Follow Your Heart
18 Capítulo 17
Notas iniciais
Eu escrevi de novo, mas não ficou muito grande e como estou de castigo não sei quando vou poder postar o resto, mas JURO QUE NÃO ESTOU ABANDONANDO A FIC!
- Elena?
Damon me encarou incrédulo e analisou meu corpo, da cabeça aos pés.
Acredito que o sorriso de satisfação que eu dei nesse momento estava prestes a rasgar meu rosto ao meio.
- Damon – cumprimentei.
Ele continuou meio abobalhado mas conseguiu segurar a mão que estendi a ele.
- Você está linda – ele finalmente pareceu encontrar sua voz., mas vendo a cara que eu fiz se apressou em se corrigir: — Não que você não era bonita antes, você era muito bonita, só que... Arrumada assim... – Arqueei uma sobrancelha – Não! Não foi isso que eu... eu...
Não consegui me controlar e ri, colocando uma mão eu seu ombro para me apoiar.
- Eu entendi – falei, — estou bonita.
- Está – ele disse aliviado. – Sempre foi.
- Parabéns – comentei, — disse a coisa certa.
Ele sorriu e se virou de lado me estendendo um braço.
- Vamos?
Minha vez de demonstrar confusão.
- Para onde? – perguntei.
- Mostrar à esses meros mortais – Damon disse, — o casal feliz que eu e você somos, Claro.
- Oh, claro, que coisa mais óbvia – zombei.
Ele riu, mas eu estendi a mão e entrelacei na dele.
- Vamos acabar logo com isso – falei.
Nos viramos e começamos a andar na frente dos convidados até que finalmente nos infiltramos nas multidões.
Os convidados haviam se juntado em pequenos grupinhos: Os executivos (provavelmente do trabalho do Damon), as pessoas mais ricas (família do Damon e conhecidos), e pessoas da minha antiga escola.
Meu Deus, que merda.
- Deu trabalho juntar toda essa gente? – perguntei no ouvido do Damon.
Ele sorriu como se estivesse guardando um grande segredo e deu de ombros.
- Na verdade – ele respondeu, — foi muito fácil – ele me olhou de lado. – Agora, sorria.
Contive a vontade de dar um chute entre as pernas dele e coloquei o melhor sorriso que eu tinha no meu rosto.
Onde Caroline havia se metido?
Olhei ao redor como se minha vida dependesse de encontrá-la, e adivinha? Eu ia morrer, porque a vadia foi engolida pela terra.
Avistei alguns conhecidos, como: Matt, Rebekah, Bonnie, April, Samantha e...
Congelei completamente no lugar.
O que diabos ele estava fazendo aqui?
Damon tropeçou um pouco antes de perceber que eu estava parada.
- O que aconteceu? – ele perguntou no meu ouvido.
Eu não respondi. Eu não me mexi. Eu não me lembrava de como fazer essas duas simples ações.
Porque, Deus? O que eu fiz de errado? Porque ele? Porque hoje?
“...”
Até minha consciência estava muda. Céus.
Ele estava vindo na minha direção.
- Olá Elena – ele murmurou com sua voz rouca ao se aproximar de mim, — faz quanto tempo? Dois, três anos?
- Dois anos – consegui sussurrar.
“Você está soando histérica, se controle”
Estou tentando.
- Você está diferente – ele continuou. – Mais bonita.
Ele também estava. Cabelos escuros, olhos verdes, corpo alto e definido... Filho de uma puta!
Damon limpou a garganta do meu lado e lhe estendeu a mão.
- Olá – Damon disse, — cara estranho que surgiu do nada. Eu sou Damon Salvatore. O noivo.
O que era isso na voz dele? Raiva?
“Eu diria ciúmes.”
Não diga besteiras.
- Bryce – ele respondeu apertando a mão estendida de Damon. – Bryce Lockwood.
Damon sorriu falsamente para ele.
- É parente do prefeito? – ele perguntou.
