Follow Your Heart

42 Capítulo 38 - Parte 2


Notas iniciais
Êeeee. Parte dois da maratona! Comentou o capítulo passado? Não? lembrem-se que sou eu que escrevo a fic, então me agradem e eu agradarei vocês (ameaça discreta). *Nana malvada ativada*

Caroline

– Está tudo bem? — Klaus perguntou assim que eu me aproximei dele.

Neguei com a cabeça.

– O que aconteceu? — ele quis saber.

– Minha melhor amiga — sussurrei.

– Ela está bem? — insistiu.

Encarei ele.

– No momento sim — falei. Afinal Elena não era burra e iria continuar na mansão Salvatore e ligar para Damon. Ela não estava em perigo no momento.

Pelo menos eu tentava desesperadamente me convencer disso.

– Vamos sair daqui? — pedi.

Ele olhou rapidamente para nossos pratos praticamente intactos, mas não disse nada, assentindo para mim e jogando algum dinheiro sobre a mesa.

– Aonde quer ir? — Klaus perguntou, se levantando.

Levantei-me também.

– Para minha casa — respondi. — E, por favor. Não me deixe sozinha lá.

Damon

Depois de quase quatro horas tentando contatar o policial Martin, eu finalmente havia conseguido que o idiota me respondesse.

– Sr. Salvatore — ele cumprimentou ao telefone.

– Que porra você estava fazendo?! — berrei de volta.

Demorou alguns segundos para que ele respondesse.

– Eu estava investigando uma coisa — o policial se defendeu.

Bufei alto.

– Enquanto você “investigava uma coisa” — falei irritado, — a minha noiva foi parar nas mãos de um serial killer.

O policial Martin de repente ficou completamente alerta.

– Onde você está? — perguntou.

– Na sua delegacia — falei. — Te esperando.

Então desliguei o telefone.

Respirei fundo e me sentei um uma das cadeiras duras que havia espalhadas pela delegacia.

Stefan se aproximou de mim, ele trazia dois copos do Starbucks na mão. Sentou-se ao meu lado na cadeira dura e mostrou os dois copos para mim.

– Café Expresso ou Frappuccino de caramelo? — perguntou.

– Nenhum — retruquei.

Stefan suspirou alto, colocando os dois copos de lado.

– Damon — disse, — sei que está preocupado com Elena. Eu também estou, mas faz cinco horas que está nessa delegacia, parado, e não comeu nada até agora. Como vai salvar ela se morrer de desnutrição?

Encarei-o, irritado.

– Eu estou bem — falei.

– Porra, Damon — Stefan reclamou, — pare de ser criança.

Suspirei, me rendendo.

– Me dá o Frappuccino de caramelo — pedi.

Stefan riu e me passou a bebida doce, tomando o Expresso ele mesmo.

Tomei minha bebida em poucos goles, finalmente percebendo o quão vazio meu estômago estava.

Mentalmente amaldiçoei Stefan por não deixar o Expresso para mim também.

Deixei meu copo vazio de lado, passando a encarar a porta de entrada da delegacia, esperando que o policial Martin passasse a qualquer momento por ela.

– Legal o que você está fazendo — Stefan comentou.

– O que eu estou fazendo? — retruquei sem parar de olhar para a porta.

Ele se encostou na cadeira.

– Colocando o bem-estar de outra pessoa acima do seu próprio — disse. — Andando por ai e dizendo “Minha noiva” aos quatro ventos e a quem quiser ouvir. Ficando cinco horas parado no mesmo lugar, apenas para conseguir alguma pista do paradeiro da mulher que você ama.

– Eu não amo — garanti, fazendo careta.

Stefan riu.

– Claro que não.

“Eu acho que te amo”, a voz de Elena voltou a martelar em minha cabeça.

“Eu acho que te amo”.

“Eu acho que te amo”.

Que raio de declaração havia sido aquela?

Como uma pessoa podia confundir tanto a cabeça de alguém com apenas cinco palavras?

Como ela podia “achar” uma coisa tão importante, quando eu mesmo não sabia de nada...?

Ou até sabia, mas nunca admitiria em voz alta. Meu ego não deixaria.

– Ela vai ficar bem — meu irmão disse do meu lado depois de um tempo, me tirando de meus devaneios completamente desnecessários.

Em nenhum momento tirei meus olhos da porta.

– Como pode saber? — questionei.

Pelo canto do olho pude ver Stefan dando de ombros.

– Ela é forte — falou.

Olhei diretamente para ele.

– Ela não é invencível, Stefan — eu disse. — Elena não é o Super-Homem.

Notas finais
E então? O que estão achando?