Notas iniciais
Gente decidi que esse será o ultimo capitulo! hi hi. Espero que gostem a beça né. õ/
Tenham uma ótima leitura.

Voltei ao presente como em uma explosão repentina.

A faca estava bem próxima do meu pulso. Aquilo era ridículo, por que me matar lentamente se eu posso pegar aquela droga de arma e dar um tiro na cabeça, o que seria bem mais rápido.

Mas não, sou uma mulher fraca e tola, dramática, apesar de nunca gostar de teatro ou novela. Mas isso parece instinto, um instinto ridículo feminino. Ah. De novo uma explosão, mas de uma lembrança que agora que me dei conta de que seria uma ótima saída para o arrependimento.

Grissom me fez prometer "seja feliz" e sim seria feliz, mas só ao lado dele. Então por que ter medo de me matar? Se ele me fez prometer isso então assim seja.

A lamina fria corta meu primeiro pulso, faço tanta força que trinco os dentes com a dor cortante. Mordo os lábios, o corte fica perfeito, bem profundo, preciso corta o outro imediatamente antes que eu perca as forças.

Dou um grito, a dor é insuportável, mas é por um motivo bom, assim eu espero.

Isso parece doentio, é doentio. Mas não consigo pensar viver em um mundo onde ele não existe. Estou doente, não quero fazer ninguém sofrer por eu estar sofrendo. Não quero tentar ser feliz, porque quando tentei, demorei anos e mais anos para conseguir a felicidade e quando o encontrei se foi de um jeito insensível, de um jeito frio.

"Te amo Sara Sidle" a voz dele ecoa em minha mente "Te amo Sara Sidle".

Começo a chorar novamente, aquele tipo de choro que faz seu corpo todo balançar.

A faca cai de minha mão quando não sinto mais meus dedos. O sangue jorra sujando todo meu vestido branco de vermelho. Minhas lágrimas por alguns instantes me segam, mas talvez isso não sejam as lágrimas, mas sim minha passagem para outro lugar. Para um céu onde Grissom me espera.

A ardência me toma por completo. A morte é horrível, dolorosa e doentia, mas lhe dar certa ansiedade.

Fecho os olhos, porque já posso sentir o calor de seu corpo e já posso ouvir sua voz ao longe, me chamando... "Sara Sidle"...

**~~

Cath ficou olhando pro quarto vazio, para a cama cheia de sangue.

Mais uma dor ela sentia, mais uma perda ela teve.

Não aguentou ver o estado de Sara, porque ela parecia feliz, com os olhos fechados e um leve sorriso no rosto, com os pulsos cortados e virados para cima, com a cabeça tombada para o lado. Parecia uma criança sonhando, uma criança que sonha algo bom.

Ela abriu a gaveta do outro lado da cama, do lado onde Grissom dormia. Havia alguns caderninhos de anotação e em baixo uma foto dele com Sara, uma foto deles dois distraídos, perto de um parque.

Cath sorriu, eles eram felizes, voltou a olhar a gaveta, quando viu um pequeno pingente amarelo. Ela franziu a testa e o pegou. Colocou na palma da mão e o observou. Era uma pequena tulipa amarela.

- É doloroso ter de enterrar um amigo a cada dia! – Cath se virou um pouco vendo Warrick na soleira da porta.

Guardou rapidamente o pingente no bolso.

- Grissom tentaria ser feliz no lugar dela. Ele não tiraria a vida, sem antes tentar. – ela sussurrou olhando para o moreno.

- Greg ainda se sente culpado por não ter insistido mais em ficar junto com ela. – ele suspirou mordendo os lábios.

- Ela faria isso mais cedo ou mais tarde. – a loira andou em direção a Warrick, lhe deu um abraço e soluçou até cair no choro...

--

O velório de Sara foi quase igual ao de Grissom, mas a diferença foi que Catherine antes de jogar sua rosa, tirou a mini flor do bolso e a beijou. Falou algo baixo e colocou dentro do tumulo.

- É o...? – Nick começou a perguntar.

- Sim! Só quero que ela leve uma parte dele. – Cath suspirou.

Uma vida se vai e outra nasce.

Às vezes não aceitamos a morte de alguém, e outras esperamos que um dia esqueça, até realmente esquecermos.

Quando amamos de verdade, seguimos o nosso coração. Quando amamos de verdade, pensamos primeiro no próximo.

Grissom encontrou o pingente no banheiro, jogado. O pegou, avaliando-o e viu que o fecho estava aberto. Então o guardou em sua gaveta, porque levaria rapidamente para consertar no dia seguinte, mas acabou esquecendo porque se sentiu mal no dia e também se esqueceu de contar isso a Sara. E o pingente acabou caindo no esquecimento até o dia que Cath o encontrou.

“Seus olhos encontraram os dele em um lugar que deveria ser desconhecido por todos. Porque era perfeito demais, uma Sara e um Grissom, talvez fosse até o paraíso. E mais uma vez ele sussurrou seu nome.”

Fim.

Notas finais
Sem choros, espero u.ú -- bom, quero pedir obrigada por todos que acompanharam minha fic e que sempre me escreveram reviews lindos e motivadores. Fico grata por vocês que sempre me dão forças para começar e terminar uma fic.
LINDAS um enorme beijos da titia Kary e até a próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!