Notas iniciais
Mais um! Mas é um pedacinho...

Depois daquilo, eu queria dizer que foi as “mil maravilhas” a minha vida após do acontecimento tão surreal e inacreditável como houve naquela manhã. Mas percebi que nunca deveria mexer com um popular. Sendo que sempre que zombo da cara dele, ele diz que não faz parte daquilo e nunca quis ser.

— Só porque sou bonito, isso não quer dizer que deveria ser... – falou como se estivesse si desculpando pela sua beleza. Eu não precisava escutar aquilo que ele tanto dizia sobre si, convencido.

— Verdade, beleza não quer dizer nada em relação a personalidade. – falei. Queria provocar ele um pouquinho, mostrar que ele não era tudo aquilo. Ele me olhou de relance e senti que ele iria falar algo pra se justificar. Mas ele me observou por um tempo apenas, depois sorriu dizendo:

— Bem, isso é verdade... – ele sorria com as mãos no bolso. Qual era o propósito de virar “o legal” agora?

— Mas...?

— “Mas” nada. É só isso. – respondeu abrindo um largo sorriso assim que dizia.

— Espera. – falei. Estava chocada com aquilo, porque nós discutimos até alguém se render. – Você está concordando comigo?!

— É o que parece né? – respondeu dando de ombros. Vendo como fiquei confusa, como obviamente estava, porque há cinco minutos nós estávamos discutindo em: “Por que as pombas só tem três cores?”

Não me julguem ou queiram perguntar como esse assunto surgiu. Ele que começou. Realmente, não sei que se passa na cabeça dele.

— Hm... – murmurou ele, chegamos num ponto onde teríamos que nos separar.

— Você...

— Eu...? – pedi pra que continuasse. Ele passava a mão na nuca enquanto segurava sua mochila. Estava começando em ficar frio já que era bem mais do que 16h.

— Não quer sair comigo? – perguntou, levei aquilo pro lado de sair pra tomar café. Eu pensei e tentei não levar aquilo como um encontro ou qualquer coisa melosa que vocês pensem.

— Aonde você quer ir? – perguntei. Já digitei uma mensagem pra minha mãe falando que eu não iria pra casa hoje. Segundos depois ela escreveu dizendo:

“Graças a Deus....”

Fala sério.

— Bem. Achei que você podia me mostrar a cidade... Eu não sou daqui afinal. – respondeu com um sotaque que não lembrava de ter ouvido.

— Ah... – respondi. Eu não imaginava isso, que ele era um... Estrangeiro. – Bem, só tem um lugar que eu conheço pra podermos conversar um pouco mais, mas...

— ...?

— Prefere Chá ou Café? – perguntei. Ele sorriu e assim que ouvi a palavra, pude sorrir de verdade.

Fomos até uma cafeteria que tinha há um quilômetro. Enquanto caminhávamos, Max corria atrás de um gato de rua. Não me preocupava quanto aos carros, pois não passava nenhum ali. A rua ela era praticamente uma das maiores calçadas que tinha em Gorvisc, nossa cidade, sendo que há mais de sete como aquela, com calçadas largar e majestosas por serem tão cheias de vida, mas com a chegada do Outono as folhas se espalhavam rápido e as ruas lotadas delas.

Quando chegamos na cafeteria, que era fofa inclusive, ouvi Joshua dizer: — Aqui poderia ser nosso ponto de encontro, não?

— Sim... – concordei com ele, verdade que ali era um ótimo local para nos encontrarmos.

A cafeteria tinha um charme rústico onde o cheiro do café poderia sentir há metros dali. Flores silvestres enfeitavam um mural de madeira que o dono colocou para que possamos ter um belo vislumbre do lugar que havia sido reformado há 3 meses atrás. As mesas tinham o acabamento refinado com uma flor pequena diferente em cada uma, e havia a parte que eu mais gostava daquele local: Os doces...

Tinha de todo tipo de doce que poderia se encontrar, chocolates – de todos os tipos, balas grandes de mascar e pequenas também, coloridas ou transparentes. Aquela área lembrava o filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” com Johnny Depp. Assisti o primeiro filme também, mas ainda prefiro o Depp pra papéis malucos como aquele.

