Flor De Lótus

8 Artigo 7° — Experiência Lótus 437


Notas iniciais
HOOOY GEEENTIIII ♥ Que saudade que eu estava de escrever, nossa! Vou explicar a minha imeeensa demora. Eu estou no 3° ano do ensino médio e esse ano tem o ENEM e como eu quero medicina em uma federal (que tem corte aproximadamente 860) estou estudando como uma doida tanto pro vestibular quanto para a escola (que agora tem aula extra todo dia à tarde então saio de casa 7h e só volto 20h). Desculpem-me :/ ► MirajaneDIVA ♥ Você realmente é uma diva! Fico com lágrimas nos olhos de felicidade pelos elogios ao meu trabalho e ao da Luz quando ela escrevia a história também. Muito obrigada mesmoo ♥ ► Duda ♥ MEU DEUS DO CÉU DUDA! ASUHSA Que recomendação maravilhosa foi essa? Sério, estou dançando pela casa até agora de felicidade -q Você é uma leitora e amiga muito especial para mim e ver você elogiando a história assim quase me faz chorar ♥ ► Yakiyama ♥ Fico feliz por ter elogiado a fuga dos clichês, apesar de eu particularmente achá-los ótimos quando bem escritos USAH Me dedico muito a essa história para que ela seja consistente e que os leitores recebam sempre o melhor possível ♥ ► Letcia Bernabeu Ratke ♥ Obrigada por ter dado uma chance à minha fic ♥ Fico realmente muito feliz que tenha gostado tanto dela, mesmo não tendo só Gale ♥ ► Natasya Terava Tahti ♥ Amei sua recomendação, sério! Muito obrigada por continuar lendo a história e ainda recomendá-la mesmo tendo ficado tanto tempo sem atualização ♥ O capítulo de hoje é dedicado a TODOS os leitores, sejam eles fantasminhas ou não. Saibam que mesmo indiretamente, me dão forças para continuar a fazer uma coisa que tanto amo que é escrever essa fic. Espero realmente que vocês ainda estejam aqui comigo.

Natsu Dragneel – Las Vegas, 3º Departamento de Polícia – 21:37

Puta que pariu. Eu só posso estar sonhando, nada daquilo podia ser real. Esfreguei meus olhos segurando a vontade de socar os quatro policiais que estavam de vigília na porta olhando como paspalhos a sala vazia. Não acreditava que aqueles desgraçados tinham jogado todo meu trabalho e da minha equipe no ralo.

— É, você estava certo. Elas me surpreenderam mesmo — falou Gajeel.

Aquele comentário fez com que minha paciência, que já estava por um fio, sumisse completamente. Peguei o vigia mais próximo pelo uniforme e o joguei na parede socando-o com toda a força em seguida. Eu estava pegando fogo de raiva.

— Não acredito que ralei mais de três anos nesse caso para vocês, imbecis, deixarem-nas saírem dando pulinhos pela porta! — berrei socando o homem repetidamente.

Senti duas pessoas me segurando e tentei me soltar, mas não tive êxito. Inspirei profundamente tentando me acalmar e vi o homem engatinhando para fora do meu caminho com o rosto ensanguentado. Não se fazem mais policiais como antigamente. Como aqueles inúteis conseguiram passar na academia?

— Acalme-se Natsu. Vamos ver as câmeras de segurança para podermos saber o que realmente aconteceu — disse Makarov saindo da sala.

Soltei-me do aperto de Gajeel e de Gray resmungando que estava bem e segui o mestre. Estava tão puto da vida que sentia meu corpo quente e se nas filmagens eu visse as três vadias saindo sem que os retardados vissem, eu poderia ser preso se colocasse minhas mãos neles porque iria socar tanto a cara deles que nem suas mães iriam conseguir reconhece-los no IML.

— Max, por favor mostre-nos as imagens da sala de interrogatório a partir do instante em que as mulheres da Flor de Lótus foram colocadas lá — pediu Makarov ao entrar na sala de vigilância.

