Flowers For You Grave.
12 Burn.
Notas iniciais
Um ano antes...
— Estou vendo as engrenagens na cabeça. – Derek deu um beijo na testa dela. – No que essa deusa está pensando?
— Em casar agora. – Penelope respondeu. – Sairmos daqui, reunimos os amigos e nos casamos.
— E as flores? – Derek disse, olhando as revistas de noivas.
— E o fotografo, o vestido, a decoração. – Penelope reuniu as revistas fechadas. – Não precisamos de nada disso.
— Então o que estamos falando aqui? – Derek perguntou.
— Eu quero casar. – Ela apenas falou. – Agora. Hoje. Chamamos nossos amigos e nos casamos. Não precisamos de tudo isso. Nossos anéis estão guardados, tenho o vestido no armário, você pega seu melhor terno e nos casamos.
Agora...
— Willian Bracken. – Derek chamou o homem a sua frente, segurando a faca. – Jogue essa faca e venha até mim devagar.
Willian o olhou e depois olhou para Penelope. Ela estava completamente apagada e até onde ele imaginou ela estava enfim morta.
— Ela acabou com meu filho. – Willian disse. – Ela mereceu morrer.
Derek sentiu seu aperto afrouxar, porém a arma mirada em Willian nunca foi abaixada.
— Você ainda tem uma chance de sair vivo daqui. – Derek tentou uma negociação. – Eu só preciso ajudar Penelope.
— Ela não vai ser salva por você. – Willian gritou, levantando a faca para Derek.
— Porque está fazendo isso? – Derek sentiu Nik e Hotchner atrás dele, armas levantadas.
— Achei que precisava de reforço. – Reid sussurrou para Derek.
— O tiro fatal é meu. – Derek pediu. – Vamos precisar se ele não se render fácil. Fora isso, é totalmente dispensável.
— “Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente. “- 1 Timóteo 5:8."— Willian citou. – Eu sempre cuidei dos meus.
—Sabemos o que aconteceu com seu filho. – Hotch começou. – Meu nome é Aaron Hotchner. Fui o encarregado pela investigação que prendeu seu filho em 2004. – Ele deu um passo à frente. – Instrui a analista Garcia a vasculhar o computador do seu filho. Se quiser alguém para refém me pegue e deixe ela ir.
— Hotch. – Derek o repreendeu. – Não dê prazer a ele.
— Eu não vou deixar Penelope morrer, Derek. – Hotch olhou para o agente. – Confie em mim.
Morgan olhou para Hotch e enfim entendeu o plano.
— É muito legal da sua parte Aaron. – Derek olhou para Reid e depois para o UnSub virado para frente, concentrado nos dois agentes.
— Ela não vale nada. – Willian virou a faca para a frente, mas parou quando sentiu a arma de Reid encostar na parte de trás da cabeça.
— Hoje não, cara. – Reid ainda com a arma na cabeça dele. – Solte a maldita faca.
— Porque não me mata? – Willian se agitou quando Reid prendeu as algemas nele.
— Porque eu não sou um covarde. – Reid levantou Willian depois de tirar a faca. – Espero que você goste de Nevada.
— Porque estou indo para Nevada? – Willian estava curioso.
— Porque é o único lugar que não tem alguém querendo te matar. – Reid respondeu.
Guardando as armas, Hotch e Derek correram para Penelope apagada no sofá.
— Baby Girl. – Derek checou os sinais. – Por favor acorde para mim.
Ela não respondeu. Derek viu a piscina de sangue a seus pés e engasgou. Um dos pulsos estava sangrando demais. Tirando a camisa, ele a envolveu no pulso de Penelope.
— Tudo bem, Derek. – Hotch instruiu. – Pegue ela com cuidado e levar para um hospital correndo.
— Ela provavelmente desmaiou com a onda de choque e falta de sangue, porém se ela perder ainda mais sangue, teremos um problema. – Reid observou.
— Eu estou Baby Girl. – Derek a olhava como se ela fosse desaparecer. – Sinto muito.
Hotch parou em frente ao hospital. Saindo do carro, fazendo sinal para médicos e enfermeiras, ele viu Derek a carregando.
— Ela precisa de ajuda. – Reid gritou. Ela em um corte no pulso esquerdo e perdeu muito sangue.
— Coloque-a na maca. – O médico instruiu. – Pegue algumas bolsas de sangue e coloque ela em observação.
— Ela precisa de um Kit Estupro. – Derek se ouviu e quis vomitar. – Ele a levou por tanto tempo que a gente não sabe o que...
— Certo agente. – O médico olhou triste para Derek. – Vamos mover ela agora.
Ele tinha o celular em sua mão, entretanto ligar não era o que ele queria. Ele colocou os fones e se sentou do lado de fora do hospital. Eles estavam voltando nos eixos agora. Há menos de uma semana, eles tiveram seu primeiro momento íntimo. E estavam planejando uma gravidez. E uma pequena família. A sua família perfeita.
Ele colocou em uma música aleatória e chorou ali mesmo na parede do hospital. Ele chorou até ver a cara alegre de Hotch.
— Porque está sorrindo? – Derek perguntou intrigado.
— Como se sente ao ver um bebe sujo? – Hotch perguntou, deixando Derek confuso. – Talvez eu deva te ensinar algo sobre isso.
— Hotch. – Morgan teve seu próprio sorriso agora. – O que você quis dizer é o que você disse?
— O médico quer ver você. – Hotch entrou.
Ele levantou e correu para ver o médico.
— Esse é o pai da criança? – O médico perguntou.
— Você está dizendo que minha Baby Girl está grávida? – Derek estava nas nuvens.
— Uma semana. – O médico respondeu. – Ela vai precisar de algum descanso. Então acho que vamos manter ela por aqui por um mês ou dois.
— Porque? – Derek quase gritou nervoso. – Porque ela tem que ficar aqui.
— Ela tem uma gravidez de risco. – O médico respondeu. – Precisa de remédios para dor e eles são próprios para isso. A fisioterapia vai ser aqui no hospital, posso chamar alguém.
— Fran Morgan. – Derek disse – Ela pode ajudar Penelope na fisioterapia. Ela tem uma licença para isso agora. E também é alguém muito mais do que confiável.
— Você parece confiar muito bem nela, Agente Morgan. – O médico riu. – Confiou em Jason, Willian, ou qual o nome dele for.
— Eu tenho que confiar na minha mãe. – Derek riu. – E grande admiradora de Penelope sendo sua nora.
— Então sim. – O médico fez uma nota mental para conhecer essa moça. – Ela vai trazer o marido, seu pai.
— Ela é viúva Doutor Stainer. – Derek disse. – Posso pular a arte do "ela deve ser uma senhora fina" e dar o telefone se quiser.
— Dar o telefone de quem? – Rossi se intrometeu. – Eu não vou deixar você dar o telefone de Fran, Derek.
— E porque não? – Derek estava surpreso.
— Porque nenhum homem gostaria de dar o telefone de sua namorada para outro homem. – Rossi disse, com coragem. – Íamos contar na semana que vem, eu juro.
Derek estava surpreso. Rossi e sua mãe namorando? Sua mãe e seu chefe? Oh deus, era demais.
— Posso ver a futura mamãe? – Derek mudou de assunto.
— Me acompanhe. – O médico estava chateado.
— Ela vai ficar feliz por estar gravida depois de tudo isso. – Derek respondeu.
Eles chegaram ao quarto de Penelope e ela estava dormindo calmamente. Ele pegou a mão dela e ficou ali a vendo calmamente.
Fale com o autor