Notas iniciais
Oooooooiiiiii gente. Eu sei, eu sei. 3 meses é muito tempo. Primeiramente eu queria me desculpar, se vcs acompanham a fic YWKM leram quando falei que meu computador quebrou e por esse motivo eu me mantive afastada das fics. Mas n foi por querer gente. Escrever é minha vida. Vcs são minha vida. E eu quero agradecer as mensagens e as recomendações. Vcs são perfeitos, sem mais. Obrigada. Espero que gostem. xoxoxo Nana

Elena

Estava escuro e havia uma neblina estranha por todo lado. A névoa grudava em minha pele e arrepiava meus ossos, mas de alguma forma eu não estava com medo. Logo entendi o motivo, no meio da névoa havia uma pessoa, ela estava longe e coberta por sombras, mas ainda assim eu podia reconhecê-la... Sempre poderia reconhecê-lo.

Damon deu um passo em minha direção. Seus braços fortes me prometiam amor e liberdade. Eu sabia que só precisava chegar a ele e me sentiria plenamente protegida. E eu esqueceria todo o pesadelo que estava vivendo.

– Elena... — sua voz se perdeu em meio à neblina, mas eu ainda podia ouvi-la e reconhecê-la.

Quase fechei os olhos, tamanho era o prazer de ouvir sua voz.

Céus. Eu sentia tanto a sua falta.

Era estranho como um completo estranho podia invadir sua vida de repente, e a preencher por inteiro. Se tornar a sua vida.

– Elena... — ele estava mais perto, como se finalmente houvesse encontrado uma forma de quebrar a distância que havia entre nós.

Quase respirei aliviada, começando a correr em sua direção.

– Elena... Elena... Elena!

Abri os olhos, assustada. Grandes olhos castanhos e desprovidos de qualquer emoção me encaravam de volta. Um sorriso falso grudado em seu rosto.

Quase chorei ao perceber que estava apenas sonhando e que ainda vivia um inferno.

– Parece que caiu no sono, querida — Death comentou com seu usual humor insano. — Espero que tenha tido bons sonhos.

Fiz uma careta. Minhas costas e meu pescoço doíam pelo mau jeito com que eu havia cochilado.

– Foi melhor do que encontrar a morte — comentei irônica. (N/A: Trocadilho: Death/Morte. Sacaram?)

Death riu, um som estranho e esganiçado que soou pior do que quando ele estava com a máscara de metal.

– Já disse que gosto do seu bom humor? — perguntou.

Lutei contra outra careta e dei de ombros.

– Quem sabe não herdei isso de você? — falei, então fingi pensar antes de continuar: — Não. Acho que foi a sede por assassinato... Ou a loucura. É, tenho certeza que foi a loucura.

Seu maxilar travou.

– Não sou louco — retrucou.

Bufei alto.

– Tem certeza? — insisti — Conheço algumas pessoas que diriam que é sim — então, apenas para irritá-lo, ergui uma mão: — Dizer coisas sem sentido algum? Confere — levantei um dedo. — Fantasiar que tem a chave para a salvação do universo? Confere. Agir como um cientista maluco? Confere. Perseguir a ex-namorada e a família dela? Confere... — parei, abaixando os quatro dedos que havia levantado. — Bem, acho que essa última é mais compatível com um psicopata.

Quase conseguia enxergar fumaça saindo de suas narinas por conta do ódio.

– Você está começando a me estressar — acusou.

– Descobri o que você é! — continuei como se ele não houvesse dito nada — Um Sócio-psicopata-louco com síndrome de Dr. Frankenstein! — parei e fiz uma careta — Uau. Só faltou ouvir vozes e trazer alguém de volta à vida.

Suas mãos estavam em meu pescoço antes que eu pudesse ver.

Havia uma coisa sobre pessoas loucas: Elas eram realmente fortes.

Senti minha garganta se fechando sob seus dedos calejados e o ar indo embora enquanto ele me estrangulava. O desespero quase me desorientou, mas consegui estender uma perna e chutá-lo antes de perder os sentidos.

