Notas iniciais
Desculpem a demora - apesar de eu achar que ninguém notou, mas ok - não sei se vcs sabem mas eu trabalho. Pois é. Então meu tempo é curtíssimo.
Mas ta aí o capítulo!
Gente, quem quer participar da minha fic? Caso alguma alma viva se apresente para fazer uma aparição na vida de nosso querido casal Delena, o que vcs tem que fazer é muito simples "Que rufem os tambores!":
Recomendar a fic!
Se eu chegar as 5 recomendações - to sonhando, eu sei - coloco pelo menos duas pessoas como personagem da fic!
Vamos lá, façam uma autora feliz!

Coloquei minhas mãos no peito de Stefan, pronta para afastá-lo, então eu o vi...

Damon estava parado a alguns metros de nós, na porta de sua casa, nos encarando de forma ilegível.

Se ele podia beijar vadias, porque eu não posso beijar o irmão dele?

Tirei as mãos de seu peito e as enrosquei em seu espesso cabelo.

Fechei os olhos e me entreguei ao beijo...

E que beijo.

Stefan beijava muito bem. Ou pelo menos parecia que sim, já que eu não tinha muita experiência no assunto.

Sua boca apenas roçava na minha, de maneira terna, então suas mãos se engancharam em minha cintura, fazendo com que eu me aproximasse mais dele e nossas bocas se esmagassem.

Continuamos assim por um momento, então sua lingua pediu passagem e eu cedi.

Jesus, ele beijava muito bem.

Nossas linguas se encontraram em uma dança sensual, ele explorava minha boca e eu a dele. Ele mordiscou levemente meu lábio inferior, trazendo arrepios a minha pele. Sua mão entrou por baixo da minha camiseta, fazendo com que seus dedos roçassem na pele nua das minhas costas.

Ao sentir sua mão descendo para o meu quadril o afastei, parando o beijo.

Nos olhamos sem fôlego com nossas testas coladas. Desviei o olhar do dele, olhando por cima de seu ombro.

Damon ainda estava lá, sua mandíbula contraída.

Com raivinha, meu amor? Que bom.

Sorri satisfeita e Stefan imitou minha expressão achando que eu sorria por causa dele.

– Uau — ele sussurrou.

Eu sorri, meu ego inflando.

Uma mulher com uma criança passou ao nosso lado, ela olhou para a mão de Stefan dentro da minha blusa então tampou os olhos da criança e nos lançou um olhar feio.

– Vão para um quarto! — ela gritou, então andou mais rápido até a esquina e sumiu de vista.

Stefan e eu nos dobramos de rir com isso.

Arranquei sua mão das minhas costas, mas ele não se afastou.
Na verdade chegou mais perto — se é que isso é possível, — e sussurrou no meu ouvido:

– Talvez devamos ouvir aquela mulher.

Isso me assustou momentaneamente.

– Como assim? — perguntei cautelosa.

– Ir para um quarto.

COMO É QUE É?

Minhas mãos formigaram para desferir um soco no meio daquela cara imbecil que ele estava fazendo.

"Damon ainda está olhando, lembra?"

Olhei sobre o ombro de Stefan e realmente Damon ainda estava lá parado.

Meu Deus, homem! Vá embora!

Me afastei um pouco de Stefan. Ele analisou minha expressão e riu.

– Ok — ele disse levantando ambas as mãos, — brincadeira.

Sorri, ainda querendo bater nele. Brincadeira uma ova!

Olhei novamente sobre o ombro dele. Damon tinha sumido.
Ótimo.

– Tenho que ir — falei para Stefan.

Ele me encarou atônito e em seguida olhou para trás, para onde eu ainda olhava.

Entendimento passou pelo seu rosto.

– Ele viu? — perguntou magoado.

Não tive que parar para perguntar quem "ele" era.

Devo mentir, consciência?

"Agora você quer minha ajuda?" ela perguntou zombando de mim.

Então vai se ferrar.

– Claro que não! — menti fingindo estar ofendida — Que tipo de mulher você acha que eu sou?

Consciência nesse momento se jogou no chão de tanto rir. Lágrimas escorriam pelos seus olhos.

"Não sei o que é pior" ela disse, "você com essa cara de cachorro espancado ou o Stefan estar acreditando".

Calada! Estou me sentindo mal com isso.

"Pois não deveria".

Você é minha consciência, deveria estar me dando "bons" conselhos, não atrapalhando minha vida.

"Calada, Elena"

Stefan realmente acreditou... E pediu desculpas.

Isso fez eu me sentir pior.

– Quer que eu te deixe em casa? — ele se ofereceu.

"Ownt, tão prestativo. Pena que o outro irmão é mais bonito".

Ignorei minha consciência — quem mandou falar para mim ficar calada? — e lancei um sorriso que eu considerava meigo para Stefan.

– Não precisa — falei, — prefiro ir sozinha — e para não parecer mal educada: — Obrigada.

Ele assentiu e em seguida encostou sua boca de leve na minha. Foi tão rápido que não pude desviar o rosto.

Constrangida lhe mandei um último sorriso e saí dali o mais rápido possível.

Céus, o que eu tinha feito?

"Besteira, obviamente".

E pela segunda vez naquela semana minha consciência estava certa.



POV — Damon



Eu estava sentado no sofá da minha sala, esperando pelo meu irmãozinho. Depois que eu terminasse com ele, ele desejaria nunca ter nascido.

Imbecil, idiota, retardado, filho da p...

