Flower of science

6 Banheira de gelo


Notas iniciais
Hiiii peoples!! vou estar em semana de prova,então vou demorar uma semana para postar,espero que me entendam,mas não se preocupem que vou compensar com um capitulo bem maior,beijos na bunda!!

POV´S MÔNICA:

Canto algumas musicas aleatórias enquanto meus lábios ficam cada vez mais dormentes.Sempre quis tomar banho de banheira,mas não em uma dessas.Fito o teto absolutamente branco,assim como meu corpo quase congelado.Fumaça sai dos meus lábios roxos a medida que canto minha canção.

Percebo olhares preocupados sobre mim:

–Ta tudo bem Mô?-era a voz da Angel bem ao lado daquela banheira.

–Tudo.-falo e minha voz quase não sai pelo frio,minha garganta parecia congelar aos poucos,continuo a cantar para me manter acordada.

Eu estava de biquíni a incontáveis minutos dentro da banheira,um pequeno monitor na parede mostrava a temperatura da água,cinco graus,e meus batimentos cardíacos e outros números que eu não tinha ideia do que significava.Eu estava cheias de fios na região do tórax:

–Que música canto agora?-pergunto com minha voz fraca enquanto olho para Angel sentada na borda.

Ela dá um leve sorriso:

–O sapo não lava o pé.

Olho para Angel na mesma hora:

–Sério isso?-resisto a vontade de rir,ela concorda um pouco vermelha de vergonha.

Começo a cantar,minha voz falhava as vezes.Apesar de ser uma música divertida virava um leve canto por causa da minha voz fraca e rouca por causa do frio.

Essa tinha se tornado minha rotina a um mês,cantar o lado da Angel enquanto faziam experiências em mim.Depois de perceberem que ela me acalmava deixaram a Angel ficar ao meu lado durante os processos,menos quando eram mais violentos,tipo os choques.

As experiências serviam para a criação de remédios ou de obtenção de informações cientificas.Os choques por exemplo serviam para medir o nível de contorcimento dos órgãos,ou seja,o quanto se contorciam com a eletrificação.

Hoje eu estava em uma banheira com temperatura baixa,não tenho certeza,mas acho que era algum tipo de teste de quanto tempo o corpo humano pode resistir a temperaturas baixas,ou provocar uma hipotermia.

Aconteceu coisas horriveis em apenas um mês,todo o tipo de experiências:

–O sapo não lava o pé,não lava porque não...-canto e vejo Angel sorrir e me acompanhar.

–Quer,ele mora lá na lagoa,não lava o pé porque não quer,mais que chulé!!!-ela ri e colaca a mão no nariz fingido sentir algum cheiro ruim.

Dou um fraco risinho:

–Na língua do “E” agora.-digo,e Angel começa a cantar novamente enquanto a acompanho.

Esse era um jeito ótimo de esquecer de tudo isso que estava acontecendo.Eu me sentia em algum tipo de laboratório nazista de experimentos científicos,a um mês que passo por todos tipo de situações,tipo ficar pendurada de cabeça para baixo,ingerir remédios e substancias estranhas que davam uma dor insuportável,tomar hormônios,levar choques...enfim,não preciso lembrar de tudo que passei.

Para mim um mês não era nada,mas agora era como um inferno que se arrastava muito devagar,cada minuto naquelas experiências eram dias eternos enquanto eu sofria sentindo dor,eu odiava esse lugar.

Meu cabelo estava muito longo,na altura do joelho,eu já não andava com ele solto,apenas o prendia em um farto coque no alto da cabeça,meu cabelo estava preto até a metade e na outra era marrom.Isso porque a tinta já estava caindo e meu cabelo estava voltando ao preto.Eu me perguntava como ele tinha crescido tão rápido,mas provavelmente era algum efeito colateral de uma das substancias que testavam em mim:

–O sepe ne leve o pé,ne leve perque ne que.-ela canta enquanto sorri daquele jeito infantil.

Dou uma fraca risada ao ouvir-la cantando daquele modo:

–Vou fazer um trança em você.-digo e ela sorri ainda mais.

Angel fica de costas para a borda,me aproximo um pouco e sinto meus pés presos no fundo da banheira para evitar minha fuga.Consigo me aproximar e toco seu cabelo loiro com cachinhos com minhas mãos brancas como papel por causa do frio:

–Essa musica do sapo vicia mesmo.-digo enquanto começo a fazer uma trança raiz.

–Eu gosto dela,uma ex-cobaia cantava pra mim.