O espaço era pequeno, cheio de monitores com diversas câmeras e só possuía uma janela virada para a entrada da delegacia. Max Alors era um homem magro que tinha um cabelo grande e loiro desde quando eu o conhecia. Usava uma blusa social azul de manga comprida, jeans e tênis, já que o ar condicionado ligado ao máximo deixava aquele lugar frio. Ele era legal e podia fazer mágicas nas resoluções das imagens.

Em um dos monitores a cena foi reproduzida. As três ficaram sentadas por menos de cinco segundos depois de a porta ter se fechado e começaram a sussurrar entre si quase imperceptivelmente. Se eu não estivesse com o rosto quase colado à tela, talvez não tivesse visto o leve movimento dos lábios da loira.

— Dá para aumentar o volume para ouvirmos o que elas estão dizendo? — perguntei esperançoso.

— Sinto muito Natsu, não há nada que posso fazer quanto a isso — desculpou-se Max.

Depois de aproximadamente trinta segundos conversando, as três se levantaram e começaram a inspecionar a sala. Elas pareciam procurar por algo, mas a loira ficou em pé olhando fixamente para a câmera. Ela permaneceu assim por dez segundos e deu um sorriso. O tempo passava e nem ela nem suas amigas se moviam. Aquela expressão de gozação que ela fazia já estava me tirando do sério.

— A imagem travou, a cena está congelada e só o tempo está correndo — observou Gray franzindo o cenho.

Max tentou apertar vários códigos a fim de dar continuidade ao vídeo, mas nada funcionava. Makarov, com o passar do tempo e a cada tentativa falha, ia ficando com o rosto mais vermelho. Ele havia se segurado por muito tempo, estava até estranhando sua calmaria diante daquela crise.

– Como assim elas fugiram e as câmeras não pegaram isso? Quatro policiais estavam cercando a sala de interrogatório! Quatro! – esbravejou o mestre furioso e tive a impressão de que todos no departamento conseguiam ouvi-lo – Estou cercado de inúteis! Achem elas agora! Ponham patrulhas para procurar nos arredores. Quero um raio de quinhentos metros, elas não podem ter ido tão longe.

Assim que ele terminou de falar, Mirajanne entrou na sala com uma expressão preocupada. Ótimo, o que mais podia ter dado errado em menos de uma hora? Toda aquela má sorte do inferno só podia ser o universo zoando a minha cara.

— Invadiram nosso sistema há alguns minutos. A equipe tecnológica já analisou e parece que o ataque durou somente um minuto. Nenhum dado foi alterado, os invasores já saíram, mas estamos rastreando o IP deles. — avisou.

— Ah que ótimo. Isso aqui está mais parecendo uma novela meia boca do que uma delegacia real de polícia — murmurou Gray revirando os olhos e cruzando os dedos.

— Garotos, vão para as viaturas e convoquem o máximo de policiais que puderem. Quero o máximo de gente nas ruas procurando por elas.

Saí correndo da sala junto com Gajeel e Gray. Eu não iria dar nem mais um minuto de vantagem para aquelas vadias que demorei tanto tempo para prender. Vê-las fugindo bem na frente do meu nariz não era uma opção. Estava saindo da delegacia quando quase tropecei ao ver quem passava pelas portas.

As três mulheres da Flor de Lótus entravam na recepção calmamente tomando grandes copos de café. Quase chorei de alívio.

— Foi mal, mas se esperam que tenhamos uma reunião de negócio precisávamos tomar muito café antes — falou a loira.

Makarov as olhava assustado, mas logo se recompôs e o maior sorriso que já vi o velhote dar apareceu em seu rosto. Parecia até que ele sabia que cedo ou tarde elas voltariam para a delegacia a fim de discutirem o acordo — que, diga-se de passagem, eu estava rezando para elas não aceitarem.

— Venham, crianças, vamos para o meu escritório — pediu o mestre.