– Não sei porque está tão nervoso — Samantha falou ao meu lado, passando a mão levemente no meu braço.

Isso me fez ficar com mais raiva. Arranquei sua mão do meu braço e a empurrei para longe de mim.

– Não me toque — falei entre dentes, — a culpa disso tudo também é sua.

Meu tom de voz a assustou um pouco, mas logo depois ela se recuperou e me olhou também com raiva.

– Não desconte sua raiva em mim — disse, — eu sou sua amiga, lembra? E além disso tudo o que você tinha que fazer era pedir desculpas a ela — Sam se aproximou de novo e colocou uma mão na lateral do meu rosto. — Se eu soubesse que estava apaixonado pela magrela, eu não teria te beijado.

Arranquei sua mão do meu rosto com mais força do que era necessário e me levantei.

– Não diga besteiras — joguei em sua cara, — não estou apaixonado por ninguém. Só estou com medo de que ela desista do casamento.

Ela riu baixinho e em seguida se levantou também.

– Tomara que ela não desista, querido, porque não vai arranjar outra noiva tão fácil.

Isso arrancou um sorriso malicioso de meu rosto.

– Tenho você — murmurei de forma que eu considerava sexy, indo em direção a ela.

A alguns anos Samantha teria perdido o fôlego, mas hoje isso apenas a fez rir mais alto.

– Não se engane tanto, meu bem. Eu não casaria com você — então ela se aproximou também, — é muita pressão — sussurrou perto do meu rosto.

Me inclinei para beijá-la novamente, mas então o barulho da porta abrindo chamou minha atenção.

Stefan caminhou até mim com o sorriso mais imbecil que existia estampado em sua cara.

Ele estava feliz.

– Olá, irm...

Meu punho estava esmagando seu rosto antes que ele pudesse terminar a frase. Ouvi o barulho de algo quebrando, e sorri com satisfação ao perceber que seu nariz escorria sangue e que sua boca havia praticamente se partido em duas.

– Por que fez isso, porra?! — Stefan gritou, sua voz saindo estranha por causa do corte e do sangue que jorrava de sua boca.

Sacudi levemente minha mão para afastar a dor que eu sentia no nó dos meus dedos.

– Porque, — comecei calmamente — você acabou de enfiar a língua na garganta da minha noiva, quando eu te disse claramente para manter distância.

Isso o fez me encarar espantado.

– Você viu?

– Seu momento "coelho pervertido"? — brinquei — Claro, não pude deixar de ouvir seus gemidos quando chegou perto dela, Tetef. Até parece um virgem — parei um pouco para pensar. — Não. Você é virgem mesmo.

O que eu disse o deixaria com raiva, se não fosse o espanto que ainda permanecia alí.

– Mas ela disse... — ele sussurrou com um fio de voz.

Minha vez de ficar confuso.

– Ela disse o que? — perguntei, minha voz ainda com o pouco da raiva que não havia passado.

Ele parou um pouco, então gemeu ao tocar na boca cortada.

– Elena disse que você não... — ele parou então olhou para a escada — Esquece — falou depois. — Preciso de um banho.

Então ele se virou e subiu as escadas correndo.

Olhei para aquele ponto mais confuso do que antes.

– Some 2+2, querido — Samantha disse para mim, — Elena viu você olhando e beijou Stefan para te fazer passar raiva. Como você não percebeu isso?

Isso me atingiu como um tapa na cara.

Elena queria me ver com raiva? Pois bem...

Estou com raiva.



POV — Elena



– VOCÊ O QUE?

Apertei meus ouvidos.

– Vou parar de te contar as coisas, Caroline. Ou você vai acabar me deixando surda.

Ela me ignorou e começou a caminhar de um lado para o outro na minha frente.

– Deixou Stefan te beijar! — ela repetiu pela quinta vez na última hora — Te beijar! Porque, Elena?

– Já te falei — sussurrei envergonhada.

Caroline fazia parecer a pior coisa do mundo.

Ela se sentou de novo e pegou uma das minhas mãos.

– E você gostou? — ela perguntou me pegando de surpresa.

Tive que parar para pensar por um momento.

Eu havia gostado?

– Ele beija bem — falei.

Ela suspirou.

– Não foi o que eu perguntei, Elena.

Suspirei fundo e passei as mãos no meu cabelo.

– O que eu deveria ter sentido?

– Qualquer coisa — ela respondeu como se fosse óbvio, retribui se olhar com raiva e ela riu. — Desejo, Elena. Deveria sentir desejo.

Repassei a cena na minha cabeça. Em que eu pensava quando Stefan me beijava?

"Damon".

– Não havia desejo — esclareci. — Não havia nada.

Meu Deus. Coitado do Stefan.

"Elena partindo corações!" Consciencia anunciou com uma imitação barata de voz de locutor, "Hoje, na Sessão da Tarde, não percam!"

– Acho que deveria desistir — Caroline falou.

"O QUE?"

O QUE?

– TÁ DOIDA, É? — berrei. — Não vou desistir disso por nada desse mundo. Eu sou um brinquedo para ele, Caroline. E a partir de agora vou transformar a vida dele em um inferno. Anote o que eu digo.

Caroline ficou um pouco calada, me encarando e quando recuperou a voz apenas perguntou:

– Como vai fazer isso?

Um sorriso malicioso preencheu meus lábios.

– Você vai ver, Car — falei — Você vai ver.

Notas finais
Gostaram?