Bryce sorriu mais amplamente, seu sorriso parecendo genuíno.
- Sobrinho – respondeu.
Damon assentiu.
- Soube que ele desviou dinheiro da prefeitura – comentou como se estivesse dizendo que o céu é azul ou algo assim, — espero que não siga esse exemplo.
Bryce ficou levemente atordoado com esse comentário, mas se recuperou rápido.
- Claro que não – ele respondeu, — eu sempre tento fazer o que é certo.
Nesse momento não consegui me segurar e me perdi em um ataque de risos nervosos.
Damon, Bryce e até alguns convidados me olharam estranho, mas eu não conseguia parar.
- O que faz aqui, Bryce? – consegui perguntar entre uma risada e outra.
- Tyler me contou que estava noiva – ele contou quando percebeu que eu estava mais estável, — então decidi sair de Nova York para vir ver com meus próprios olhos.
- Tyler tem que aprender a cuidar da própria vida – Damon comentou baixo, quase que pra si mesmo.
- Meu primo tem uma língua grande – Bryce brincou, — mas vejo que era verdade: Elena Gilbert vai se casar – então ele se virou para mim e me analisou novamente com seus grandes olhos verdes. — Não acha que está um pouco nova para isso, meu amor?
“Mande ele ir se ferrar, Elena”
- Talvez eu seja – respondi baixo. As risadas desaparecendo por completo.
“O QUE?”
Até Damon me olhou estranho depois dessa.
O sorriso de Bryce aumentou.
- Então porque vai se casar? – ele perguntou.
Fiquei em silêncio.
“Diga que é porque está apaixonada, Elena. Faça isso. Agora.”
- Eu tinha que seguir em frente, não acha? – respondi em vez disso.
E então me desprendi de Damon e comecei a andar para longe dali, porque eu não conseguia mais respirar.
E respirar parecia ser uma coisa realmente importante no momento.
“Vamos, Elena, respire. Estou ficando preocupada.”
Eu estava tentando, mas meus pulmões não pareciam receber ar suficiente.
Desesperada comecei a correr até onde eu lembrava ser o quarto do Damon.
Então era assim que era um ataque de pânico?
- Elena? – Damon disse atrás de mim, entrando no quarto também.
Me virei para ele.
- Eu... Eu não... – arfei – Não consigo... Respirar.
Ele veio na minha direção e colocou as mãos levemente no meu rosto.
- Eu preciso que você se acalme – ele disse.
- Não consigo... Respirar – repeti.
- Eu sei – ele falou, — eu sei, mas tente se acalmar, Elena.
- Não... Posso – expliquei, — porque... Não... Consigo respirar!
Ele sorriu levemente e então acariciou minha bochecha.
- Quero que feche os olhos – ele pediu, sua voz incrivelmente calma. E eu o fiz. – Ótimo, agora preste atenção apenas na minha voz. Consegue fazer isso, Elena?
Assenti com a cabeça.
Damon tirou a mão que eu colocava na garganta e a colocou ao lado do meu corpo.
- Quero que pare de tentar conseguir ar – ele disse. – Pare de tentar respirar.
Abri os olhos e tentei o afastar de mim.
- Faça o que eu disse, por favor – pediu. – Confie em mim.
Fechei os olhos novamente e prendi completamente minha respiração.
- Bom – Damon parabenizou, — agora eu quero que você tente puxar todo o ar que você conseguir para seus pulmões.
Respirei fundo e prendi o ar.
Ouvi passos e percebi que Damon agora estava andando.
- Solte o ar.
Eu soltei.
Senti alguma coisa encostando na parte de trás do meu vestido.
- Respire fundo.
Tentei fazer isso, mas com Damon abrindo o zíper da minha roupa ficava muito difícil.
- O que está fazendo? – perguntei.
- Conseguindo mais ar para você – ele disse como se fosse óbvio. – Respire.
Respirei fundo novamente e descobri que agora, com o zíper aberto, eu conseguia mais ar. Céus, eu não tinha percebido o quanto o vestido era apertado.
