Notas iniciais
Olha eu aqui de novo! kkkk, como estão vcs?
Uma coisa que eu percebi nos capítulos anteriores foi que vcs ligaram mais para o sexo Delena do que para a morte da pobre da empregada... Tudo bem que ela não era importante para a história mas... (spoiler) A morte dela virá com uma mensagem para nossos amados protagonistas, então esperem reviravoltas.
E sim, ainda faltam 5 mortes, uma mais importante que a outra, mas não se desesperem, ainda tem coisa boa pela frente.

Acordei com a luz do sol incomodando meus olhos, mas quando tentei me levantar para fechar as cortinas, descobri que eu não conseguia.

E não era só porque tinha um braço ao meu redor, mantendo-me no lugar, não. Eu literalmente não conseguia mover nenhum músculo do meu corpo.

— Bom dia — alguém disse com uma voz sonolenta.

Levantei o rosto e descobri que estava deitada no peito de Damon... E em sua cama.

Lentamente as recordações do que fizemos noite passada foram invadindo minha mente e meu rosto ficou completamente vermelho.

— Oi — sussurrei envergonhada.

Ele riu e me puxou para mais perto dele.

— Dormiu bem? — quis saber.

— Eu não consigo me mexer — reclamei.

Damon riu mais e se abaixou, depositando um pequeno e suave beijo em meus cabelos.

— Acho que a noite passada foi um pouco demais para você — comentou de forma divertida, — deveria tomar um analgésico, ou algo assim.

E eu não conseguia nem levantar o braço para bater nele. Que injustiça.

Afundei meu rosto em seu peito.

— Feche as cortinas — pedi, — essa luz está me incomodando.

Ele riu, mas fez o que eu pedi, levantando-se da cama e indo até as janelas... Completamente pelado.

Fechei os olhos rapidamente e escondi meu rosto entre os travesseiros para que ele não visse o quanto eu estava corada.

Mas quando ele voltou para a cama rindo da minha cara, eu soube que ele tinha visto meu constrangimento.

— Cortinas fechadas, minha linda vampira — ele anunciou, deitando-se ao meu lado na cama, sob as cobertas e me puxando novamente para o peito dele. — Está feliz?

Levantei os olhos e encarei ele.

— Estou dolorida — retruquei. — E com sono.

Ele sorriu amplamente para mim.

— Já falei que adoro essa sua raiva matinal?

— Idiota — resmunguei.

Seus lábios desceram até os meus, mas no último segundo virei meu rosto, evitando que ele me beijasse.

— O que...? — perguntou atordoado.

Eu sorri pra ele e ignorei minhas bochechas que insistiam em ficar vermelhas.

— Tenho que escovar os dentes — expliquei.

Bafo matinal não era a coisa mais romântica do mundo.

Damon riu novamente... Céus, como ele estava alegre esta manhã.

Então me deu um breve beijo nos lábios antes de perguntar:

— Consegue chegar ao banheiro?

Bufei.

— Claro que consigo — falei, então gemi quando tentei me sentar e todos os meus músculos protestaram. — Feche os olhos — pedi, lembrando que eu também estava nua.

Ele obedeceu, fechando os olhos com um sorriso divertido nos lábios.

Consegui levantar e fui até o canto do quarto, procurando alguma coisa para poder me vestir.

Ouvi um gemido atrás de mim e quando me virei... Damon me olhava de cima abaixo sem o mínimo pudor.

Saltei e peguei a primeira roupa do amontoado no chão... A camiseta preta que ele usava ontem.

Rapidamente vesti a mesma e abaixei os olhos, completamente corada.

— Eu falei para fechar os...

— Você é tão bonita — comentou me interrompendo e, quando levantei os olhos, descobri que ele estava em pé novamente e caminhava na minha direção. — Tão perfeita.

— Vista uma calça — pedi, cobrindo os olhos com as mãos.

— Não entendo porque está com vergonha — ele disse, — não tem nada aqui que você já não tenha visto.

Gemi com as imagens que inundaram minha mente, mas me forcei a dizer:

— Não sei o que deu em mim ontem.

— Ah, mas eu sei — zombou. — Pode olhar agora.

Lentamente, retirei as mãos dos olhos e olhei para cima, suspirando satisfeita ao ver que ele tinha colocado uma calça.

— Eu não estou com vergonha — expliquei, — só é estranho ver um cara pelado assim, na minha frente.

— "Assim" como? — insistiu de forma maliciosa.

Ri nervosamente.

— Não vou responder.

E andei na direção do banheiro.

Ele me seguiu, é claro... Mas eu não esperava menos que isso.

Quase soltei um grito ao ver meu reflexo no espelho.

Minha boca estava inchada por causa dos muitos beijos da noite anterior, meus olhos estavam enormes, meu pescoço estava inundado com marcas de chupões que se estendiam até onde a blusa tampava- e eu sabia que também tinha marcas semelhantes sobre meus seios — e meu cabelo...

Oh, céus, meu cabelo havia se transformado em um ninho de pássaros.

— Meu Deus! — exclamei, passando os dedos naquela bagunça, esperando que a situação melhorasse.

Não melhorou, mas quando rodei meu cabelo para fazer um coque, os dedos de Damon me pararam.

— Não seja boba — resmungou, — você nunca esteve tão bela.

Ele só dizia isso porque sabia como eu tinha chegado aquela situação... Mas isso eu não diria em voz alta.

