Folhas de Outono

4 Nem Tão Normal Mais


Notas iniciais
Escolhi esse título porque... Vcs vão saber. Kkk Mas sabem? Até pra mim tá ficando bem legal essa história, sei lá gente, mas sinto que essa vai até o final! E pra qm n curte o Lado Sombrio, pf não leiam a outra história que fiz. Ok? Obrigada por estarem lendo u3u

— Sério, to achando que você não sabe me levar na brincadeira às vezes... — falou sorrindo e se divertindo com minhas bochechas se tornando coradas de pouco a pouco. A única vez que fiquei vermelha, foi por vergonha que o babaca inútil, Jack, me encarou bêbado e começou a falar todas as coisas que fez com a minha mãe. Até as que um adulto taparia os ouvidos se escutasse os mesmos detalhes que eu escutei.

Isso com apenas dozes anos, imagina então, destruiu minha infância com apenas uma conversa. Comecei em ter raiva de tudo, o que fez piorar minha mente, que já não era muito equilibrada na época.
Mas, assim que consegui o Max, pude me acalmar.

— Você é tão chata... – reclamou me encarando. Quando foi que foi se sentar na minha frente? Eu estava viajando tanto assim?

— Então, não é melhor procurar outra pessoa...? – perguntei pra ver se ele entendia que eu gostava de ficar sozinha. Não que eu não queira sua amizade, mas é estranho, novo e... Medonho. Sinto que não deveria, que algo daria errado.

— Não foi isso que eu quis dizer... – disse com um olhar pra baixo, como se estivesse decepcionado.

— O que quis dizer então? – perguntei bobamente. Não estava com vontade de me importar naquele momento. E nem nos próximos que ele me forçaria à viver.

— Caramba Emma, você nem sequer perguntou meu nome... – reclamou cruzando os braços e fazendo bico. Não literalmente. O que ele viu em mim?

“Bem-Vindo ao programa: Como torturar Emma! Comece aqui sua aventura”

Meu Deus!

— Ok. – suspirei entediada. – Qual o seu nome?

— Nossa, quanto ânimo...

— Quer responder ou vai continuar reclamando?

— Joshua. – ele estendeu a mão, mas estranhei ele não ter dito o sobrenome.

— Joshua...? O que? – perguntei, sem perceber cai no círculo dos Interesses Pessoais que tinha dito que jamais iria cair.

— Você perguntou o meu nome, mas não se era completo... – respondeu “gentilmente”, fiquei com um pouco de raiva, de mim mesma e não dele. Ele se levantou assim que o sinal bateu. – E outra... – voltou-se para mim e me levantou. – Não há necessidades de sobrenomes, certo?

Suspeito, muito suspeito.

O dia passou rápido e tudo por causa de Joshua. Eu não sei se devo agradece-lo ou lhe dar um soco, porque por culpa dele, agora, eu tenho uma porção de bilhetinhos escrito:

“Cães feito você, não se misturam com humanos!”

“Você vai pra carrocinha se não caçar o seu dono!”

Bando de imbecis que não sabem fazer nem uma ameaça direito. Mas a última eu comecei a rir quando li.

“Vai caçar seu macho, sua falsa, vai caçar sua própria matilha! E não toque no macho de outra pessoa!”

Essa eu posso dizer. Foi a melhor até agora. Queria saber quem foi pra rir da carta e a aplaudir por ser a mais ofensiva e a mais criativa.
Amassei o papel e joguei no lixo da minha casa.

Max cheirava dentro da minha mochila pra ver se tinha algum petisco pra ele naquela tarde. E teve.
Ele ficou lá por muito tempo e limpando e tirando os ossos que as meninas compraram. Eu comecei a pensar sobre o Bilhete Criativo da menina...

Eu quero ter meu próprio grupo. Queria ter pessoas pra se dizer família já que não tenho nenhuma. Queria poder dizer: “Gente! Vamos sair pra comer?” ou perguntar pra alguma amiga ou amigo: “Ei. Tudo bem se eu dormir na sua casa?” – e ele ou ela me responder algo como:

“- Claro! A gente vai comer besteiras a noite toda e jogar até enjoar!”

Ou...

“- Por que você apenas não aparece lá com uma mochila? Você é sempre bem-vinda lá Emma!”

Sem ao menos que eu pudesse sentí-las, minhas lágrimas, começaram a brotar e cair. Uma por uma, pude ver minha alma sendo lavada e uma angústia se grudando nela cada vez mais. Cobri minhas mãos pra que ninguém visse ou ouvisse minhas lamentações para aquele mundo tão arisco e sujo. Eu não quero ser “a solitária” ou “a antissocial”, ou pior, “a que ninguém ama...”. São títulos horríveis e que dão um gosto amargo na boca por ser tão ruim de pronunciar...

Max se aconchegou ao meu lado com a boca cheirando a menta. Deve ter descoberto onde punha minhas balas. Mas estava distraída com aquela sensação que me fazia tão mal à ponto de não saber mais o que era o real e o imaginário. Como tem sido desde dos últimos tempos.

“O Tempo, pra mim, não é mais um curativo e sim algo que se deve clamar para parar. Pois sou uma garota que estando só vai permanecer só, mas que queria que ninguém a visse estar assim. Que ninguém a visse com seus machucados, suas feridas amostra. Elas estão sangrando demais, a minha essência de quem eu sou, sinto que está se esvaindo pelas feridas entreabertas”.

Eu deveria dar uma chance para Joshua, pois pelo o que eu vi, ele é está sendo minha esperança até então...

