Follow Your Heart
15 Capítulo 14
Notas iniciais
Também é pequenininho, mas foi só para matar um pouco a curiosidade de vocês.
Gente leiam minha outra fic, é importante para mim.
Amei a forma como comentaram rápido, amo vocês ok? kkkkkk
JÁ TENHOO 5 RECOMENDAÇÕES!!! TO FELIZ! MÃE ME SEGURA, TO DIVANDO DIVAMENTE NO NYAH!! kkkkk me deixaram louca, parabéns, depois vejo quais cinco coloco na história, ok?
Eu estava sentada, ás 8:00 da manhã, em uma sala de espera, para conversar com Rudy Owens, o advogado do pai falecido de Damon.
Um resumo do que aconteceu ontem a noite: Enrolei Stefan um pouco. Trabalhei muito. Damon me ligou e disse que eu deveria acordar cedo para estar aqui nesse horário. Então, para minha surpresa, ele me comprou um despertador e mandou entregar na minha porta, apenas para depois eu ouvir a voz enjoada e fina de Sam do outro lado da linha chamando-o para voltar para a cama. Cama! Ele dormiu com a vadia.
Não que eu tenha me importado.
Rudy Owens era um advogado famoso na cidade, uma vez ele tentou o cargo de prefeito, mas perdeu para os Lockwood. Eu estudei com a filha dele também, Bonnie Bennet. Boa garota.
Damon nesse momento estava ao meu lado, falando obscenidades ao telefone para uma vadia qualquer — não, não era Samatha, — enquanto eu e minha consciência ficávamos tentando me manter calma e acordada.
– ... Então vou descer minha mão por seu... — Damon falava.
Cruzei as pernas para evitar o calor que subia em meu corpo.
– Vou beijar você em todo o lugar e... — ele virou o rosto e sussurrou algo indecente fazendo meu rosto virar um pimentão.
Sexo por telefone? Sério? Do meu lado?
– Também quero isso, Rebekah — ele disse maliciosamente.
NÃO ACREDITO! COM ELA??!!
"Não faça nada, não demonstre ciúmes".
Não estou com ciúmes!
"Está sim".
Não estou, não.
"Está".
Não estou.
"Es..."
– Sr. Salvatore? Srta. Gilbert?
Olhei para a porta aliviada.
"Está"
Cala a boca!
Me levantei e Damon desligou telefone, se levantando também.
– Sr. Owens — Damon cumprimentou.
O imitei.
– Me chame de Rudy — ele disse.
– Claro, Rudy — Damon falou.
– Eu estava falando com ela — Rudy retrucou.
Um sorriso de satisfação saltou de meus lábios.
– Rudy — falei, — me chame de Elena.
Ele sorriu também. Damon ficou com raiva.
Meu dia até agora estava sendo ótimo.
– Me acompanhem, por favor.
O seguimos até uma sala enorme, com uma mesa grande cheia de dúzias de cadeiras. Pra que uma pessoa precisava de uma mesa tão grande?
"Reuniões?"
Eu mandei você ficar calada!
"Ok, desculpa"
Rudy apontou para dois bancos em uma das extremidades da mesa e eu e Damon nos sentamos. Rudy se sentou de frente para nós.
– Então...? — Damon incentivou.
– Aceitam um café? — Rudy ofereceu ignorando Damon.
Sorri internamente. Gostei daquele homem.
– Não, obrigado — respondi.
Damon mexeu a perna impacientemente.
– Vamos logo com isso — pediu.
Eu ri, Ruby levantou uma sobrancelha me questionando. Acenei com a cabeça o incentivando a falar porque estávamos aqui hoje.
– Conseguiu uma nova bonita, Sr. Salvatore — Ruby disse para Damon.
Damon piscou atordoado com o comentário. Isso me irritou um pouco. O que? Ele não me achava bonita?
– Obrigada — Damon disse em um fio de voz.
Ruby abriu uma pasta em cima da mesa e remexeu em algumas folhas por alguns segundos, procurando por algo específico.
– Seu pai — ele disse para Damon, — separou seu testamento em algumas partes e... — ele remexeu um pouco mais — Achei! — ele ergueu um toca-fitas portátil.
Ok, isso eu não esperava.
