meu queixo, impedindo-me.

Então resolvi manter a cabeça erguida, afinal não podia ser tão difícil encará-lo enquanto ficava nua, certo? Certo?

As mãos dele desceram até minha calça, que foi tirada com uma rapidez impressionante... E porque diabos eu não havia vestido pelo menos uma calcinha também?

Eu estava nua. Completamente. Mas permanecia com a cabeça erguida, afinal uma mulher tinha que ter seu orgulho.

Damon me olhava de cima abaixo, mapeando cada pedaço de pele que não havia conseguido ver noite passada. Procurei em seus olhos algum resquício de desaprovação, algo que me fizesse achar que ele se desapontava com meu corpo, mas não encontrei nada disso...

Na verdade, Damon parecia gostar muito do que via, o que só serviu para me deixar mais vermelha.

Ok, quem precisa de dignidade? Desviei meus olhos dos dele e virei de costas, fingindo estar muito mais interessada na água que continuava enchendo a banheira do que nele.

Damon riu, passando por mim e desligando a torneira. Vapor começava a se formar ao meu redor por causa da água quente, e, sem mais nem menos, me vi saltando para dentro da banheira.

A água estava na temperatura perfeita e Damon começou a jogar sais de banho e sabão ao meu redor.

As bolhas começaram a se formar sobre mim e eu rezava mentalmente para que elas tampassem minha nudez.

Sim, eu sei. Sou muito boba.

Olhei para cima, para ver o que Damon estava fazendo, mas na mesma hora me arrependi, porque ele estava tirando a roupa.

“Se arrependeu?”.

Ok, ok. Não me arrependi. Meu Deus, que homem gato.

Meu queixo caiu e eu não conseguia — tá, eu não queria – desviar os olhos dele.

Céus, devia ser proibido existir homens tão bonitos assim. É quase um pecado ambulante.

Um pecado que ficava excitado 24hs por dia. Acabei de constatar.

– Gosta do que vê? — o pecado provocou enquanto passava a mão maliciosamente sobre o próprio abdômen — Posso ser seu. Apenas doze parcelas de quinhentos mil reais.

Eu ri. Alto.

– Não acha um pouco caro? — retruquei, entrando na brincadeira.

– Nem um pouco — disse, — sou Damon Salvatore. E além do sexo, que é maravilhoso, ainda venho com uma filmadora tekpix, a mais vendida no Brasil.

– Ainda bem que moramos nos Estados Unidos então — constatei, nunca tendo ouvido falar desta tal tekpix.

– Concordo — disse enquanto me empurrava delicadamente para o meio da banheira.

Damon se sentou atrás de mim, fazendo com que um pouco de água e espuma derramasse por causa de seu peso. Suas mãos rodearam minha cintura e ele levou minhas costas de encontro ao seu peito, suas pernas abertas para receber meu corpo entre elas.

Bem, tirando o fato de estarmos nus em uma banheira e que havia uma coisa suspeita pressionada contra a parte baixa de minhas costas, eu estava bastante confortável.

Fechei os olhos e reencostei a cabeça contra o peito forte de Damon, sentindo o mesmo se mexer por conta de sua respiração, e tentei relaxar meus músculos, aproveitando a água quente.

Damon segurou uma de minhas mãos por debaixo da água e a acariciou suavemente.

– Viu? — ele disse perto do meu ouvido — Um banho pode ser muito relaxante.

– Obrigada — falei.

Isobel e o serial-killer pareciam assuntos distantes naquele momento, quase como um sonho ruim. Um pesadelo que logo eu teria que enfrentar.

Mas não agora. Porque agora eu iria aproveitar o meu noivo.

POV — Autora

Porque ela não saia sozinha de casa?

Marcel estava cansado e impaciente. Dormir dentro de um carro não era a coisa mais confortável do muito, ele ansiava por sua cama e por uma mulher em cima dela. Qualquer mulher.

Ele se dedicava tanto a seu trabalho, que havia passados quatro longos meses sem sexo. Talvez quando sequestrasse a tal Elena Gilbert, ele poderia passar em uma boa boate e pagar alguma prostituta para satisfazê-lo.

A vida seria tão mais fácil se Elena Gilbert simplesmente colaborasse.

Porque diabos ela não saia sozinha de casa?!

POV — Elena

– Um banho é relaxante — Damon repetiu em meu ouvido, — mas sexo no banho é muito mais agradável.

Eu ri dele.

– Pensei que não quisesse fazer “mais nada” agora — falei, repetindo o que ele disse mais cedo.

Senti ele sorrindo contra meu cabelo.

– Eu disse que não precisávamos fazer mais nada — explicou maliciosamente, — não que eu não queria.

Não precisei perguntar se ele queria, pois era bastante evidente o volume que se pressionava em minhas costas.

– Dói? — perguntei antes de conseguir me conter.

Logo em seguida meu rosto se transformou em um cosplay de pimentão.

Céus, qual era meu problema?

– O que? — Damon perguntou, obviamente perdido.

Respirei fundo, me policiando para ficar calada, mas minha curiosidade venceu novamente:

– Ficar... Você sabe– expliquei envergonhada.

Damon riu alto, finalmente entendendo o que eu queria saber.

– Elena Gilbert — disse fingindo um tom de reprovação, — está me perguntando se dói ficar excitado?

Meu rosto esquentou mais, e eu realmente estava tentada a me afundar dentro da água. E me matar afogada também, porque então eu não teria mais que passar uma vergonha dessas.

