Follow Your Heart

32 Capítulo 30 - Primeira Morte


Notas iniciais
Demorei? kkk sempre pergunto isso, mas já sei a resposta.
Como o título diz, neste capítulo temos a 1ª das 6 mortes, então...
Ah sim, vcs vão me matar no final, só pra avisar.
E leiam minhas outras fics, You Want Kiss Me, Delena Text Message (da minha friend biurifu) e também temos fic nova: A Aposta.
Espero que gostem, de verdade.

POV — Autora

Quatro dias depois — Beco próximo a mansão Salvatore

Donna Stevens trabalhava para a família Salvatore há mais de trinta anos. Ela conhecia todas as histórias daquela mansão, todas as alegrias, todas as tristezas.

E em todos esses anos ela foi a empregada mais fiel que se poderia ter.

Mas o que ela era além disso? Mãe? Esposa? Avó?

Todas essas coisas.

Sempre que saía da mansão Salvatore tinha em casa uma família inteira que a recebia com beijos e abraços...

Mas não naquela noite.

Donna Stevens cantarolava enquanto seguia pelo mesmo caminho de todos os dias, quando um homem apareceu das sombras e a esfaqueou no alto de suas costas... Em seu coração.

E Donna caiu no chão, pedindo aos céus para que Deus guardasse sua alma e a de seu assassino.

POV — Elena

No mesmo dia — Mystic Grill

— Você já pode ir — avisei para Damon que havia insistido em me acompanhar até meu emprego.

Ele apenas me lançou um meio sorriso e se sentou em uma das mesas próximas ao balcão.

— Eu aceito um whisky — retrucou em tom de deboche.

Suspirando, fui até o balcão pegar o maldito whisky.

Depois de quatro dias em completo repouso por causa do imbecil de olhos azuis, eu finalmente consegui convencê-lo de que meu pé estava melhor e que eu podia voltar a trabalhar...

E voltar para minha casa também, mas esse último ele nem deu ouvidos.

— A Cinderela resolveu voltar, foi? — Matt perguntou atrás de mim.

Sorri largamente para ele enquanto ia abraçá-lo.

Os braços de Matt me rodearam e senti quando ele sorriu contra o meu cabelo.

— Seu pé melhorou? — perguntou preocupado.

Ri de sua preocupação.

Eu liguei para Matt quando machuquei o pé para avisar que eu não poderia vir trabalhar no Mystic Grill até que melhorasse.

— Está melhor — respondi soltando ele.

Quando olhei para onde Damon estava sentado, percebi que ele encarava Matt com uma fúria contida.

Oh, céus. Ele estava com ciúmes?

Puxei Matt pelo braço até onde meu noivo raivoso estava sentado.

Afinal ele deveria conhecer meu melhor amigo, certo?

— Damon — chamei, e ele me olhou de forma perigosamente neutra, — esse é Matt Donovan, meu melhor amigo desde sempre.

Seu rosto escureceu completamente quando disse o nome do Matt, então me lembrei de nossa conversa sobre ex's namorados e de que eu havia dito que ele havia sido meu primeiro beijo.

Opa.

Matt estendeu uma mão para Damon e lhe lançou um sorriso sincero.

Damon aceitou sua mão.

— Eu vi você na festa de noivado — Matt comentou, — o que é engraçado, porque eu nem sabia que a Elena estava noiva.

— Foi algo rápido — apressei-me em dizer.

Matt assentiu, pensativo.

— Na verdade — continuou, — eu sequer sabia que estava namorando.

Pela primeira vez notei que havia algo de estranho na voz dele...

Mágua.

Matt estava maguado por eu não ter contado para ele? Será que ele achava que eu não confiava nele o suficiente?

— Eu quis manter segredo — Damon se apressou em dizer, — não sabia o que meu pai iria pensar se eu falasse que queria me casar com uma garçonete.

Uma mentira deslavada, é claro, mas isso não me impediu de inflar o peito, chateada.

— O que mais ele pensaria? — me ouvi dizendo — É um emprego digno, como qualquer outro.

— Eu sei... — Damon disse, mas não o deixei terminar.

— Não sei qual a sua opnião quanto a isso e não me importa. Ser garçonete não é nenhuma vergonha.

Matt deu um passo para trás, obviamente pensando que estávamos tocando em uma ferida antiga, quando na verdade era um assunto totalmente novo.

— Desculpe, Elena — Damon disse assustado, — eu não queria dizer...

— É completamente desnecessário o que você disse — continuei. — E se você disse é porque também acha alguma coisa sobre isso. O que é Damon? Tem vergonha de mim por ser uma classe abaixo da sua? Por não trabalhar em uma grande empresa ou...