– O Sr. Salvatore, seu pai — disse novamente, para Damon, — gravou algumas fitas e pediu antes de morrer para que você ouvisse.
– Isso é besteira — Damon disse teimosamente.
Ruby sorriu com escárnio.
– É a vontade dele.
Damon se jogou na cadeira ao meu lado e suspirou.
– Vamos ouvir.
Ruby ajustou a fita e apertou o botão de tocar.
Alguém pigarreou na fita com uma voz metálica.
– Está gravando?– a voz metálica perguntou — Damon, meu filho, se estiver ouvindo isso, significa que eu estou morto.
– Já foi tarde — Damon comentou ao meu lado.
Me segurei para não lhe dar uma cotovelada nas costelas. Se ele não queria ouvir, eu queria.
– ... Sei o que está pensando. Já vou tarde, certo? – a voz metálica adivinhou e eu ri - Mas quero que saiba que, apesar de tudo, tentei ser um bom pai.
Damon bufou.
– Quando sua mãe morreu, você era tão pequeno. Tão forte. Lembro que você não chorou no enterro, apenas disse que seria bom para seu irmão. Senti orgulho de você naquele dia, e sinto hoje também...
Ele parou de respirar ao meu lado.
– Mas você teve seus defeitos, ás vezes era fraco. Ás vezes. Mostrava emoções demais. Eu tinha que te deixar mais forte se eu quisesse que assumisse minha empresa. Enquanto estou gravando isso, você está trancado em um quarto com uma mulher qualquer e acabou de abandonar a faculdade. A ruiva? Fique longe dela, não acho que seja boa para você.
Concordo com você, Sr. Salvatore.
– Enquanto você ouve isso, provavelmente está com sua noiva. Aquela que eu o obriguei a ter. Ela é bonita, Ruby? Ela é boa o bastante para um Salvatore?
Ruby sorriu para mim e assentiu para ninguém especificamente.
– ... Sei que esqueci de colocar no testamento, Damon. Mas não quero que essa noiva seja uma das suas ex-namoradas ou uma daquelas garotas com quem você passa a noite. Ela deve ser nova. E boa o bastante.
"Boa o bastante?" que porcaria era essa?
Ruby estendeu a mão e parou a fita. Em seguida nos encarou.
– Elena é nova? — perguntou.
Eu ri.
– Nunca vi Damon antes — respondi por ele, — pode acreditar.
Ruby assentiu e apertou Play novamente.
– ... Um homem de respeito tem uma família. Uma esposa. Então espero que não façam disso uma brincadeira, ou um jogo. Isso é sério, Damon. Eu, você, ela, Stefan e Ruby sabemos que esse casamento é de mentira, mas ninguém mais pode saber. Tornem isso o mais real possível. Ruby explicará como. Até a próxima fita, meu filho.
A fita clicou, anunciando que havia acabado.
Ficamos em silêncio por um segundo, então Damon — novidade — o quebrou:
– Como assim "real"?
Ruby sorriu, como se dissesse que a parte divertida estava chegando.
– Precisaram parecer um casal de verdade. Para todos. Ninguém pode desconfiar. Precisam de uma história, para dizer como, onde quando se conheceram e a quanto tempo estão juntos. Contaram para alguém?
– Para minha melhor amiga — respondi.
– Eu também.
– Elas são de confiança?
Eu e Damon dizemos "sim", em uníssono.
Ruby suspirou e disse "que bom".
– Hoje a noite vocês farão uma festa de noivado — ele anunciou.
– Porque? — Damon e eu perguntamos juntos.
– Para anunciar o casamento — ele disse como se fossemos dementes mentais, — quero todas as pessoas importantes. Família, amigos, mídia. E uma vez por mês farão terapia de casal, com uma amiga minha.
– TERAPIA DE CASAL? — dizemos, novamente, juntos.
– Sim — Ruby disse com o mesmo tom de voz. — Se conseguirem convencê-la de que são um casal, podem convencer qualquer pessoa. E se forem bem na primeira sessão lhes darei um adiantamento de 2 milhões, que tal?
Eu e Damon nos entreolhamos sem dizer nada. Isso estava indo rápido demais para meu raciocínio poder acompanhar.
– Ótimo! — Ruby disse empolgado.
"Isso vai ser divertido".
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