O velhote era um ótimo chefe, mas talvez tivesse ficado senil porque eu não via como juntar policiais bem treinados e competentes com essas criminosas iria ajudar em algo. A sala era grande e tinha visão de todos os escritórios menores, as paredes eram brancas e o piso cinza. A grande mesa de carvalho estava diante de seis poltronas pretas que com certeza deveriam ter sido colocadas ali de última hora. Sentamo-nos com cada um sentando perto de seu próprio grupo como se alguém tivesse desenhado uma linha divisória no chão e de um lado ficavam os homens da lei e do outro as criminosas.

— Suponho que já tenham pensado a respeito da minha proposta. Vocês aceitam trabalhar com meus investigadores? — perguntou o mestre — Aliás, qual é o nome de vocês? Um verdadeiro, nem preciso do sobrenome.

— Levy, Juvia e Lucy. — respondeu a baixinha de cabelo azul apontando para si mesma, depois para outra mulher de cabelo azul e por último para a loira que havia me chutada na cabana após eu ter salvo sua vida.

— Espera aí chefe. Você disse que iríamos trabalhar com O Oposto para vigiá-las. Como funcionará isso? — questionou Gajeel.

— Vocês não irão trabalhar diretamente com eles, O Oposto irá somente vistoriar as coisas à distância, em nenhum momento terão encontros com eles para a própria segurança de ambas as partes — explicou Makarov — Vocês trabalharão em dupla, uma integrante da Flor de Lótus para cada policial. Vocês deverão monitorá-las vinte e quatro horas todos os dias e para auxiliá-los Levy, Lucy e Juvia usarão rastreadores.

Eu sabia que os rastreadores não seriam de muita utilidade caso elas quisessem sumir. Do jeito que aquelas vadias eram filhas da puta, podiam tirar seus rastreadores e coloca-los em ratos de esgoto só para se deleitarem conosco caçando os bichos pela cidade inteira como desesperados.

— Elas vão ter que morar conosco? — perguntou Gajeel.

Aposto que ele deveria estar fazendo as contas de quantas mulheres ele deixaria de pegar com seu serviço de babá. Se bem que, pelo o que a loira, ou melhor, Lucy, havia me dito, os dois já estavam se pegando quando o chamei no walkie talkie.

— Sim, provisoriamente. É muito arriscado colocar todos morando juntos no mesmo lugar. Se ficarem sempre em duplas dificultará a ação dos agentes do Projeto Lótus — completou o velhote — E então meninas? Topam?

— Com certeza. — afirmou Lucy após uma troca de olhares com as outras duas mulheres.

Lucy Heartphillia – Las Vegas, 3º Departamento de Polícia – 21:25

A sala de interrogatório era pequena, as paredes possuíam a cor creme bem clara e o chão era cinza. No centro havia uma mesa de metal em forma retangular com lugares para prender as algemas dos prisioneiros e havia três cadeiras de um lado e uma do outro. As lâmpadas eram claras e não tinha janelas. Era um tédio total, mas pelo menos os três patetas nos deixaram sozinhas.

— Aquela proposta me surpreendeu, talvez eles possam nos ajudar. Só de não termos que preocupar com a polícia na nossa cola já é uma preocupação a menos — falei sem movimentar muito os lábios e em baixo volume.

— O que acha, Juvia? São confiáveis? — perguntou Levy imitando meu modo de falar.

— Temos que ler novamente a ficha de Makarov, mas ele é um homem de palavra. Percebi isso pela maneira com que os seus subordinados o respeitam, se ele fosse um chefe desonesto não seria tão querido por todos como ele é. Além disso, sua postura a propor a fusão não demonstrou hesitação ou desespero como se fosse um pedido desesperado, pelo contrário, foi bem pensado já que sua postura era segura — explicou.

— De qualquer modo, vamos dar uma geral no sistema deles. O pen drive que inseri na CPU do computador central quando caí perto dela já deve estar enviando os dados para meus equipamentos — falou Levy — Procurem a saída de ar discretamente, temos poucos minutos até perceberem que os computadores foram invadidos. Lucy atraia a atenção da câmera, fique em primeiro plano. Quando estivermos fora irei excluir as imagens da nossa fuga.

