Follow Your Heart
30 Capítulo 28
Notas iniciais
Viram como é fácil me deixar feliz??
Vcs que disseram que não entenderam as falas q o Damon narrou do filme: Vão assistir V de Vingança e entenderão!
kkk
Nos vemos lá em baixo, bjs
- Vamos conversar — disse.
Conversar era bom... Melhor que a outra coisa que pensei que ele fosse dizer.
“Ou não”.
Deitei de costas no sofá para que eu tivesse uma visão melhor dele e Damon deitou de lado, apoiando o cotovelo no sofá e o rosto na mão.
Ele estava inclinado levemente sobre mim, mas não dei muita importância a esse fato.
- Sobre o que quer conversar? — perguntei.
Sua mão foi até meu rosto e ele afastou um pouco os cabelos emaranhados para que eu o enxergasse melhor...
Maldita franja!
- Eu sei que sua cor favorita é azul — respondeu, passando a acariciar minha bochecha, — que seu filme favorito é “V de Vingança”, que você não assiste filmes de terror, que luta melhor que uma lutadora de “Vale Tudo”, que fica muito gostosa de vestido e que usar frases de filmes ou livros com você funciona melhor que a encomenda...
Eu estava ficando completamente vermelha, mas não sabia se era por causa do que ele estava dizendo ou por causa de seus dedos, que passaram a acariciar minha mandíbula, seu polegar massageando delicadamente meu lábio inferior.
-... Qual faculdade pretende fazer? — perguntou sem parar as carícias, sua voz muito menos alterada do que como eu começava a me sentir.
- Psicologia — respondi, meus lábios se entreabrindo abaixo de seus dedos.
Os olhos de Damon foram até minha boca, então voltaram aos meus olhos... Eu não conseguia parar de encará-lo.
- Então eu terei uma esposa psicóloga? — brincou, seus dedos descendo até meu pescoço.
Um arrepio subiu por minha coluna quando ele tocou um ponto sensível na minha nuca e Damon sorriu ao me sentir tremer sob seus dedos experientes.
- Quero ser escritora — respondi, minha voz saindo mais baixa que um sussurro.
Damon pareceu surpreso com minha resposta, interesse cruzou seus olhos perfeitamente azuis.
- E por que não cursa literatura?
Tentei sorrir para ele, mas não obtive muito sucesso.
Todos me perguntavam a mesma coisa.
- Acredito que posso escrever com mais realismo se aprender mais sobre a psicologia humana.
- Legal — disse, parecendo verdadeiramente sincero — já escreveu algo que eu possa ler?
O encarei horrorizada.
- Ficou maluco? — indaguei — Nem pensar, você não vai ler nada meu.
Damon riu.
- Um dia? — insistiu.
- Um dia — concordei, — daqui umas cinco vidas.
Ele riu mais.
- Vamos lá — disse, — você deve lembrar de algum agora... Diz para mim.
Ele fez biquinho.
- Não — falei rindo.
- Por favor... — insistiu piscando os olhos azuis.
- Nop.
- Yep.
- Não.
- Sim.
- Não.
- Não.
- Sim.
- A há! — disse triunfante — Agora fala.
O olhei emburrada.
- Você roubou — reclamei.
Ele sorriu e passou a acariciar minha cintura por cima da blusa.
- Não é um jogo — retrucou, — então não posso ter roubado... Agora fala.
Suspirei.
- Você não vai gostar, são muito depressivos.
- Eu quero ouvir, Elena.
Bufei, mas comecei a falar um dos meus primeiros textos, era um dos únicos que eu lembrava sem ter que ler no meu caderninho que estava guardado ao lado de meu antigo diário, que eu parara de escrever a três anos.
- “Ela desistiu” — falei, — “finalmente. Suas pernas já não aguentavam mais mantê-la em pé, seus olhos queriam despejar todas as lágrimas que ela havia guardado, forçado para dentro de si mesma. E sua boca, ah, essa estava cansada de sorrir, cansada de fingir uma felicidade que não existia mais. Agora ela estava no chão, deitada, chorando, morrendo por dentro, se sentindo fraca. Mas ela sabia que, ás vezes, as coisas ficavam tão complicadas... Tão no limite, que tudo o que restavam eram as lágrimas”.
Ele pareceu pensativo e me olhava estranho.
- Muito bom — disse por fim, — depressivo, mas muito bom.
Eu ri nervosamente e decidi mudar de assunto:
- Minha vez — falei.
Damon me olhou desnorteado e piscou umas duas vezes antes de perguntar:
- “Sua vez” o que?
- De fazer uma pergunta — respondi, — você perguntou uma coisa e agora é minha vez.
Ele sorriu e encolheu os ombros, consentindo silenciosamente.
Estiquei a mão e coloquei por cima da que ele usava para acariciar minha barriga, minha intenção era fazê-lo parar, pois aquilo estava me deixando completamente desconcentrada, mas ele apenas colocou a mão por cima da minha e começou a fazer círculos nela com o polegar.
Homens!
- Quantas namoradas já teve? — perguntei.