- Solte o ar e faça isso mais três vezes.
Fiz o que ele disse.
Quando finalmente achei que podia respirar novamente, abri os olhos.
- Você é bom nisso – falei para Damon.
Ele sorriu e deu de ombros.
- Minha mãe – ele explicou, — antes de morrer, ela tinha Transtorno do Pânico. Ela tinha ataques e simplesmente parava de respirar, como meu pai trabalhava muito na empresa e era um homem ocupado, eu tinha que ajudá-la. Acabei ficando bom nisso.
Olhei para ele. Realmente. Muita bagagem emocional.
- Como ela morreu?
Ele deu de ombros e se sentou na cama, eu me sentei ao lado dele.
- Suicídio – ele respondeu. – É comum em pessoas que sofrem de transtorno do pânico. Eu simplesmente a achei boiando em uma banheira quando eu tinha quinze anos.
- Eu sinto muito – falei. E eu realmente sentia.
Ele sorriu.
- Todas as infâncias são difíceis, Elena.
Sorri e me deitei na cama.
- Verdade – concordei.
Ele se inclinou por cima de mim.
- Está melhor? – perguntou.
- Estou. Obrigada.
Se inclinou mais.
- Vai me contar o que aconteceu?
Eu ri.
- Se eu te contasse – falei, — eu teria que te matar.
- Vou correr o risco.
Meu sorriso sumiu.
- Vamos lá — ele pediu, — eu te contei a trágica história da minha infância, você tem que me dar algo em troca.
- O que quer saber? – me rendi.
- Quem era esse Bryce?
Merda! Ele tinha que começar logo por ai?
- Um ex-namorado.
Ele arqueou a sobrancelha, aguardando por mais detalhes.
- Garota encontra garoto – falei. – Garoto seduz garota. Garota se apaixona. Garoto vai embora. Fim.
Ele arqueou mais a sobrancelha.
- Quer mais detalhes? – perguntei, ele assentiu. –Ok! Vou te dar Detalhes.
Me sentei na cama novamente.
- Eu estava triste e sozinha – falei, — tinha acabado de perder meus pais e tia Jenna estava obcecada com o acidente, não parava de falar sobre isso. Eu estava desesperada e ele apareceu. Cara bonito, mais velho, o que mais eu podia querer? Me apaixonei quase que instantaneamente. Namoramos por alguns meses quando ele começou a querer... Bem, você sabe o que. Eu era jovem, só tinha beijado um cara na minha vida e não estava pronta para algo mais... Físico.
Damon ainda me olhava, mas eu não conseguia mais vê-lo, era como se eu estivesse contando a história para o nada e apenas me perdendo nas memórias.
- Eu tinha medo de perdê-lo, entende? Eu achei que se não desse o que ele queria ele iria embora. Então eu me entreguei – sussurrei, me sentindo suja. – Eu tentei não me mexer, achei que se eu não me mexesse... Doeria menos – travei minha mandíbula para conter as lágrimas. — Depois disso eu não vi mais ele. Durante um mês inteiro eu o procurei por todo o canto, liguei diversas vezes e até visitei sua casa, depois descobri que ele havia se mudado pra Nova York e me largado aqui, Tyler até me entregou um bilhete dele, sabia? Estava escrito: “Você foi uma boa diversão, mas estou procurando algo a mais. Com amor, Bryce.” Eu estava com tanto ódio. Me meti em brigas, aprendi a me defender e cheguei muitos dias bêbada em casa. Coisa de adolescente perdida.
“Uma noite eu simplesmente não voltei para casa. Tia Jenna foi me procurar na rua e uma bala perdida atravessou seu peito. Eu só soube dois dias depois, quando apareceu no noticiário. Sabe como é isso? Ser responsável por três mortes e um coma?”
Damon me olhou estranho.
- Coma? – repetiu.
- Meu irmão, Jeremy, está em coma.
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