— Nossa! – Falou o dono vendo meu cachorro, ele se curvou e passou a mão na cabeça de Max sem pedir, e por quê pediria? Nós éramos clientes que vínhamos com frequência aquele lugar. E quem não viria?

— Olá Sr. Burke – cumprimentei, ele assentiu sorrindo.

— Olá Srta. Rosenfield, como vão seus pais? – essa pergunta, não é das melhores.

— Minha mãe está como sempre. Já meu pai... Deve estar feliz em algum lugar.

— Entendo, me perdoe por perguntar... – pediu nos levando até minha mesa, a mesa que eu sentava com meu pai.

— Não. Imagina... O senhor não sabia. – falei tranquila em responder aquilo, apesar de que ao olhar de Joshua ele sinta pena de mim.

— Daqui cinco minutos eu volto pra ver o que o senhor deseja... – falou pra Joshua e o rapaz não entendeu.

— Obrigada, senhor, mas ele vai querer o mesmo que eu... – falei ao invés dele. Acho que estava um pouco desconcertado em relação ao que ia pedir já que não fazia ideia de onde estava o cardápio.

— É... – falou parecendo sem jeito com as palavras. Não parecia estar acostumado com os outros pedindo por ele. – O que você pediu? Ou pelo menos, o que você sempre pede?

— Você disse que gosta de café, né? – perguntei e ele concordou. – Bem, então devo te mostrar o melhor café da cidade. Fãs da cafeína merecem o melhor.

Não demorou muito e percebi que Joshua também sentia o cheiro maravilhoso do café. Um garçom, um rapaz novo demais para trabalhar, nos entregou nossos pedidos. Tenho certeza que vi os olhos de Joshua crescer com o pedido. Lembrava um sundae de tão bonito e caprichado que era, mas embaixo o café quente, em cima chantilly e no topo uma cobertura magnífica de amendoim com chocolate, em raspas. Um pratinho cheio de frutas que, Joshua fez uma careta pra elas. É verdade, mas não subestime o poder das frutinhas.

— Acredite, é melhor do que se tivesse uma bolacha ou duas para acompanhar... – falei observando o jovem moço que terminava de me entregar o meu prato. Quando ele me viu, ele sorriu ao me ver, como se me conhecesse. E me conhecia. Eu quase engasguei quando percebi quem era.

— Ora essa... – falou bagunçando meus cabelos ao passar a mão. – Se não é o “Campo de Rosas” mais bonito da minha infância.

— Você continua o mesmo Zack. – falei com um olhar frio bebendo um pouco do meu café. O sabor estava um pouco diferente do habitual, mas continuava perfeito. – O Sr. Burke mudou a receita?

— Não. Talvez seu paladar esteja mudando Emma. – falou sorrindo “marotamente”. Aquele rapaz era uma figura. Me irritava mais do que tudo, mas era uma pessoa que me conhece e não me julga, mas não posso considerar “meu amigo” – pelo menos ainda não.

Joshua ficou me observando singelamente e friamente, sentia como se tivesse feito algo de errado.

— O quê?

— Achei que não tinha amigos... – falou sem enrolar.

— E não tenho. – respondi pondo um pouco de açúcar no meu café.

— Oh, quer dizer que todo mundo te chama de “Campo de Rosas”? Até desconhecidos? – disse fazendo no ar um aspas com as mãos. Ele estava bravo? Ciúmes?

— Escuta, o Zack foi um rapaz que me acompanhou na infância e ele sabe quem eu sou, mas não somos amigos. Faz anos que eu nunca o havia visto. E acredite: Ele é um cara legal.

— Sei não... – falou observando Zack flertar com umas meninas. Ele estava sério quando disse aquilo? Ou estava apenas exagerando?


Pelo menos de algo eu sei: Nunca deixem de acreditar no sabor do café de Sr. Burke. Esse sim vai ser sempre fiel e nunca vai chegar a ficar estranho.

Notas finais
Curto, mas no próximo o vai ter o nmjdanmsndsfnjnjfs que vai fsionvisdn sj fsjnfjsnmlkam asdnccj smk, mas aí... asknmoamc as dsdmsmd Desculpa gente, kkk Não posso contar huahauhauh Descubram no próximo!