Faço uma cara nada amigável mesmo que Angel não veja,mas ela percebe:

–Não fique com ciúmes.-ela ri.

–Eu??ciumes??haha faça-me rir.-reviro os olhos.

–Eu sei que está,mas eu posso ter tido várias amigas...mas só uma irmã,essa é você.

Sorrio enquanto acabo a trança e pego uma liga rosa da sua mão:

–Pronto.-digo e ela passa a mão para sentir meu trabalho,dou um leve tapa no seu braço.-Não desmanche!!!

Angel ri e se vira para mim de novo,nossa...ela definitivamente parece um anjinho.

Na mesma hora a porta se abre,era o Alic e o Samuel,o “chefão”.Samuel era alto,pálido e quase sem expressão,seus olhos eram frios e sádicos,era o único cara que me fazia ter calafrios de medo.Angel parece sentir o mesmo,ela se encolhe um pouco enquanto olha os dois entrarem.

Eles não falam absolutamente nada,apenas olham a pequena tela com os números.Samuel parece surpreso(o que definitivamente era difícil) e ao mesmo tempo satisfeito:

–Cinco graus,os batimentos cardíacos estão um pouco fracos mas acima da média do normal,temperatura externa relativamente baixa...mas até agora a “019”não perdeu a consiencia.-ele fala como se não sentisse nossa presença ali.-Excelente.-Samuel olha para Alic.-Pode desligar,já temos informações bastantes satisfatórias,lembre de esquentar-la da maneira correta,não quero uma mudança de temperatura muito brusca.

–Sim senhor.-diz Alic obediente.Samuel olha para mim com ganância,como se eu fosse algum tipo de tesouro e sai do laboratório.

Alic olha para nos duas:

–Você é resistente ein garota?-ele diz com sarcasmo.-Pensei que não fosse durar uma semana,o chefe esta satisfeito.

Reviro os olhos,eu não tinha mais medo desse simples capanga:

–Você pode até não ver,mas acredite...eu estou explodindo de felicidade.-falo ironicamente.

–Imagino.-ele diz sem perder a piada e desliga o aparelho que esfriava aquela banheira.

Angel continua quieta,ela tinha muito medo daqueles caras,mas eu não.Alic me olha de cima a baixo:

–Gostei do biquíni,mas confesso que você precisa de um bronzeado,esta muito pálida.-ele sorri e quase tenho vontade de vomitar.

–Pensei que gostasse de branquelas.

Ele dá seu risinho sínico:

–E gosto...sorte sua que o chefe não quer que ninguém encoste em você.-ele diz com um sorrisinho pervertido.-Gostei do resultado dos hormônios,muito melhor que a tabua que você era antes.

Angel o olha confusa enquanto ele mexia em alguns fios e anotava as informações,ela certamente não fazia ideia do que era “tabua”,nem muito menos do que ele estava falando,graças a Deus ela era um garota inocente!:

–Vou considerar isso como um elogio.-digo e reviro os olhos.

Alic finalmente anota tudo e tira todos aqueles fios de mim:

–Você tem uma língua afiada mesmo quando esta na pior,não sei se admiro ou se detesto essa sua atitude.

–Sinceramente...-digo sem paciencia.-Estou pouco se lixando para o que você acha.

Ele dá seu sorrisinho sínico e se inclina pronto para me tirar da banheira:

–Ah eu sei disso,agora vamos logo,tenho horários para cumprir.

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POV´S AUTORA:

–Como é que é??-

–Isso mesmo que você ouviu Franja.

–Mas Cebola...não devemos deixar isso para a policia?

Cebola suspira impaciente:

–Franja...já faz um mês que Mônica está desaparecida,a investigação não esta dando em nada,não podemos ficar de braços cruzados enquanto ela pode estar por ai,sofrendo Deus sabe o que.

–Pensei que não se importasse com ela.-Franja provoca,seu amigo bem que merecia todos esses coices,aprontou e agora estava sentindo falta.Mas ele sabia que Cebola estava certo,não podiam cruzar os braços para sua amiga,jamais,não para a Mônica que sempre ajudou a todos e agora corria perigo.

–Eu me importo!-Cebola cerra os dentes para o amigo,os dois estavam passando pelo corredor da escola.-Acha que eu não me sinto culpado Franja? Acha que quando eu penso na Mõnica não penso que as ultimas palavras que falei foram horriveis?

–Então é só peso na consciência mesmo?-Ele novamente provoca.

Cebola o olha exausto ao mesmo tempo que cheio de raiva,seus olhos estavam cheios de olheiras,na mesma hora Franja percebe que o amigo estava sendo verdadeiro:

–Se não quiser ajudar eu posso fazer isso sozinho! Não é peso na consciência Franja,eu...só quero a Mônica de volta.