Damon tinha várias escovas de dente reservas em seu armário — talvez para as garotas que amanheciam em seu quarto antes de mim... Céus, eu não queria pensar nisso, — estão peguei qualquer uma e escovei meus dentes.

Damon pegou sua própria escova e fez o mesmo.

Escovamos os dentes juntos, como um casal... E eu me peguei sorrindo com esse pensamento.

Pare com isso, Elena, pensei comigo mesma, vai acabar se machucando. Ele não se apaixona por ninguém, lembra?

O que era bom, porque eu também não estava apaixonada por ele.

"Será?".

Cale a boca.

Terminamos de escovar os dentes e Damon sorriu para mim.

— Pronto, madame — brincou. — Posso te beijar agora?

— Não vejo porque nã...

E antes que eu teminasse de falar, os lábios dele já amassavam os meus.

Eu respondia com o mesmo fervor, abrindo mais minha boca quando sua lingua pediu passagem.

Damon segurou minhas coxas e me levantou, fazendo com que eu rodeasse as pernas em seu quardril para que eu não caisse para trás.

Ambos gememos quando sua masculinidade — já ereta — fez contato com meu sexo.

Céus, ele ficava excitado 24h por dia?

Ele me prensou contra a parede, suas mãos subindo minha camiseta apenas o bastante para pegar em minhas nádegas. Eu não tinha tido tempo para colocar calcinha, então seria muito fácil para Damon me possuir ali mesmo.

E suas próximas palavras me fizeram ter certeza de que ele sabia disso:

— Tudo que eu preciso fazer é abaixar meu zíper — sua boca foi até meu ouvido, — e então você será minha novamente.

Gemi com os pensamentos que me inundaram, mas, usando todas as minhas forças, afastei meu rosto e o encarei.

— Já sou sua — falei, — mas não quero transar na parede do seu banheiro.

Ele assentiu, entendo o que eu estava dizendo.

— Na cama então? — insistiu.

Eu ri e dei um pequeno beijo casto em sua boca.

— Estou com fome — retruquei, — mas depois que eu comer você pode fazer o que quiser comigo.

Eu tinha noção do que eu estava falando... E ele também tinha, porém eu não tinha mais medo. Céus, ele havia me transformado em uma ninfomaníaca.

Damon sorriu maliciosamente.

— Já estou tendo ideias.

Dei outro pequeno beijo em seus lábios e me desenrosquei dele, caindo em pé no chão.

Coloquei uma calça e acompanhei Damon escada abaixo.

Ele nem se preocupou em colocar uma camiseta, descendo do jeito que estava. Eu tentei reclamar desse fato, já que sua calça não tinha o mínimo sucesso em esconder sua excitação bastante evidente... Mas não havia como eu dizer isso em voz alta, nem em um milhão de anos, e ele não parecia ligar.

Apesar de ainda estar um pouco dolorida, eu me sentia leve... Feliz.

Sexo era ralmente bom, agora eu entendia porque haviam pessoas viciadas nisso. Claro que existiam alguns problemas como...

Congelei no meio da escada, pensando em coisas nada agradáveis.

Damon parou também, me observando de forma preocupada.

— Elena — chamou, — o que foi?

— Você não tem nenhuma doença — perguntei — ou algo do tipo, tem?

Ele riu, aparentemente aliviado por minha preocupação ser essa.

— Claro que não — respondeu como se fosse óbvio, — porque essa pergunta?

Meu rosto esquentou.

— Bem... — comecei — C-como não usamos camisinha, eu pensei...

Damon estancou no lugar, um som estranho saindo de sua garganta.

— Oh, meu Deus... — murmurou.

Saltei assustada.

— O que? — perguntei — Não acabei de pegar AIDS ou algo sim, certo? Por favor, me diz que eu não peguei AIDS...

— Claro que não — ele disse, — eu acabei de falar que não tenho nenhuma doença.

Respirei aliviada.

— Então o que aconteceu? — insisti.

Ele passou a mão no cabelo e respirou fundo algumas vezes para se acalmar antes de me olhar.

— Como eu sou estúpido — reclamou. — Se eu não estivesse tão focado em te... Ah, Deus, eu sou tão idiota! Agora você pode acabar ficando grávida e eu...

Então era isso? Ele tinha medo de eu engravidar?

Comecei a rir.

— Não vou ficar grávida, não se preocupe — falei de maneira divertida , voltando a descer as escadas.

— Não vai? — Damon repetiu, me seguindo.

— Eu tomo pílula desde que eu tinha 13 anos — expliquei, — regula a menstruação, diminui as cólicas... E evita gravidez, então pode respirar aliviado.

E foi o que ele fez.

— Mas é bom saber — continuei, — que quando eu resolver ter um filho a sua reação será semelhante a de alguém que acabou de ser esfaqueado no olho.

— Ei, não é isso — ele tentou se explicar, — eu só...

Ri da cara dele.

— Estou brincando, idiota. Eu também não quero ser mãe agora. Relaxe.

Ele sorriu pra mim e rodeou minha cintura com um braço.

— Parece que tem alguém de bom humor hoje — comentou, beijando minha bochecha.

— Porque será? — brinquei.

Mas quando chegamos na cozinha e demos de cara com o policial Martin, descobri que meu bom humor estava prestes a ir embora.

Notas finais
Ui, um policial, uma Elena cheia de chupões no pescoço, um Damon excitado e uma empregada assassinada... O que será que vai acontecer?