Follow Your Heart
12 Capítulo 11
Notas iniciais
Meu Deus, acho que vadia dá em árvore.
Sai do quarto e me aproximei da cena explícita na minha frente.
- Com licença — falei segurando ambos pelo ombro e os afastando com força.
Ambos, Damon e Samantha, me olharam estupefados.
Me virei para Damon, ignorando a vagabunda. Qual era a do micro-vestido? Não deixava nada para a imaginação.
- Estou indo embora — avisei.
Sua expressão se aprofundou.
- Porque? — Damon perguntou.
Lhe enviei meu sorriso mais falso.
- Porque eu quero — respondi cínica.
Então passei direto por ele e desci as escadas. Ouvi Sam dizer algo sobre eu estar com ciúmes.
Deus, eu ia dar na cara dela.
"Deveria se vingar".
Cala a boca, consciencia.
"É sério".
Parei para pensar. Talve não fosse uma ideia tão ruim.
E como é que eu faço isso?
"Seduza ele"
Por um segundo quase te escutei, então você diz uma merda dessas!
"Sedução é a melhor arma, Elena".
- Elena!
Me virei e Damon estava descendo as escadas atrás de mim.
- Algum problema? — perguntei, meu tom continuando cínico.
Ele passou a mão no cabelo, o bagunçando. Segui o movimento com os olhos e me amaldiçoei por ele ser tão bonito.
Sedução, consciência? Se eu aceitar, como farei isso?
"Me escute".
Ai Deus, estou ferrada.
- Por que saiu desse jeito? — Damon perguntou quando parou perto de mim.
- Já disse: Porque quero ir embora — meu tom de voz poderia assustado um iceberg de tão gélido. — Quer que eu desenhe?
Isso o assustou, acho que eu nunca havia conversado com ele assim.
- Fiz algo errada? — ele perguntou cautelosamente.
Obriguei meu rosto a ficar em branco. O encarei com desdém.
- Não fez nada, Sr. Salvatore — ênfatizei o senhor. — Não ligue para mim, pode voltar para a sua série de amassos, afinal o que eu sou, certo? Ah, é. "Eu não sou nada".
No final da minha frase enfiei um dedo em seu peito e o olhei com raiva.
"Acabou de parecer com uma namorada ciumenta".
VAI SE FERRAR!
Minha consciencia abriu a boca assustada.
"Desculpe".
Damon também parecia assustado.
- Você ouviu?
Isso me fez rir.
- Não é como se você tivesse se preocupado em falar baixo, Sr. Salvatore.
Meu tom o irritou.
- Pare de me chamar assim.
Fiz cara de inocente.
- Não fiz nada. Não sou nada. E vou embora. Com licença.
Picotei minha frase, jogando cada uma em seu rosto.
"Por que está com tanta raiva?".
Cale a boca!
"Você nem gosta dele, então porque ficou com tanta raiva?".
Pensei em mandar minha consciencia para aquele lugar, afinal ela estava sendo muito irritante. Mas então levei a sério o que ela disse: Se eu não gostava dele, então porque eu estava com tanta raiva?
Porque, respondi mentalmente, quando eu vi o quarto e as coisas que ele comprou para mim eu achei que ele se importasse. Que gostasse de mim. E eu quase disse a ele que poderíamos tentar de verdade, um relacionamnto de verdade. Ficarei presa a ele por um ano, então porque não poderíamos tentar? Então ele diz que eu não sou nada e beija uma vadia quase-pelada.
Consciencia ficou calada pela primeira vez na vida.
- Se acalme, Elena — Damon pediu, — eu te levarei para casa.
Isso me fez ficar com mais raiva.
- Você não vai me levar a lugar nenhum, eu tenho pernas e posso muito bem achar o caminho de volta sozinha, obrigado — e porque eu teria que casar com ele e eu precisava do dinheiro, emendei: — Te vejo amanhã?
Ele passou a mão no cabelo de novo, exasperado.
- Claro.
Então passei pela porta como um furacão.
Ele nem pediu desculpas!
