Notas iniciais
" Chorar é diminuir a profundidade da dor. - William Shakespeare."

Três anos antes...

— Olhe para você! – Derek exclamou sedutoramente.

— Sua nova ligação de comunicações. – Penelope exclamou e olhou para um Hotch chateado. – Ligação de comunicação estagiaria. – Ela corrigiu.

— Garcia. – Rossi começou. – Eu não digo isso com frequência, mas eu não fazia ideia de que existia essa fase em você.

— Bem, eu pensei que como precisarei ter que ligar com a população local e a mídia deveria usar as vestes dos mortais. – Ela olhou para Derek sorrindo. – Ai!

— O que foi? – Derek riu um pouco.

— São as minhas lentes. – Ela disse. – Elas ficam saindo.

Todos da equipe sorriram um pouco.

— Agora sim. – Ela fechou um olho. – Não. Sim. Não. Ai. – Ela finalmente se rendeu.

Todos sorriram.

Agora...

— Agente Morgan? – Nik bateu na janela da SUV. – Eu preciso contar uma coisa.

— O que você não contou para os outro e esperou para contar para mim? – Derek limpou algumas lágrimas.

— Eu posso saber onde ele está. – Nik falou. – Entendo que você irá partilhar com seus colegas.

— Sim. – Derek respondeu. – Eu vou.

— Analisei visualmente algumas partículas de pó e descobri que elas vêm do lado baixo da cidade. – Nik respondeu. – Containers de armazenamento.

— Têm certeza? – Derek não duvidava dele. – Eu não preciso de esperanças falsas.

— Chame seus homens. – Nik bateu fraco no braço de Derek. – E vá buscar sua garota.

Derek sorriu e foi buscar Hotch e Rossi.

Willian voltou para o contêiner de armazenamento. Duas horas que ele havia saído e não sabia o que fazer com a moça amarrada no contêiner. Ele pensou em matar ela e se matar, para acabar com aquilo de uma vez.

Ele tinha seu punhal com ele. Matar ela e depois suicídio seria um fim perfeito. A última foto dele com seu falecido filho estava em suas mãos.

As lembranças da conversa final no hospital quando o garoto morreu de câncer em conflito na lembrança.

2006

Hospital Mary Marcy.

Evan estava potencialmente morto. A leucemia o consumiu por inteiro. Ele passou dois anos em uma cadeia por um crime que até onde Willian via era menor.

A beira da cama do filho, ele viu o quanto ele sofria.

— Pai. – Evan o chamou. – Preciso te pedir algo.

— Poupe a força filho. – Willian pediu. – Podemos conversar quando sair daqui.

— Eu não vou sair daqui pai. – Evan respondeu. – Você sabe bem disso.

— Você não deveria morrer. – Willian com lágrimas caindo. – Sua mãe está deprimida.

— Ela está assim desde que eu fui preso. – Evan corrigiu o pai. – E eu ter ficado doente só piorou.

— Peça alguma coisa, filho. – Willian o instruiu.

— Eu não quero que você se vingue. – Evan começou. – Não fiz nada certo em primeiro lugar. Eu nem estaria aqui se eu tivesse escutado e me afastado de Billy Joe. Ele me levou para esse caminho. E se safou.

— Filho. – Willian começou. – Nada disso é sua culpa.

— Tudo isso é minha culpa. – Evan disse, começando a sofrer ainda mais. – Ela só fez seu trabalho.

— Ela? – Willian queria saber agora.

— Não importa. – Evan colocou uma mão no braço do pai. – Me prometa que você não vai virar um vingador. A vingança apenas desgraça a vida das pessoas.

— Evan. – Willian começou a chorar. – Eu prometo.

Evan olhou para o pai e as linhas ficaram planas. Médicos correndo para o quarto enquanto Willian olhava para o filho morto.

— Eu prometo que eu vou me vingar. – Willian corrigiu a frase.

Agora...

— Não importa. – Evan colocou uma mão no braço do pai. – Me prometa que você não vai virar um vingador. A vingança apenas desgraça a vida das pessoas.

Aquelas palavras queimavam na cabeça de Willian. Nomes falsos usados para chegar aos responsáveis. Sua mulher igualmente falecida depois que quatro anos.

E ele não superou. Então porque ele apenas não fazia um favor ao mundo e o livrava dela? Era o que ele pensava.

JJ olhou para o retrovisor onde Derek parecia ter se perdido vinte minutos atrás.

Se ela admitisse a sensação de Penelope estar correndo perigo a assustava.

Um pouco depois de ela sumir, ela precisou de um tempo para avaliar os estragos que ele fazia para todos os agentes.

E agora ela poderia ir embora para sempre.

— Nós vamos encontrar ela. – Reid respondeu – E vamos trazer ela de volta.

— Eu não gosto do que sinto. – JJ confessou. – É errado.

— E o que você sente? – Rossi se meteu.

— Vontade de atirar nesse filho da puta. – JJ confessou. – Sem dar uma chance a ele de se explicar. – JJ falou. – E não estou me arrependendo.

— Nunca pedi isso. – Derek disse, olhando para a frente. – Na verdade eu quero ver você ter as honras.

— Maravilha. – JJ disse, examinando a arma. – Igual ao último?

— Sim. – Emily tomou a dianteira. – Bem no estilo.

— Estamos chegando pessoal. – Hotch respondeu. – A Swat está a caminho.

— Não vamos esperar. – Rossi saiu assim que Hotch parou o carro. – Vamos matar esse doente.

Willian pegou a faca em suas mãos e se aproximou de Penelope. Ela finalmente estava acordando depois de algum tempo.

— O que você fez comigo? – Ela tentou se mexer, mas não deu certo.

— Eu não te violei. – Willian gritou nervoso. – Eu percebi que há algo pior que aquilo.

— O que vai fazer com essa faca? – Ela ficou nervosa.

— Cortar seus pulsos. – Ele confessou. – Ver sangue pingando é algo maravilhoso.

Willian nem colocou a fita na boca dela outra vez. Ele não fazia ideia que os agentes estavam por perto. Pegando um dos pulsos dela perto da lamina da faca.

— Tenha uma boa morte. – Willian falou antes de cortar o pulso de Penelope.

— Nãããããoooo. – Penelope gritou de dor.

Derek parou ao ouvir o grito de sua mulher tão carregado de dor, vindo de menos dez metros dele. Ele correu por ela, sendo seguido por Hotch e Reid.

O sangue que escorria do pulso era rápido e muito volumoso. Ela sentiu seu mundo girar e depois apenas a vida sendo puxada dela outra vez. Ela sabia que Derek estaria por perto e que ele a encontraria. Ou encontraria seu corpo. De qualquer jeito ele a encontraria.

Sendo puxada para a escuridão, ela ainda podia ouvir o que acontecia. Não era porque ela estava apagada que ela não deixou de ouvir.

Com o sangue escorrendo ao seu lado Willian sabia que a única opção era a morte. Era a opção saudável. Pelo menos assim ele ficaria com a família.

Derek sabia exatamente qual era o contêiner. Ele apenas sabia onde ela estava.

Estourando a fechadura da porta sem se preocupar em qual seria o custo de reparo ele apenas pagaria com sua deusa ao seu lado.

Ele entrou no lugar e ofegou ao ver sua Penelope naquele jeito. Ah ele iria matar esse cara.

Notas finais
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original. - Oliver Wendell Holmes Sr."