O chute acertou sua barriga e ele me soltou, procurando por ar para si mesmo.

– Sua peste! — praguejou.

Não tentei falar novamente e duvidei de que minha garganta funcionaria corretamente caso eu tentasse.

Eu conseguia sentir minhas cordas vocais extremamente lesionadas.

Maldito, eu quis gritar.

“Bem feito. Nunca se irrita um serial killer. Todo mundo sabe disso. Céus. Você não vê filmes?”.

Bufei para minha consciência, me negando a respondê-la.

Observei enquanto Death se levantava e se afastava de mim.

– Mas eu vou perdoar esse pequeno deslize — disse, passando a mão no abdome lesionado como se assim a dor fosse desaparecer mais rápido. — Afinal você é minha filha... E eu tenho planos para você.

Levantei os olhos, o encarando friamente.

Abri a boca para dizer que preferia morrer a fazer algo que fizesse parte dos planos dele, mas minha garganta se recusou a emitir um som maior que um ganido.

Death se virou e saiu pela única porta daquela sala, me deixando sozinha com o corpo inconsciente do meu irmão.

Sua respiração e seu coração pareciam estáveis e ele parecia da mesma forma de quando estava no hospital.

Aparentemente o que Death havia injetado nele não havia feito qualquer efeito.

Bem, do jeito que aquele homem era maluco era capaz de ter injetado vinagre na veia de Jeremy.

Céus, no que Isobel havia nos metido?

Não sabia exatamente quanto tempo se passou depois disso, talvez minutos ou horas, eu só sabia que não conseguiria voltar a dormir, não com aquele louco rondando meu irmão, já havia sido imprudente o suficiente ter cochilado, não cometeria esse erro novamente.

Depois de um tempo passei a ouvir alguns barulhos chiados, como sussurros perto da porta, então me aproximei para ouvir melhor.

Death parecia brigar com outro capanga, algo sobre manter o armazém protegido.

O estranho era que o capanga tinha uma voz surpreendentemente conhecida. Só não conseguia me lembrar de onde eu a havia ouvido antes.

Quando trouxe o corpo de Jeremy você não me disse que traria Elena também – o capanga reclamou. — Isso não fazia parte do acordo John.

John? O nome do Death era John? Céus, que nome comum para um serial killer. Agora entendia porque ele utilizava um codinome.

– O acordo mudou– John retrucou, parecendo irritado.

Mudou porra nenhuma!– ouvi o capanga gritando — Ela é a melhor amiga da minha namorada, você não pode matar ela também.

Encarei a porta. Do que aquele louco estava falando?

Eu não te pago para ouvir sua opinião, Lockwood.

Tyler?

Tapei minha boca com uma mão.

Tyler trabalhava para Death.

O ex-namorado da Caroline havia ajudado a tirar Jeremy do hospital e trazê-lo para cá. Céus, não havia nenhum Lockwood que prestasse?

Eu vou tirar ela daí — Tyler avisou. — Caroline nunca vai me perdoar se eu deixar você matar a melhor amiga dela.

Mesmo pela porta eu conseguia ouvir John suspirando.

– É uma pena você dizer isso — John disse quando ouvi Tyler virando a maçaneta da porta do lugar onde eu estava. — É realmente muito triste ter que perder outro empregado. Já perdi Marcel, você entende?

O som na porta parou.

Do que você está falando? – Tyler perguntou. Dessa vez parecendo assustado.

– Você não me deixa escolha Lockwook — disse, então ouvi o barulho metálico de uma arma sendo destravada. — Nada pessoal, mas esse tempo inteiro que trabalhamos juntos... Só serviram pra que eu visse o quanto você é irritante. Sua serventia acabou. Está despedido.

Então ouvi o barulho nítido de um tiro antes que a maçaneta voltasse a virar, dessa vez abrindo a porta.

John me encarou e sorriu.

– É feio ouvir por detrás da porta, querida.

Notas finais
Êeehhhhh morte 4. Faltam apenas 2. Surpresas com Tyler? Ou felizes pq matei ele?