Era uma pergunta inocente, mas o sorriso malicioso que Damon me lançou fez eu me sentir a pessoa mais suja do mundo por fazê-la.
- Tive cinco namoradas — respondeu...
E parecia estar falando sério.
- Mentira — ouvi essa palavra saindo da minha boca, o acusando, descrença em minha voz.
Ele riu alto, um som rouco que preencheu a sala, sua mão subindo a minha até seus lábios, para um roçar rápido.
Ele ainda estava sorrindo quando disse:
- Falo sério, foram cinco. Rose foi a primeira, eu tinha 13 anos e perdi minha virgindade com ela...
- Rose? — repeti — A garota bonita que organizou a festa?
Ele assentiu.
- Namoramos por alguns meses e ainda somos bons amigos — disse como se fosse a coisa mais natural do mundo... Eu estava pasma demais para discutir. — Andie veio a seguir — continuou, — ela era filha da nossa segunda empregada, tivemos um relacionamento por um ano até que a mãe dela nos encontrou na lavanderia, transando em cima de uma das máquinas e a levou embora... Descobri que ela virou jornalista.
- Em cima da máquina? — indaguei.
Damon riu e levou a mão até meu rosto.
- Depois teve Samantha, que durou uns dois anos — falou. — Beatriz que durou três meses... E a última, e mais importante — concluiu, — você.
Encarei-o.
- Não sou sua namorada — falei.
Ele sorriu maliciosamente para mim.
- Na verdade é sim — retrucou, — desde o momento em que te beijei no corredor, e não pretendo voltar atrás.
O olhei em forma de desafio.
- Como posso ser sua noiva de mentira e namorada ao mesmo tempo?
Ele sorriu e se inclinou sobre mim, roçando os lábios nos meus.
Um tremor passou pelo meu corpo e seu sorriso se ampliou ao sentir o mesmo.
- Desse jeito — respondeu, se afastando.
Fiquei vermelha novamente e mandei ordens diretas para meu coração, para que ele parasse de bater tão rápido em meu peito.
- Ainda não acredito que teve só cinco namoradas — voltei ao assunto, querendo que ele parasse de me olhar daquela forma.
- É verdade — disse, — agora, se tivesse me perguntado com quantas mulheres eu já dormi... — ele disse, deixando a frase no ar.
Arqueei uma sobrancelha, resolvendo entrar na dele.
- Com quantas mulheres já dormiu? — perguntei.
Ele parou para pensar.
Levantou uma das mãos e fingiu contar.
- Duzentas e... Não, espera — disse, — foram trezentas e vin...
- Esquece! — apressei-me em dizer — Não quero mais saber.
Ele soltou uma leve gargalhada e roçou novamente os lábios nos meus.
Céus, ele tinha que parar com isso.
“Até parece que você quer que ele pare”.
- E você? — perguntou — Quantos namorados teve?
Essa era fácil, e eu não tive que parar para responder:
- Três.
Ele pareceu surpreso.
- Mentira — disse, — como uma mulher bonita como você só teve três namorados?
Dei de ombros.
- Vida complicada — respondi, — nunca tive muito tempo para relacionamentos.
Ele pareceu pensar no assunto.
- E quem foram eles? — perguntou depois de uns cinco segundos.
Fingi parar para lembrar.
Damon riu da minha cara e eu fiz o mesmo.
- Matt foi meu primeiro beijo — respondi, — ele sempre foi meu melhor amigo e tentamos namorar por uns dois meses, mas não deu muito certo, ele trabalho no Grill comigo.
- Não sei se eu gosto disso — Damon comentou.
Eu ri dele e continuei:
- Depois veio Bryce... — disse rápido, não querendo falar mais dele hoje. — E você.
Damon fez uma careta no nome do meu ex, mas sorriu quando eu o aceitei como namorado com essas últimas duas palavrinhas.
- E com quantos caras já dormiu? — perguntou, fazendo a mesma pergunta que eu.
Fiz careta ao responder:
- Um.
Damon congelou completamente acima de mim.
- Bryce? — perguntou cautelosamente, senti que ele estava controlando sua voz, deixando-a perigosamente neutra.
Assenti, assustada com sua reação.
- Está me dizendo — continuou com o mesmo tom, — que o único cara com quem dormiu na sua vida te... — ele pausou, buscando calma — Te violentou e te largou no outro dia? É isso?
- Ele não me violentou — defendi, sem conseguir encará-lo.
- Você disse mais cedo que não queria — ele retrucou, a raiva se esvaindo, — que ele insistiu e você acabou cedendo... E que ele te machucou.
Fechei os olhos, completamente envergonhada.
- Eu deixei — falei.
- Porque ele disse que se você não dormisse com ele — Damon continuou, — ele te largaria, não foi?
Fiquei em silêncio.
- Não foi? — Damon insistiu.
- Foi! — desisti — Ele disse exatamente isso, está feliz?
Damon fechou as mãos em punhos e respirou fundo.
- A última coisa que me sinto é feliz, Elena — disse, sua voz voltando aquela raiva contida. — Aposto que ele nem se importou com as preliminares — comentou, — que ele nem se importou com o seu prazer. Foi direto ao ponto e te largou completamente machucada... Ele ao menos se importou em passar a noite com você? Ou terminou e foi embora?