Fiquei parada bem na frente da câmera olhando fixamente para a lente. Tinha consciência de minhas duas amigas e ouvi um leve ruído quando uma delas encontrou a saída de ar. Juvia retirou uma mini chave de fenda do seu sutiã e a entregou para Levy, que mesmo algemada conseguiu desparafusar a entrada com facilidade.

Entrei primeiro e rastejei o mais rápido que consegui tomando o maior cuidado para não fazer barulho enquanto tentava evitar os montes de poeira e teias de aranha. Por sorte havia decorado o caminho de tanto estudarmos a planta daquela delegacia então não perdi tempo em guiar Juvia e Levy respectivamente à saída que dava para rua lateral. Nós havíamos enfraquecido os parafusos antes de irmos para o hotel então foi necessário só um empurrão para a grade sair. A noite continuava amena com poucas pessoas na rua e o céu estava límpido.

— Em qual carro que você deixou meus equipamentos, Juvia? — perguntou Levy limpando o vestido da melhor maneira que pôde com as mãos algemadas.

— Em um gol 2004 preto a dez metros daqui, no estacionamento da farmácia — respondeu a mulher caminhando em direção ao local indicado.

O carro estava com várias tralhas eletrônicas que foram logo arrumadas por Levy, que estava com um sorriso no rosto. Ela era doida com aquelas tecnologias e sabia utilizá-las como ninguém a fim de chegar a um objetivo. Pegamos uma cópia da chave de algemas no carro e as retiramos de nossos pulsos. Deixei-a trabalhar enquanto eu e Juvia pegamos panos úmidos para os limparmos nossa pele da poeira que estava no túnel de ventilação.

Os três patetas deveriam estar arrancado os cabelos a essa hora pensando como foi que fugimos. Queria tanto ver a cara de desespero que o Natsu provavelmente está fazendo! Sério, eles eram realmente muito trouxas se achavam que iriam nos pegar tão facilmente. Isso mostraria que só estávamos ali porque quisermos.

— Makarov Dreyer entrou na polícia há trinta anos e começou nas pequenas delegacias até ser chamado para trabalhar no 3º departamento. Logo no início pegou casos grandes e obteve sucesso na maioria. Foi colocado na chefia quando o antigo chefe, Purehito, mais conhecido como Hades, foi expulso da corporação e preso após descobrirem que ele trabalhava com negócios ilícitos no submundo. É um homem muito respeitado em vários lugares, tendo muita influência sobre diversas pessoas poderosas. Ele é um bom aliado para nós, mas devemos manter os olhos abertos — disse Levy lendo a ficha do homem.

— Então isso é um sim unânime? Vamos trabalhar com eles? — perguntei sorrindo com o grande leque de possibilidades de pormos as mãos em informações ainda mais confidenciais.

— Não — afirmou Juvia — Eles é que irão trabalhar para nós sem nem mesmo se darem conta disso. Esse acordo só servirá para tirar a polícia do nosso pé a fim de que possamos nos concentrar no objetivo principal que é descobrir a sede do Projeto Lótus.

— Já excluiu as filmagens da nossa fuga Levy? — questionei olhando por cima do ombro da pequena enquanto ela digitava algo com uma velocidade impressionante.

— Sim, só estou dando os toques finais e... Droga! — praguejou e desligou toda a aparelhagem — Perceberam que estou no sistema, mas consegui terminar tudo. Acho que a reunião com Makarov vai demorar, vamos tomar um café? Eu pago, menos pra Lucy. Ainda estou puta por você ter empatado minha foda com o gostosão do Gajeel. Ele tem uma pegada que nossa! Além disso, mesmo sob a roupa deu para sentir o seu...

— Levy! — a interrompi — Poupe-nos dos detalhes sórdidos.

— Pelo que percebi ele está todo inquieto e animado demais com a ideia de trabalharmos em conjunto, seu celibato de três dias não irá durar muito mais.— completou Juvia enquanto caminhávamos para uma cafeteria do outro lado da rua — Enfim, temos que começar a trabalhar assim que sairmos da reunião. Que tal nos encontrarmos naquele esconderijo de menos importância no Marcus Garvey Park?

