Follow Your Heart
17 Capítulo 16
Notas iniciais
Seguinte pessoas: NÃO ME MATEM!
Meu pc tinha morrido, ai eu fiquei esperando arrumarem ele e só pude voltar a escrever a pouco tempo.
O cap n tá bom e tbm não tá ruim, mas prometo q compenso no próximo, que tal?
Tá pequeno também, sorry peoples.
MAS AMO VCS!
Que tal algumas recomendações pra incentivar? No próximo cap posso falar um pouco mais de mim tbm, só pra distrair, me contem se quiserem, ok?
Nem preciso dizer que me arrependi de deixar Caroline me vestir, ou preciso?
Quando eu disse a ela sobre o jantar de noivado, ela começou a gritar e a pular, e de uma maneira muito ninja, eu acabei debaixo de um chuveiro, sendo esfregada, depilada e nem sei como chamar o resto das coisas que Caroline fez comigo. Eu me sentia uma boneca...
Uma boneca muito dolorida.
Eu fiquei o tempo todo dizendo para Car: Não precisa, ainda faltam algumas horas.
Mas ela era louca, então para que contrariar?
Depois que Caroline estava satisfeita com seu trabalho, ela me carregou até o quarto dela e começou a jogar todos os vestidos que ela tinha em cima da cama. E quando eu digo "todos", é tipo TODOS mesmo. Céus, para que tanta roupa?
"Gostei do azul."
Calada, chega de azul.
Caroline começou a jogar vestidos para mim, fazendo eu experimentar um por um.
Sinceramente? Eu preferia ser torturada e esfaqueada à aquilo que ela estava fazendo comigo.
Depois de meia hora trocando de roupa, finalmente minha irritação chegou ao limite.
– Chega — falei saindo do banheiro com um vestido vermelho, — estou cansada, apenas me dê qualquer um e me deixe ir.
Ela ignorou o que eu disse e analisou a roupa cuidadosamente, em seguida fez um sinal de mão para que eu girasse.
Levantei meu dedo do meio e o esfreguei na cara dela antes de dar o maldito giro.
– Algo não está certo — ela murmurou para si mesma.
Então seu rosto se iluminou e foi como se uma lâmpada tivesse sido acesa em cima de sua cabeça.
Ela levantou em um pulo e voltou para o guarda-roupa.
Deus, por favor, me mate.
"Caroline tem razão, esse vermelho não se parece com você."
E como, diabos, uma merda de vestido iria parecer comigo?
"Se você fosse normal entenderia."
Eu sou normal!
"E eu sou Angelina Jolie."
Vai se ferrar.
Caroline finalmente achou o que ela queria e voltou com uma caixa prateada na mão.
– Por favor — pedi, — me diga que isso é um arco-e-flecha e que posso usar sua cabeça como alvo.
– Rá rá rá — ela disse com sarcasmo, — muito engraçado — ela colocou, ou melhor "jogou", a caixa em minha mãos. — Abre.
Abri a caixa suspirando e no meio do suspiro não consegui mais fechar a boca.
Meu. Deus.
– É lindo, Car — consegui murmurar.
Era um vestido preto rendado, com um decote em V e mangas que iam até os cotovelos. A saia era curta, mas não tanto, deveria bater em minhas coxas perto dos joelhos.
– Melhor que o arco-e-flecha?
– Não me faça escolher — brinquei.
Ela riu e tirou o vestido da caixa.
– Minha mãe comprou para mim a uns quatro anos e eu nunca usei — ela explicou — E agora ele é seu.
Pisquei, pega de surpresa.
– Meu?
Car sorriu.
– É uma forma de agradecer por me deixar morar aqui com você — ela respondeu, — já que não posso te ajudar com dinheiro, posso ao menos dar um bom presente, certo?
Eu sorri e a abracei.
– Obrigada — sussurrei.
Ela voltou a rir e me empurrou em direção ao banheiro.
– Vá se vestir — ela mandou, — ainda temos que arranjar sapatos, bolsa, cabelo e maquiagem.
– Car — falei, — você demorou uma hora só para escolher a roupa, e só faltam duas horas para a festa. Vai dar tempo?
Ela bufou irritada.
– Está falando com a "Super Caroline", lembra? Agora vai se vestir.
Também bufei, mas fui para o banheiro e vesti o vestido apressadamente.
Eu sempre havia sido magra e pequena, e por esse motivo o vestido de 4 anos atrás de Caroline coube perfeitamente em mim.
Saí do banheiro passando a mão no vestido, alisando dobras imaginárias e ficando constrangida quando Caroline ofegou.
– Ficou perfeito — ela disse.
– Ok — falei puxando a barra do vestido para baixo, — qual o próximo passo?
Ela se aproximou e deu um tapa em minhas mãos.
– Pára de puxar o vestido!
– Ele é muito curto — me defendi.
– Não é não — Car retrucou. — Já falei que ficou perfeito. Agora senta na cama que eu vou te maquiar.