Franja decide pegar mais leve com o amigo,seu tom fica mais neutro:

–Claro que eu vou ajudar.-ele diz e os olhos de Cebola brilham.-Vou tentar criar algum tipo de máquina que possa localizar por satélite,vai demorar um pouco,mas é o máximo que consigo fazer.

–Seria ótimo se pudéssemos rastrear o celular da Mônica.

–Seria,mas acho muito pouco provável que ela esteja com o celular em cativeiro.-ele fala com sarcasmo.

Cebola estava muito feliz para se irritar com o amigo:

–Obrigado Franja,eu sabia que podia contar com você.

–Estou fazendo isso pela Mônica.-ele diz com firmeza na voz e sai dali,indo em direção a sua namorada.

Cebola suspira aliviado,tudo que ele mais queria era a Mônica de volta,não só ele como toda a turma,nada tinha sido o mesmo desde que ela havia desaparecido,tudo parecia ter perdido a graça,as saídas,as festas,as noites de filmes...nem havia mais os dias de turma clássica.

Sem falar que a Magali estava comendo o dobro que comia antes e vivia chorando pelos cantos com saudades da amiga.Ninguém mais tinha aquele braço direito que era a Mônica,aquela que sempre ajudava e dava palpites.

Cebola estava sentindo falta de alguém forte e determinada como a Mônica,estava sentindo falta até mesmo das brigas,ele nunca tinha imaginado que um dia isso faria falta em sua vida,o jeito irritante dela...era de um jeito o de outro encantador e único.

Cebola é interrompido de seus pensamentos quando alguém o abraça por trás:

–Odeio te ver assim.-era a Irene com uma voz de pena fingida.

–Eu não queria estar assim.-Ele concorda e abaixa a cabeça,não queria chorar de novo.

–Então não fique.-ela sussura no seu ouvido.

Cebola dá um longo e sofrido suspiro:

–Sabe que não tem como,eu...eu não aguento mais tudo isso.

Irene fica em sua frente,ela não gostava de ver ele sofrendo daquele jeito,ainda mais por causa daquela mimada que sempre a excluía da turma :

–Tem sim Cê.-ela segura seu rosto entre as mãos,-Fica comigo,eu te faço esquecer todos esses problemas.

Ele a olha surpreso enquanto Irene dá um beijo rápido em sua bochecha,Cebola sente uma onda de atração seguir pelo seu corpo,mas era algo tão...vazio.

Ele a afasta antes que ela repita o gesto e a segura pelo pulso confuso quanto aos seus sentimentos:

–Irene...não faz isso,por favor.-sua voz era uma suplica.

Irene parece queimar de raiva por dentro,tudo que ela queria estava nas mãos da Mônica,especialmente o Cebola,isso a irritava:

–Aquele dia não quis dizer nada para você?-ela se referia ao beijo em que tinham dado na quadra.

–Irene...eu...-ele tenta se explicar,mas Cebola sabia que não sentia nada além de atração por Irene.

Ela se afasta ainda olhando fixamente para seu rosto:

–Não precisa explicar, eu já entendi.-ela diz com raiva e frustração e começa a se afastar para longe.

–Irene espera!-Cebola dá alguns passos em sua direção e depois para.

–Você precisa de um tempo para pensar no que realmente é melhor para você- ela diz e anda até desaparecer na curva do corredor.

Cebola encosta pesadamente em um dos armários enquanto suspira alto,ele bota suas mãos nos olhos,cobrindo seu rosto.Era tudo tão cansativo,tudo tão doloroso,ele não via a hora de saber onde estava a Mônica,ao menos queria saber se ela estava viva ou não.

Cebola tira as mãos do rosto e fita a enorme janela a sua frente,o sol brilhava mas isso não lhe trazia alegria alguma.Sempre há nuvens por perto,e uma hora ou outra elas iriam cobrir o sol,trazendo a escuridão.

Ele fita aquele paisagem tão extensa a sua frente,em algum lugar naquela imensidão de prédios e casas ele sabia que Mônica estaria em algum lugar,e ele estava disposto a procurar:

–Não importa o quanto tempo demore,nem o que for preciso...eu vou achar você.

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POV´S Mônica

Estou deitada no imenso piso branco enquanto deixo os raios de sol esquentarem minha pele.Havia uma imensa cúpula de vidro por todo o teto,deixando a luz entrar,era alguma espécie de estufa.

