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50 Capítulo 45 - O Salvamento


Notas iniciais
HELLO SWEEETIESS Desculpem o cof cof infinito cof cof atraso. Mas eu tomei vergonha na cara graças a minha maravilhosíssima amiga Luana com quem eu não conversava já fazia um bom tempo. Ela foi atrás de mim no twitter e me convenceu de que eu não podia abandonar minhas fics, oq foi maravilhoso. (Obrigada Lu) E aq está uma dica, se eu enrolar demais e esquecer do meu dever de escritora com vcs, vcs podem ir no meu twitter puxar minha orelha e me fazer voltar a escrever Twitter: @mazegrounders

Damon

Não quis parar para pensar no quanto estava sendo fácil caminhar pelo covil de um assassino, mas eu pensei nisso mesmo assim.

E o fato era que...

– Está sendo fácil demais — Isobel murmurou ao meu lado, ecoando meus pensamentos.

No mesmo instante todas as luzes do local — que já eram escassas — se apagaram e eu ouvi uma risada metálica vindo do final do corredor.

– Incrível como você não deixa passar nenhum detalhe, querida — uma voz veio do mesmo ponto da risada.

Encarei Isobel com raiva.

– Nunca se diz em voz alta que algo está fácil demais — critiquei.

Sombras caminharam em nossa direção. Um homem mediano estava no meio, mas duas formas enormes ao seu redor lhe davam uma aparência assustadora.

Isso e a estranha máscara de metal que o homem mediano usava.

– E esse, eu imagino, é o notável noivo da minha filha — olhou para mim com sua máscara de metal. — Menos notável pessoalmente, se posso comentar.

Presumi que o maluco de máscara era John, o Psicopata.

– Garanto que sou bem notável — murmurei. — Mas não tanto quanto você nessa máscara. Me diga, errou a data e pensou que hoje era halloween ou simplesmente tem fantasias sobre ser um vilão da Marvel?

Isobel me encarou como se eu fosse louco.

– Se acha engraçado? — John retrucou, parecendo irritado.

– Desculpe — falei. — Prefere DC Comics?

Um dos capangas atrás dele deu um passo à frente, mas John levantou uma mão, o contendo.

– Vejo o que Elena viu em você — ele comentou a contragosto. — Ela também tem uma tendência a fazer piadas impróprias em momentos inapropriados.

Abri a boca, mas Isobel estendeu sua mão e apertou meu braço, como em um aviso para me conter.

– Onde ela está? — perguntei, deixando de lado as piadas.

Vi a máscara de John se mexer, quase como se ele estivesse sorrindo.

– Ela está a salvo — garantiu, — não se preocupe com ela. Se preocupe com você.

A ameaça estava tão implícita em sua voz que não havia necessidade de outros capangas aparecerem ao nosso redor para deixar o local ainda mais ameaçador.

Mas os capangas apareceram do mesmo jeito.

– John! — Isobel gritou, chamando a atenção para si. — Onde estão meus filhos?

O “sorriso” dele sumiu e ele caminhou até estar de frente para ela.

– Você quis dizer os nossos filhos! — ele grunhiu perto de seu rosto. — Que você tentou a tanto custo esconder de mim. E agora sabe o que vai acontecer? Eles vão morrer Isobel, minha querida. Vão morrer sofrendo a dor de mil infernos, porque foi o que você me fez passar.

– O que eu te fiz passar? — Isobel riu com escárnio — E o que você me fez passar John? Do que chamaria isso? — seu sorriso ficou mais sombrio — Mas acho que mil infernos seria pouco, certo? Por sua causa eu jantei com o próprio diabo!

John ergueu uma mão e segurou o rosto dela com força, mantendo ela o encarando.

– Eu amei você, sua ingrata — murmurou. — Dei tudo de mim para você. Se me pedisse os céus, eu lhe daria o universo. E o que me deu em troca? Me apunhalou pelas costas e fugiu com meus filhos!

Isobel cuspiu na máscara dele.

– Você merecia coisa pior, seu broxa filho de uma...