— Elena! — Damon gritou, fazendo com que eu calasse a boca — Eu nunca disse nada disso, ficou louca?

— E agora me chama de louca! — falei — Licença que a louca aqui precisa trabalhar, mais tarde continuamos essa conversa.

Então dei as costas a ele e continuei a atender mesas.

Matt me chamou algumas vezes para conversar mas eu também o ignorei.

"Ficou maluca?".

Também vou ignorar você.

E eu o fiz.

Passei o resto da noite sem olhar para a mesa de Damon e quando tivemos que ir embora, não lhe dirigi nenhuma palavra.

— Vai me ignorar para sempre? — ele perguntou quando chegamos a casa dele.

Porque, quando eu quis ir para a minha ele me arrastou pelo braço na outra direção.

Não respondi enquanto marchava para dentro da sala.

Stefan estava sentado com Samantha no sofá, assistindo a um filme que eu não reconheci.

— Problemas no paraíso? — Stefan brincou.

Desde a festa ele havia parado de dar em cima de mim, e agora parecia que estava saindo com aquela tal de Beatriz...

Bom, que ambos sejam felizes.

Samantha também não se insinuava tanto para Damon, e parecia que tinha um encontro com um dos irmãos da Rebekah Mikaelson... Elias, eu acho.

— Nem eu entendi o que aconteceu — Damon disse para o irmão, — ela ficou assim do nada.

Parei de andar e me virei para ele em estado de completa fúria

— Você tem vergonha de mim! — gritei na cara dele — E do que eu faço para viver!

Ele deu um passo para trás, e levantou as mãos em sinal de defesa.

— Eu nunca disse isso.

— Não precisou dizer — retruquei, — eu percebi pelo tom de voz que usou quando disse aquela mentira estúpida para Matt!

Damon foi até mim e segurou meus ombros.

— Eu conheço você — explicou, — estava prestes a contar a verdade sobre o casamento e pessoas demais sabem disso, então falei a primeira coisa que pensei.

— Você fez parecer que nós só vamos nos casar porque o seu pai morreu.

— Tecnicamente é por isso — Samantha interrompeu.

Virei os olhos para ela e a mesma recuou assustada.

Deus, seria muito ruim se eu matasse ela?

Damon me segurou mais forte, talvez lendo meus pensamentos e então me empurrou escadas a cima e só parou quando estávamos sozinhos em seu quarto, onde ninguém faria comentários inúteis.

Soltei-me dele e me sentei na cama, derrotada. Eu estava cansada de brigar, então disse o que realmente havia me irritado:

— Se tivéssemos nos conhecido de outra forma — comecei, — se seu pai ainda estivesse vivo... E fosse contra a gente... Por eu ser garçonete e tudo o mais... Você nunca se casaria comigo?

Ele suspirou e se abaixou até ficar cara a cara comigo.

— Em um mundo paralelo — disse, — se isso realmente acontecesse eu o mandaria pro inferno e me casaria com você.

Um pequeno sorriso saltou de meus lábios.

— Acho bom mesmo.

Damon riu e se inclinou sobre mim, dando-me um breve beijo nos lábios.

— Boba — brincou, — ficando chateada por uma coisa tão idiota.

Empurrei ele fingindo estar irritada com seu comentário.

— Não é idiota — retruquei.

— É sim — insistiu.

Mas não pude dizer mais nada, pois ele já estava se inclinando sobre a cama, fazendo com que eu me deitasse abaixo dele, então sua boca cobriu a minha, em um beijo lento e cheio de luxúria contida.

Nos quatro dias em que passei em sua casa, Damon continuava romântico, me beijava sempre que podia e adorava ver filmes ou ler livros comigo, e agora que ele não precisava mais me carregar no colo, ele arranjava desculpas esfarrapadas para ficar ao meu lado.

E se eu não conhecesse Damon Salvatore, eu diria que ele estava se apaixonando por mim.

Ele me puxou mais para cima na cama, fazendo com que minha cabeça se afundasse nos seus travesseiros de pena.

Nesses quatro dias ele havia insistido para que eu dormisse no mesmo quarto que ele, mas eu sempre ria e corria para meu próprio quarto.

— E... — Damon disse, enterrompendo o beijo — Eu nunca teria vergonha de você, porque tudo que consigo sentir é orgulho... Você é uma mulher maravilhosa, Elena.

Sorri timidamente.

— Eu sei — brinquei, voltando a beijá-lo.

Ele riu contra meus lábios, mas sua risada se transformou em gemido quando prendi seu lábio inferior entre meus dentes.