“Ninguém manda fazer perguntas inapropriadas.”

Calada!

– Não dói, sua boba — Damon respondeu, ainda rindo de mim. — Só é um pouco frustrante.

– Ah — falei brilhantemente, incapaz de formular uma frase e desejando desesperadamente trocar de assunto, — tá.

Damon parou de rir e se mexeu atrás de mim, procurando por uma posição melhor para ele.

– Elena — ele chamou, claramente divertido.

– Hum?

– Olha para mim — pediu.

O que?

Neguei com a cabeça.

– Elena — tornou a chamar, — por favor.

Suspirei audivelmente e virei o rosto, olhei para seu nariz e sua boca, evitando seus olhos, mas mesmo assim não pude impedir meu rosto de continuar esquentando.

Damon abaixou a cabeça e fez com que meus olhos se encontrassem diretamente com os dele.

– Adoro te ver corada — revelou, — é como se eu conseguisse ultrapassar um de seus milhares de escudos.

– Não tenho escudos.

Ele sorriu e passou um dedo molhado em minha bochecha.

– Tem sim — retrucou, — você é toda blindada, só me deixa ver o que você quer que eu veja.

Sustentei seu olhar e tentei parecer firme, o que era difícil quando ambos estávamos nus.

– Bem — falei, — é difícil se abrir com alguém que não se abre com você.

Ele parou um pouco, ponderando minhas palavras.

– Talvez você tenha razão — disse. — Prometo que a partir de agora responderei qualquer coisa que queira saber sobre mim, mas peço o mesmo em troca.

– É justo — aceitei.

Um sorriso malicioso voltou aos lábios de Damon.

– Posso te beijar agora? — perguntou.

Eu ri.

– Pode.

Mas ele não me beijou imediatamente.

Suas mãos voltaram até minha cintura e ele rodou meu corpo de forma habilidosa, fazendo com que eu o rodeasse com minhas pernas e que nossos sexos se roçassem, mas não tive tempo para reclamar, ou até gemer, porque logo em seguida seus lábios estavam sobre os meus.

POV — Autora

Death havia matado novamente.

Não, não estou falando da velha da noite passada. Ela havia sido apenas o primeiro aviso.

Ele havia acabado de matar um dos amigos de Elena Gilbert.

Outro aviso.

Outra morte.

Outro bilhete.

Death amava aquilo, a adrenalina. Logo logo sua vingança estaria completa, mas ele não tinha pressa até lá.

Ele havia instruído Marcel para ficar vigiando Elena, seguindo ela para todo o lugar até que ele tivesse uma chance de sequestrá-la.

Mas Marcel era incompetente, um estúpido que estava demorando muito. Então Death decidiu que até o idiota resolver cumprir seu trabalho de forma correta, ele se divertiria.

E como ele estava se divertindo.

Não havia remorso. Todos morrerão algum dia, ninguém era eterno. Porque sentir remorso por adiantar o inevitável?

Apenas os tolos viam mais das pessoas do que elas realmente eram: Uma barreira fina que poderia muito bem ser quebrada.

Mas Death nunca foi um tolo.

Notas finais
Gostaram do capítulo??
Enfim, fiz o meu melhor para conciliar o mistério e o romance, então espero que tenha dado certo.
Sinto muito ter ficado tanto tempo sem postar, - pode não parecer - mas eu sou uma pessoa ocupada kkkk
Tenho uma pergunta para vcs, minhas lindas:
Preferem capítulos pequenos e constantes ou longos mas menos frequentes??
Por que quanto maior o capítulo, mas demora para ser postado (olha a desculpa da preguiçosa aq kkkk)
Ah sim, quase esqueci:
TEM PROMOÇÃO NA FIC!!!
Isso mesmo, uma promoção.
Prestem atenção: Cada uma de vocês tem três chances de tentar descobrir quem Death matou dessa vez.
Quem descobrir quem foi a Segunda Morte tem direito a - que rufem os tambores... TAM TAM TAM TAAAMMM:
DIRIGIR O PRÓXIMO CAPÍTULO DA FIC!
Isso mesmo.
Então mandem uma review respondendo minha pergunta sobre o tamanho dos capítulos, dê três nomes de quem vc acha que morreu e diga oq vc quer no próximo cap:
Ex: Quero POV Caroline, com Klaroline, sexo e mais sobre o Death.
O que não pode: Pedir para revelar a identidade do Death. Só isso, o resto fica por conta da imaginação de vocês!

P.S.: Amei todas as 26 -VINTE E SEIS \O/ - recomendações que a fic recebeu. Vcs tem noção do tanto que são maravilhosas??

P.S.2.: Visitem meu blog: https://livrosenutella.wordpress.com/ é sobre livros, filmes, etc. E É PRA VISITAR MESMO. Só posto capítulo aqui se receber no mínimo 3 comentários lá. Falo sério #MaldadeAtivada

P.S.3.: Bem vinda as leitoras novas, e onde diabos se meteram as antigas?? SÓ PRA AVISAR EU SEI QUEM SÃO E PERSEGUIREI TODAS, OK? ok.

P.S.4.: Vocês estão lendo isso tudo? Espero que sim! Se leram, falem que leram kkkk

P.S.5.: O que ainda está fazendo aqui?? Vá agora comentar o capítulo lindo que essa que vos fala fez para vc!!

Bjosss da Nana