Notas iniciais
Oi oi. Olá olá! Gente não demorei dessa vez, nem adianta kkkk Capítulo novo, lindo, alegre e leve para vocês... Nada de ruim acontece nele... Espero que gostem! E tá maior que o último! o/

Caroline

– Não quero falar sobre isso.

Klaus apenas continuou me lançando aquele sorriso lindo e sexy enquanto me analisava.

– Okay — disse por fim. — Eu só queria saber quão grande é a concorrência.

Então eu ri.

Estávamos ambos sentados em uma pequena cafeteria que ficava perto da minha casa.

Era um lugar simples e aconchegante... E com toda certeza fazia o melhor café de Mystic Falls...

A melhor torta também.

– Não existe concorrência — retruquei. — Por que você simplesmente não está concorrendo.

O sorriso de Klaus aumentou e ele se inclinou na mesa em minha direção.

– Está me dizendo que não tenho chances?

Dei de ombros.

– Estou dizendo que não estou disponível.

Ele soltou uma leve risada e se reencostou novamente na cadeira.

– Isso me parece um desafio — disse. — Adoro desafios.

Não consegui impedir o sorriso que se apossou de meus lábios.

Céus, como eu podia resistir a esse homem inacreditavelmente sexy?

– Pois fique sabendo que eu sou muito difícil.

Ele riu.

– Não duvidei disso nem por um segundo, Srta. Forbes — falou com aquele sotaque que derreteria até cristal.

Eu própria estava me derretendo.

Abri a boca, pronta para continuar com aquele jogo de flerte, porém na mesma hora meu celular tocou.

Queen encheu o ar enquanto eu me apressava para checar o detector de chamadas.

Suspirei aliviada quando vi o nome da Elena piscando no lugar do nome de um certo ex-namorado idiota que eu tinha.

Levantei um dedo para Klaus, avisando que eu já voltaria, então me levantei e fui para um cato mais afastado para atender ao telefone.

– É bom ser urgente — atendi, — porque meu futuro marido está me esperando nesse exato momento.

Ouvi uma risada abafada soar do outro lado da linha, era quase como se Elena sentisse dor.

– Caroline — disse.

– O que aconteceu? — perguntei mais alerta — Não me diga que foi o Damon? Ah meu Deus, aquele cretino! O que ele fez? Vou acabar com a raça dele...

– Caroline — repetiu, soltando um leve suspiro, — Damon não fez nada.

Fiquei aliviada por um momento, então me encostei na parede.

– O que aconteceu então?

A linha ficou muda por um tempo, pude ouvir Elena respirando fundo, então sua voz voltou triste.

– Bryce morreu.

Fiquei totalmente alerta, choque me atingiu e temi não estar ouvindo direito.

– Que?

Elena suspirou de novo.

– Bryce está morto — repetiu. — Ele foi morto pelo mesmo cara que matou Jenna e a empregada de Damon. Foi ele quem matou meus pais e causou o coma de Jeremy.

Minha cabeça rodou com o excesso de informação.

– Ei, ei — falei, — espera ai. Como assim o mesmo cara que matou seus pais? Não tinha sido um acidente de carro? E a Jenna morreu em um assalto... E que empregada era essa? Como o Bryce morreu?

Ouvi um baque do outro lado da linha, como se Elena houvesse se reencostado na parede e escorregado até o chão.

– Desculpe — ela disse, sua voz parecia estar incrivelmente cansada e ela soava rouca, como se estivesse com um nó na garganta. — Eu devia ter te contado tudo isso antes... É só que... Parece tão surreal, sabe? Um serial-killer me perseguindo e... Eu sou a próxima, Car. Ele deixou um bilhete no corpo do Bryce que dizia que eu sou a próxima... O que eu faço?

Minha voltou a rodar, pela primeira vez na vida eu não sabia o que dizer.

Eu não tinha a resposta para aquilo.

Elena tinha razão: Era surreal demais. Eu nem sequer conseguia acreditar.

– Você tá brincando, né? — perguntei esperançosa.

Porém lá no fundo eu sabia que era verdade. Elena não ficaria tão abalada se não fosse.

– Eu queria que fosse — respondeu, sua voz ficando mais rouca. — Você é minha melhor amiga, Car, e... Eu... Eu estou com medo. Por você. Já perdi Jenna, meus pais e Jeremy, não posso perder você também... Me prometa que não vai andar sozinha e que quando chegar em casa a primeira coisa que vai fazer é trancar todas as portas. Me prometa.

Minha voz vacilou quando o medo me atingiu.

– Prometo — respondi, — mas faça o mesmo Elena. Chame a polícia, fique sob proteção policial e não saia de casa... Está me ouvindo? Não faça nada imprudente.