"Porque para ele, não é como se vocês tivessem um compromisso sério".
CALE. A. PORRA. DA. SUA. BOCA!
"Apelando para palavrões?" Consciencia zombou "Está mesmo com raiva".
Fiquei em silêncio e obriguei meus pensamentos a fazer o mesmo.
Stefan surgiu do nada na minha frente, me dando um susto de morte.
- Meu Deus! — gritei colocando a mão sobre meu coração para tentar acalmá-lo — Quer me matar do coração?
Stefan riu e me deu um sorriso de desculpas em seguida.
- Perdão — falou, — estava na minha casa?
Lembrei da cena na casa deles e a onda de fúria voltou, eu a amenizei por causa do olhar de Stefan.
- Damon estava me mostrando o jardim — falei, então tentei permanecer nesse tópico. — Vamos casar lá, sabia?
Isso trousse um olhar curioso ao seu rosto.
- Sério? Porque?
Sorri, então recomeçei a andar, com Stefan ao meu lado.
- Acho casamentos ao ar livre mais bonitos.
Ele sorriu.
- Também gosto da ideia.
Isso me fez olhá-lo de modo diferente. Stefan era bonito, não tanto quanto Damon, mas era bonito.
"Não transforme isso em um triângulo amoroso. Estou farta disso".
Amoroso? repeti, Como pode ser "amoroso" se não amo ninguém?
"Ficaria impressionada".
Ah, fique calada, fique.
- E porque estava tão zangada quando esbarrei em você? — ele perguntou de repente.
- Zangada? — repeti me fazendo de desentedida.
Ele se limitou a me olhar, como se dizesse: Por favor, Elena, conheço esse jogo.
Suspirei desistindo.
- Damon me mostrou meu quarto novo, o closet, as roupas, o banheiro. Tudo — respondi, era facil conversar com Stefan, de repente vi tudo simplesmente deslizando para fora da minha boca. — Então por um segundo eu pensei em dizer para Damon para tentármos ser um casal de verdade. Afinal será um ano, Stefan. Um ano é muito tempo. Então, por um segundo apenas, eu pensei em tentarmos, porque se não der certo, não deu, entende?
Ele assentiu com a cabeça.
- O que a fez mudar de ideia?
- Uma tal de Samantha apareceu, então Damon me largou e foi para o corredor com ela. Fiquei perto o suficiente para ouvir, mas longe o suficiente para não ser vista. Damon então disse que eu não era nada e começou a beijar ela. E agora aqui estou, com você e com muita raiva.
Stefan parou de andar e sorriu compreensivo para mim.
- Elena, os relacionamentos de Damon são complicados. Ele odeia compromisso.
- Sei disso agora.
Então Stefan estendeu a mão e tocou meu rosto de leve.
- Você gosta dele? — ele sussurrou.
Me assustei com sua pergunta. Que diabos ele estava fazendo?
- Como assim "gostar"?
- Gostar, gostar, Elena. Estar apaixonada.
Soltei uma longa e estranha gargalhada.
- Céus, Stefan. Eu o conheço a menos de uma semana, como posso estar apaixonada por ele?
O dedo de Stefan roçou de leve o canto dos meus lábios me fazendo perder todo meu raciocínio.
- Eu a conheço a menos tempo que isso e já estou apaixonado por você, então porque não?
Me assustei. Minha consciencia derrubou seu queixo no chão e estava muito aturdida para poder pegá-lo.
- Como é? — perguntei esperando tê-lo ouvido errado.
Olhei ao redor, talvez ele estivesse falando com outra pessoa.
"Ah, claro! Até porque tem muita gente na rua agora".
Sarcasmo? Agora? Sério?
Consciencia deu de ombros.
Stefan sorriu e se aproximou mais. Seu dedo finalmente roçou meu lábio inferior.
- Se eu beijá-la agora — ele sussurrou, sua voz rouca mandando arrepios por toda a minha pele, — você vai me bater?
- Provavelmente — respondi em um fio de voz.
Ele riu...
Então me beijou.
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