Então no próximo segundo Isobel estava no chão, com o rosto ameaçando despontar marcas vermelhas onde John a havia esmurrado.

Saltei sobre ele, tentando lhe bater também, mas um de seus capangas/muralhas me segurou por trás. Sacudi meu corpo, tentando sair do aperto do capanga.

Céus, nunca quis tanto bater em alguém que sequer havia visto o rosto ainda.

– Tenho dó da Elena por ter um pai como você — cuspi. — Você não é só um assassino louco e psicopata. Você, Death - zombei, — é um covarde. E pelo o que parece, não conseguiu nem mesmo manter sua mulher. Que homem maravilhoso você é.

John retirou uma arma do cós de sua calça e a encostou perto das minhas costelas.

– E você não deveria ser burro o suficiente para insultar um “assassino louco e psicopata” armado — retrucou.

Estanquei, completamente congelado no lugar. Eu nunca iria conseguir salvar Elena se estivesse morto, sangrando no chão com uma bala alojada entre as costelas.

Isobel tentou se levantar ao meu lado, cuspindo sangue no chão.

– Quer saber por que eu te deixei? — ela continuou, reunindo coragem sabe Deus de onde. — Porque você abusava de mim! — grunhiu — Porque batia em mim da mesma forma como acabou de fazer. Você me tratava como uma cadela. Ninguém merece uma vida assim, John — ela se aproximou dele, completamente em pé, cuspindo mais sangue no chão. — Eu te deixei porque você não é um homem, é um inseto. E eu nunca iria deixar meus filhos serem criados por alguém que é pior do que uma barata.

John grunhiu de ódio, retirando a arma das minhas costelas e apontando para a ex-mulher.

Era toda a distração que eu precisava.

Com toda a minha força, joguei a cabeça para trás, acertando o rosto do capanga que me segurava, fazendo com que ele rugisse de dor e me soltasse no mesmo instante. Antes que o capanga se recuperasse ou que os outros corressem para me imobilizar, eu saltei sobre John, segurando seu braço armado longe do nosso corpo, nos joguei no chão. Em algum ponto da queda ele deve ter soltado a arma, pois não ouvi nenhum disparo.

(Só uma coisa: Não se jogue em cima de um cara armado. Pode dar errado e você pode acabar sendo baleado (a)).

John se recuperou rápido, e mesmo tendo perdido sua arma ele ainda tinha outra: sua maldita máscara de metal. E aquilo doeu horrores quando ele enfiou sua testa contra meu rosto.

– Damon, levante-se! — Isobel gritou.

Levantei meu rosto dolorido e vi que ela estava em pé ao nosso lado... Segurando a arma de John apontada para onde estávamos atracados no chão.

Os capangas estavam parados, aturdidos, sem saber o que fazer, esperando por ordens.

Como eu disse: péssimos capangas.

– Isobel — chamei, saindo de cima de John e olhando para ela. — Abaixe isso.

John riu do chão.

– Ela não vai atirar — confidenciou. — Você não tem coragem, tem Isobel?

Mas não deu tempo dela responder, pois no próximo segundo a última luz do local se apagou, nos deixando em total escuridão.

Ouvi nitidamente um barulho de luta e gemidos de dor em algum ponto do corredor.

– Acendam a luz! — John gritou.

O som de luta continuou pelo o que pareceu uma infinidade antes que alguém achasse o interruptor e luz irradiasse pelo local.

Então eu vi uma cena do qual eu não esqueceria por muito, muito tempo: Elena estava em pé, seu rosto pingando sangue, um pedaço de madeira na mão — como um cabo de vassoura, — derrubando e acertando todos os capangas que invadiam o seu caminho.

Ela me viu, seu lábio cortado, sangue caindo sobre seu olho e sua mandíbula. Parou o que fazia, colocou o cabo de vassoura sobre o ombro e sorriu para mim.

– Olá, amor — falou. — Você veio me salvar?

Notas finais
Desculpem qualquer erro gramatical. Foi escrito com pressa, mas com amor xoxoxo Nana