Flores Amarelas

6 5 - Grissom se foi.


Notas iniciais
Caracaaaa, eu sei! Demorei né? desculpas, muitas desculpas pela demora para postar mais um capitulo. Não me matem lindas o.O

Sua mão apertou a minha, ou pelo menos ele tentou apertar.

Estava tão fraco, tão doente e tudo aconteceu tão rápido. Em questão de três semanas e meia (depois que ele me contou sobre a doença) ele esta prestes a morrer.

- Sara, olhe para mim. — A voz de Grissom era fraca e rouca ao fazer tal pedido. Era triste olhar pra ele no leito de morte, era difícil ver o quanto mau ele estava.

- Diga! — minha voz era mais doente que a dele.

- Está assim porque não me tratei. — ele tosse, mas prossegue — Desculpa, mas não sabia como, não...

- Pare de falar. — olhei pra ele — Sabe que não pode fazer esforços.

- Você esta assim porque não contei antes. Não é? — seus olhos azuis estavam pregados nos meus — Desculpa. Mas Sara, eu morreria de qualquer forma. Se eu me tratasse só iria retardar o dia de minha morte fazendo você sofrer mais.

Meus olhos se enchem de lágrimas e meus lábios tremem, ele estava falando a verdade, mas eu sou tola, prefiro acreditar na mentira.

- Eu preferiria que tivesse se tratado.

- Nós dois sabemos que não. — ele tosse mais uma vez enquanto segura minha mão.

Vejo que seus olhos estão ficando vagos, mas de maneira estranha. Ele me avalia de cima a baixo fazendo o maior esforço possível.

- Não esta com aquele vestido branco. — ele sorri.

- E nem com o cabelo preso. — minhas lágrimas rolam por minha face.

- Promete que no meu velório só terá meus amigos mais íntimos e tulipas amarelas? Que você estará com o vestido branco em vez de um preto qualquer? — vejo que seus olhos brilham mais do que o normal quando ele dá uma longa piscada — Promete ser feliz quando eu for embora?

- Pare com isso. Você vai viver, não vai morrer agora, pare com isso. — eu começo a chorar — Não me faça prometer tantas coisas que não posso cumprir.

- Prometa então que será feliz! — ele acaricia minha mão.

- Prometo. Prometo.

- Venha, deite aqui. — ele fica parado, porque não tem força suficiente para dar espaço.

Ainda chorando deito do outro lado da cama do hospital, ele me olha e vejo que seus olhos estão perdendo aquele brilho e que estão mais vagos.

- Me beije. — ele sussurra.

Eu não poderia negar um beijo aquela altura.

Limpei as lágrimas em sua bochecha em vão e meus lábios encontraram os dele.

Foi engraçado, porque aquele beijo foi um beijo diferente, igual de como beijei ele pela primeira vez, mas agora com um sabor salgado das lágrimas.

Beijei toda a sua face enquanto eu chorava e o tempo todo ele segurou a minha mão.

- Desculpa. — ele pediu de novo com a voz fraca.

- Não me deixe. — apertei a sua mão.

- Te amo Sara Sidle. — sua voz foi sumindo ao longo da pequena frase. E antes que ele terminasse de dizer meu sobrenome seus olhos perderam o foco e o brilho, que sua respiração diminuiu bem lentamente até parar completamente e que seu coração já fraco deu sua ultima batida e então reparei que ele nem me deu tempo de lhe dizer que o amava muito mais do que ele me amara.

Encostei minha bochecha na dele enquanto chorava, o "piiii" constante da maquina dizendo que o coração dele parou de bater me irritava, mas pelo menos me informava de que ele realmente se fora.

Abracei seu corpo que ainda tinha um restinho de calor.

- Te amo. — eu soluçava, enquanto mantinha meu corpo junto ao dele. Enquanto deixava que minha bochecha ficasse colada na sua, enquanto eu tentava segurar sua mão. Ele morreu.

Sua mão se soltou da minha...

Notas finais
ai ai, E ai como leram? E o que acharam?
Ohhhh ainda não acabou hen ~o~
- Não deixarei Sara infeliz, prometo :) (eu acho)
Beijos lindjas.