— É uma boa ideia. Chamei um amigo que será fundamental para nós também, ele estará lá às uma.

Fizemos nossos pedidos e após pegarmos os três expressos, voltamos para a delegacia entrando pela porta da frente. Natsu, tadinho, que estava prestes a sair a nossa caça quase chorou quando nos viu. Só aquilo já compensou o fato de eu ter me arrastado na poeira. Já Makarov nos olhava com um sorriso no rosto como se soubesse que iríamos voltar.

— Venham, crianças, vamos para o meu escritório — pediu o velho.

Eu já tinha decorado a planta e a disposição dos móveis daquela sala. Podia citar todas as rotas de fugas e modos de sair dali mesmo com os quatro tentando nos impedir. Porém, dadas as circunstâncias, contentamo-nos em sentar nas poltronas pretas.

— Suponho que já tenham pensado a respeito da minha proposta. Vocês aceitam trabalhar com meus investigadores? — perguntou o chefe — Aliás, qual é o nome de vocês? Um verdadeiro, nem preciso do sobrenome.

— Levy, Juvia e Lucy. — respondeu Levy identificando-nos.

Não havia tantos problemas em revelar nossos nomes, afinal, haviam milhares de pessoas que os possuíam com sobrenomes diferentes.

— Espera aí chefe. Você disse que iríamos trabalhar com O Oposto para vigiá-las. Como funcionará isso? — questionou Gajeel.

— Vocês não irão trabalhar diretamente com eles, O Oposto irá somente vistoriar as coisas à distância, em nenhum momento terão encontros oficiais com eles para a própria segurança de ambas as partes — explicou Makarov — Vocês trabalharão em dupla, uma integrante da Flor de Lótus para cada policial. Vocês deverão monitorá-las vinte e quatro horas todos os dias e para auxiliá-los Levy, Lucy e Juvia usarão rastreadores.

— Elas vão ter que morar conosco? — perguntou Gajeel tentando reprimir o sorriso safado.

Agora sim Levy não tinha mais motivos para ficar brava comigo. Aposto que Gajeel mal iria fechar a porta de sua casa antes de os dois começarem a se beijar.

— Sim, provisoriamente. É muito arriscado colocar todos morando juntos no mesmo lugar, se ficarem sempre em duplas dificultará a ação dos agentes do Projeto Lótus — completou Makarov — E então meninas? Topam?

— Com certeza. — afirmei olhando para as meninas — Com uma condição: as duplas serão Levy e Gajeel, Juvia e Gray e eu e Natsu.

— Sem problemas. Coloquem estas tornozeleiras, por favor. — pediu o chefe.

Não que elas realmente fossem efetivas, mas se iria deixa-lo dormir à noite não fazia mal. Pelo menos ao invés de serem aquelas grandes e pretas, elas possuíam uma faixa dourada trançada para esconder o microchip. Bem moderna e bonita, gostei.

— Já passa da meia noite. Meninos, levem suas parceiras para casa porque amanhã bem cedo começaremos nosso trabalho em conjunto — ordenou Makarov.

Levantei-me e me espreguicei para disfarçar um olhar entre mim e as duas mulheres. Não tínhamos mais nem um minuto a perder e iríamos nos encontrar em nosso esconderijo. Tínhamos tudo planejado e eu tinha a sensação de que aquela fusão de forças nos deixou ainda mais perto das pistas da localização da cede do Projeto Lótus.

Saí da delegacia e segui Natsu em direção ao seu Jaguar XJ220 vermelho. Lembrei-me da vez em que pedimos Loke para roubá-lo a fim de pregar uma peça no homem e quase tive uma crise de riso. Ele deve ter se lembrado da mesma coisa, pois sua expressão se fechou em uma carranca.

Natsu deu partida e vi outros dois carros saírem do estacionamento. Dentro do automóvel estava silencioso e dava para sentir a indignação dele exalando por todos os seus poros. Nossa, ele estava muito puto com tudo aquilo. Quando estávamos já a três quarteirões do Departamento, comecei a digitar o endereço do ponto de encontro no GPS.

