FlowerFell

1 0.Prólongo


Notas iniciais
*Tra La La,As águas estão selvagens hoje.

O vento uivava como se estivesse com pesar.Tudo estava um completo silêncio.Os pássaros não cantavam.As folhas não caiam.O clima era mórbido.O monte Ebott nunca foi um lugar agitado,era um lugar calmo perfeito para quem procurasse descanso.Uma área deserta, quase sem vida.O silêncio finalmente foi quebrado com passos.

Adentro da floresta caminhava uma criança sua camisa listrada era fina demais para protegê-lá do frio gélido,mas ela não parecia se importar.Pois seus olhos eram mais vazios que aquele lugar.O corte no rosto ainda ardia,o curativo mais machucava a ferida do que amenizava a dor,mas nada se comparava com a angústia que Frisk sentia.

Quando finalmente percebeu que o melhor é sempre ferir a sí mesma,do que prejudicar as pessoas que amava.Ela nunca descontaria sua raiva nós outros.Não era culpa deles.Era sua culpa. Frisk não se encaixava nesse mundo,era isso o que sempre achou.Não passava de um fardo,não queria mais causar problemas.Não era errado ela se redimir,certo? ela só estava tentando consertar seus erros, não é? talvez.

Enquanto trilhava o caminho,ela brincava com algumas pedrinhas que encontrava,elas faziam um som engraçado se você as batesse umas com as outras.Respirou fundo,em vão tentando tirar aquela sensação de aperto no pescoço.O dia estava bonito,seria bom para ela apreciar tudo,pela última vez,antes de...sumir.

Finalmente havia chegado na entrada do monte,a escuridão da caverna dava um ar ameaçador,aquele manto negro parecia realçar as rochas pontiagudas que enfeitavam as paredes do túnel.As lágrimas molhavam o rosto dócil da garota,o soluço suave que soltou de sua boca ecoou naquele imenso breu.Limpando o rosto,ela engoliu o choro e adentrou a caverna.

Lentamente,a menina olhou uma última vez para trás,e tudo o que viu foi os carvalhos e pinheiros,balançando suas folhas em sincronia com o vento.Seus cabelos voaram conforme seus olhos se encontraram com a cratera.A angústia parecia crescer,conforme se aproximava cada vez mais de seu destino.Ela parou,apenas alguns centímetros longe.

"Mamãe...e-eu..."

Frisk estava chorando abertamente agora,ela gritou tão alto como se estivesse soltando toda a dor que carregou em seu peito.Sua mente já se encontrava estável e quebrada,era praticamente impossível voltar agora.

"E-eu...s-sinto muito...me perdoe...P-por favor..."

Assim que levantou sua perna,seu pé ficou preso a uma raiz fazendo-a tropeçar.E logo o pânico a tomou.Talvez,no fundo,bem no fundo,estivesse hesitante.Quem sabe ela não estivesse pronta para sumir.Para tirar a própria vida.Talvez ela estivesse determinada a conseguir uma vida melhor e estava agindo por impulso.

Desesperadamente,a menina agarrou-se a uma raiz,inutilmente tentando não cair,a raiz se partiu e Frisk despencou no abismo.O buraco era tão fundo quanto suas olheiras,quanto sua sanidade.Ela impotentemente gritou chamando por ajuda.

Mas ninguém veio.

Notas finais
Essa é uma teoria minha,é meio louca, mas faze o que né? eu nasci com uns parafusos a menos,não tirei essa idéia da cabeça,tipo,depois do final pacifista se você voltar nas ruínas você encontra o Asriel,então ele fala que as pessoas que escalavam o monte Ebott não faziam isso por motivos "muito alegres",é saiu isso.Sugestões ou críticas construtivas são bem-vindas,Por favor comente!,não sejam leitores fantasmas,eu não quero escrever para o além! Muahahahhahaha,até o próximo capítulo!