Follow Your Heart
14 Capítulo 13
Notas iniciais
É original minha, ok?
Ah, já temos 4 recomendações, falta uma, quem sabe vc não é a próxima a beijar meu Damon?
Quando consegui me esquivar das perguntas constantes de Caroline, descobri que eu já estava atrasada para meu trabalho no Mystic Grill. Então tomei um banho rápido e me arrumei em tempo recorde.
- Está atrasada — Matt falou quando me posicionei atrás do balcão ao lado dele.
- Agora me conte uma novidade — falei com sarcasmo.
Ele levantou as duas mãos, se rendendo.
- TPM? — adivinhou.
Isso trouxe risadas de mim. Só Matt para me fazer rir na raiva em que eu me encontrava.
- Antes fosse, Matt — respondi sorrindo.
Ele me entregou meu avental e eu o amarrei em minha cintura.
As mesas estavam praticamente vazias então aproveitei esse tempo para continuar no balcão conversando com Matt.
Falamos sobre coisas inúteis por algum tempo então Matt finalmente chegou ao tópico que eu sabia que ele realmente queria: Caroline.
- Como ela está com Tyler? — ele perguntou.
O sorriso veio antes que pudesse evitar.
- Ainda gosta dela? — perguntei tentando não rir.
Matt ficou em silêncio e olhou para o chão.
A vontade de rir aumentou.
— Meu Deus, Matt. Não poderia ter escolhido uma pessoa pior — falei, — ela vai quebrar seu coração.
Ao notar meu sarcasmo, foi a vez de Matt se segurar para não rir.
Suspirei e coloquei uma mão no braço dele.
- Vocês ficaram uma vez, Matt — falei. — Uma única vez. E estavam bêbados.
Ele sorriu e deu de ombros.
- Ela estava — ele me corrigiu.
Céus. Coitado.
A vontade de rir passou e uma pena genuína me atravessou.
- O que aconteceu com a April? — perguntei.
- Nós terminamos.
Meu queixo caiu e a surpresa me atingiu. Eu estava abraçando Matt antes de poder me conter.
- Sinto muito, Matt — sussurrei, — como isso aconteceu?
Ele congelou nos meus braços e saiu do meu abraço delicadamente.
- Não era pra ser.
Opa. Tinha alguma coisa errada.
- O que aconteceu? — repeti, mais firme dessa vez.
Ele enfiou as mãos nos bolsos de seu jeans, talvez ponderando se deveria me contar ou não.
Acho que ele decidiu me contar pois abriu a boca com um suspiro e disse:
- Elena!
Mas essa voz não era dele, era de outra pessoa e vinha de trás de mim.
Por favor, Deus. Não.
Me virei lentamente.
Não seja ele. Não seja ele. Não seja...
- Stefan?
Ele sorriu para mim, mas o gesto foi estranho, pois sua boca estava cortada e levemente inchada e havia um curativo em seu nariz quebrado, o que deixava sua voz anasalada.
- O que aconteceu com seu rosto? — perguntei assustada.
Ele deu de ombros novamente e sorriu... Ou tentou. Acho que sorrir lhe causava dor, pois ele fez uma careta.
- Longa história — disse.
Cristo. Sua voz estava muito estranha.
Matt pigarreou ao meu lado.
Oh certo. As apresentações.
- Matt — falei, — esse é Stefan Salvatore, o irmão do meu... Bem. Ninguém. Stefan esse é Matt, meu melhor amigo.
Stefan apenas acenou com a cabeça e Matt copiou o movimento.
- Podemos conversar? — Stefan pediu para mim.
Assenti e o segui, dizendo "já volto" para Matt.
Stefan escolheu a mesa mais escondida e afastada e se sentou. Fiz o mesmo.
- O que aconteceu com seu rosto? — repeti.
Ele suspirou.
- Damon — ele respondeu.
- ELE TE BATEU? — berrei.
As poucas pessoas que estavam no Mystic Grill me olharam assustados, mas resolvi ignorar isso.
Stefan assentiu e esticou a mão para tocar na minha. Eu estava tão chocada que deixei.
- Quero que me fale a verdade — ele pediu.
"Se fudeu".
Ah! Agora você aparece?
Pisquei atordoada.
- Que verdade?
Ele se aproximou mais, procurando meus olhos.
- Você viu o Damon quando eu te beijei?
Oh, isso.
Respirei fundo. Eu não podia mentir para ele novamente, não quando ele havia se machucado por minha causa.
- Vi.
Ele soltou a respiração, largou minha mão e colocou o próprio rosto sobre suas mãos, gemendo de dor no processo.
Minha mão formigou para tocar em seu rosto, mas eu me segurei. Era minha culpa.
"Bravo, Elena".
Obrigada por me deixar mais para baixo.
"Disponha".
- Você só me beijou por que ele estava olhando? — perguntou.
- Sim.
Dor passou pelo seus olhos.
- Porque?
Respirei fundo.
- Por que eu estava com raiva dele.
- Você ama ele?
Fúria voltando.
- Por que todo mundo fica me perguntando isso? — perguntei com raiva — Não — respondi a sua pergunta, — inferno. Eu não amo ninguém, ok? Só estava nervosa.
Isso pareceu acalmá-lo um pouco, a firmeza na minha voz.
- Isso é bom — ele disse. — Significa que talvez eu tenha uma chance.
- Uma chance? — repeti.
"Pobre iludido".
Ele encolheu os ombros.
- Por que não? — retrucou.
Abri a boca, mas ele deve ter previsto uma rejeição pois se adiantou:
- Não decida agora. Te darei um tempo para pensar.
- Ok.
"Coitado".
POV — Damon
Meu telefone tocava. Tateei lentamente na escuridão tentando encontrá-lo, tentei não me mexer muito para não acordar Samantha que repousava ao meu lado na cama.
- Quem é? — rosnei ao telefone.
Ainda era cedo para eu estar dormindo, mas depois da tarde que tive com Sam, era muito fácil estar cansado.
- Sr. Salvatore? — alguém perguntou do outro lado da linha — Damon Salvatore?
- Ele mesmo.
- Aqui é Rudy Owens — a pessoa disse, — o advogado do seu pai. Podemos conversar?
O idiota? Sei quem é.
- Algum problema? — perguntei.
- Conseguiu a noiva, Sr. Salvatore?
Mas que porcaria era essa?
- Consegui — respondi mal humorado.
- Ótimo — ele disse com uma alegria fingida, — agora temos que marcar um encontro para o resto da leitura do testamento.
- Resto? — repeti — Tem mais?
Ele riu do outro lado da linha.
- Ligue para ela e então marcaremos o encontro. Boa noite, Sr. Salvatore.
- Espera!
Mas ele já tinha desligado.
Meu Deus. Que merda! Não bastava o dia difícil que eu tinha tido, eu ainda teria que ouvir mais baboseira do meu pai.
Suspirando, peguei novamente o telefone e disquei o número de Elena.
- Alô?
- Elena? — falei — Temos que conversar.
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