— O que pensa que está fazendo? Você não vai ferrar meu carro de novo! Já basta terem o escondido naquela bosta de orfanato e depois quase o explodiram só para me fazer chegar naquele deserto em que você se enfiou. E o que ganhei? Um chute na cara! A propósito, de nada por ter salvado sua vida, sua mal agradecida.

— Temos que ir para lá, é importante — avisei — E só para deixar claro: fui eu que salvei sua vida. Eu tinha tudo sob controle com o Bonaparte lá na cabana e você estava se arrastando pelo chão choramingando porque levou um tiro, sua bebezinho.

— É melhor que seja realmente importante ou vai dormir do lado de fora da minha casa — disse Natsu socando o volante e virando bruscamente à direita.

— Não se preocupe comigo, antes que perceba já estarei invadindo sua casa. Do lado de fora é que não fico, parceiro — falei dando uma piscadela que fez o homem bufar de raiva.

Foi um trajeto rápido e bem tranquilo até a 124th Street onde Natsu parou o carro e outros dois pararam por perto. Timing perfeito era uma das nossas características, afinal qualquer movimento errado ou o menor dos atrasos podia causar a morte e uma de nós. Desci do carro com Natsu já pensando em outro lugar para montarmos um novo esconderijo já que aquele seria descoberto e provavelmente vigiado pelos policiais a partir de agora.

Marcus Garvey Park ocupava um quarteirão inteiro e era realmente muito bonito se você ignorasse o grito estridente das crianças quando os pais as levavam para a piscina ou para o parquinho. Por ser quase uma hora da manhã ele estava trancado, já que havia tido um aumento significativo de violência dentro dele no período noturno, mas isso não era problema. Levy havia feito uma cópia da chave assim que escolhemos aquele lugar como ponto de encontro.

Assim que entramos trancamos novamente o portão para que não tivéssemos visitas inesperadas e Juvia nos guiou diretamente a um dos playgrounds menores. O local estava silencioso e iluminado então foi fácil achar no chão o piso marcado com um pequeno entalhe de uma flor de lótus. Como o piso era feito de retângulos de cimento postos um do lado do outro, foi fácil achar um menos resistente e fazê-lo de porta de entrada para o esconderijo no subsolo.

— Levantem esse cimento aqui — pediu Juvia batendo o pé no quadrado marcado.

Natsu e Gajeel juntos conseguiram içá-lo e coloca-lo de lado. Uma escada metálica e a escuridão eram as únicas coisas que eles conseguiam ver antes de Levy rapidamente descer e acender as luzes. Quando todos já estavam no subsolo, Gray assobiou admirado com o lugar. O espaço era um pouco menor que o escritório de Makarov, mas possuía um grande mapa da cidade estendido em uma parede com várias marcações, na outra alguns monitores modernos e aparelhagens complicadas e nas outras duas jogos de dardos. Alguns pufes pretos estavam espalhados ao redor de uma pequena mesa de reuniões metálica e sobre ela pequenos pedaços de papéis irrelevantes.

— Cara, vocês são muito fodas. — murmurou Gray — Aqui é quase uma bat-caverna. Por acaso o Alfred vai aparecer também?

—E então, para que nos queria aqui, baixinha? — questionou Gajeel jogando-se em um pufe.

— Estamos esperando um convidado e só iremos começar a reunião quando ele estiver presente — respondi pegando um conjunto de dardos e acertando-os repetidamente no centro do alvo.

Quando o relógio digital marcou exatamente uma hora da manhã, o som de alguém descendo a pequena escada de metal inundou a sala. Os investigadores voltaram seus olhos transbordando de curiosidade e expectativa rapidamente para o lugar em que pouco a pouco o desconhecido se tornava visível.

— Seja bem vindo, experiência Lótus 437 — falou Levy sorrindo perante a expressão de descrença dos policiais — Ou melhor, Jellal Fernadez.

Notas finais
Agradeço novamente a todos os leitores que tiveram paciência para esperar o capítulo demorado, e espero que eu tenha conseguido, por meio desse capítulo, manter o nível de agrado que vocês merecem! Comentem, por favor ♥