Minhas mãos foram até seus cabelos e eu puxei seus fios delicadamente, mas Damon retirou minhas mãos dali e as prendeu no alto da minha cebeça.

Ofeguei quando sua boca deslizou até meu pescoço.

Damon roçou os dentes em minha pele sensível e passou a língua em pontos estratégicos, fazendo com que eu estremecesse da cabeça aos pés. Senti ele sorrir amplamente contra minha pele arrepiada.

Sua boca subiu até meu ouvido e ele mordiscou o lóbulo de forma experiênte, antes de sussurrar:

— Não gostei daquele seu amigo.

Me afastei apenas o suficiente para olhá-lo.

— Está com ciúmes? — perguntei.

Damon pareceu surpreso com a minha constatação.

— Não seja ridícula — disse por fim, fazendo com que eu risse dele. — Eu não sinto ciúmes. De ninguém. Apenas acho que ele gosta um pouco demais de você.

Eu ri mais.

— Quem está sendo ridículo aqui é você — falei, — Matt não gosta de mim. Ele gosta da Caroline.

— Ele gosta de você, eu sou homem, percebo essas coisas.

Bati de leve contra seu ombro.

— Bobo — brinquei. — Ciumento.

Damon pareceu ficar mais irritado, mas quando fez mensão de se afastar, apenas o puxei para perto novamente e depositei pequenos beijos em seus lábios.

— Acho isso uma graça — falei entre um beijo e outro.

Algo como um rugido vibrou em seu peito e eu soltei um pequeno grito quando ele voltou a me beijar de repente.

Esse beijo era diferente. Rápido. Selvagem.

Sua lingua invadiu minha boca e eu retribui seu beijo com mesma avidez, mas tão rápido como começou ele terminou e Damon me encarava quando perguntou:

— Isso também foi uma "graça"?

Neguei com a cabeça, soltando o ar pesadamente.

O idiota estava brincando comigo.

— Devo continuar? — perguntou.

Percebi que ele estava contendo a risada.

— Mais... Devagar — falei com dificuldade.

Ele soltou uma curta risada e então colou novamente os lábios nos meus, mais devagar dessa vez, como eu havia pedido.

Damon mordiscou meus lábios suavemente antes de pedir passagem com a própria lingua. Abri minha boca mais um pouco e gemi quando sua lingua se encontrou com a minha.

Nos beijamos lentamente. Ele explorava minha boca e eu explorava a dele, apesar de que já conheciamos aquele território. Eu conhecia sua boca como a palma de minha mão.

Passei minha língua em seus lábios e gemi um pouco alto quando seus dedos foram até minha cintura, entrando por debaixo de minha camiseta e fazendo um curto caminho para cima antes de descer novamente.

O corpo de Damon se aproximou mais do meu, fazendo com que eu o sentisse completamente... Inclusive seu membro que começava a ficar cada vez mais rijo contra minha coxa.

Normalmente essa era a hora em que eu congelava e o empurrava, dizendo que estávamos indo rápido demais, mas dessa vez eu não consegui dizer nada.

— Devo parar? — Damon perguntou, notando meu completo silêncio.

Encarei ele e pensei por alguns segundos. Eu queria que ele parasse?

— Eu não sei — murmurei honestamente.

Damon respirou fundo, talvez tentando recuperar o controle, então passou uma mão em meu cabelo.

— Você quer tentar? — perguntou devagar, talvez temendo que eu corresse.

Eu sabia o que ele estava perguntando. Damon queria saber se deveríamos tentar ter sexo, mas esse era o problema... Eu estava com medo.

— Damon... — sussurrei recuando — E se for como da última vez? E se eu não sentir nada? E se eu tiver algum proble...?

— Shhh... — ele me silenciou, acariciando meu cabelo — Não será como da última vez — garantiu, — porque se você me disser para parar... Não importa quando... Eu vou parar — e ele deve ter visto o medo no meu olhar, pois acrescentou: — Não estou te forçando a nada, Elena, tudo que acontecer daqui para frente é escolha sua, eu já te disse isso... Mas se quiser... Se disser que sim, prometo fazer tudo o possível para tornar essa noite a melhor da sua vida.

Encarei ele por alguns segundos, que na verdade pareceram uma eternidade.

Deus, eu queria fazer isso agora? Com Damon?

"Com quem mais você faria?".

E então eu tinha a minha resposta.

— Se eu disser para você parar, você vai parar, certo?

Ele assentiu.

— Não importa o que estivermos fazendo, vou parar — confirmou.

Soltei o ar pesadamente e não ousei desviar meus olhos dos dele.

— Sim — sussurei quase inaudivelmente. — Eu quero.

Notas finais
Então? Mereço uma morte lenta e dolorosa? kkkk