Havia plantas de todos os tipos,a maioria era medicinais,com fim para fazer medicamentos,cremes e outros tipos de coisas assim.

Angel pulava alegre pelas plantas enquanto seguia algumas borboletas que voavam perto da grama:

–Vem sentir a terra Mô!-ela diz enquanto corre ela terra fértil e marrom.

–Adoraria.-abro os olhos e olho em sua direção.-Mas estou acorrentada,lembra?

Angel sai de perto das plantas e vem andando até mim,assim que pisa no piso branco seus pés vão deixando pegadas de terra pelo chão:

–Então eu fico com você.-ela diz e antes que eu conteste Angel deita ao meu lado e fita o céu incrivelmente azul .-Que dia bonito!

Sorrio enquanto mexo minha perna acorrentada fazendo barulho no piso:

–Lá de fora é ainda melhor,aqui é como ver o mundo de uma gaiola de pássaros,eu nem sequer sinto o vento no meu rosto,nunca pensei que algo tão simples pudesse me fazer falta um dia.

Angel sorri melancolicamente:

–Eu nunca vi o mundo além dos vidros e muros.

Meu coração se esquenta,desvio meu olhar para cima e a fito:

–Um dia eu vou te mostrar o por do sol lá de fora.

Ela sorri largamente como a garotinha doce que é:

–Promete?

Retribuo o sorriso.Eu era a Mônica,não ia me deixar ser derrotada tão fácil,eles iam ver,ah se iam...eu vou sair daqui,desistir nunca esteve na minha lista.Aquele sofrimento ia acabar,eu estava cansada de sentir dor,cansada de sofrer,eu ia dar minha revira volta:

–Prometo Angel,eu prometo.

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POV´S AUTORA:

Peter e Alic estavam sentados enquanto seu chefe os encarava seriamente.Os dois estavam tensos e tentavam disfarçar o suor que escorria por suas peles,porque será que Samuel havia os chamado?:

–Devem estar se perguntando porque os chamei em meu escritorio,estou certo?

–Na verdade...-Alic se pronuncia prestes a responder,mas é interrompido.

–Foi uma pergunta retórica seu imbecil.-seu chefe diz fazendo com que os dois fiquem estáticos e engulam em seco.Samuel picareja e logo volta a falar.-Como eu ia dizendo...

Ele pega uma imensa pasta azul e coloca em cima da mesa executiva de vidro:

–Sabem o que é isso?-os dois se olham confusos e ficam quietos.-Dessa vez quero que respondam!-ele os repreendem.

–Uma...pasta?-Peter diz um pouco incerto dando um sorriso sem graça.

Alic faz uma careta para a burrice do comparsa:

–isso...-Samuel dá um longo suspiro.-É todo o material que conseguimos com a garota em apenas um mês.

Os dois arregalam os olhos:

–Isso tudo?-Alic esta boquiaberto.-Mas isso é bastante material cientifico,essas informações devem custar uma grana preta.

Os olhos de Samuel parecem conter um brilho perverso:

–Exatamente,a zero dezenove rendeu muito mais do que eu poderia esperar,ela não me deu sequer um prejuízo e mostrou resistência.-ele apoia os cotovelos na mesa com uma postura seria.-Isso quer dizer que ela está apta a realizar a nossa experiência especial,aquela que venho programando a anos.

Peter engasga e disfarça sua reação enquanto fala:

–A experiência de dados senhor? Mas...

–Sim meu caro,a experiência de dados,esse tempo todo procurei alguém forte e resistente o bastante como a garota para realizar minha maior experiência,se tudo der certo nos vamos ficar bilionários.

Alic parece tão surpreso quanto Peter,era uma experiência que nunca pensaram que chegariam a fazer,e também...exigia muito de um cobaia,até mesmo da “019”:

–E se ela morrer?

Samuel dá de ombros:

– Ela já me deu todo o material que eu preciso,não faria diferença se ela morresse agora,não tenho nada a perder.Mas se ela sobreviver...além de ficarmos bilionários com a descoberta...terei uma última experiência para a garota,depois...podemos descartar-la e nunca mais precisaremos de cobaias nem de nada disso,eu serei reconhecido pelo mundo todo como o maior cientista que esse mundo já viu.

Peter não consegue esconder sua curiosidade:

–Uma última experiência? E qual seria?

O sorriso de Samuel aumenta,seus olhos ficam frios e sádicos,sua mente é invadida por um turbilhão de pensamentos escuros e conflitantes:

–Espere meu caro...você verá,você verá.

Notas finais
E ai o que acharam? deixem os comentarios!