– Não farei — prometeu.

Então desligou o telefone.

Elena

– O que você está fazendo? — Samantha perguntou, entrando na cozinha e me vendo sentada no chão com meu telefone na mão.

Fazia algum tempo que eu não via ela, desde que havia começado a sair com Elijah quase não ficava em casa...

E realmente não me fazia muita falta.

– Estou pensando — respondi.

Samantha me encarou por um momento, então se sentou na minha frente, me lançando o sorriso mais sincero que eu já havia visto em seu rosto.

– Damon me contou o que está acontecendo — disse. — Eu sinto muito, Elena. Ninguém merece passar por esse tipo de coisa.

Bufei e segurei meu celular com mais força.

– Não sabia que ainda conversava com Damon.

Ela riu e tocou meu joelho.

– Elena — disse, — não seja boba. O que tenho com Damon não passa de amizade... Ele me ajudou em diversos momentos. Devo tudo a ele.

Eu ri também.

Minha vida desmoronando e eu aqui, com ciúmes de Damon. Qual era o meu problema?

– E você tem Elijah — falei.

Seu sorriso sumiu um pouco.

– É... — falou de forma vaga, quase triste.

Inclinei a cabeça, analisando-a melhor.

Havia olheiras fundas por debaixo de sua maquiagem perfeita, como se ela não estivesse dormindo direito.

– É engraçada a forma como o amor aparece — continuou vagamente, — quando menos esperamos. Quando mais precisamos... — Então ela balançou a cabeça e me lançou um sorriso triste. — Pena que no meu caso não vai durar.

Eu a encarei.

– Porque não? — perguntei.

Samantha riu.

– Boa tentativa — exclamou, — desviando a atenção dos seus problemas para o meu. Mas não adianta — então ela se sentou do meu lado. — Não sei o que está pensando em fazer — disse. — Mas não faça. Ligue para Damon, peça para ele vim para cá e o espere. Sei melhor do que ninguém o quanto a vida é frágil... Não faça nada que ameace a sua.

Encarei ela e bufei.

– O que acha que eu irei fazer? — retruquei — Ir atrás do cara que quer me matar? Não sou estúpida.

Ela continuou com aquele sorriso de quem sabia mais.

– Apenas não saia — ela pediu.

Então se levantou, saindo da cozinha e me deixando sozinha.

Continuei segurando o telefone firmemente, as palavras do policial voltando a minha memória.

Você é a próxima...

Ou Jeremy... Escolha”.

Virei o telefone e liguei para Damon... Ele atendeu no terceiro toque.

– Elena — atendeu.

Eu quase comecei a chorar.

– Damon — falei, sem conseguir impedir o nó que se formou em minha garganta.

– O que aconteceu? — ele perguntou, preocupado.

Respirei fundo, tentando me acalmar.

– Obrigada — eu disse. — Por tudo.

– O que? — quis saber — O que aconteceu, Elena? Vou para casa agora...

Eu sorri, encostando minha cabeça na parede e olhando para o teto enquanto as lagrimas começavam a embaçar minha visão.

– Eu acho que te amo — falei para o telefone, então soltei uma breve risada triste.

– Elena?

– Por favor — falei, sem conseguir conter as lágrimas, — me perdoa.

– Elena...

Então desliguei o telefone antes que ele dissesse algo que me fizesse mudar de ideia.

Levantei-me do chão e limpei as lágrimas que insistiam e descer pelo meu rosto.

“Seja forte, Elena”.

Estou tentando...

Meu telefone voltou a tocar e eu nem precisava olha a tela para saber que era Damon.

Eu realmente o amava...

E nem poderia desfrutar disso.

Coloquei o telefone em cima da mesa e caminhei até a porta dos fundos. O telefone continuou tocando quando fechei a porta e comecei a caminhar para o meio da rua.

Continuei caminhando, de alguma forma eu havia conseguido parar de chorar.

Era um fim digno.

Eu havia começado tudo isso tentando salvar a vida do meu irmão... E eu iria morrer salvando a vida dele.

Não me permitiria partir de outra forma.

Um carro com vidros fumê estacionou na minha frente e quando um cara alto me empurrou rapidamente para dentro dele, eu continuei com a cabeça erguida.

Porém, quando ele tapou meu nariz e minha boca com um pano e minha visão começou a escurecer, duvidei que fosse ver a luz novamente.

Talvez... Um fim digno.

Notas finais
Ok, eu menti lá em cima... E to quase chorando. Até eu fiquei com dó da Elena, tadinha. E a fic ta em reta final! Talvez teremos 2 temporada, ao que tudo indica pelo menos. Kkkkk vcs querem??