Rolei no sofá e enterrei meu rosto nos travesseiros... Eu queria chorar, mas não queria que Damon visse isso.
Eu não queria que Damon soubesse o quanto aquela experiência havia me deixado ferida... Ou o quanto ainda doía falar daquilo.
- Para de falar disso! — mandei, minha voz soando abafada pelos travesseiros.
- Elena... — Damon disse.
Senti suas mãos nas minhas costas, mas rapidamente me afastei e resolvi encará-lo.
Ele não queria saber de tudo? Então, que de dane!
Sentei e o olhei nos olhos.
- No último minuto — falei, — eu desisti. Eu disse para o Bryce que eu não queria e que... Que eu não me sentia pronta ainda e... — lágrimas embaçaram minha visão — E ele fingiu que não ouviu, continuou o que estava fazendo, eu não conseguia empurrá-lo de cima de mim e... E ele... Ele... — respirei fundo — Ele me viu chorando, me desmanchando em lágrimas em baixo dele, pedindo para ele parar, mas ele não o fez... E quando acabou ele foi embora, me deixando com minha dor e minhas lágrimas... E eu ainda o procurei depois! Sou idiota ou o que?
Eu ri sem humor, Damon esticou as mãos e segurou meu rosto.
- Ele foi um idiota — disse firmemente, — e eu irei matá-lo.
- Não precisa — falei, — acho que fiz um bom trabalho espancando ele hoje na festa.
Damon sorriu e se aproximou, achei que ele fosse me beijar, mas seus lábios foram até meus olhos e ele beijou cada uma das lágrimas, para em seguida roçar os lábios em minha bochecha e descer até minha boca, onde ele depositou um quase beijo que me deixou completamente desnorteada.
- Nunca mais quero te ver chorando por causa do passado — ele disse, — sempre que se sentir mal, venha até mim e eu te ajudarei... Ou te farei rir, o que fizer mais efeito — brincou e eu sorri para ele. — Exato — falou, — o mundo merece ver esse sorriso, pois é o mais bonito que existe.
Eu ri e me afastei dele, deitando novamente no sofá.
- Se estiver me elogiando para me levar para a cama — brinquei, — pode ir tirando seu cavalinho da chuva.
Ele fez uma careta e se inclinou sobre mim.
- Realmente acha que eu só quero te levar para a cama?
Dei de ombros.
- Acho — falei a verdade, — o que mais você iria querer? Não quer se apaixonar e, por mais que diga que somos “namorados” agora, ainda acho que não vai levar isso adiante, e depois de um ano seremos divorciados.
- Você não acha que se eu apenas quisesse sexo eu não o faria com outra pessoa? — perguntou ofendido — Caso não tenha notado tem uma fila de mulheres lá fora querendo apenas uma noite comigo.
- Que coisa romântica de se dizer — zombei.
Damon encolheu os ombros.
- É a verdade — disse, — e mesmo assim, eu não trocaria essa noite que estou tendo com você por nada, muito menos por sexo com uma estranha. Eu não estou dizendo que estou apaixonado por você, Elena, e nem que eu quero fazê-lo. Amar dói, e prefiro evitar isso, obrigado... Mas de alguma forma, acho que ficar longe de você agora doeria mais... Isso faz sentido?
Encarei ele.
- Não.
Ele riu e passou uma mão em seus cabelos negros e desgrenhados.
- Só estou dizendo que não estou te prometendo amor incondicional para o resto da vida, mas que quero tentar... — ele riu da cara que eu fiz — Não tentar me apaixonar por você — explicou, — mas tentar uma relação de verdade.
- Isso quer dizer que não vai mais dormir com outras garotas?
Ele sorriu.
- Vou tentar — prometeu, se inclinou e me deu um pequeno beijo. — Só quero que saiba — disse, — que não estou fazendo isso por causa de sexo. Se não acontecer... Bem, não vai ser o fim do mundo, respeitarei seus limites.
Eu sorri.
- Acho ótimo — respondi.
- Mas se acontecer — continuou, — melhor ainda, porque sou ótimo na cama.
Notas finais
Bom, perceberam que os últimos capítulos tiveram mais de 2.000 palavras? Então, tudo em consideração a vocês!
Sim, e mais uma coisa. Quem recomentou e preencheu aquela fichina com "nnome na fic, idade, etc" vai aparecer sim, ok? acho q uma de vcs jjá vai aparecer no próximo, fiquem curiosos para saber quem!
Outra coisa: Quem lê YWKM, desculpem a demora, mas juro q vou atualiza-la, apenas to sem criatividade no momento... E quem lê TM... Briguem com a Bibs!! Já era pra ela ter atualizado, o twitter dela é @tvdplus1d reclamem láa, e o meu é @bitemesmolder, falem comigo!!
Bjs da nana, e obrigada por ler isso tudo kkkkkk
Quem leu isso tudo diz "Eu li! lol" nos reviews só pra mim saber? obgd kkkkkk
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