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A semana havia passado depressa e imaginei que Joshua ia me deixar em paz assim que visse como era insuportável. Mas não. Ele continuou conversando comigo e, até havia e feito rir. Havia tampado a boca e voltei a minha postura de “sem humor”, mas depois de um tempo, soube que ele queria ser meu amigo de verdade. Percebi pela sinceridade em seus olhos, a mesma que meu pai me dava quando ia me contar ou me aconselhar sobre algo antes dele desaparecer. O rapaz era tão engraçado que só parou quando fui grossa com ele. Então, de acordo com ele: “Não falo mais com você até Segunda!”.

Quando cheguei em casa, pensando de novo naquilo que ele disse, comecei a rir ainda mais. Só que em meu quarto. Minha mãe achou que estava passando mal ou tendo um surto, já Jack achou que eu estava usando drogas. Se eu tivesse drogas o faria engolir um saco inteiro pra manda-lo pro hospital e entrar em coma.
Mas ignorei tudo aquilo e quando a coisa ficou feia no Sábado, passei a noite na rua. Parece que Jack estava tão bêbado que queria matar eu e Max dizendo que éramos a causa dele ter brigado com minha mãe.

Pro Inferno ele com todas suas acusações que não valem porcaria nenhuma!

A minha sorte foi que, uma mulher que estava fechando, ao que parecia ser, uma igreja perguntou o que eu estava fazendo ali. Como não tinha vergonha nenhuma em dizer, disse que estava procurando um lugar na rua pra dormir. Nossa, acho que aquilo foi uma surpresa pra ela. Porque eu não estava drogada ou bêbada que nem a maioria dos jovens dos dias de hoje, e ainda estava em boas condições perfumada com um cachorro muito bem cuidado também. Ela deveria ter me achado doida. Mas ao perguntar porquê eu apenas respondi:
— Desculpe, mas não posso te contar...

Ela sorriu e abriu a porta da igreja pra mim, falou que eu podia dormir só naquela noite. Me levou até os fundos e me mostrou um quartinho. Perguntei pra que servia aquilo e ela disse que era um quarto de oração, mas que eu podia dormir lá em paz. Falou também que Domingo, de manhã traria um café pra mim, mas que depois era pra eu ir pra casa pra não preocupar meus pais. E eu disse: Ok.

Queria apenas que mais pessoas como ela aparecessem na minha vida, fiquei em divida com aquela mulher tão bondosa. Me convidou pra visitar ali a noite ou no horário das 16h, eu disse que tudo bem... Viria.

Eu não menti. Eu vou mesmo um dia porque gostei de lá... Foi mil vezes melhor dormir ali do que em meu próprio quarto. Quando voltei pra casa, senti vontade de queimar tudo aquilo. A casa toda. Mas fui dormir ao invés disso pelo resto do dia.

Quando acordei já era segunda.

Então, quando acordei falei: “Espero que o Joshua não se afaste depois de hoje, pois ele realmente me convenceu que posso ter sua amizade...”

Como sempre, tudo estava normal, mas eu estava diferente. Minha visão estava obscura com o Mundo e a única fonte de luz que eu enxergava vinha de Joshua. Hoje eu não vim com meu coturno e nem minha roupa preta. Fui tão diferente que algumas pessoas me notaram e ouvi outras cochicharem ao meu respeito. Até agora, não tinha ninguém falando sobre Max.

Eu deixei, e sempre deixarei, o meu cabelo solto, mas havia deixado de lado minha touca. Coloquei uma calça jeans escura e um par de botas com salto, preto. Ao invés do uniforme, peguei meu blusão azul e comprei uma nova mochila de couro pra combinar com o meu visual e mais um colar grande com um dente de tigre ou seja lá que fosse. Max me seguia e como sempre sentei na última carteira. Aquele era o meu lugar já decretado.

Aos poucos que os alunos foram chegando, eles me viam rapidamente e depois de novo pra ver se era que estava ali mesmo. Notei que Mary e Jane fofocavam sobre meu visual, se elas quisessem imitar teriam que comprar blusas na seção masculina, como eu fiz.

Assim que Joshua chegou conversando com os meninos, eu não soube o que fazer. Até que uma voz na minha cabeça disse: “Seja você mesma...”

Ninguém nunca falou comigo a ponto de gostar realmente do meu “eu” e de mostrar que gostava.

— Hey! Emma! – falou bem humorado me olhando de cima a baixo. – Mudou de look?

— Um pouco. Eu gosto muito de preto, mas gosto ainda mais de azul e, principalmente, vermelho. – Quando eu respondi dessa forma, senti ele pegando em meu braço e depois em meu rosto. Fiquei assustada, mas comecei a rir quando ele fez parecer como se eu estivesse doente.

— Meu Deus! Você está sã? Está bem?

— Não. To doente seu babaca, não tá vendo como to passando mal em ver você?! – Teria sido forte, mas não foi porque comecei a sorrir bastante pra ele.

— Emma? Isso é um convite? – perguntou curioso. Yuri estava batendo a cauda no chão, parecia estar contente com o meu bom humor.

— Pra quê seria?

— Um convite para o Círculo da Amizade?

— Não. – falei e me virei pra carteira, ele murchou.

—É um mandato e não um “pedido”, seu bobo.

O sorriso dele cresceu duas vezes mais que eu podia imaginar.

Notas finais
Fim! Do capitulo! Hahaha A história vou continuar amanhã! Então espero que tenham gostado dela! E o Joshua? Será que ele é esse poço de "pessoa boa" mesmo? Ou será que tem algo estranho nele também? Vão lendo gente... Q eu tbm n sei. Ele mesmo ta mostrando isso. Cada vez q escrevo mais suas personalidades se mostram! Ciao meus queridos! (Até logo)