Obedeci ela e fui me sentar. Quando mais eu cooperasse, mais rápido terminaria a tortura, correto?
Car começou a colocar mais de mil produtos no meu rosto antes de colocar pelo menos a base, e depois foram mais mil. Fiquei com medo de me olhar no espelho e ter uma asiática me encarando de volta, por que meu Deus...
Mas no fim Car não deixou eu me olhar no espelho até que o meu "visual" estivesse completo.
Quando meu rosto estava completamente dolorido e dormente, finalmente ela disse que tinha acabado.
– Agora vamos para o cabelo.
E essas cinco palavrinhas arruinaram qualquer felicidade que ameaçava aparecer.
– Vou fazer um rabo-de...
– Não diga "rabo-de-cavalo" — ela me cortou. — É um jantar de noivado e você não vai arruinar todo o trabalho que eu tive até agora, está me ouvindo? Agora eu vou arrumar seu cabelo, vou te colocar em cima de um salto alto, lhe dar a merda da bolsa-carteira e você não vai dar nem um pio, estamos entendidas?
Assenti assustada.
– Ótimo.
Prefiro não narrar o que aconteceu nos próximos 40 minutos em que Caroline arrumava o meu cabelo, mas preciso dizer que ela me fez ficar sentada por mais meia hora enquanto ela mesma se arrumava, por que, de acordo com ela, só podia me olhar no espelho e ver a "nova" Elena quando ela estivesse "bela e perfeita" do meu lado.
Ok, eu podia aceitar isso.
Car finalmente saiu do banheiro e meu queixo foi parar no chão.
Ela estava linda.
– Não me mostrou esse vestido — acusei.
Ela riu.
– Porque ele já é o meu.
Car estava de preto também, sua maquiagem — que ela havia feito no banheiro — era leve, mas marcada nos olhos e seu cabelo estava totalmente preso em um coque meio bagunçado.
Elegante e sexy no ponto certo.
Me virei pela primeira vez em direção ao espelho para me olhar, mas Caroline me parou novamente.
– O que é agora? — reclamei.
– Falta o brilho — ela disse como se isso fizesse sentido.
– Vai jogar purpurina em mim?
Ela riu alto.
– Você não é o Edward, ok? — ela brincou — Agora feche os olhos — ela mandou e eu obedeci.
Senti algo frio sendo colocado em volta do meu pescoço. Levantei os dedos e toquei no metal.
– O que é isso? — perguntei ainda de olhos fechados.
– O toque final — respondeu, — e combina perfeitamente com os brincos que eu tinha colocado antes em você. Abra os olhos.
Eu abri e...
Meu Deus!
Levantei novamente os dedos para tocar o colar no meu pescoço.
– Onde encontrou isso? — perguntei, minha voz falhando.
– No seu quarto — Car respondeu, — lembro dele no pescoço da sua mãe. Você está a cara dela agora.
Meus olhos se embaçaram mas eu reprimi as lágrimas, porque se eu chorasse iria borrar a maquiagem perfeita que Car tinha feito.
Olhos e boca marcados, mas de forma doce e não muito chamativos. Meus cabelos caiam em cachos pelos meus ombros, enquanto parte dele permanecia preso acima de minha cabeça. O vestido era leve, os sapatos de salto não machucavam, a bolsa carteira — com meu celular e algum dinheiro — era fácil de se carregar e o colar simples dava o toque que o visual precisava.
A pessoa que me encarava de volta no espelho com certeza não poderia ser eu.
– Estou maravilhosa Car — comentei, — obrigada.
Ela sorriu convencida e em seguida me empurrou para fora do quarto.
– Ande logo — mandou, — estamos atrasadas.
– E nem imagino de quem é a culpa.
Ela riu baixo mas continuou me empurrando.
POV — Damon
– O que achou? — Rose perguntou do meu lado.
Olhei para a festa que ela havia montado e assenti aprovando.
– Muito bom.
Ela sorriu de forma convencida mas quando olhou para mim seu sorriso se desfez.
– Sem graça — ela disse enfiando a mão em sua bolsa e tirando uma pequena caixa de veludo, — aqui está, afinal é isso o que você quer, não é?
Assenti de novo, dessa vez sorrindo.
– Espero que essa tal de Elena goste — ela disse.
– Eu também.
Olhei ao redor novamente. A festa de noivado estava bem simples e controlada. Alguns amigos da Elena que eu havia pedido para Stefan procurar e alguns executivos que conheciam meu pai.
E os Mikaelson, claro. Eles eram praticamente da família Salvatore.
Me virei quando vi algumas pessoas abrindo espaço para alguém...
Era a mulher mais bonita que eu já tinha visto na minha vida — e olha que eu já tinha visto muita mulher na minha vida, — ela estava de preto e...
– Olá Damon — ela disse ao chegar perto de mim, — vejo que sua boca não ficou marcada.
– Elena?
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